Universidade estadual de campinas


Instituto de Filosofia e Ciências Humanas



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Instituto de Filosofia e Ciências Humanas

H0712

A MODERNIDADE E A CONVIVÊNCIA COM A APORIA DA ARTE. UM EXEMPLO: MAIAKÓVSKI


Mayara Roqui Bonifacio da Costa (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Alcides Hector Rodriguez Benoit (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Para entender a parte externa de impacto da filosofia hegeliana em relação ao fim da arte, é preciso entender internamente o sistema que o filósofo monta para sua explicação do que é arte, não só na relação das formas artísticas, mas na relação da Arte com o Espírito Absoluto. Para esta análise a relação de seus Cursos de Estética com outras obras é essencial. Após isso, partimos para uma análise externa do impacto desta questão e as tentativas de refutações teóricas e práticas que surgiram. Como aparece no jovem Nietzsche e sua influência em Artaud, que num momento inicial relacionam a possibilidade de arte diretamente com a criação de uma nova sociedade. Após isso, o estudo sobre as vanguardas do século XX - como formas de resistência da arte existente - nos dará base para conseguirmos alcançar o foco desta pesquisa, que é o poeta futurista russo Maiakóvski, que através da predominante coerência entre sua vida e obra, retomará a questão levantada por Hegel no início do século XIX.

Estética - Modernidade - Teoria da poesia

H0713

INDIVIDUAÇÃO E NUMINOSIDADE: ASPECTOS TEOLÓGICOS E FILOSÓFICOS NA PSICOLOGIA ANALÍTICA


Fernando Andrade Reis (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Amneris Angela Maroni (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Pretende-se com o desenvolvimento deste projeto realizar uma pesquisa que enfoque os principais conceitos desenvolvidos pelo psicoterapeuta suíço Carl Gustav Jung, sendo o principal deles, o conceito de individuação, em torno do qual toda sua obra se faz presente. Neste caso privilegiaremos a influência do teólogo alemão Rudolf Otto em seu pensamento, principalmente no que diz respeito à noção de numinosidade, proposta por Otto e retomada por Jung nas questões que tratam do caminho da individuação. E também procuraremos entender esses conceitos a partir da literatura filosófica, principalmente no pensamento dos chamados filósofos da vida, de que falaremos adiante. Por último, como podemos pensar a situação do indivíduo na sociedade contemporânea, a saber aquela que nos referimos como pós-moderna, a partir de toda esta literatura versada sobre o assunto.

Psicologia analítica - Inconsciente - Individuação

H0714

A PAISAGEM URBANA DE SÃO PAULO ATRAVÉS DAS LENTES DA FOTÓGRAFA ALICE BRILL


Ricardo Marchesini Galvão (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Anat Falbel (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A presente pesquisa apresenta uma análise sobre a obra da fotógrafa, artista e escritora imigrante de origem alemã Alice Brill, destacando a temática da cidade de São Paulo a partir de imagens produzidas entre as décadas de 1940 e 1950, a qual é feita sob duas perspectivas diferentes. A primeira insere sua obra no cenário das grandes transformações da paisagem urbana de São Paulo, bem como no desenvolvimento da linguagem fotográfica como um modo de expressão da modernidade. A segunda pretende uma reinterpretação de sua obra a partir de conceitos formulados por críticos da modernidade, examinando o olhar de Brill sobre a cidade a partir de sua condição de imigrante, filha da jornalista progressista Marte Brill e do pintor Erich Brill, e de sua formação, que passa pelo milieu cosmopolita de São Paulo, por sua formação específica como fotógrafa nos EUA, entre 1946 e 1947, e por sua experiência profissional junto ao corpo editorial da revista Habitat e ao Museu de Artes de São Paulo. Esta análise, feita a partir de textos, imagens fotográficas e demais obras de Alice Brill, nos revela a formação de uma imagem urbana que apresenta uma cidade como resultado de duas imagens conflituosas. Enquanto por um lado temos a representação mimética da realidade urbana, transpassando esse primeiro plano de significados, o plano literal, nos encontramos com a cidade que Alice idealiza em suas lembranças, a cidade com a qual ela se identifica.

Fotografia - Paisagem urbana - Percepção espacial

H0715

DESEMPREGO E ORGANIZAÇÃO DOS TRABALHADORES: O CASO DO MTD (MOVIMENTO DOS TRABALHADORES DESEMPREGADOS)


Carolina Barbosa Gomes Figueiredo Filho (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Andréia Galvão (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Diante dos alarmantes números do desemprego principalmente a partir da década de 70 nos países centrais e dos anos 90 nos periféricos, faz-se pertinente investigar as causas, consequências e desenvolvimento deste fenômeno, bem como a organização dos trabalhadores para enfrentar e resistir ao desemprego e suas decorrências, já que estes são diretamente atingidos por esse processo. O presente trabalho pretende levantar elementos para o estudo do desenvolvimento do desemprego no Brasil, à luz das perspectivas marxista, keynesiana e da Sociologia do Desemprego, relacionando-o à nova forma de configuração do processo produtivo capitalista, no contexto da reestruturação produtiva e da política neoliberal, e analisar e caracterizar o Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), enquanto manifestação de uma forma de organização específica dos trabalhadores para enfrentar o fenômeno do desemprego em particular. Essa análise será orientada por apreender qual a concepção sobre o desemprego presente no MTD, como este pretende combatê-lo e se a aliança com os trabalhadores em atividade está presente nas táticas e estratégias desse movimento.

Desemprego - Mtd - Reestruturação produtiva

H0716

A PRIVATIZAÇÃO DA TELESP E O SINTETEL-SP


João de Almeida Rego Campinho (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Andréia Galvão (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Nossa pesquisa tem como objetivo ajudar na compreensão das conseqüências da privatização e da reestruturação produtiva na organização dos trabalhadores em telecomunicações no Brasil. Para isso, analisamos: as mudanças ocorridas com a privatização nas condições e relações de trabalho na TELESP, que foi privatizada em 1998 e teve parte dos seus serviços comprados pela empresa espanhola Telefônica; e o SINTETEL-SP, sindicato que representa parte dos trabalhadores em telecomunicações desse estado. A pesquisa prioriza a análise em torno do sindicato, levando em conta as atividades da Diretoria do sindicato, analisando sua posição frente as mudanças nas relações de trabalho com a privatização e as conseqüências dessa posição para as condições de trabalho e para o próprio sindicato. Utilizamos como metodologia a pesquisa bibliográfica de livros, teses e artigos acadêmicos, além da análise de publicações e boletins do sindicato. A conclusão central da pesquisa é que a reestruturação produtiva e a privatização trouxeram: redução da representação e do poder de negociação do sindicato tanto devido ao enorme número de demissões quanto à terceirização e subcontratação; perda para os trabalhadores de remuneração e benefícios; intensificação e aumento da jornada de trabalho e aumento da insegurança de permanência no trabalho.

Privatização - Reestruturação produtiva - Sindicato

H0717

CIDADANIA E ECONOMIA SOLIDÁRIA NA AGÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO SOLIDÁRIO DA CUT


Patrícia Rocha Lemos e Profa. Dra. Andréia Galvão (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP

No contexto de implementação do neoliberalismo e da reestruturação produtiva, A CUT(Central Única dos Trabalhadores) cria, na perspectiva de uma estratégia propositiva e “cidadã”, a Agência de Desenvolvimento Solidário (ADS). Com o objetivo de compreender a concepção de cidadania e economia solidária da ADS, nossa pesquisa se utilizou de revisão bibliográfica, análise de publicações e cartilhas, notícias de jornais, resoluções dos Congressos da CUT e entrevistas realizadas com dirigentes sindicais. Esses materiais nos levaram a concluir que, ao mesmo tempo em que vai prevalecer a idéia da economia solidária como alternativa para a sobrevivência imediata e como política para a manutenção de postos de trabalho através da “geração de trabalho e renda”, a preocupação com a participação dos trabalhadores e a construção de uma “cultura democrática” é colocada em segundo plano frente às dificuldades da viabilidade econômica dos empreendimentos. Para garantir essa viabilidade, a ADS acaba fazendo concessões a práticas e valores tipicamente capitalistas. Essas características vão apontar, portanto, para uma concepção de cidadania que se distancia da concepção clássica para adotar algumas idéias típicas de uma visão liberal.

Sindicalismo - Economia solidária - Cidadania

H0718

TROTSKISTAS E NOVO SINDICALISMO: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO


Tatiana Gonçalves (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Andréia Galvão (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A partir da análise existente hoje na academia acerca do movimento de greves no ABC e em São Paulo entre 1978 e 1980, o presente projeto pretende aprofundar o estudo que já estamos realizando sobre as organizações trotskistas inseridas nesse processo, visto que grande parte dos diversos estudos realizados sobre esse período se focou principalmente na atuação do que se convencionou chamar “novo sindicalismo”, abordando estes grupos denominados como “extrema esquerda” de maneira bastante superficial. De forma sumária, o “novo sindicalismo” pode ser caracterizado como um movimento de sindicalistas que se colocavam a favor de uma maior aproximação com as bases dos sindicatos e o fim da estrutura sindical atrelada ao Estado, defendida pela maior parte dos dirigentes sindicais de então, tanto comunistas quanto trabalhistas, bem como pelos chamados pelegos*. Nesse sentido, buscaremos continuar a investigação sobre como e onde atuavam as correntes trotskistas nesse período, focando nosso estudo na intervenção dos grupos “Convergência Socialista” e “Organização Socialista Internacionalista”, pois possuíam uma maior inserção no movimento operário nesse momento. *Pelego é um termo cunhado no próprio meio sindical e refere-se aos sindicalistas que, ao invés de defender os interesses dos trabalhadores, concilia veladamente com o patronato.

Trotskismo - Greves ABC - Novo sindicalismo

H0719

FLASKÔ: CONSCIENTIZAÇÃO POLÍTICA E SOCIAL DOS TRABALHADORES NA BUSCA POR ALTERNATIVAS À ATUAL CRISE DO TRABALHO


Gabriela Carvalho Nascimento (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Angela Maria Carneiro Araújo (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A abertura do mercado nacional para as empresas estrangeiras durante a década de 90, resultou na quebra de vários setores da indústria de capital nacional e a conseqüente perda de inúmeros postos de trabalho. É nesse contexto que o estudo relativo as fábricas recuperadas é de extrema importância, como o caso da fábrica Flaskô, localizada em Sumaré, que em 2003 foi ocupada pelos trabalhadores com o intuito de recuperar a empresa falida e conservar os postos de trabalho dos operários. Após a ocupação foi criado um Conselho de Fábrica com a função de gerir a empresa, todas as decisões passaram a ser tomadas nas Assembléias e os trabalhadores necessitaram adquirir uma maior consciência do processo de produção e de suas respectivas funções. Assim é de relevante importância buscar compreender como que, ou se, as mudanças nas relações de trabalho dentro da fábrica, nas relações dos trabalhadores com o produto de seu trabalho e com os próprios companheiros de fábrica, afetaram a sua consciência política e social, e da comunidade ao redor da fábrica. Ou seja, pensar as repercussões do processo de ocupação sobre a subjetividade dos trabalhadores e de seus apoiadores, a partir da necessidade que estes tiveram de gerir a fábrica e se articular com a população na busca de apoio político em suas lutas.

Fábricas recuperadas - Economia solidária - Precarização do trabalho

H0720

JUSTA TRAMA: UMA ANÁLISE DA IMPORTÂNCIA DAS REDES EM COOPERATIVAS DE ECONOMIA SOLIDÁRIA


Lis Furlani Blanco (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Angela Maria Carneiro Araújo (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
É no contexto de crise econômica e social e de reestruturação produtiva que experiências de cooperativas e trabalhos autogestionários passam a ser colocadas em práticas, como alternativas buscadas tanto por empresas como pelos trabalhadores, que procuram reduzir seus custos com a força de trabalho, e por outro lado, como uma forma de resistir ao desemprego, e garantir melhores condições de vida. Dessa forma, essa pesquisa de iniciação cientifica tem como objetivo analisar a rede de cooperativas Justa Trama, mais especificamente o caso da Cooperativa Nova Esperança (Cones) em Nova Odessa e através desse estudo compreender a importância das redes de cooperativas dentro de um meio de produção distinto do meio vigente, que é a economia solidária. A pesquisa busca então, entender de onde vem a necessidade de criação dessas redes, como elas se articulam, qual o impacto dentro da comunidade em que estão inseridas e se elas garantem um melhor resultado aos seus trabalhadores do que os outros tipos de cooperativas.

Economia solidária - Cooperativismo - Justa-trama

H0721

VOTOS NULOS E BRANCOS: O SIGNIFICADO NAS ELEIÇÕES BRASILEIRAS


Thayse Zambon Barbosa Aragão (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Bruno Wilhelm Speck (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O estudo refere-se à importância e principalmente significado dos votos nulos e brancos nas eleições brasileiras. Essa pesquisa procurou analisar historicamente a presença desses votos, nulos e brancos, nas eleições brasileiras a partir do ano de 1945 e seguiu analisando os dados eleitorais até as eleições de 2008. Como principais objetivos desse estudo temos a identificação dos motivos do eleitorado que vota em nulo ou em branco, assim como as conseqüências na prática de tais votos. Para tanto a metodologia utilizada primeiramente foi uma revisão bibliográfica, que apesar de contar com poucos estudos que tratassem especificamente deste assunto encontrou em artigos e livros análises deste tipo de voto em diferentes épocas, além disso, outro método utilizado foi a reunião de diferentes dados referentes às eleições do período estudado, estes em sua maioria disponibilizados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A pesquisa obteve interessantes resultados que nos instigam a uma análise mais profunda do assunto. É interessante observar que em diferentes épocas a justificativa para um alto índice de votos nulos e brancos é o voto de protesto, no entanto nem sempre há explicações suficientes que confirmem tal hipótese, além de ser possível identificar, se observarmos com atenção, indícios da existência de outras hipóteses que também explicariam tais votos. Esse estudo buscou então, realizar esta discussão, sobre as justificativas já apresentadas e outras possíveis justificativas para os votos nulos e brancos, procurando identificar novas hipóteses que vão além do voto de protesto.

Voto Nulo - Voto branco - Eleições brasileiras

H0722

O IMPACTO DA DESESTALINIZAÇÃO SOBRE O PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL E OS LIMITES DAS MUDANÇAS (1956-1960)


Érick Fiszuk de Oliveira (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Claudio Henrique de Moraes Batalha (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O presente estudo explorou o impacto no PCB da chamada “desestalinização”, ou seja, a revisão, a partir do XX Congresso do Partido Comunista soviético, do predomínio das diretrizes stalinistas sobre o movimento comunista internacional e os Partidos Comunistas governantes, e a crise partidária interna gerada nesse processo. Pelo cruzamento de fontes jornalísticas, acadêmicas e literárias, levantaram-se as mudanças orgânicas no “Partidão” e o que, devido às previstas resistências e apesar da mudança de linha política, permaneceu como estava, e avaliou-se o que havia de voluntário e impositivo nas relações entre os comunistas brasileiros e a URSS. Verificou-se que, apesar das tentativas de analisar com eficácia a realidade brasileira por meio de um “marxismo criador” e de livrar o partido dos métodos ditos “dogmáticos” e “sectários”, muitos dos procedimentos administrativos antigos permaneceram e pouco se inovaram as visões sobre o Brasil, embora houvesse mudanças significativas entre 1954 e 1958-60. Muito do que aconteceu (e do que não aconteceu) no PCB nesses sete anos foi a culminância tanto de um processo de luta interna em torno das questões programáticas, no qual atuaram particularidades do modo comunista de fazer política, quanto dos reflexos da grave crise de poder no “socialismo real”, protagonizada pelo líder soviético Khruschov.

PCB - Desestalinização - Política

H0723

ARENA DA ILUSãO II: A CONSTRUçãO DA IMAGEM DA ROMA ANTIGA PELA LINGUAGEM CINEMATOGRáFICA - SPARTACUS (STANLEY KUBRICK, 1960); A QUEDA DO IMPéRIO ROMANO (ANTHONY MANN, 1964); GLADIADOR (RIDLEY SCOTT, 2000) E SPARTACUS (ROBERT DORNHELM, 2004)


Marcela Regina Formico (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Cristina Meneguello (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A presente pesquisa procura estudar a construção da imagem da Roma na Antigüidade Clássica através da linguagem cinematográfica, envolvendo um escopo de fontes composto por quatro filmes: Spartacus (Stanley Kubrick, 1960); A Queda do Império Romano (Anthony Mann, 1964); Gladiador (Ridley Scott, 2000) e Spartacus (Robert Dornhelm, 2004); os quais compõem as bases para o trabalho analítico sobre o arquétipo de uma Roma Imperial/Republicana. O estudo propõe realizar uma quebra do paradigma “efeito testemunha” da realidade que os filmes históricos/ épicos apresentam segundo a visão do pesquisador Stephen Bann, ao utilizar um viés comparativo entre as quatro fontes citadas. É importante salientar que o mito de Roma sobrevive ao longo da trajetória humana através de um diálogo entre história e imaginação que se exprime dentro das mais diversas manifestações artísticas, tendo o cinema dentre elas, as quais envolvem um jogo dicotômico de discursos a respeito da República e o Império expresso por um maniqueísmo existente entre duas categorias morais, os vícios e as virtudes, que diverge de acordo com o pensamento de cada época. Assim, a realização de um estudo analítico comparativo proporciona a desconstrução de determinados discursos que são utilizados por seus respectivos diretores e produtores da indústria cinematográfica.

Cinema e história - Roma - Reinterpretação do passado

H0724

O GÓTICO PORTUGUÊS E O ROMANTISMO NO POEMA "A NOIVA DO SEPULCRO" DE ALEXANDRE HERCULANO


Michelle Fernanda Tasca (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Cristina Meneguello (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O poema “A Noiva do Sepulcro”, de Alexandre Herculano, conta a história do nobre alcaide D. Sueiro que é assombrado pelos fantasmas das esposas que assassinara. Foi publicado inicialmente no semanário lisbonense O Panorama – Jornal Litterario e Instructivo da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Uteis, dirigido pelo próprio autor, em 30 de junho de 18381, sendo republicado em 1850 como parte do livro Poesias. Com o intuito de pensar e analisar as dimensões do romantismo lusitano e sua relação com o universo obscuro recorrente em literaturas européias durante os séculos XVIII e XIX, o objetivo da pesquisa foi mapear os conhecimentos produzidos sobre o autor e sua obra e adentrar na discussão sobre as definições e as especificidades do “gótico” em Portugal, a partir do embate teórico concomitante à análise do poema selecionado. 1 O Panorama, n° 6, 30 de junho de 1838

Literatura gótica - Portugal - Alexandre Herculano

H0725

FRAGMENTAÇÃO DO ESPAÇO URBANO, LUGAR E VULNERABILIDADE NA RODOVIA ANHANGUERA, REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS


Gabrielle Mesquita Alves Rosas (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Daniel Joseph Hogan (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
As relações metropolitanas atualmente se dão num espaço fragmentado no qual os diversos lugares que compõem a vida das pessoas encontram-se espalhados num extenso território. A necessidade de se locomover para vários lugares nos faz criar itinerários cotidianos que moldam e ao mesmo tempo dão ritmo aos lugares. Numa tentativa de integrar nossa rotina espaço-temporal, a mobilidade serve para manter nossas atividades conectadas. A coexistência de ritmos distintos é uma característica do metropolitano e o aparente caos da movimentação multidirecional tem por base os vários itinerários pessoais. A mobilidade marcada pelo ritmo acelerado estrutura o dia-a-dia e marca também o espaço com vias que promovem uma fluidez de deslocamentos. Pensando nestes itinerários e nas formas de convivência com a mobilidade esta pesquisa se propôs a discutir a vulnerabilidade através dos riscos e perigos do lugar. A rodovia Anhanguera na Região Metropolitana de Campinas possui um trecho (Campinas-Sumaré) onde é notável a inserção da rodovia no cotidiano urbano. As formas de contato, a diversidade de acessos e as relações dos bairros do entorno com a rodovia desenham um quadro onde a convivência de moradores com o fluxo constante da via produz uma dinâmica que revela um dos traços mais marcantes da metrópole contemporânea.

Mobilidade cotidiana - Vulnerabilidade do lugar - Percepção do risco

H0726

PERIGOS DO LUGAR, MEMÓRIA E VULNERABILIDADE NO JARDIM AMANDA, HORTOLÂNDIA (SP)


Luíz Tiago de Paula (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Daniel Joseph Hogan (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Perigo e vulnerabilidade são fenômenos multifacetados, fundamentais para compreendermos o modo de vida metropolitano contemporâneo. Esses conceitos são geralmente associados às questões ambientais, à falta de segurança, à violência, à segregação e à pobreza. Esses elementos, além de tantos outros, são partes integrantes da paisagem e dos lugares do Jardim Amanda, na Região Metropolitana de Campinas. Buscamos compreender a vulnerabilidade do lugar a partir de uma abordagem fenomenológica, utilizando metodologias qualitativas, na forma de conversas biográficas para, a partir da memória e da experiência, compreender a percepção dos moradores e a forma como lidam com os perigos do lugar. Nesse sentido, os resultados revelam a complexidade das relações entre indivíduo e lugar: moradores estabelecidos (insiders) demonstram sentimentos de identidade e pertencimento em relação ao bairro, construindo relações de vizinhança e intimidades com a dinâmica do lugar. De outro lado, os migrantes recentes (outsiders) julgam e descrevem o ambiente do bairro baseados em suas experiências do lugar de origem, revelando outras faces do bairro, para aqueles que chegam. A vulnerabilidade do lugar se constrói nessa relação fenomênica, projetando na paisagem as experiências e as histórias de vida dos moradores do bairro.

Perigo do lugar - Vulnerabilidade - População e ambiente

H0727

A ARTE A SERVIÇO DO SAGRADO: CLÁUDIO PASTRO E O SANTUÁRIO DA VIDA (1990-2002)


João Paulo Berto (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Eliane Moura da Silva (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O objetivo é analisar a obra (pintura, arquitetura e escultura) do artista plástico brasileiro, especializado em arte sacra, Cláudio Pastro (1948) no período de 1990-2002, considerando a estética de seus trabalhos como questão evangelizadora e os diferentes usos e sentidos atribuídos às suas criações. Para efetuar esta análise utilizamos o conceito de piedade visual (David Morgan in Visual Piety, 1998), que se baseia na relação íntima entre a arte e a religião e nos permite diferentes modos de análise para compreendermos o sentido de formação, disseminação e recepção dos ideais católicos. A pesquisa realizou-se na igreja do Santuário da Vida, localizado nos estúdios da Rede Vida de Televisão na cidade paulista de São José do Rio Preto, onde podemos encontrar um dos trabalhos mais completos do artista, a partir de entrevistas orais e análises propriamente iconográficas. Pode-se constatar a adoção, por parte de Cláudio Pastro, de subsídios da arte medieval (românica e bizantina). Segundo o artista, suas criações oferecem um novo sentido a um mundo desestabilizado da contemporaneidade, onde as noções do simbólico tornam-se aliadas, em uma reação criativa, a uma retomada de valores perdidos e deturpados de um “catolicismo ideal”, remontando a uma Igreja Primitiva, exaltados a partir do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965).

Arte - Religião - Cláudio Pastro

H0728

CONTRACULTURA E RELIGIÕES ALTERNATIVAS


Mareska Roberta Cruz (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Eliane Moura da Silva (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O objetivo deste projeto foi analisar e entender o movimento chamado de Contracultura e as religiões alternativas do movimento conhecido pelo nome de Nova Era entre o final dos anos 1960 até início dos anos 1980. A pesquisa foi centrada numa análise da literatura que circulava durante o período escolhido, dando ênfase aos aspectos relativos às novas formas de expressão religiosas que surgiam na época. Esses meses de pesquisa foram, portanto, dedicados a uma seleção e aprofundamento de temas recorrentes na literatura relativa ao objeto da pesquisa, consistindo em leitura, fichamentos e posterior comparação e levantamento das idéias e conceitos de cada autor escolhido, entre eles Carlos Castañeda, Erich von Däniken, Herbert Marcuse, Alan W. Watts e Jack Kerouac, além de terem sido colhidas informações sobre alguns dos adeptos tanto da Contracultura como da Nova Era, como Raul Seixas, Paulo Coelho, Tim Maia e Luis Carlos Maciel. Os livros selecionados nos apresentaram preocupações que se mostraram em sintonia com a nova religiosidade e necessidades que surgiam e se desenvolviam, como uma preocupação maior com a vida terrena, questões relativas a drogas, religiões orientais que se encontravam em expansão, como o Budismo, e a busca incessante por fugir do que era considerado tradicional.

Contracultura - Religiões alternativas - Anos 1960

H0729

EXPANSÃO DAS FRONTEIRAS AGRÍCOLAS E CONCEPÇÕES DE TERRITÓRIO: A AGROINDÚSTRIA CANAVIEIRA SOBRE AS TERRAS GUARANI KAIOWA NO SUDOESTE DO MATO GROSSO DO SUL


Márcia Cecília Santos Ribeiro da Silva (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Emilia Pietrafesa de Godoi (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O presente projeto pretende compreender a expansão das fronteiras agrícolas modernas em territórios étnicos, mais precisamente a expansão da agroindústria canavieira sobre terras indígenas. Será estudado o caso da expansão das lavouras de cana de açúcar sobre as terras dos grupos indígenas localizados ao sudoeste do Mato Grosso do Sul pertencentes à etnia Guarani Kaiowa. Esta pesquisa será realizada a partir de fontes bibliográficas, midiáticas e de arquivos.

Fronteiras agrícolas - Territórios étnicos - Guarani Kaiowa

H0730

ANÁLISE DA ARGUMENTAÇÃO KANTIANA PARA A EXISTÊNCIA DOS JUÍZOS SINTÉTICOS A PRIORI


Bruno César Afonso (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Enéias Júnior Forlin (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O presente trabalho tem como finalidade investigar de que maneira Immanuel Kant pode afirmar que de fato existem juízos sintéticos a priori. Tal afirmação sustenta toda sua obra filosófica e, além disso, outros filósofos deram outra interpretação para os juízos que Kant classificou nessa nova categoria, como, por exemplo, David Hume. Para Hume, tais enunciados não passam de generalizações psicológicas, sendo universais e necessários somente após o surgimento do hábito. Isso, a princípio, desqualificaria a justificação kantiana para os juízos sintéticos a priori, já que, segundo ele, sua existência é constatável ao observar a existência de juízos necessários e universais. Essa investigação nos levou a estudar a crítica de Kant a Hume. Esse estudo, por sua vez, nos levou a outras indagações, como, por exemplo: ambos os filósofos referem-se ao mesmo âmbito? Não haveria indicios textuais que mostrariam que Hume refere-se à experiência cotidiana, do senso comum, enquanto que Kant refere-se à experiência científica, mais precisamente a da física newtoniana? Tais questões mostram-se relevantes para uma resposta satisfatória do tema, porém, ao mesmo tempo, revelam-se complexas o bastante para não se resolver em uma iniciação científica.

Kant - Juízos sintéticos a priori - Epistemologia

H0731

DESCARTES E FOUCAULT: DISCUSSÃO ACERCA DA RECUSA DA EXPERIÊNCIA DA LOUCURA COMO RAZÃO DE DUVIDAR


Ligia Évora Constantino (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Enéias Júnior Forlin (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O objetivo desta comunicação é levantar questões relativas ao conceito de loucura de Descartes na Meditação Primeira. Esta reflexão se insere em nosso projeto de pesquisa dedicado à análise da recusa cartesiana da experiência da loucura como razão válida de duvidar de nosso conhecimento. Tentar-se-á com ela esclarecer porque o apelo à experiência da loucura era claramente incompatível como o projeto cartesiano enquanto que o apelo à experiência do sonho era plenamente legítimo. Descartes considera que duvidar dos sentidos o faria parecer louco, mas a loucura, segundo ele, seria o bloqueio da razão de duvidar, pois estando louco não poderia afirmar sua dúvida como uma dúvida metódica. Portanto, embora Descartes duvide de tudo, esta dúvida é pautada por “razões” de duvidar. Mas com que noção de loucura ele opera? Tratar-se-ia de uma concepção clássica de loucura, já impregnada no senso comum do século XVII? Mas o que significaria precisamente essa definição clássica? Ela representaria uma total oposição entre loucura e razão, ou mesmo a loucura pressupõe uma base minimamente racional? Estas questões serão objeto desta comunicação.

Foucault - Loucura - Descartes

H0732

DISCUSSÃO ACERCA DO MOVIMENTO EM ARISTÓTELES


Tennessee Williams Monteiro Matos (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Fátima Regina Rodrigues Évora (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Aristóteles, na Physica, assume que através da existência de contrários, é possível inferir a existência de movimento, mais especificamente, locomoção. Mas, na obra De Caelo, tal pressuposto da contrariedade parece ser abandonado quando Aristóteles afirma que a ausência de contrariedade no movimento circular complementa fundamentalmente a conclusão de que o éter, corpo simples, ao qual o movimento circular é natural, é eterno, inalterável e incorruptível. Neste projeto tenho o intuito de pesquisar o conceito aristotélico de movimento circular, e a partir deste estudo tentar responder se existe uma aporia entre o conceito geral de movimento e o conceito de movimento circular. Iniciando por uma análise da obra Physica, percorrerei as principais partes dos textos que tangem as definições que compõe a teoria geral do movimento em Aristóteles. Durante tal análise, tentarei preparar o campo para que, em seguida, tais conceitos sejam acareados junto as definições de movimento circular que serão apresentados na obra De Caelo.

Aristoteles - Fisica - Movimento

H0733

TRAJETÓRIAS DO EITO: HISTÓRIAS DE VIDA E MEMÓRIAS DE DOIS CANAVIEIROS DE LUCÉLIA-SP


Aline Yuri Hasegawa (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Fernando Antonio Lourenço (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Neste trabalho, o método biográfico é utilizado para a análise das trajetórias de dois trabalhadores nativos cortadores de cana de Lucélia-SP - Douglas e Adriano, ambos com 23 anos de idade - relacionando suas memórias com os contextos sociais, culturais, econômicos e políticos dos locais onde viveram as histórias narradas. Através da história oral e do levantamento e análise de fontes primárias sobre a história do município pretende-se conhecer os processos sociais que estão na origem da formação destas pessoas para o trabalho no corte da cana. Um dos objetivos da pesquisa é conhecer as motivações que levam os trabalhadores das cidades onde há usinas a buscarem no corte de cana sua renda. Entende-se aqui que os trabalhadores são sujeitos de suas próprias histórias, optando por certas ocupações, ao invés de outras. Através das entrevistas, pôde-se verificar que estes não são trabalhadores cortadores de cana “típicos”, pois não são migrantes, têm escolaridade avançada – realizaram cursos técnicos e visam cursar o ensino superior – e talvez não encarem o corte de cana como única opção de trabalho para a reprodução social, pois já foram bem sucedidos em outros empregos. Pode-se concluir que esses homens constroem, a partir dos fatos vividos, uma relação com o trabalho no corte da cana e com a categoria “cortador de cana” diferente da que se considera “típica”.

Sociologia rural - História oral - Trabalhadores rurais

H0734

O ARRENDAMENTO DE TERRAS DAS PEQUENAS PROPRIEDADES PARA AS USINAS CANAVIEIRAS NO MUNICÍPIO DE SÃO PEDRO/SP


Rodolfo Soares Moimaz (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Fernando Antonio Lourenço (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Este projeto de iniciação científica objetiva conhecer os motivos que levam pequenos proprietários do município de São Pedro/SP a arrendar suas terras para usinas canavieiras. Através da aplicação de entrevistas aos responsáveis pelas propriedades, pretende-se levantar e analisar dados empíricos sobre suas estratégias produtivas e fundiárias. Foram entrevistados dez pequenos proprietários arrendadores (com idades entre 46 e 77 anos), um fornecedor de cana, o Chefe da Casa da Agricultura e dois Assessores de Cultura do município. Alguns motivos citados pelos arrendadores para a escolha dessa estratégia fundiária foram: alto custo dos meios de produção (maquinário, insumos, ferramentas); divisões das propriedades devido à herança (que as tornam economicamente mais frágeis); adversidades do trabalho no campo (idade avançada de alguns; dificuldades de obtenção de crédito; safra dependente de variações climáticas, furto de gado) etc. Para o Chefe da Casa da Agricultura, os pequenos proprietários vivem em difícil situação, pois os preços dos contratos de arrendamento estão muito baixos e o cultivo da cana degrada o solo; além disso, questões como o roubo na pecuária e as necessidades de correção da terra dificultam a vida rural. Os Assessores de Cultura auxiliaram o estudo sobre a história do município, sua fundação e desenvolvimento agropecuário.

Sociologia rural - Agricultura familiar - Questão agrária

H0735

TRABALHADORES E JUSTIÇA DO TRABALHO: LEIS, DIREITOS E LEGITIMIDADE NA DITADURA MILITAR - 1964 A 1969


Jaqueline Barretto de Andrade (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Fernando Teixeira da Silva (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A história social do trabalho recente tem contribuído fortemente para transformar o trabalhador brasileiro de mero coadjuvante na organização e consolidação dos espaços legais e jurídicos em sujeitos políticos ativos. Diante disso, o presente estudo consiste na analise da estrutura e funcionamento da Justiça do trabalho, bem como no uso dos mecanismos jurídicos pela classe trabalhadora frente aos litígios surgidos no interior das fábricas. O objetivo principal foi verificar qual a reação dos trabalhadores face a uma política econômica de atachamento de direitos sociais adquiridos, como a estabilidade decenal. A realização da pesquisa pautou-se em alguns pontos específicos, como o estudo da Lei 5.107/66 – mais conhecida como Lei do FGTS –, conjuntamente com a análise de processos históricos da Cidade de Jundiaí, entre os anos de 1964 a 1969. O recorte temporal justifica-se à medida que os anos em destaque são relevantes para entender o recrudescimento da Ditadura Militar mascarada de uma política de crescimento econômico. Deste modo, permitiu-se redefinir a imagem dos trabalhadores diante de uma política incisiva de tomada de direitos e garantias fundamentais; de simples indivíduos manipuláveis a sujeitos políticos e históricos.

Trabalhadores - Direito - Legitimidade

H0736

LIBERDADE VIGIADA: OS MILITARES E OS MOVIMENTOS PELA ANISTIA (1977-1985)


Pâmela de Almeida Resende (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Fernando Teixeira da Silva (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Essa pesquisa estuda, por meio da documentação presente na Série Dossiês do Fundo DEOPS/SP, a ação dos militares em relação aos movimentos pela anistia, entre 1977 e 1985, período marcado pela intensificação das manifestações sociais, além da decretação da Lei de Anistia, em 1979. Para tanto, procuro evidências que mostrem os critérios pelos quais determinadas pessoas e movimentos eram alvos de investigações, o modo como o regime procurou cercear os indivíduos, seja na busca da informação, seja na prática da repressão, e quais tipos de informações eram consideradas importantes com o intuito de resgatar as ações dos militares. Nesse sentido, dados sobre contatos sociais, vida pessoal, atuação política, estão todos lá compondo um quadro de vigilância constante aos identificados como opositores ou possíveis opositores do regime. Por meio da reunião daquilo que podemos chamar de “provas do crime”, toda aquela documentação encontra-se arquivada de forma a levar à criminalização do indivíduo ou grupo investigado. Desse modo, esse é o grande desafio: desvendar essa teia, o contexto de um documento em um determinado conjunto, analisar como essa história foi construída tendo em vista sempre que é um arquivo policial.

Deops - Militares - Anistia

H0737

A VELHICE E O DINHEIRO: O CRÉDITO CONSIGNADO SOB UM OLHAR ANTROPOLÓGICO


Guilherme Perez Giufrida (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Guita Grin Debert (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Neste projeto proponho discutir a relação que os velhos estabelecem com os empréstimos financeiros e o conjunto de significados que a aposentadoria e a velhice articulam nos debates realizados em torno do “crédito consignado”. Criado em 2003, esse crédito é fruto de uma nova regulamentação que, por operar com desconto na folha de pagamento dos aposentados, concede financiamentos com uma taxa de juros reduzida. Com base numa metodologia qualitativa, envolvendo um estudo etnográfico realizado numa financeira especializada em crédito consignado, interessa entender qual é o perfil social dos aposentados/idosos que recorrem a esses financiamentos e quais as razões alegadas e os significados por eles atribuídos ao pleito por recursos financeiros. Ao mesmo tempo, através da análise de artigos publicados na imprensa escrita sobre essa inovação do sistema financeiro, trata-se de explorar as representações sobre a velhice que organiza as polêmicas em torno do crédito consignado.

Velhice - Crédito consignado - Aposentadoria

H0738

NYAHBINGHI: O LUGAR DA MÚSICA NA COMUNIDADE RASTAFARI


André Uiarra Borges Toledo (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. John Manuel Monteiro (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O objetivo deste projeto é o de compreender a importância da música rastafari e sua relação com o dia-a-dia de uma comunidade no Estado de São Paulo. A pesquisa buscará situar a música no contexto da comunidade, entendida como uma unidade social baseada em interesses comuns fundados nas redes de relação comunitárias. Para tanto, será necessário primeiro fazer uma contextualização do movimento rastafari desde o seu aparecimento, utilizando uma bibliografia antropológica e etnomusicológica com o objetivo de compreender o sentido simbólico, verbal e social do culto (Serviço Sabbatical). A escolha inicial pela música rastafari – Nyahbinghi – foi feita a partir da hipótese de que é a musica Rastafari que congrega e une todos os rastas. Em visitas preliminares à comunidade na fase de construção deste projeto, observamos que é no momento do Nyahbinghi que os membros da comunidade se encontram e observam suas condutas, suas posturas e sua ortodoxia. A pesquisa tem como foco principal a tentativa de responder à seguinte pergunta: Qual o papel da música Rastafari e como ela se estabelece como um processo de significação sócio-cultural dentro da comunidade?

Religião - Música - Rastafari

H0739

O REINO DESTE MUNDO: REVOLUÇÃO E RELIGIOSIDADE ESCRAVA ENTRE REPRESENTAÇÕES E CONSTRUÇÃO DE MEMÓRIAS


José Antonio Ferreira da Silva Júnior (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. José Alves de Freitas Neto (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A pesquisa desenvolvida tem por objeto central a obra do autor cubano Alejo Carpentier, especificamente dois romances: O reino deste mundo e O século das Luzes, de 1949 e 1962 respectivamente. Entendendo tais obras literárias como representações passíveis de estudo da história cultural, a análise feita identificou, na narrativa deste autor, noções sobre a temática “revolução” no continente americano. Da forma como o autor retrata as revoluções nos seus livros, tentamos extrair suas idéias e concepções acerca deste tema, suas críticas e esperanças. Pudemos apreender dos romances, então, suas posições políticas, que se já eram claras devido ao engajamento público de Carpentier com a causa latino-americana, também se mostram hesitantes, ou pelo menos inseguras em momentos específicos de suas obras. O autor, que prima pelo histórico na sua escrita fictícia, nos mostra como um literato constrói, também, reflexões e interpretações sobre a história da América Latina. A pesquisa destaca o papel social do romancista e as vias permitidas, pela literatura, ao autor que coloca seu mundo em reflexão e apresenta ao leitor a possibilidade de pensar sobre sua realidade. Este projeto suscitou questionamentos e reflexões mais profundas que agora figuram em um novo projeto que dá continuação as problemáticas encontradas na relação do intelectual com sua cultura.

Intelectuais - Revolução - Representação

H0740

“LOS LÁPICES SIGUEN ESCRIBIENDO”: A PRODUÇÃO DA MEMÓRIA DA DITADURA MILITAR ARGENTINA (1976-1983) NO LIVRO LA NOCHE DE LOS LÁPICES


Marcos Oliveira Amorim Tolentino (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. José Alves de Freitas Neto (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Este projeto de pesquisa visa analisar a obra La noche de los lápices como um veículo de produção de memória sobre a mais recente ditadura militar argentina (1976-83). Trata-se de uma das várias visões emblemáticas que se instauraram na memória coletiva do país no período da reconstrução democrática, acerca da violência e da repressão sistemática dos sete anos de ditadura. Publicado em 1986, o livro de María Seoane e Héctor Ruiz Núñez descreve os acontecimentos ocorridos em La Plata entre os dias 15 e 21 de setembro de 1976, quando dez estudantes secundários foram presos, torturados e, seis deles, desaparecidos. O seu êxito editorial consolidou este episódio como uma imagem forte do terrorismo de Estado, além de reforçar a produção da imagem de “vítimas inocentes” do período militar que era produzida à época de sua publicação. O intuito desta pesquisa, inserida no campo das relações entre História e Memória, é analisar os mecanismos da produção deste relato, sua historicidade e os desdobramentos deste tipo de discurso para a compreensão da história argentina recente. Logo, questionar o porquê deste caso específico, dentre tantos outros, ter se tornado um emblema dos crimes cometidos pela Ditadura militar argentina significa se centrar no exercício de memória praticado pela obra, tendo em vista que o seu caráter de denúncia dialoga com os processos hegemônicos de significação do passado ditatorial em curso no momento de sua publicação.

Argentina - Ditadura militar - Memória

H0741

O HABITAR NA PERIFERIA METROPOLITANA: CARACTERÍSTICAS URBANÍSTICAS E ATORES SOCIAIS


Fernanda Fontana Sampaio (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. José Marcos Pinto da Cunha (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A dinâmica demográfica da metrópole acontece em rápida velocidade, muitas vezes sem planejamento adequado e participação de políticas públicas. Seu espaço apresenta uma grande diversidade de formas de assentamentos humanos e esses implicam em distintas características habitacionais e de acessibilidade, sobretudo em termos de serviços públicos. Devido a isso, compreender melhor as diversas formas de morar tornou-se um ponto significativo para entender as desigualdades sociais dentro da Região Metropolitana (RM), e assim prover dados que possibilitem o planejamento de políticas públicas mais adequadas a cada parte da região. Para aprofundar os conhecimentos sobre habitação na RM de Campinas, esse trabalho enfocou a população de baixa renda residente nos espaços mais periféricos, de maneira não apenas a observar as condições habitacionais, mas também a relação que existe entre essas e as características sócio demográficas, bem como os ativos disponíveis a essa população frente a situações de vulnerabilidade e risco. Para tanto, foram usadas referências teóricas e dados de uma pesquisa domiciliar aplicada no segundo semestre de 2007.

Metrópole - Periferia - Habitação

H0742

MERCADO DE TRABALHO E TÁTICAS DE ENFRENTAMENTO DE SEUS REVESES: A RM DE CAMPINAS


Raquel Maria de Lima Alonso (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. José Marcos Pinto da Cunha (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Este trabalho busca descrever o Mercado de Trabalho de Campinas a partir dos dados obtidos no âmbito da pesquisa Dinâmica Intrametropolitana e Vulnerabilidade Sócio-Demográfica nas Metrópoles do Interior Paulista: Campinas e Santos, fazem parte desta descrição: taxa de participação, setor de ocupação, taxa de desemprego (segundo a classificação do DIEESE), dados referentes aos rendimentos auferidos, jornada de trabalho, etc. Buscou-se também compreender como os indivíduos, sobretudo os de menor qualificação, lidam com esse mercado - pouco estruturado, influenciado pelas crises econômicas globais, processos de reestruturação, políticas econômicas de baixo incentivo ao investimento produtivo - para tanto são usadas as categorias de vulnerabilidade e capital social tal qual definidos por R. Kaztman. Através do IHP (índice híbrido de pobreza), desenvolvido pelos pesquisadores do projeto eixo, fez-se uma classificação dos domicílios entrevistados e retirou-se uma amostra daqueles classificados como “remediados” para receber uma revisita do projeto com o objetivo de detectar, a partir de uma entrevista semi-estruturada, elementos mais profundos referentes, principalmente, ao capital social que ajudaram ou prejudicaram a inserção no MT, como estigmas sobre o local de residência, laços sociais, acesso a informação.

Mercado de trabalho - Capital social - Vulnerabilidade

H0743

A NOÇÃO DE REGRAS GERAIS NA FILOSOFIA DE DAVID HUME


Rafael Fernandes Barros de Souza (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. José Oscar de Almeida Marques (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O objetivo desta pesquisa de Iniciação Científica é estudar o que o filósofo escocês David Hume (1711 – 1776) entende por “regras gerais”. A razão dessa escolha está no fato de que tais regras têm ampla influência sobre a imaginação e o juízo, respondendo por grande parte de nossas opiniões e sentimentos, corrigindo-nos e guiando-nos, mas também nos confundindo, nas mais diversas atividades humanas, desde as mais especulativas até as mais práticas. Além dessa ampla influência, regras gerais são consideradas, na verdade, inevitáveis: não se escolhe ou se recusa lançar mão delas, não há como delas escapar. Esse poder, que causa mesmo perplexidade, chama ainda mais atenção quando se torna uma referência recorrente, como no ensaio Do Padrão de Gosto. Ali se fala abundantemente de regras da crítica, da beleza, do gosto, etc.. Que tem Hume em mente quando emprega essas expressões? Seriam essas regras como leis da natureza, ou elas se referem a uma forma ideal, ou a alguma outra coisa ainda? E o mais importante: qual a implicação disso para sua teoria estética?

David Hume - Regras gerais - Gosto

H0744

A QUESTÃO AMBIENTAL, INTERDISCIPLINARIDADE, TEORIA SOCIAL E PRODUÇÃO INTELECTUAL NA AMÉRICA LATINA


Camila Midori Moreira (Bolsista IC CNPq) e Profa. Dra. Leila da Costa Ferreira (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O presente trabalho tem por objetivo desenvolver uma “sociologia da questão ambiental e da interdisciplinaridade”, como campo de disputas científicas que envolvem idéias, práticas, instituições e habitus (Bourdieu), analisando o processo de institucionalização da temática ambiental em suas diferentes vertentes teóricas e disciplinares na América Latina. Busca-se analisar se haveria alguma especificidade no processo de internalização desta temática nas Ciências sociais latino-americanas, resultando em abordagens teóricas diferenciadas, devido à presença de características sócio-ambientais peculiares ao subcontinente (elevados índices de pobreza e exclusão, juntamente com alta biodiversidade). Pretende-se assim fazer um mapeamento temático comparado desse campo de investigação (via levantamento e revisão bibliográfica), juntamente com uma análise do seu “estágio de institucionalização” (através de entrevistas com pesquisadores líderes) em 6 (seis) centros representativos da Pesquisa Social em Ambiente de 4 (quatro) da região (Argentina, Chile, México e Uruguai), além do Brasil.

America latina - Questão ambiental - Teoria social

H0745

UMA TRADIÇÃO CONSTRUÍDA: A MEMÓRIA BANDEIRANTISTA EM SÃO PAULO (1895-1954)


Luciana da Silva (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Leila Mezan Algranti (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A partir do enfoque da memória social, esta pesquisa teve por objetivo compreender como foi construída, no período de 1895 a 1954, a memória paulista que atribuiu ao bandeirante o papel de protagonista na história nacional. Tentou-se apreender a relação que se vislumbra entre a historiografia, a imagem do passado por ela proposta e o contexto político e social no qual ela foi produzida, além dos meios pelos quais essa memória se sedimentou. Para tanto, foi analisada a produção historiográfica que centraliza o tema, destacando-se autores como Afonso d’Escragnolle Taunay, Alcântara Machado, Alfredo Ellis Junior e Cassiano Ricardo, para se perceber quais elementos foram exaltados e quais foram relegados ao esquecimento, na construção de uma identidade paulista que remetia ao passado colonial, tendo-se em vista a concepção de história e os métodos históricos desses autores. Especial atenção foi dada às matérias e documentos publicados na Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, periódico que prestava contas do funcionamento da instituição e divulgava a produção cientifica desenvolvida em seus quadros. Através dele, buscou-se apreender parte das relações existentes entre a elite paulista, a produção de conhecimento histórico e um processo de legitimação de objetivos políticos calcados no regionalismo.

Memória - Historiografia bandeirantista - Sociedade paulista

H0746

UM ESTUDO SOBRE O LIVRO II DOS SEGUNDOS ANALÍTICOS DE ARISTÓTELES


Ariana Zilioti (Bolsista IC CNPq) e Prof. Dr. Lucas Angioni (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
É nos Segundos Analíticos que Aristóteles desenvolve sua teoria concernente ao conhecimento científico; estabelece e fundamenta os parâmetros segundo os quais toda e qualquer ciência deve seguir ao desenvolver-se. Em um primeiro momento, isto é, no livro I, apresenta sua teoria do silogismo científico, também conhecido como demonstração; modo de exposição de todo e qualquer conhecimento científico segundo a teoria aristotélica. Em um segundo momento, no livro II, aprofunda o estudo concernente aos princípios dos quais devem partir, em última instância, todo silogismo cientifico, as definições, caracterizando-as detalhadamente, e, ainda, trata de estabelecer as devidas relações entre as mesmas e as demonstrações. Essa iniciação científica tem por objeto o estudo detalhado do livro II dos Segundos Analíticos. Nessa etapa dos estudos, o objetivo central é, a partir da continua análise de textos do autor e de comentadores, concluir a elaboração de uma dissertação a qual trate de estabelecer em que exatamente consiste a teoria da definição de Aristóteles: quais critérios são por ele apontados como fundamentais para a obtenção de uma definição; de que modo as definições relacionam-se às demonstrações; e, por fim, qual papel as definições ocupam nesta e nas demais teorias aristotélicas.

Ciência - Semântica - Epistemologia

H0747

MOVIMENTOS SOCIAIS E PARTICIPAÇÃO POLÍTICA NA CIDADE DE SÃO PAULO


Rita de Cássia Moreno Barbosa (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Luciana Ferreira Tatagiba (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
No decorrer do trabalho de pesquisa realizado no segundo semestre de 2008, realizamos uma extensa pesquisa bibliográfica que resultou na produção de um bando de dados sobre o movimento de moradia na cidade de São Paulo. Também realizamos pesquisa de campo junto a duas importantes organizações do movimento de moradia da cidade, o Fórum Centro Vivo e o Movimento de Moradia do Centro. Nesse primeiro contato, percebemos a complexidade, diversidade e heterogeneidade que compõem o campo de luta pela moradia, tanto no que se refere aos seus princípios político-ideológicos, quanto no que se refere as suas estratégias de ação. Além disso, identificamos o peso da variável conjuntural sobre o discurso e a prática desses atores. Foi neste momento também, que descobrimos a importância de alguns programas municipais, estaduais e federais de financiamento e arrendamento habitacional, assim como as disputas em torno do direito à cidade.

Movimentos sociais - Participação - Democracia

H0748

MOVIMENTOS SOCIAIS E PARTICIPAÇÃO POLÍTICA NA CIDADE DE SÃO PAULO


Fernando Henrique dos Santos (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Lucinana Ferreira Tatagiba (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O presente trabalho trata do conceito de cidadania inserido na temática do direito de moradia. Propomos que o conceito de cidadania traz consigo um princípio igualitário, uma vez que o status de cidadão atravessa a estrutura de classes e independe de critérios como raça, renda ou gênero. Assim, através do status de cidadão, os indivíduos, garantido acesso aos bens da humanidade, como saúde, educação e moradia, podem desenvolver plenamente suas capacidades humanas. É de responsabilidade do Estado a defesa do status de cidadania através da garantia legal e efetiva dos direitos dos cidadãos. Nessa perspectiva, voltamos nossos olhares para os direitos sociais, mais especificamente no direito de moradia, ressaltando a importância deste para vida digna do cidadão. O Projeto procurará fazer um diagnóstico da organização e demandas dos movimentos sociais de moradia de Buenos Aires, e, posteriormente, de São Paulo, com destaque aos traços comuns e peculiaridades dessas experiências, apresentando seus êxitos ou retrocessos na luta por uma melhor qualidade de vida para seus associados.

Movimentos sociais - Participação - Democracia

H0749

MOVIMENTOS SOCIAIS E PARTICIPAÇÃO POLÍTICA NA CIDADE DE SÃO PAULO


Larissa Meneses dos Santos (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Lucinana Ferreira Tatagiba (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A extensão e a heterogeneidade dos movimentos sociais na cidade de São Paulo permitiu ao presente projeto um único foco: o movimento de moradia. Tal movimento, dotado de riqueza e complexidade como objeto de pesquisa, pôde trazer à tona elucidativas hipóteses para a compreensão das diversas formas de participação política concernentes às relações entre movimentos sociais, aparelho governamental e partidos políticos, bem como concernentes às relações que se estabelecem entre diferenciadas organizações dentro do movimento de moradia, e entre as lideranças, militantes e demais componentes em trânsito nesta rede social. E é na relação conformada entre as lideranças e as demais formas de participação movimentalistas que a pesquisa, em continuidade, pretende focar os esforços. Através da revisão e levantamento de bibliografias acadêmicas e advindas do movimento de moradia e de suas redes de apoio; através de idas à campo e da realização de entrevistas em profundidade com lideranças consolidadas e emergentes abarcadas por entre diversas organizações reconhecidas como movimento de moradia em São Paulo, o projeto pretende elucidar a atuação das lideranças, enfatizando os processos de formação política destas. Esses processos modificaram-se historicamente, congregam atores determinados, bem como privilegiam conteúdos específicos e são diferentes entre as organizações. Entendemos que a compreensão destes processos é fundamental ao conhecimento do âmbito mais amplo do movimento de moradia em São Paulo.

Movimentos sociais - Participação - Democracia

H0750

CULTURA E POLÍTICA EM MOVIMENTOS DE MORADIA DA CIDADE DE SÃO PAULO


Stella Zagatto Paterniani (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Lucinana Ferreira Tatagiba (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Um dos principais debates presentes na literatura sobre os movimentos sociais é a polêmica entre compreendê-los a partir de seu caráter fragmentado, suas demandas particularistas e seu foco pragmático; ou vê-los como sujeitos coletivos, produtores de novos códigos culturais, que potencialmente subverteriam relações de poder e dominação. Essa pesquisa visa apreender a relação existente entre as duas abordagens, ou seja, observar enlaces e tensões entre a urgência da demanda material e a potencial transcendência da luta imediata na produção de sentido do estar-no-mundo, e no processo de construção de um projeto político mais ou menos definido. O pressuposto teórico e metodológico que nos orienta é a conexão real e teórica entre cultura e política nas relações sociais. Como unidade de análise empírica escolhemos o movimento de moradia da cidade de São Paulo. No trabalho de campo – observação e aplicação de questionários em espaços do movimento –, pudemos identificar tais tensões, entre a busca por objetivos pragmáticos – a moradia digna – com o delineamento de um projeto político – concretizado e fomentado na luta pela Reforma Urbana –, o que nos conduz a novos questionamentos: quais as noções de política e participação política engendradas na ação e organização dos movimentos sociais estudados?

Movimentos sociais - Participação política - Movimento de moradia

H0751

A REPRESENTAÇÃO DO RELÓGIO NA PINTURA ITALIANA DO SÉCULO XVI: OS RETRATOS DO CARDEAL CRISTOFORO MADRUZZO E DE ALVISE CONTARINI (?) POR TIZIANO E PARIS BORDON


Isabel Hargrave Gonçalves da Silva (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Luiz Cesar Marques Filho (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Na Veneza exuberante e cosmopolita do século XVI buscamos compreender o posicionamento e as funções de um novo objeto tecnológico: o relógio de mesa. Nesse sentido, trabalhamos com dois retratos conservados no Museu de Arte de São Paulo – MASP: 1 – Tiziano Vecellio, Retrato do Cardeal Cristoforo Madruzzo; 2 – Paris Bordon, Retrato de Alvise Contarini. Outrora atribuído a Tiziano. Ambos os retratos são analisados a partir de um detalhe comum: a presença do relógio, objeto que na Itália do século XVI condensava um conjunto de significados que se estendem da história das técnicas à das práticas sociais e das idéias. Entre essas idéias encontram-se o reflexo da riqueza, através do retrato, daqueles que possuíam tais objetos; os conceitos de temperança ou de virtude, que poderiam acompanhar a regularidade precisa dos ponteiros; ou a presença do tempo e da morte, acentuada pelo correr do tempo.

Retrato italiano - Representação do relógio - Renascimento

H0752

REVOLUÇÃO ESPANHOLA (1936-1939): UMA ANÁLISE SOBRE O PROCESSO DE COLETIVIZAÇÕES OPERÁRIAS E CAMPONESAS NA CATALUNHA


Fernando Roberti da Silva (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Marcio Bilharinho Naves (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O episódio da Revolução Espanhola (1936-1939) revelou-se, inicialmente, como um processo de transformação revolucionária do modo de produção capitalista na Espanha. As práticas de coletivização encetadas tanto por operários quanto por camponeses na Catalunha significaram um intenso processo de luta de classes, através do qual se defrontavam diversas organizações populares, sindicais e partidárias unidas contra a ameaça do fascismo, porém cindidas quanto aos objetivos políticos e ideológicos. Utilizando os conceitos críticos de Charles Bettelheim e Maria Turchetto sobre a transição ao comunismo – tais como revolucionarização das relações de produção, tarefas de execução e de direção, ditadura do proletariado, entre outros – e a análise bibliográfica e documental da época, principalmente da obra de José Peiráts, este projeto focou especificamente na experiência autogestionária catalã, verificando que as coletivizações industriais apresentaram maiores limites e dificuldades que as agrárias. O “socialismo” almejado pelas massas espanholas restringiu-se, em grande parte, a mudanças meramente jurídicas, visto que a própria estrutura capitalista dos processos de trabalho e de produção, a presença de um Estado que ainda defendia a propriedade privada e a democracia burguesa, reproduziam muitos dos elementos capitalistas dominantes.

Guerra civil espanhola - Autogestão - Processo de coletivizações

H0753

A INVENÇÃO PANÓPTICA E A DISCIPLINA DO TRABALHO


Juliano Martoni (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Marcio Bilharinho Naves (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O avanço do capitalismo, ao ultrapassar a chamada “acumulação primitiva”, provocou uma serie de mudanças que solaparam as antigas estruturas sociais que uniam os trabalhadores aos seus meios de subsistência. Despossuídos e livres para serem miseráveis, eles encontrarão asilo em meio à vadiagem e à criminalidade. A resposta burguesa a esse fato será o confinamento; a prisão. A fim de compreender como se relacionam universo carcerário e relações de produção, confrontamos a análise de Foucault sobre o nascimento da prisão ao estudo histórico feito por Melossi e Pavarini da gênese carcerária na Europa e Estados Unidos. Ao generalizar os efeitos do Poder, Foucault perde em objetividade e arrisca-se a negligenciar eventos que privilegiam as relações de produção. Por outro lado, sua análise supera os localismos ou particularismos presentes nas análises de Melossi e Pavarini. Mas os pontos comuns evidenciam que: a existência da prisão, enquanto aparelho de estado, se deve menos a uma visão humanitária, que a motivações políticas. O cárcere, enquanto fábrica se dirige a uma produção singular; transformar classes marginalizadas em proletariado. Algo impossível de se realizar sem o advento das disciplinas, uma tecnologia para o corpo que alcança sua forma ideal no dispositivo Panóptico, do filósofo utilitarista Jeremy Bentham.

Panóptico - Disciplina - Direito penal

H0754

O CONCEITO DE VIDA NOS MANUSCRITOS ECONÔMICO-FILOSÓFICOS DE KARL MARX


Fabio Florence de Barros (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Marcos Severino Nobre (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Em nossa pesquisa buscamos compreender a função e abrangência do conceito de vida nos Manuscritos Econômico-filosóficos de Karl Marx, redigidos no ano de 1844, momento em que o autor realizava seus primeiros estudos de economia política clássica e travava contato com o movimento operário francês. Nosso ponto de partida foi o estudo do texto marxiano norteada pelo método estrutural de análise de texto, buscando analisar a função do conceito de vida no interior da arquitetônica da obra. Os resultados e conclusões da pesquisa situam o conceito de vida como elemento fundamental para a realização da crítica marxiana da alienação do trabalho e que se especifica na formulação de uma nova concepção de mundo, materialista, histórica e revolucionária, que aloca os conceitos centrais da filosofia (a teoria da verdade, a ética e a estética) no terreno de uma crítica radical a todos os modos destrutivos de desefetivação histórica do ser humano. Partindo da análise da dialética do trabalho, Marx desdobra, assim, o conceito de vida como produção e reprodução histórica e contraditória do ser humano em sua vida social.

Vida - Marx - Ser genérico

H0755

FAMÍLIA E GÊNERO: PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES DE GÊNERO NAS DINÂMICAS FAMILIARES BRASILEIRAS


Heloísa Fernanda Camargo (Bolsista IC CNPq) e Profa. Dra. Maria Coleta Ferreira Albino de Oliveira (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O projeto aborda de maneira abrangente temas relacionados às constituições familiares e às construções das relações de gênero, principalmente dentro do círculo familiar, no Brasil. Para isso, tem-se como pressuposto o contexto das mudanças estruturais pelas quais a instituição familiar tem passado ao longo dos últimos tempos em um âmbito mundial e que, consequentemente, afetam também a realidade brasileira, apesar de suas possíveis especificidades. A relação entre gênero e história, as transformações do patriarcado, as novas formas de estruturação familiares e o papel social da criança e da família, bem como sua transformação ao longo do tempo, são alguns dos assuntos pontuados dentro dessa temática. Para a análise são utilizados levantamentos bibliográficos nos campos de estudo das Ciências Sociais, História e Demografia juntamente com pesquisas populacionais de grande abrangência como a PNDS (Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher) e pesquisas de campo realizadas anteriormente pelo próprio grupo de pesquisa “Gênero, Família e Demografia” do Núcleo de Estudos de População da Unicamp.

Família - Relações de gênero - Fonte de dados

H0756

POLICIAMENTO X CONSCIENTIZAÇÃO. A PROPOSTA DE EDUCAÇÃO SANITÁRIA DE GERALDO HORÁCIO DE PAULA SOUZA – SÃO PAULO 1925


Luciana Cristina Correia (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria Stella Martins Bresciani (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A necessidade de manter as cidades livres de doenças faz parte do universo de preocupações dos profissionais que se dedicam às demandas urbanas. Visando atingir a salubridade do meio urbano e rural, diversas estratégias foram usadas: como desinfecções, isolamento, fiscalização e outras. No caso da formação dos serviços sanitários do Estado de São Paulo vemos, através da literatura, que desde os anos iniciais do período republicano as questões que apareciam com maior relevância eram: a regulamentação das ruas, prédios, estabelecimentos comerciais e outras instituições; o policiamento sanitário e criação de estruturas para o combate de epidemias com caráter temporário. Analiso neste trabalho os artigos referentes à educação sanitária que constam do Código Sanitário de 1925. Adicionamos os documentos do Centro de Memória do Antigo Instituto de Higiene (atual Faculdade de Saúde Pública), onde verificamos através da produção intelectual de Geraldo Horácio de Paula Souza, responsável pela institucionalização da educação sanitária, uma nova forma de lidar com a saúde pública. Foi iniciativa sua utilizar a propaganda sanitária como forma inovadora de persuadir a população a adotar os preceitos que considerava serem os corretos; iniciativa complementada pela educação sanitária, ambas parte de um plano maior: o centro de saúde.

Cidade - Sanitarismo - Urbanismo

H0757

HISTOIRE(S) DU CINÉMA, DE JEAN-LUC GODARD: PROPOSTA PARA UM CATÁLOGO CRÍTICO – RASTREAMENTO NA CINEMATECA BRASILEIRA E ANÁLISE HISTORIOGRÁFICA DAS REFERÊNCIAS


Luna Villas-Bôas Lobão (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Nelson Alfredo Aguilar (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O vídeo Histoire(s) du cinéma, de Jean-Luc Godard, composto por oito partes, formando uma tele-série, está em vias de se tornar uma referência central para os estudos de História da Arte e do Cinema. Há um reenvio contínuo à história da arte e também historiografia em geral. A presente pesquisa teve como objetivo desenvolver uma catalogação crítica do filme, buscando as referências dos filmes citados pelo diretor presentes e disponíveis no acervo da Cinemateca Brasileira, de modo a tentar contribuir e facilitar futuras pesquisas e estudos na área. O catálogo, que contém uma apresentação sobre as condições em que o vídeo foi produzido e um pouco sobre o autor e sua obra como um todo, inclui também uma parte de análise do vídeo, fonte principal, de modo apresentar e refletir sobre influência da obra no contexto atual da história da arte e do cinema. Há, no vídeo, diversas discussões e referências ao pensamento de teóricos como Fernand Braudel, e a história de longa-duração e curta-duração, bem como um diálogo com François Furet, refletindo sobre história, documento e as formas de se pensar e escrever a historiografia, e a pesquisa buscou pensar essas referências e apresentá -las em seu objeto final, bem como em artigos futuros.

Histoire(S) du cinéma - Jean-Luc Godard - Catálogo crítico

H0758

NEGAÇÃO DA VONTADE E NIRVANA – SOBRE A INFLUÊNCIA DO PENSAMENTO BUDISTA NA FILOSOFIA


Daniele da Silva Faria (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Oswaldo Giacoia Junior (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Tendo em vista compreender as dificuldades envolvidas na argumentação do filósofo alemão Arthur Schopenhauer, acerca da relação entre as doutrinas do próprio filósofo e do budismo, na obra intitulada O mundo como vontade e como representação, essa pesquisa pretende investigar a relação entre os conceitos de negação da vontade schopenhaueriana, e nirvana, objetivo da filosofia budista – ambos são formas de rompimento do princípio de individuação nas respectivas teorias a que pertencem. Essa pesquisa pressupõe a influência de algumas noções da filosofia budista, na construção dos conceitos essenciais à teoria de Schopenhauer, e ultrapassa a mera análise da relação entre esses conceitos, mostrando as implicações éticas dessas noções na história da filosofia ocidental. Mostraremos como a negação da vontade de Schopenhauer implica em niilismo, ao contrário do nirvana budista, cuja prerrogativa basilar é a via central que não afirma sim ou não para nada, portanto não nega nem afirma o valor da vida.

Negação da vontade - Nirvana - Vontade

H0759

ESTUDO SOBRE A DOUTRINA DO DIREITO DE ARTHUR SCHOPENHAUER


Felipe dos Santos Durante (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Oswaldo Giacoia Junior (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Este pojeto de iniciação científica teve por objetivo analisar a doutrina do direito (Rechtslehre) de Arthur Schopenhauer (1788-1860), exposta, principalmente, no quarto livro da obra capital do filósofo, a saber, Die Welt als Wille und Vorstellung (O Mundo como Vontade e como Representação). A pesquisa centrou-se em três pontos principais: (i) a identificação e análise dos conceitos fundamentais da doutrina do direito (Rechtslehre) schopenhaueriana; (ii) o exame dos principais argumentos empregados na exposição dessa doutrina; e (iii) a inserção da mesma no plano de conjunto do sistema filosófico do autor. Essa estratégia metodológica tornou-se possível entender o estatuto da teoria da justiça no sistema filosófico de Schopenhauer, como parte constitutiva da ética e da reflexão sobre o valor moral do agir humano. Permitiu também aprofundar a compreensão da relação entre o direito natural e a moral, para Schopenhauer. A pesquisa tematiza também a ciência política – ou teoria da legislação. Essa estabelece a legislação positiva – que tem no Estado seu meio de subsistência – a partir do que Schopenhauer denomina ser o reverso (Kehrseite) dos limites estabelecidos pelo direito moral (o que possibilita a afirmação de que o legislador é um moralista às avessas).

Schopenhauer - Doutrina do direito - Ética

H0760

ARQUITETURA NAVAL PORTUGUESA – SÉCULOS XV-XVI


Raphael Augusto de Abreu (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Paulo Celso Miceli (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O Renascimento Europeu teve no desenvolvimento técnico-científico uma de suas principais características. Acompanhando as profundas transformações do pensamento humanista, especialmente na península Ibérica, desenvolveu-se um dos ramos mais importantes da arquitetura do período – a arquitetura naval. Este Projeto visa analisar, especificamente, a história da construção naval portuguesa, nos séculos XV-XVI – fase decisiva da expansão européia e das chamadas viagens do descobrimento. Um dos aspectos mais interessantes do tema, já detectado durante as primeiras leituras, é o fato de que a imensa maioria dos muitos construtores navais que trabalhavam nos estaleiros portugueses não possuía qualquer formação técnica específica da carpintaria ou engenharia naval, baseando suas construções nas próprias experiências acumuladas em situações passadas.

Arquitetura naval - História de Portugal - Marinha portuguesa

H0761

ARQUEOLOGIA SUBAQUÁTICA: UM ESTUDO DE CASO SOBRE GEORGE FLETCHER BASS


Marina Fontolan (Bolsista IC CNPq), Gilson Rambelli (Co-orientador) e Prof. Dr. Pedro Paulo Abreu Funari (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A pesquisa visa contextualizar historicamente as obras do arqueólogo pioneiro George Fletcher Bass. Seu pioneirismo deve-se ao fato de ter aprendido a mergulhar e realizado uma escavação sistemática de um sítio submerso na Turquia, sendo, portanto, considerado pelos arqueólogos que atuam no ambiente aquático, como o fundador desta subárea da Arqueologia. Tal pesquisa conta com a análise de diversas obras do arqueólogo e, também, com uma entrevista concedida por ele à autora. A análise de tais fontes, bem como o aprofundamento no contexto histórico em que foram escritas, resulta num estudo acerca da história da Arqueologia Subaquática. Desta forma, a pesquisa analisa o contexto vivido pelo arqueólogo, a formação da sua auto-representação e como a criação de uma identidade nacional influenciou a sua obra. Tal análise será realizada sob uma ótica pós-modernista, ou seja, ela será realizada considerando as fontes como discursos, privilegiando suas descontinuidades e especificidades. Assim, observam-se as mudanças na produção dos discursos em Arqueologia Subaquática, historicizando-a. O que já se pode notar a partir destes estudos é a institucionalização desta subárea da arqueologia, transformando-a em uma ciência aceita como tal nos meios acadêmicos.

História da arqueologia - Arqueologia subaquática - George Fletcher Bass

H0762

A BUSCA POR IDENTIDADES BRASILEIRAS NA ARQUEOLOGIA: O CASO DA AMAZÔNIA


Natália Zanella (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Pedro Paulo Abreu Funari (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Esta pesquisa pretende traçar um esboço da História da Arqueologia Amazônica a partir de 1950 – época em que passam a escavar na região o casal de arqueólogos americanos Betty Meggers e Clifford Evans – com especial atenção ao período do Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas (Pronapa), que ocorreu entre os anos 1965 e 1971. Procuramos delimitar os principais problemas de sua metodologia, seus objetos de estudo mais visados e as implicações políticas de seu trabalho, e finalmente como este se reflete na atual produção arqueológica sobre a Amazônia. Ao realizarmos este esboço, pretendemos estabelecer um paralelo entre produção científica e identidades nacionais surgidas a partir destas pesquisas.

Arqueologia brasileira - Amazônia - Identidades culturais

H0763

AÇÃO SOCIAL E ESTRUTURAÇÃO URBANA NAS NOVAS FRONTEIRAS DA "CIDADE": UMA ANÁLISE DA AÇÃO DOS MOVIMENTOS ASSOCIATIVOS NA CONFIGURAÇÃO SOCIOESPACIAL DE BARÃO GERALDO/PAULÍNIA


Gabriela Mendes da Silva (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Ricardo Ojima (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A pesquisa analisa como a configuração socioespacial do distrito de Barão Geraldo (localizado na cidade de Campinas, interior de São Paulo), incluindo o bairro de Betel, anexado em 1993 ao município vizinho de Paulínia, foi e tem sido delineada a partir da atuação de determinados agentes políticos e sociais. Apesar dos múltiplos atores envolvidos no processo, privilegiou-se o papel desempenhado pelas associações e agentes civis sob a abordagem do capital social a fim de identificar o potencial da ação coletiva sobre a estruturação do espaço urbano e tentar compreender como se define a relação entre Estado e sociedade organizada na área de estudo. Para isso, além da revisão bibliográfica sobre alguns temas (como expansão urbana, cidade-região, conceito de peri-urbanização e distinção rural-urbano), foi elaborada uma breve caracterização sociodemográfica do distrito e construído o histórico do processo de ocupação e formação da região, percurso analítico concluído com a realização de entrevistas. Como resultado, o estudo procurou problematizar questões que permeiam aspectos relacionados à participação civil face à atuação do Estado e mostrar o papel da mobilização popular para a elaboração de um planejamento urbano local que, comprometido com as demandas sociais, promova maior qualidade de vida a seus habitantes.

Demografia - Capital social - Urbanização

H0764

CAPOEIRA NO BRASIL: DO CÓDIGO PENAL AO MINISTÉRIO DA CULTURA


Cassiana Rodrigues Alves Silva (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Rita de Cássia Lahoz Morelli (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A capoeira no Brasil passou por grande processo de transformação ao longo do século XX, converteu-se de arte marginal em patrimônio da cultura nacional. Fazendo-se um recorte histórico a partir de 1890, quando constava no Código Penal como crime, até o ano de 2006, quando passou a ser considerada patrimônio da cultura nacional, pode-se fazer uma análise a fim de compreender esse processo de inversão de símbolos étnicos em símbolos nacionais. A pesquisa também compreendeu em buscar elementos que possibilitassem contextualizar histórica e socialmente a utilização da cultura popular na construção de uma memória nacional.

Capoeira - Arte popular - Patrimônio cultural

H0765

CASAS E POLÍTICAS DE CULTURA


Hugo Ciavatta (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Rita de Cássia Lahoz Morelli (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Trata-se de estudar os diversos significados que as Casas de Cultura da cidade de Campinas assumiram para seus idealizadores, gestores e usuários desde a criação desses espaços, em finais dos anos 90, até os dias de hoje, passando por todas as gestões que se intercalaram entre um período e outro. O objetivo é relacionar tais significados não apenas com políticas culturais locais, mas também com conjunturas mais amplas da história da instrumentalização da cultura pela política no Brasil, sobretudo no período de redemocratização do País após a ditadura militar, e com as transformações econômicas e políticas ocorridas recentemente na esfera global, que também alteraram os sentidos e os usos da cultura.

Casas de cultura - Políticas culturais - Sentidos e usos da Cultura

H0766

BRANQUEAMENTO OU DEMOCRACIA RACIAL? O DISCURSO DOS CRÍTICOS MUSICAIS DA REVISTA CULTURA POLÍTICA


Liliane Araújo Barbosa (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Rita de Cássia Lahoz Morelli (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A pesquisa centra-se na análise da Revista Cultura Política, revista oficial do período Vargas, enfocando os artigos de Música e Rádio para delimitar qual a visão dos articulistas no que tange à raça, no samba. Paralelamente, pesquisamos a hierarquização entre os gêneros musicais, ou seja, a dicotomia erudito/popular.

Raça - Identidade nacional - Música

H0767

COMUNIDADE SAMBA DA VELA – PERTENCIMENTO, IDENTIDADE E ESTRATÉGIA


Natalie Ferraz Kaminski (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Rita de Cássia Lahoz Morelli (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Entendendo o samba como uma forma musical que possibilita a apreensão de significados culturais, este trabalho realizou uma etnografia da Comunidade Samba da Vela, uma roda de samba semanal, localizada na região de Santo Amaro, em São Paulo, criada para que os compositores pudessem ter um espaço para apresentarem suas canções inéditas. Os atores sociais da Comunidade Samba da Vela são portadores de um discurso que visa diferenciar suas práticas, utilizando as categorias tradição, identidade e comunidade, com o intuito de legitimar o que consideram ser um samba autêntico. Estas categorias, acionadas de modo situacional, são fundamentais na construção e manutenção das relações sociais dentro do campo musical do samba paulistano e na constituição de um circuito do samba legítimo e periférico. Por outro lado, a elaboração discursiva e performativa de tais categorias sinaliza formas de pertencimento ritualizadas às quais o samba é seu elemento centralizador e símbolo mais poderoso. Em outras palavras, para além de uma expressão estética, o samba escrito, cantado, ouvido e batucado dentro da Comunidade Samba da Vela diz respeito à valores que gravitam em torno das noções de tradição, identidade e comunidade que, por sua vez, são percebidas por estes atores sociais como o substrato fundamental do próprio estilo musical chamado de samba.

Tradição - Comunidade - Identidade

H0768

NEGRAS E FORRAS NO COMÉRCIO A RETALHO EM CAMPINAS NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX


Laura Candian Fraccaro (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Robert Wayne Andrew Slenes (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A partir da primeira década do século XIX, o comércio na cidade de Campinas passa por diversas e recorrentes mudanças, não só normativas, mas também estruturais. As mulheres, principalmente, as negras, constituíam o grupo dominante no comércio de pequeno porte. Esse tipo de atividade era o caminho mais rendoso para aquelas que buscavam acumular o pecúlio e, posteriormente, algum tipo de riqueza. As práticas de venda e ofícios eram formas de melhorar a suas vidas e a de seus descendentes e de se destacar financeira e socialmente frente aos seus semelhantes. As mulheres vendedoras gozavam de prestígio social e de influência, tornado-se líderes do convívio social e religioso. Este trabalho pretende reconstruir a trajetória de vida de algumas dessas mulheres, desde o processo para alcançar a alforria até a sua morte, e para tal, cruzaram-se diversas fontes. Ao cruzar as licenças para o comércio, processos de alforria e criminais, com inventários e testamentos, pretendo demonstrar, quem eram essas forras, como se organizavam dentro da comunidade negra e com o resto da sociedade. Além de suas trajetórias, fez-se necessário compreender como a formalização das práticas comerciais, alteraram, de maneira profunda e permanente, a participação desse grupo nas práticas comerciais.

Comércio a retalho - Mulheres Libertas - Mobilidade social

H0769

METRÓPOLES DA AMÉRICA LATINA: RECONFIGURAÇÕES TERRITORIAIS, MOBILIDADE ESPACIAL E AÇÃO PÚBLICA (REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO, REGIÃO METROPOLITANA DE BOGOTÁ, GRANDE SANTIAGO DE CHILE


Camila Fonseca Mathias (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Rosana Aparecida Baeninger (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O estudo focaliza a evolução populacional de três metrópoles da América Latina, com ênfase na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Em 2005, a RMSP respondeu por 54% do aumento absoluto da população do Estado de São Paulo; isto revela a importância desta área metropolitana tanto na dinâmica demográfica quanto na dinâmica econômica estadual. Apesar de recentemente apresentar uma das menores taxas de crescimento do Estado (1,1% ao ano entre 2000-2006), a RMSP mantém seu papel de pólo nacional das migrações. Contudo, a nova face revelada pela migração refere-se aos movimentos migratórios de retorno para os estados do Nordeste. No âmbito latino-americano, a comparação entre São Paulo, Bogotá e Santiago do Chile indica a importância das migrações intra-metropolitanas em direção às respectivas periferias, como elemento estruturador e de expansão urbana das regiões metropolitanas em estudo. Este processo de periferização, por sua vez, contribui para a reorganização da população no território das respectivas áreas, onde se reproduzem subcentros metropolitanos. Nesse contexto, é imprescindível que nas políticas sociais voltadas ao planejamento e gestão do território metropolitano, seja incorporada a questão das migrações e dos deslocamentos dentro de cada região metropolitana.

Mobilidade espacial - America Latina - Regiões metropolitanas

H0770

DINÂMICA REGIONAL PAULISTA: MIGRAÇÃO, MERCADO DE TRABALHO E REESTRUTURAÇÃO URBANA


Flavia Rodrigues Prates Cescon (Bolsista IC CNPq) e Profa. Dra. Rosana Aparecida Baeninger (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O Estado de São Paulo experimentou nos últimos cinqüenta anos um processo acelerado de transformações urbanas, econômicas e demográficas, no qual os processos migratórios desempenharam um papel fundamental na reorganização dos espaços e regiões. A configuração atual da dinâmica paulista se expressa em pólos regionais (São José dos Campos, Sorocaba, Bauru, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Araçatuba e Presidente Prudente) e nas regiões metropolitanas (Região Metropolitana de São Paulo, Região Metropolitana de Campinas e Região Metropolitana da Baixada Santista). Estas áreas representam 90% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado e do total de sua população. Neste estudo aprofundam-se os elementos intra-regionais, em especial os deslocamentos de população dentro de cada pólo regional, que imprimem os novos contornos à rede urbana paulista.

Migração - Mercado de trabalho - Dinâmica regional

H0771

A EXPECTATIVA TEMPORAL NA IMIGRAÇÃO DEKASSEGUI:UMA TENTATIVA DE IDENTIFICAR FATORES QUE CONTRIBUEM PARA A MUDANÇA DESSA EXPECTATIVA NA EXPERIÊNCIA MIGRATÓRIA


Katiani Tatie Shishito (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Rosana Aparecida Baeninger (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O movimento migratório conhecido como movimento dekassegui consiste no fluxo de brasileiros descendentes de japoneses ao Japão. O presente trabalho analisa sua expectativa temporal e as formas e influências de mudanças no tempo de permanência do projeto migratório. Esse fluxo migratório configurou no Japão uma forma de vida entre os brasileiros que, em um primeiro momento não pretendia se fixar no país de destino, interagindo assim com a sociedade japonesa de maneira limitada e restrita; nesse contexto, fortalecem vínculos e formas de relações entre compatriotas brasileiros e seu país de origem. Para melhor aprofundar o tema sobre tais relações buscamos apoio na literatura sobre redes sociais. A hipótese que sustentamos é de que: ’Quanto maior a dificuldade de interação social na sociedade japonesa, mais as redes sociais de brasileiros se expandem e se fortalecem, influenciando direta ou indiretamente na mudança de expectativa temporal na experiência migratória’. Para tal, a metodologia da pesquisa consiste em análise de questionários enviados ao Japão e aplicados a brasileiros residentes nas cidades que mais os concentram; portanto, onde o uso das redes sociais é maior. Esta parte da pesquisa tem sido possível através de vínculos e apoios com a prefeitura de Okazaki e do consulado brasileiro no Japão em Nagoya.

Imigração - Expectativa temporal - Redes sociais

H0772

INTERAÇÃO ENTRE O URBANO E RURAL: UMA ANÁLISE DE SANTA FÉ DO SUL - SP


Natália Belmonte Demétrio (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Rosana Aparecida Baeninger (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O presente trabalho trata-se de uma investigação em torno dos conceitos de urbano e rural, partindo de um estudo de caso: o município de Santa Fé do Sul – SP, localizado a 630km da capital, no extremo Noroeste paulista, próximo à fronteira com Mato Grosso do Sul. Nesse contexto, o objetivo do projeto é problematizar o recorte de rural e urbano adotado pelo governo brasileiro, de modo a apontar as implicações oriundas desta classificação para o caso específico do município em questão. Com base no Censo de 2000, a cidade apresenta 26.478 habitantes, dos quais 24.879 vivem no perímetro urbano e 1.599 no campo. A despeito do considerável grau de urbanização (93,96%), a zona rural corresponde a 5/6 da área total do município. Tal importância territorial contrasta com o valor adicionado na agricultura, atividade que, em 2006, respondeu a menos de 2% do PIB municipal. Entretanto, faz-se necessário ressaltar o valor das atividades primárias para a indústria local – dentre as quais se destacam a alimentícia (derivados de carne bovina, peixe e leite) – ramo da economia responsável por 36% do PIB do município em 2006. Diante dessas condições, o estudo analisa a dinâmica sócio, econômica e demográfica da cidade, sua inserção regional e construção história. Isto justifica a atitude de aprofundar e conhecer a configuração do urbano e do rural de Santa Fé do Sul.

Noroeste paulista - Estado de Mato Grosso do Sul - Urbano e regional

H0773

SAMBA, EBÓS E VATAPÁ: AS CASAS DAS TIAS BAIANAS NO RIO DE JANEIRO DA BELLE ÉPOQUE. ESTRATÉGIAS DE SOBREVIVÊNCIA E CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES 1880-1940


Clariana Lucas (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Sidney Chalhoub (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A investigação sobre a Pequena África, como ficou conhecido o bairro da saúde e seus arredores, teve início em 2007 e, na etapa atual,os cultos africanos da virada do século XIX para o século XX, tomaram o foco da pesquisa pela importância que a sociabilidade estabelecida nos terreiros teve no cotidiano dos baianos, sempre reconhecida, mas ainda pouco pesquisada. Compreender o candomblé nagô, a umbanda e inúmeras religiosidades marginalizadas nos auxilia a compreender como se estabeleceram rivalidades e associações de auxílio mútuo. Lidar com mulheres pobres, como tanto já se enfatizou, esbarra na ausência de fontes diretas. Nesses meses coletamos e analisamos documentos de diversas naturezas, material que tem nos permitido avançar na compreensão deste grupo baiano quando contrastamos com as –poucas- informações disponíveis sobre o tema.

Tias baianas - Candomblé - Pequena África

H0774

NA CONTRA MÃO - A RESPOSTA SENHORIAL VALEPARAIBANA À EMANCIPAÇÃO DOS ESCRAVOS 1850-1888


Harian Pires Braga (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Sidney Chalhoub (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O objetivo desta pesquisa é analisar as respostas da elite cafeeira do Vale do Paraíba paulista ao processo de emancipação da mão de obra escrava, com início na aprovação da lei de proibição do tráfico em 1850 até a Abolição em 1888. Este processo de cerca de quarenta anos abala intensamente as relações socais entres senhores e escravos, em especial nas décadas de 1870 e 1880, quando encontramos fatos como a lei de 28 de setembro de 1871, o movimento abolicionista e as discussões sobre novos projetos sobre trabalho servil em 1884 e 1885. Para investigar a resposta senhorial em seu nível mais local, escolhemos analisar os documentos referentes à Câmara Municipal de Taubaté no dado período, com atenção especial para as atas de câmara que conversam diretamente com as discussões travadas na Câmara Geral e no Senado Imperial. A documentação e as práticas locais dos senhores de escravos de um município cafeeiro do Vale do Paraíba paulista ainda trazem à tona como essa elite senhorial tenta manter sua importância social diante da Abolição, buscando controlar este processo de alteração da forma de mão de obra.

Escravidão - Emancipação - Vale do Paraíba

H0775

AÇÕES COLETIVAS DOS ESCRAVOS: VIVÊNCIAS LADINAS E RESISTÊNCIA NA ESCRAVIDÃO BRASILEIRA


Joice Fernanda de Souza Oliveira (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Sidney Chalhoub (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A partir do interesse de investigar processos crimes, um dos um dos poucos registros escritos em que a fala do escravo é registrada, mesmo passando pelo “filtro da pena do escrivão, interesse que se aliou à curiosidade e ao anseio de “ouvir” a “voz” do escravo, de perceber seus discursos e seus argumentos e compreender suas percepções a respeito do universo no qual estavam inseridos, surgiu a pesquisa denominada “Ações coletivas dos escravos: vivências ladinas e resistência na escravidão brasileira”.Estudo que tem como objetivo analisar, através da investigação dos processos-crimes do Tribunal da justiça de Campinas (TJC) do período de 1850-1888, as justificativas utilizadas pelos escravos para legitimar suas ações e seus crimes. Esta pesquisa busca, por fim, a partir do estudo dos documentos realizar a investigação e a aproximação deste importante personagem da história da escravidão brasileira, o escravo, que aprendeu sobre o universo em que estava inserido, criou suas próprias percepções e conquistou seus direitos através de suas próprias ações.

Escravidão - Aprendizado - Ladino

H0776

MODA NA REVISTA SR PARA ELES, ANÁLISE DOS EDITORIAIS DE MODA MASCULINA DA REVISTAS SENHOR (1959-1963)


André Ribeiro de Barros (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Silvana Barbosa Rubino (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Esta pesquisa pretende analisar os editoriais de moda masculina, conteúdo integrante da Revista Senhor publicada de março 1959 a janeiro 1964. Tal revista tinha como público alvo o homem ‘moderno’ ávido por conhecimento e cultura sobre todas as áreas, da política a moda, da literatura a economia. Num total de cinqüenta e nove volumes – dos quais cinqüenta e cinco encontram-se na coleção Revistas Brasil da Biblioteca do Museu de Arte de São Paulo – são exemplares de uma iniciativa singular de cunhos nacional e internacional, uma revista totalmente dedicada ao público masculino. Com a pretensão de entender e dialogar com o homem desta época. Esses editoriais de moda, assim como os editoriais de moda feminina, traduziam aos seus leitores, as tendências em vestuário e comportamento do Brasil e do mundo. Esta pesquisa pretende então, entender de que maneira a roupa era apresentada ao leitor, como se dava a construção desses editoriais, quais os suportes usados pelos editores de arte e moda para formação da idéia de moda.

Revista Senhor - Moda - vestuário - Imagens - interpretação

H0777

VILA INDUSTRIAL: UMA TENTATIVA DE REMEMORAÇÃO A PARTIR DA RECONSTRUÇÃO DE DISCURSOS


Flávia de Matos Rodrigues (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Silvana Barbosa Rubino (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A proposta de uma representação diferente a respeito das perspectivas sobre bairros operários no Brasil a partir da análise da Vila Industrial, primeiro bairro industrial da cidade de Campinas, passa pela necessidade de análise de discursos. São esses discursos que produzirão, no período entre o final do século XIX e início do século XX uma nova concepção do que é morar em uma cidade que está crescendo. Através de discursos oficiais, da produção historiográfica, dos jornais e, principalmente do depoimento de quem de fato, morou e mora na Vila Industrial, é possível perceber que a vida dos sujeitos foi de certa forma influenciada por determinações de poder, mas que nem por isso deixaram de possuir capacidade individual de conviver e construir uma comunidade que se confunde com a história social de Campinas. A técnica de coleta de depoimentos por meio de uma conversa informal e não questões já pré-determinadas possibilita a comunicação e interação de quem fala com seu próprio passado com a mínima intervenção possível do pesquisador. Dessa forma, a constituição dos moradores passa pela sua reconstrução pessoal e o trabalho com a memória ganha um alcance maior. Lembra-se o que se deseja e pode lembrar, assim como o ato de escrever a história de uma grande metrópole: prenhe de lacunas e esquecimentos, porém viva e não somente determinada pela disciplina do ato de escrever.

Habitação operária - Cotidiano - Memória

H0778

ESPAÇOS PÚBLICOS CONTEMPORÂNEOS: SIMBOLOGIAS E USOS


Lígia Carolina Silva Moura (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Silvana Barbosa Rubino (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A pesquisa tem por objetivo estudar a relação entre simbologia e uso de espaços públicos contemporâneos. Para tanto foram escolhidos os seguintes estudos de caso: Peter Eisenman (Bruges Concert Hall), Rem Koolhaas (Biblioteca Central de Seattle), Zaha Hadid (Centro de Artes Contemporâneas de Rosenthal), Bernard Tschumi (Parc de la Villette), Renzo Piano (Potsdamer Platz). Apesar de diferentes, todos os casos são edificações para eventos de grande porte e que demonstram a preocupação em criar um símbolo, mesmo que as estratégias difiram entre si. No entanto, o resultado desse esforço arquitetônico poderá ser bem sucedido de acordo com uma sequência de fatores que se relacionam: contexto de inserção do projeto; compreensão do que o lugar estimula nas pessoas; transmissão de algo que faz parte do repertório da população; relações formais, pois um objeto arquitetônico monumental que intimide e hierarquize usos de forma excludente, será visto com receio. Dessa forma, um ponto que conecta arquitetura e lingüística é a grande dificuldade de separá-las de seu contexto, de tentar destituí-las de significação. Os símbolos sozinhos até poderiam existir, mas se tornariam ininteligíveis em ambas as disciplinas.

Arquitetura - Espaço público - Símbolo

H0779

IMAGENS E MEMÓRIA: A CIDADE DE CAMPINAS NOS CARTÕES-POSTAIS DA VIRADA DO SÉCULO XIX


Samuel Leal Barquete (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Silvana Barbosa Rubino (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A pesquisa tem como objeto uma série de seis cartões-postais que retratam a cidade de Campinas na virada do século XIX para o XX. O objetivo inicial foi relacionar tais imagens com a dinâmica social campineira e as profundas mudanças por que passava a cidade naquele momento. Com uma prática de pesquisa focada em arquivos de imagens e textos, buscou dados que trouxessem à tona detalhes da existência dos postais enquanto produto e do contexto social que os produziu. Disso resultou um rico panorama da sociedade campineira do período. Com o decorrer da investigação novas questões foram suscitadas, fazendo surgir a necessidade da conceituação do cartão-postal enquanto um tipo, o que exigiu um aprofundamento da discussão da fotografia enquanto paradigma da sociedade midiática do século XX. O aparato teórico utilizado articula instrumentos da antropologia, da história, da semiótica e do urbanismo para demonstrar de que modo as escolhas envolvidas na seleção das fotografias estavam investidas de interesses sociais bem definidos, investimento esse que procurou produzir uma imagem da cidade desejada por grupos sociais específicos. Ainda, busca-se delinear a relação entre tais escolhas e as características intrínsecas ao suporte fotográfico e ao formato do cartão postal.

Campinas - Fotografia - Memória

H0780

AS EXPEDIÇÕES CONTRA OS MOCAMBOS DE PALMARES (1654-1695)


Laura Peraza Mendes (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Silvia Hunold Lara (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Pesquisa de Iniciação Científica sobre as expedições contra os mocambos de Palmares, localizados na Capitania de Pernambuco, durante o período que compreende os anos de 1654 a 1695. Ao analisar o contexto político e administrativo em que essas entradas militares foram realizadas, objetiva-se compreender um pouco mais acerca da história palmarina e da atuação das autoridades coloniais na região. Por meio da análise de fontes em sua maioria administrativas, procura-se também problematizar os diferentes modos de combater Palmares, atentando para os diversos planos e alternativas concebidos pelos moradores, chefes militares, câmaras e outras instâncias do governo local e metropolitano.

Brasil colônia - Administração colonial - Expedições militares

H0781

TENDÊNCIA NATURAL E ESCOLHA NA POLÍTICA DE ARISTÓTELES


Sílvia Feola Gomes de Almeida (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Yara Adario Frateschi (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
No livro I da Política, Aristóteles, ao desenvolver a sua concepção do homem como animal político (zoon politikon), afirma explicitamente que a vida na cidade consiste num fato natural, pois a natureza política do homem só se realiza plenamente na cidade e, por isso, os homens tendem a ela por natureza, para além de satisfazer as necessidades da vida, realizar a “boa vida” (felicidade). Assim, o fato da cidade existir por natureza parece ser suficiente para que o homem atinja a sua felicidade. Entretanto, no livro III, Aristóteles diferencia as comunidades políticas, sendo melhores aquelas que oferecem as condições para a plena realização da natureza humana. Isso parece sugerir que, embora não dependa do homem que ele seja um animal político e, assim, tenda naturalmente a viver na cidade, a constituição da “boa vida” na cidade (ou da melhor cidade) em alguma medida depende dele. Esta pesquisa pretende investigar em que medida depende do homem e das suas escolhas a constituição da melhor cidade, de acordo com a Política.

Natureza - Virtude - Vida Boa





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