Universidade estadual de campinas



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Instituto de Geociências

H0782

FINANÇAS E INFORMAÇÃO NA METRÓPOLE PAULISTANA: UM ESTUDO DA BOLSA DE VALORES DE SÃO PAULO


André Buonani Pasti (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Adriana Maria Bernardes da Silva (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
O atual período da globalização é marcado pela mundialização das finanças e a importância crescente da informação na construção e reconstrução do espaço. São Paulo desponta, hoje, como principal centro de gestão do território brasileiro. Na presente pesquisa, investigamos o centro financeiro e informacional paulistano através da Bolsa de Valores de São Paulo, com vistas a ampliar o entendimento dos novos conteúdos do território brasileiro a partir dessas duas variáveis-chave do período histórico atual: finanças e informação. A partir das análises, identificamos as principais transformações normativas que possibilitaram a atual configuração do mercado de capitais no país, bem como os agentes e instituições envolvidas neste mercado e suas implicações na urbanização de São Paulo. Também procuramos construir uma tipologia da informação financeira e identificar seus agentes produtores, e investigamos as transformações técnicas que viabilizaram o pregão eletrônico, hoje a única forma de negociação de ações no Brasil. Por fim, identificamos uma forte tendência à concentração das bolsas, processo desencadeado, no Brasil, em 2000, quando a Bovespa passou a monopolizar o mercado de ações, e acentuado em 2008 com a sua fusão junto a BM&F, havendo hoje parcerias internacionais entre bolsas e especulações em torno de novas fusões.

Bovespa - Finanças - Informação

H0783

PRODUÇÃO E DIFUSÃO DE INFORMAÇÕES NA CIDADE DE CAMPINAS: FORMAS DE CONTROLE E DE RESISTÊNCIA


Helena Rizzatti Fonseca (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Adriana Maria Bernardes da Silva (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
A pesquisa busca contribuir para a análise da produção e da circulação de informações na cidade de Campinas. Para tanto, investigamos a elaboração e a difusão de informações sobre uma região periférica do município, o Jardim Campo Belo. É nosso propósito compreender, de um lado, a elaboração de uma informação que seria descendente, pois veiculada hierarquicamente por grandes grupos de comunicação e formadora de uma imagem, um entendimento, do lugar para a sociedade. No caso, estudamos a informação produzida e difundida pela Rede Anhanguera de Comunicação (RAC). Por outro lado, investigamos a produção de uma informação que seria ascendente, pois organizada a partir do cotidiano do Jardim Campo Belo e, possivelmente, capaz de construir um sentido de cidadania para uma população desassistida pelo poder público. Para tanto, foi inventariado a existência de jornais locais, de rádios livres, de circuitos culturais (como o Hip Hop) e de movimentos sociais na região.

Informação - Urbanização - Campinas

H0784

A HISTÓRIA DA GEOMORFOLOGIA NO BRASIL: A CONTRIBUIÇÃO DE AZIZ NACIB AB’SABER AO DESENVOLVIMENTO DA GEOMORFOLOGIA NO BRASIL


Rafaela Soares Niemann (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Antonio Carlos Vitte (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
O objetivo do trabalho foi realizar uma análise da produção científica do geógrafo-gemorfólogo Aziz Nacib Ab’Saber, utilizando como o conceito de história das idéias. Metodologicamente, trabalhamos com a noção de contextualismo do autor e da obra (Laudan, 1971). O trabalho insere-se na busca de contribuir para a construção da história da geografia no Brasil, particularmente a geomorfologia. Aziz Nacib Ab'Saber (1929 - ), é um dos geógrafos responsáveis pela construção da geomorfologia geográfica brasileira. A História da Geomorfologia no Brasil teve em seu início uma pequena contribuição de estudos realizados por alguns geógrafos franceses particularmente Pierre Monbeig. A marca dessa influência na geomorfologia geográfica de Aziz Ab’Saber encontra-se em seu trabalho de doutoramento “ A geomorfologia do sítio urbano de São Paulo”, em que alia a um fino trabalho de análise geológica, sedimentológica e de drenagem; a um debate sobre as estratégias de ocupação urbano desse sítio urbano. O amadurecimento científico de Aziz Ab’Saber ocorre a partir de 1950, com a incorporação dos trabalhos de Jean Tricart, Jean Dresch e Lester King, que levaram Aziz Ab’Saber a incorporar o modelo da pediplanação e o papel dos depósitos correlativos na modelagem geomorfológica. Essa incorporação, ocorre concomitantemente ao desenvolvimento das temáticas paleoclimáticas pela geologia, que conduzirão as reflexões de Ab’Saber no sentido de buscar integrar uma análise dinâmica do relevo, portanto, em clima atual; com os depósitos coluvais, que representariam uma fase resistática, portanto, em condições paleoclimáticas mais secas. Outra contribuição marcante de Aziz Ab’Saber para a geomorfologia brasileira e para a geomorfologia climática tropical, foram as noções de redutos biogeográficos e domínios bioclimáticos, reflexões que associam o desenvolviemento do relevo em três grandes escalas e o integram à análise geoecológica da paisagem. A obra de Aziz Ab’Saber representa uma das maiores contribuições da geomorfologia geográfica para o entendimento do mundo tropical, com ampla utilização no planejamento e do diálogo interdisciplinar das ciências atualmente.

História da geografia - Pensamento geográfico - Geomorfologia

H0785

A REPRESENTAÇÃO CARTOGRÁFICA DA PAISAGEM EM ALEXANDER VON HUMBOLDT: UMA CONTRIBUIÇÃO À HISTÓRIA DA GEOGRAFIA


Vonei Ricardo Cene (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Antonio Carlos Vitte (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Os trabalhos de Alexander Von Humboldt (1769-1859), foram fortemente influenciados pela filosofia kantiana,com as noções de teleologia da natureza e estética; e, pela naturphilosophie. As obras Geografia das Plantas (1803), os Quadros da Natureza (1808) e Kosmos, publicados em cinco volumes (1845 a 1862), operacionalizaram uma nova concepção de natureza, agora não mais mecanicista, mas orgânica, que influenciou fortemente o conceito geográfico de paisagem e de geosfera. A paisagem, entendida como categoria de organização natural da superfície da Terra, portadora de uma estética, poderia ser representada cartográfica e topograficamente por meio de perfis, cartogramas e gráficos complexos, moldados a partir de uma concepção ontológica, a de que a natureza é orgânica e o espaço é a base de reflexão das ciências da terra. A pesquisa demonstrou que Humboldt inovou na representação da natureza, levando a uma nova concepção de cartografia e representação da paisagem, por meio da estética topográfica da paisagem. Para tanto, trabalhou com uma visão científica de natureza, utilizando a matriz newtoniana de física e espaço, além de modernos instrumentos e aparelhos de aferição da dinâmica da natureza, como a climática. Por outro, a partir das influências de Goethe e Schiller, associado à concepção orgânica da filosofia-da-natureza, Humboldt inovou esteticamente, pois a representação, mesmo que sintética da paisagem, como em um perfil topográfico ou na pintura de um vulcão, como o chimorazo no Peru, representavam o papel da imaginação na produção da espacialidade dos fenômenos da natureza. Em Humboldt, a pesquisa da natureza e sua representação cartográfica era o produto de um complexo jogo entre a experiência estética e a física newtoniana, que foi a base para o surgimento da geografia moderna.

Paisagem - Cartografia - Historia da geografia

H0786

ORGANIZAÇÕES ESPACIAIS URBANAS RELACIONADAS A GEOSSISTEMAS NO MUNICÍPIO DE CAMPINAS


Cezar Pardo Mêo Pompêo de Camargo (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Archimedes Perez Filho (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
No início da ocupação do território do atual município de Campinas, sua configuração territorial era dada apenas por um conjunto de características naturais, ou seja, seu relevo, vegetação, hidrografia, litologia e clima, entre outros elementos. Verificou-se que essas características exerceram influências significativas no início da organização espacial da região, pois as construções humanas no local ainda eram incipientes, ou mesmo, inexistentes. Dessa maneira, o homem ainda subordinado pelos elementos naturais, iniciou suas obras de acordo com as possibilidades que o meio apresentava. Portanto, nos interessou traçar os principais eventos históricos e definir os geossistemas presentes na região para então identificarmos as relações existentes entre as características físicas naturais e os tipos de uso e ocupação das terras desde o período inicial da constituição da cidade de Campinas.

Organizações espaciais - Geossistemas - Campinas

H0787

A GEOGRAFIA DA PARADIPLOMACIA SUBNACIONAL: A EXTROVERSÃO DOS MUNICÍPIOS E O CASO DAS MERCOCIDADES


Fabiano de Araujo Moreira (Bolsista FAPESP), Elói Martins Senhoras e Profa. Dra. Claudete de Castro Silva Vitte (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Este trabalho teve como objetivo o estudo sob perspectiva geográfica da problemática sul-americana referente à proliferação de redes paradiplomáticas no âmbito subnacional do Mercosul por meio da extroversão direta de cidades, municípios, estados e províncias nas relações internacionais. Investigou-se a geografia política da integração regional do Mercosul e a formação paradiplomática de uma rede internacional de cidades identificada como Mercocidades, bem como discutiu sobre cidades de fronteira, cidades irmãs e eixos de desenvolvimento, tópicos da pauta de pesquisa sobre as Mercocidades. Por meio da produção de material cartográfico pôde-se observar a proliferação de cidades fronteiriças entre os países do Mercosul que se integraram à rede, certamente uma forma alternativa que essas cidades encontraram para legitimar e aprofundar suas relações com um país vizinho sem a intervenção dos Governos Centrais. Da mesma forma, as principais cidades dos países do Mercosul, como capitais federais e capitais de Estados, assim como cidades que se encontram ao longo de eixos de desenvolvimento, se mostraram interessadas no ingresso da rede de cidades, mesmo não fazendo limite com outros países, por motivos semelhantes aos das cidades fronteiriças. Procurou-se contribuir para uma melhor compreensão do significado da paradiplomacia como processo reticular de inserção no sistema internacional globalizado que influencia uma nova visão das relações internacionais, já que este é um tema atual com pouca discussão teórica e estudos na ciência geográfica.

Mercocidades - Paradiplomacia - Mercosul

H0788

DIAGNÓSTICO DO USO DA TERRA NO MUNICÍPIO DE PAULÍNIA (SP) FRENTE ÀS PROPOSIÇÕES DO PLANO DIRETOR MUNICIPAL - 2006


Cinthia de Almeida Galindo (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Lindon Fonseca Matias (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
O município de Paulínia (SP) se caracteriza por um acelerado desenvolvimento econômico resultante da instalação de um significativo pólo petroquímico (Replan), aliado a uma intensa expansão urbana e crescimento populacional, os quais possibilitaram intensas transformações no uso da terra no município nas últimas décadas que, por ocorrer de maneira pouco planejada, acaba acarretando diversos problemas de ordem socioambiental. O presente trabalho objetivou elaborar um diagnóstico sobre as formas de uso da terra frente às proposições estabelecidas no Plano Diretor Municipal - 2006, apontando possíveis áreas adequadas, inadequadas e de conflito de acordo com a legislação, assim como analisar as implicações decorrentes desse processo. A metodologia consistiu no uso de técnicas de geoprocessamento para construção e correlação de mapas temáticos, averiguação em trabalhos de campo e suporte às análises quantitativas e qualitativas de caráter geográfico. Verificou-se que o município não possui áreas significativas de uso conflitante, ou seja, juridicamente irregular, todavia, porções relevantes de Paulínia podem ser classificadas como inadequadas, ainda que sejam de caráter temporário. Isso ocorre, na maioria das vezes, devido à existência de usos agrícolas em áreas destinadas ao uso urbano. Portanto, observa-se uma contradição na legislação paulinense em estabelecer um zoneamento com predominância de áreas urbanas, mesmo quando em algumas áreas prevalece um efetivo uso agrícola.

Uso da terra - Plano diretor - Paulínia

H0789

MAPEAMENTO E ANÁLISE DA DISTRIBUIÇÃO DA INFRA-ESTRUTURA URBANA BÁSICA NA CIDADE DE PAULÍNIA (SP)


Fernanda Otero de Farias (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Lindon Fonseca Matias (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
O município de Paulínia possui uma taxa de urbanização acima de 98%, com uma população estimada em 76.033 habitantes (SEADE, 2008). A partir da década de 1970, se instalaram no município várias indústrias atraídas pela implantação da Refinaria de Paulínia (Replan), ocorrida em 1972, compondo atualmente o maior pólo petroquímico da América Latina, o que transformou o município num dos mais ricos da região. Entretanto, o rápido crescimento urbano e populacional constatado nas últimas décadas, e as mudanças ocorridas nas formas de uso da terra, ocasionaram uma série de problemas socioambientais, revelando uma ocupação desordenada do território. O objetivo central do projeto consistiu na realização do mapeamento e análise da distribuição dos serviços de infraestrutura básica na cidade, enfatizando a existência ou não das redes de coleta de esgoto, de distribuição de água, de energia elétrica, serviços de coleta de lixo e pavimentação asfáltica, como importantes atributos para a qualidade de vida dos habitantes. A metodologia empregada fundamentou-se no mapeamento temático, na realização de entrevistas com os moradores para avaliação dos serviços prestados, construção de base de dados georreferenciados e o uso de técnicas de geoprocessamento para subsidiar a análise geográfica. Os resultados demonstram a existência da infraestrutura básica com cobertura em praticamente toda a área urbana, todavia existem problemas na qualidade dos serviços prestados segundo relato da população pesquisada.

Infra-estrutura - Espaço urbano - Paulínia

H0790

MAPEAMENTO DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE (APPS) E SUA SITUAÇÃO ATUAL DE USO E OCUPAÇÃO NO MUNICÍPIO DE PAULÍNIA (SP)


Francisco Ferreira de Campos (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Lindon Fonseca Matias (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
O objetivo do trabalho foi mapear e estudar a situação de uso e ocupação da terra nas Áreas de Preservação Permanente (APPs) no município de Paulínia (SP). Este município abriga diversas indústrias, principalmente do ramo petroquímico, e apresenta, nos últimos anos, um significativo crescimento urbano e populacional comparado aos outros municípios da Região Metropolitana de Campinas, podendo levar a um uso e ocupação indevidos das áreas de preservação permanente. As APPs foram mapeadas utilizando o SIG ArcGIS 9.3, considerando-se os limites determinados pela legislação vigente (Lei 4.771/65 e Resolução CONAMA 303/02) e utilizando uma base cartográfica digital em escala 1:10.000 (IGC, 2002). Dentre as categorias possíveis de APPs constantes na legislação, em Paulínia foram identificadas somente APPs resultantes da presença de corpos d’água e nascentes, não existindo outros enquadramentos. As APPs compreendem 12,5 km2 (9%) da área total do município (139 km2). O mapeamento do uso e ocupação da terra nas APPs foi realizado através da interpretação de imagens orbitais dos satélites Alos/AVNIR e Cbers-2b/HRC de 2008, seguida de verificação em campo. Constatou-se que em 8,6 km2 (69%) das APPs a ocupação está de acordo com a legislação, sendo que 3,9 km2 (31%) está em desacordo.

APPs - Uso da terra - Paulínia

H0791

INTEGRAÇÃO E COMPARTIMENTAÇÃO DO TERRITÓRIO A PARTIR DA POLÍTICA DAS EMPRESAS: O CASO DAS EMPRESAS DE TELEFONIA MÓVEL NO ESTADO DE SÃO PAULO


Carolina Polezi (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Márcio Antonio Cataia (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Em nossa pesquisa buscamos compreender como as grandes corporações organizam e efetivam suas políticas territoriais de compartimentação do espaço em áreas de seu interesse. O nosso recorte será o das empresas de telefonia celular no Brasil, especialmente no estado de São Paulo, destacando-se o eixo rodoviário Vale do Paraíba paulista (BR116)/Cidade de São Paulo/Cidade de Campinas (Sistema Anhanguera-Bandeirantes). A cobertura que as operadoras de telefonia móvel realizam no território é bastante seletiva “em área”, apesar de a maioria dos municípios brasileiros, sobretudo paulistas, possuírem acesso a esses serviços, estes são agrupados em pontos que não abrangem a totalidade das circunscrições municipais, concentrando apenas em locais de interesse político e econômico dessas empresas. Assim, nosso projeto de pesquisa busca entender a relação entre o espaço herdado – na forma da maior aglutinação industrial do estado de São Paulo –, e a necessária fluidez informacional requerida para a ação das grandes empresas concentradas na área que objetivamos pesquisar.

Território usado - Compartimentação do espaço - Política das empresas

H0792

TERRITÓRIO NORMADO E TERRITÓRIO COMO NORMA: O CASO DAS TRANSFERÊNCIAS VOLUNTÁRIAS PARA OS MUNICÍPIOS DA REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS


Renan Lélis Gomes (Bolsista FAPESP) e Prof. Dr. Márcio Antonio Cataia (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Esta pesquisa em iniciação científica analisa uma das facetas da territorialidade estatal brasileira, qual seja, a territorialização das Transferências Voluntárias do Governo Federal para os municípios. Possuidora de uma forma de organização político-territorial federativa, o ente dessa federação detém, por direito constitucional, as mesmas virtualidades legais, o que impediria uma hierarquia entre os entes. Por isso, os pactos políticos estabelecem complexas engenharias políticas de transferências de recursos do Governo Federal para estados, municípios e Distrito Federal. No entanto, essa forma “Constitucional e Legal” não é observada nas Transferências Voluntárias, pois estas são resultado de negociações políticas e não gozam das garantias estruturais das transferências Constitucionais e Legais. O recorte espacial desta pesquisa são as Transferências Voluntárias estabelecidas entre os municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC) e o Ministério da Ciência e Tecnologia, compreendendo assim como essas transferências podem ser elementos de seletividade e hierarquização entre municipalidades.

Território - Transferências - Norma

H0793

TERRITÓRIO COMO ABRIGO E COMO RECURSO: O CASO DOS "TERRITÓRIOS QUILOMBOLAS" DO VALE DO RIBEIRA (SP)


Rodrigo Fernandes Silva e Prof. Dr. Márcio Antonio Cataia (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Após a Constituição de 1988 um grande número de comunidades quilombolas espalhadas por todo Brasil solicita a demarcação das áreas que historicamente ocupam. Esses processos vêm provocando atritos entre os diferentes níveis federativos, bem como entre os “territórios demarcados” e outras formas de uso do território. Este é o caso do Vale do Ribeira do Iguape (SP), onde projetos hidroelétricos, como o de Tijuco Alto, ameaçam inundar 11 mil hectares de terras, boa parte delas já demarcada como quilombolas. Para compreendermos essa problemática, objetivamos analisar o papel desempenhado pelos compartimentos territoriais (um território quilombola, a exemplo dos territórios indígenas, é um compartimento do espaço habitado) na defesa de interesses que, explicitamente, não são só sociais, mas sócio-territoriais, porque se dão em lugares específicos do território, sem que os envolvidos estejam dispostos a abandonar suas heranças territoriais. Para a consecução de nosso objetivo pretendemos mobilizar o seguinte recorte analítico: o território como abrigo e o território como recurso. Estes conceitos foram cunhados por Jean Gottmann e atualizado por Milton Santos (1994). O território como abrigo é aquele que serve de abrigo àqueles que nele vivem e, portanto, implica em reconhecer os nexos entre espaço herdado e espaço atualizado, herdado e atualizado por práticas autônomas de resistência. A matriz do território como recurso orienta compartimentações hierárquicas, obedientes a ordens que fogem ao controle dos lugares, por isso são produtoras de desordem onde se instalam. Nesta matriz reconhecemos as compartimentações dominantes do espaço.

Compartimento territorial - Território quilomboas - Espaço vivido

H0794

CULTURA E REFUNCIONALIZAÇÃO DE CENTROS URBANOS: UM ESTUDO SOBRE A ASSOCIAÇÃO VIVA O CENTRO, SÃO PAULO (2005-2008)


Eduardo Augusto Wellendorf Sombini (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria Tereza Duarte Paes Luchiari (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Os processos de refuncionalização urbana correspondem à transformação do conteúdo social das formas espaciais herdadas do passado e expressam uma renovação dos usos desses objetos, sempre relacionada aos imperativos do sistema de ações do período histórico em que estão inseridos. Interessa-nos, em particular, um tipo específico de refuncionalização urbana que vem se constituindo a partir, sobretudo, da década de 1980 em várias metrópoles dos países periféricos, e que tem adquirido posição privilegiada entre os diversos processos da urbanização contemporânea. Os centros históricos dessas cidades, após longos períodos de desvalorização imobiliária e migração das atividades do circuito superior da economia urbana (SANTOS, 1979), têm sido tomados por intervenções que buscam, na maior parte das vezes, mobilizar os atributos materiais e simbólicos desses subespaços como instrumento de uma política de atração de consumidores e turistas e de criação de uma imagem positiva da cidade, tarefas pregadas pelo ideário do planejamento estratégico urbano como o ‘caminho único’ que traz como recompensa a possível inserção da cidade em uma rede urbana cada vez mais globalizada e competitiva (SÁNCHEZ, 2003). Muitas cidades brasileiras, seguindo a tão difundida experiência internacional, tem concebido os usos culturais como os catalisadores ideais para as transformações urbanas pretendidas nas áreas centrais. Nesta pesquisa, analisamos o papel desempenhado pela Associação Viva o Centro em um período de retomada do centro paulistano, destacando as relações entre Estado e setor privado e as implicações sócio-espaciais do processo.

Centros históricos - Refuncionalização urbana - Consumo cultural

H0795

À NOITE, O MEDO E OS PRAZERES NOTURNOS


Mauro Vitale e Profa. Dra. Maria Tereza Duarte Paes Luchiari (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Este trabalho constitui uma tentativa de apreender o simbólico da noite dentro de nossa sociedade. Para tanto, a partir do trabalho de revisão bibliográfica, buscamos resgatar da noite os seus elementos mais manifestos. O resultado de nossos esforços nos levou a um entendimento da noite a partir de duas perspectivas distintas. Uma na qual observamos uma ligação existente entre a noite e o medo. E outra na qual a vida noturna conforma um campo de possibilidade para experiências hedonistas na cidade. Originando assim paisagens de medo que são constantemente contrapostas a outras paisagens, por vezes lascivas, e que estabelecem uma carga simbólica dos lugares à noite. Contribuindo, assim, na criação de novas redes de sociabilidade na cidade.

Medo - Prazer - Simbolizações

H0796

ARTICULAÇÕES ENTRE ENSINO DE GEOCIÊNCIAS E EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ELABORAÇÃO DE CONHECIMENTOS ESCOLARES REGIONALIZADOS EM MICROBACIA URBANA


Vanessa Lessio Diniz (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Mauricio Compiani (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
O projeto de iniciação científica "Articulações entre ensino de geociências e educação ambiental na elaboração de conhecimentos escolares regionalizados em micro-bacia urbana" encontra-se vinculado ao projeto Fapesp Ensino Público "Elaboração de conhecimentos escolares e curriculares relacionados à ciência, à sociedade e ao ambiente na escola básica com ênfase na regionalização a partir dos resultados de projeto de Políticas Públicas". Visa observar e inferir as articulações entre Geociências e o enfoque de Educação Ambiental com outras disciplinas do ensino médio (principalmente Matemática e Geografia), com a realidade histórica do educando e com o local da escola na elaboração de conhecimentos escolares em micro-bacia urbana, realizou-se a observação participante na Escola Estadual Adalberto Nascimento, localizada na bacia do Ribeirão Anhumas. Durante a realização da pesquisa observou-se as aplicações dos projetos pedagógicos e de pesquisas dos professores, esses elaborados em dezembro de 2008, destacando as possíveis contribuições do enfoque local/regional para a educação ambiental a ser construída e praticada na e pela escola.

Currículo regionalizado - Conhecimento local - Pesquisa qualitativa

H0797

FUNDAMENTOS GEOLÓGICOS PARA CONSTRUIR INOVAÇÕES CURRICULARES NO ENSINO MÉDIO: AQÜÍFERO GUARANI NA ÁREA DE RIBEIRÃO PRETO (SP)


Ana Carolina Ribeiro e Silva Stevanato (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Pedro Wagner Gonçalves (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Esta iniciação científica faz parte de um conjunto de estudos e projetos sobre o meio físico de Ribeirão Preto (SP) e o uso dessas informações na educação. O principal foco de estudo é o Sistema Aquífero Guarani, no qual foram levantados e organizados dados regionais além de tópicos básicos de Geologia que envolvam água subterrânea. A partir disso, espera-se gerar um modelo que sirva como meio de divulgação de informações científicas para os professores do ensino médio da rede pública, para que estes possam potencializar inovações curriculares produzindo mais interesse dos alunos, e assim, aproximar os alunos da história geológica da região, bem como de outros conceitos geológicos que podem ser aplicados a várias disciplinas. Ou seja, a pesquisa situa-se no campo de divulgação e expansão do ensino de Ciências da Terra nas escolas.

Ensino de geociências - Ribeirão Preto - Aquífero Guarani

H0798

ENSINO DE CIÊNCIA DO SISTEMA TERRA E FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DO ENSINO BÁSICO (NÚCLEO COLONIAL SENADOR ANTONIO PRADO)


Thiago Correa Jacovine (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Pedro Wagner Gonçalves (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Inserido na investigação colaborativa do Grupo de Estudos de Ensino do sistema Terra e formação de professores – cujo objetivo mais geral é contribuir para a melhoria da escola pública –, o presente estudo visa fornecer conhecimento histórico aos professores de Ribeirão Preto sobre mudanças de sua cidade. O destaque nacional de Ribeirão Preto, enquanto grande produtor de café, e a própria superação da crise cafeeira (que no município teve pouco impacto), devem muito ao Núcleo Colonial Senador Antonio Prado (NCAP). Composto por duas fases – rural e urbana –, o núcleo não apenas se constituiu como fonte (reserva) de mão-de-obra, mas também fornecia alimentos e matérias-primas para a cidade. Merece destaque, ainda, o fato do NCAP possibilitar o surgimento de um mercado interno consumidor e participar do movimento de especulação e conformação imobiliária da cidade. Estes e demais fatores possibilitaram que os processos de urbanização e industrialização se desenvolvessem na cidade – acompanhando o cenário nacional. Procurou-se, assim, compreender e aclarar o papel econômico do NCAP na constituição das finanças públicas do município de Ribeirão Preto (SP), bem como explicitar as mudanças espaciais e o processo de acumulação ali ocorridos, no período de 1887 a 1930.
Esta pesquisa está inserida na investigação colaborativa do Grupo de Estudos de Ensino do sistema Terra e formação de professores, cujo objetivo mais geral é contribuir para a melhoria da escola pública. Este estudo fornece conhecimento histórico aos professores de Ribeirão Preto sobre mudanças de sua cidade.
De modo mais específico, procurou-se compreender e aclarar o papel econômico do Núcleo Colonial Senador Antonio Prado (NCAP) na constituição das finanças públicas do município de Ribeirão Preto (SP) de 1887 a 1930. Dessa forma, pretende-se complementar estudos anteriores que trataram da urbanização do Núcleo.
Isso implica, ainda, esmiuçar como políticas promovidas pelo Império e República Velha foram adaptadas a condições locais.

Ensino de geociências - História regional - Urbanização

H0799

IMPACTOS DA URBANIZAÇÃO NO SISTEMA HIDROLÓGICO – INUNDAÇÕES NO MUNICÍPIO DE GUARUJÁ- SP


Ana Luisa Pereira Marçal Ribeiro (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Regina Célia de Oliveira (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
A questão dos impactos ambientais nos centros urbanos emerge como um dos principais problemas atuais no globo. No território nacional como um todo, a partir da priorização da prática de uso da terra urbano industrial em detrimento do rural, ocorreu um crescimento desordenado dos núcleos urbanos, uma vez que a população migrante das regiões agrárias inchava tais centros mais rapidamente do que estes conseguiam se estruturar. Dentro deste contexto a questão das inundações nos centros urbanos surge como um dos principais dilemas vivenciados pelas populações, uma vez que se trata de uma ocorrência presente e constante na maioria dos grandes centros brasileiros. No município de Guarujá, esse problema ocorre de forma intensa, devido principalmente ao turismo balneário de segunda residência, acarretando em um uso indiscriminado do solo, com ocupações irregulares nas regiões de nascente e áreas alagadiças, bem como com o alto grau de verticalização em áreas de grande fragilidade ambiental. Através de uma abordagem sistêmica, seguindo os preceitos de Christifoletti (1974) e Tricart (1960), o presente projeto teve como objetivo estudar as áreas de suscetibilidade e ocorrência de inundações no município. Para isso, a pesquisa visa analisar a distribuição do uso da terra, principalmente seu grau de urbanização, através da relação entre impermeabilização e áreas onde ocorrem inundações, além do mapeamento das áreas de fragilidade a inundação no município.

Guarujá - Uso do solo - Inundações

H0800

PASSAGENS EM NÍVEL NAS FERROVIAS BRASILEIRAS: ALGUMAS IMPLICAÇÕES PARA OS SISTEMAS DE TRANSPORTES E PARA A POPULAÇÃO


Alexandre Fornaro (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Ricardo Abid Castillo (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
A pesquisa consiste em analisar as passagens em nível nas ferrovias nacionais e suas implicações para os locais de ocorrência, para as empresas ferroviárias e, de maneira geral, para o sistema de transportes no Brasil. São discutidos conceitos como logística e fluidez territorial. O trabalho consiste, também, em analisar as políticas públicas empreendidas pelos órgãos governamentais como o Plano Plurianual 2004 – 2007, o Programa de Aceleração do Crescimento e o Plano Nacional de Logística e Transportes. A questão principal está na identificação das responsabilidades sobre as passagens em nível, envolvendo as empresas concessionárias das ferrovias e os órgãos governamentais. Dentro desta análise, foi realizada uma breve periodização do sistema ferroviário, uma síntese da configuração do modal rodoviário e levantamento topológico. Além disto, a pesquisa identifica e reúne um conjunto de informações específicas sobre a legislação vigente que regula os transportes no território nacional. As passagens em nível, no momento atual, constituem uma questão a ser considerada diante das novas lógicas empresarias, inseridas em um contexto global, e das políticas públicas atuais que são direcionadas, em alguns casos, para atender a interesses privados. No período atual, os sistemas logísticos tornaram-se a expressão da circulação corporativa e variável chave da competitividade territorial.

Ferrovias - Passagens em nível - Território

H0801

A ASCENSÃO DA FIGURA DO ENGENHEIRO NO SÉCULO XIX, SUAS RELAÇÕEES COM A FILOSOFIA POSITIVISTA E O CONCEITO DE INTELECTUAL


Michelly Cristina da Silva (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Silvia Fernanda de Mendonça Figueiroa (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
A influência do pensamento e método positivista do filósofo francês Augusto Comte no Brasil foi já bastante citada e analisada. Observado sob diferentes perspectivas, o Positivismo pôde ser percebido na literatura, história, ciências sociais e filosofia, bem como em algumas ciências exatas. Nestas últimas, sua influência manifestou-se na forma como se expressaram matemáticos, físicos, engenheiros e técnicos, em revistas de cunho científico ou em informes de associações às quais estavam vinculados. Usando como objeto de estudo este último exemplo, neste projeto procuramos observar a importância do pensamento e de proposições positivistas para um grupo delimitado de engenheiros que, por atividades inúmeras e variadas, ganharam notoriedade nas esferas científica e pública brasileira. Tomamos como ponto de partida temporal a década de 1870, no rastro do surgimento da Escola Politécnica do Rio de Janeiro (1874) e do surto de modernização que o país vivera neste decênio. Trabalhamos com a hipótese de que tais manifestações de tomada de posição destes engenheiros ocorreram de forma concomitante a um desejo de construção de identidade enquanto categoria intelectual específica. Assim, a partir de um panorama de suas trajetórias e realizações, como o Positivismo foi utilizado para legitimar suas aspirações. Nossas fontes foram sobretudo as revistas publicadas por associações de engenharia.

Engenheiros - Positivismo - Intelectuais

H0802

ATIVIDADES DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE IN-HOUSE EM EMPRESAS INDUSTRIAIS NO BRASIL: MENSURAÇÃO E ANÁLISE DAS DECISÕES DA FIRMA


Murilo Damião Carolo (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Wilson Suzigan (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
O setor de software é estratégico para o desempenho das empresas por ser um importante diferencial competitivo, como conseqüência direta, sua utilização é crescente nos diversos setores econômicos. O primeiro objetivo deste trabalho é avaliar os condicionantes da decisão das empresas não pertencentes ao setor de software propriamente dito entre terceirizar ou internalizar as atividades de desenvolvimento de software. O segundo objetivo é por meio da base de dados da Relação Anual de Informação Social (RAIS) do Ministério do Trabalho e Emprego identificar as ocupações dos empregados através da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) voltadas ao desenvolvimento de software, e utilizá-la como aproximação para mapear e mensurar o desenvolvimento de software nos diversos setores da economia, com o auxílio de indicadores de produtividade. Os resultados obtidos permitem melhor dimensionar as atividades de software no Brasil.

Software - Transversalidade - Rais/Mte





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