Universidade estadual de campinas


Instituto de Estudos da Linguagem



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Instituto de Estudos da Linguagem

H0673

O TRABALHO DE ESTILIZAÇÃO DA LINGUAGEM EM FILMES BRASILEIROS: O CASO DE “O INVASOR” E “NARRADORES DE JAVÉ”


Geovana Luzia Limpo dos Santos (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Anna Christina Bentes da Silva (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
O presente projeto de pesquisa tem por objetivo analisar o trabalho de estilização, por parte de atores, em contextos cinematográficos, das variedades lingüísticas dos meios urbano e rural, resultante das representações destes atores das variedades em questão. Sendo assim, nosso objeto de análise é a linguagem verbal de um conjunto de atores de dois filmes nacionais: “O Invasor” e “Narradores de Javé”. Como aparato teórico, utilizamos as reflexões sobre representação social de Marková (2003), em sua releitura de Moscovici, que propõe que este tipo de representação é baseada no pensamento de senso comum, no conhecimento e na comunicação. Além disso, as discussões têm respaldo nos conceitos de variedade lingüística elaborados por vários autores do campo da sociolingüística e de estilo dialetal apresentado por Coupland (2001). Enfocamos em nossas análises os recursos lingüísticos manipulados pelos atores de forma a caracterizar as personagens dos filmes trabalhados: do filme “O Invasor”, a personagem vivida por Alexandre Borges, Giba, um engenheiro paulistano e um dos sócios majoritários de uma empresa de engenharia, e a personagem vivida por Paulo Miklos, Anísio, um criminoso/matador da periferia de São Paulo; do filme “Os Narradores de Javé”, a personagem Antônio Biá, vivida pelo ator José Dumont e a personagem Zaqueu, vivida pelo ator Nelson Xavier.

Cinema nacional - Sociolinguística - Estilização

H0674

TEATROS E SALÕES: UMA REPORTAGEM TEATRAL DE OSWALD DE ANDRADE


João Fábio Bittencourt (Bolsista FAPESP) e Prof. Dr. Antonio Arnoni Prado (Orientador), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
O projeto de iniciação científica estuda a coluna teatral, Teatros e Salões do jornal Diário Popular, de 13 de abril de 1909 a 30 de agosto de 1911, para a qual Oswald de Andrade trabalhava como repórter, conforme relata em seu livro de memórias, Um homem sem profissão - sob as ordens de mamãe. A coluna não é assinada pelo jovem estreante e apesar da atribuição de autoria ser relevante não esgota o interesse desses textos, pois, o fundamental é o perambular do repórter pelos espetáculos da cidade de São Paulo no período que antecede a Semana de 22. E o objetivo é realçar o espaço sócio-cultural da cidade, através das notícias do periódico, as quais refletem o entorno mundano e a efervescência artística da capital paulista. E, ainda, tal como classificadas por Antonio Candido no ensaio Estouro e Libertação, as obras ficcionais de Oswald de Andrade, requerem um olhar aos antecedentes da Semana de Arte Moderna e assim dividem-se: primeiro momento a Trilogia do Exílio, e segundo, a dupla Memórias Sentimentais de João Miramar e Serafim Ponte Grande. As quais retratam respectivamente a atmosfera de fim de século da belle èpoque e inovações audaciosas dos iconoclastas modernistas.

Literatura brasileira - Jornalismo - Oswald de Andrade

H0675

WALT DISNEY: UM HOMEM, UMA EMPRESA QUE (RE)CONTAM HISTÓRIAS


Alan Febraio Parma (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Carmen Zink Bolonhini (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
O presente trabalho tem por objetivo analisar o processo de adaptação de três gêneros literários diferentes em filmes de animação da empresa Walt Disney. Os gêneros em questão são a narrativa maravilhosa, o conto de fadas e o romance do século XIX que originaram, respectivamente, os filmes Peter Pan (1953), A Pequena Sereia (1989) e O Corcunda de Notre Dame (1996). Pretende-se mostrar como que as características distintas desses gêneros são moldadas para se adequar a um padrão de produção, um estilo característico dos filmes da Disney, o que acarretaria mudanças nas histórias originais, mudando, muitas vezes, aspectos essenciais de cada gênero adaptado. Dessa forma, visa-se também descobrir a quem cabe a autoria das adaptações. Nesse caso em especial, notamos dois silenciamentos autorais: o primeiro silenciamento seria o do autor das obras originais, cujos nomes só aparecem lá pela metade dos créditos finais, o que faz com que eles percam o mérito por suas obras. O segundo silenciamento é dos diretores dos filmes, a quem caberiam expor seus sentimentos e conflitos pessoais nesses. Porém, esses diretores acabam ficando às sombras de um nome maior, o que organiza e uniformiza os discursos, o nome de Walt Disney.

Análise de discurso - Gêneros literários - Adaptação

H0676

LETRAMENTO DIGITAL E GRUPOS PERIFÉRICOS: MEDIANDO O ACESSO


Junot de Oliveira Maia (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Denise Bertoli Braga (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
O presente estudo tem como foco a análise da mediação oferecida por sujeitos com alto grau de letramento digital para usuários com baixo índice de escolaridade na situação de realização de tarefas de leitura em uma versão simplificada de um site de e-gov da área de saúde. Buscando entender as dificuldades enfrentadas por usuários com baixo índice de letramento escolar, a pesquisa faz inicialmente uma revisão da literatura que discute modos de construção de sentido privilegiados por comunidades orais e usos de tecnologia de informação e comunicação (TIC) realizados por membros de grupos periféricos. O estudo empírico da mediação é norteado pelas 6 categorias de andaimes propostas no estudo de WOOD, BRUNER e ROSS (1976), a saber: recrutamento, redução dos graus de liberdade, manutenção do objetivo, apontamento de traços característicos, controle de frustração e demonstração. Tendo por base a coleta de dados de quatro interações mediadas, o estudo busca classificar e identificar os andaimes oferecidos pelos entrevistadores durante a realização das tarefas, avaliar o sucesso e insucesso destas intervenções e,com base nessa análise, construir hipóteses sobre as possíveis dificuldades que leitores pouco escolarizados enfrentam ao realizar tarefas de leitura em meio digital.

Letramento digital - Inclusão social - Mediação

H0677

UM ESTUDO COMPARATIVO SOBRE A REPETIÇÃO NAS AFASIAS E NA DOENÇA DE ALZHEIMER


Marta Maria de Morais (Bolsista IC CNPq) e Profa. Dra. Edwiges Maria Morato (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Este estudo dedica-se à observação e descrição das funções textuais da repetição na linguagem de sujeitos com Doença de Alzheimer (DA) em contextos institucionais e não-institucionais. A DA é definida com uma neurodegenerescência caracterizada por alterações cognitivas heterogêneas e progressivas (Cf. Défontaines, 2001 p. 37). Devido às alterações de memória, problemas como intrusões, confabulações, circunlóquios e repetições são pertinentes à doença. De acordo com a literatura, a repetição figura de maneira produtiva na DA, atribuindo ao fenômeno um estatuto patológico. Por repetição entendemos a produção (não patológica) de segmentos discursivos idênticos ou parecidos duas ou mais vezes em um mesmo evento comunicativo (Cf. Marcuschi, 1992). A repetição serve ao paciente Alzheimer para contornar a dificuldade encontrada no processamento lexical, bem como os problemas relativos à memória recente ou imediata. Percebemos que as repetições emergidas em ambos os contextos são de naturezas distintas. No contexto não-institucional, o sujeito Alzheimer monitora mais a sua fala, estando mais enunciativamente engajado na comunicação. No contexto institucional, o objetivo é testar a capacidade mnêmica do paciente, o que subtrai sua condição de sujeito da linguagem.

Repetição - Contexto - Doença de Alzheimer

H0678

A RECEPÇÃO DO DIAGNÓSTICO MÉDICO-CLÍNICO POR PACIENTES PORTADORES DA DOENÇA DE ALZHEIMER E SEUS ACOMPANHANTES


Thaís Machado Dias (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Edwiges Maria Morato (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
A partir de uma perspectiva sócio-cultural da linguagem e da saúde humana, procura-se neste projeto analisar - por meio de um estudo qualitativo de questões postas a pacientes com provável Doença de Alzheimer e seus respectivos acompanhantes - a recepção ou compreensão do diagnóstico clínico. O presente projeto busca compreender: i) o impacto psico-social não apenas relativo ao diagnóstico fornecido pelo médico ou equipe clínica, mas também à forma pela qual ele é enunciado e compreendido pelo paciente e seus familiares; e ii) quais as representações subjetivas e sociais relacionadas ao diagnóstico da doença (por meio, por exemplo, de proferimentos dos sujeitos a respeito de pré-construídos ou pressupostos existentes sobre essa patologia). Foram gravadas dezesseis entrevistas, posteriormente transcritas para análise e reflexão sobre os dados obtidos, confrontados com a literatura já existente. Foram considerados aspectos sócio-cognitivos relativos à nomeação da Doença de Alzheimer, bem como à sua recepção, relacionada com os sentidos explícitos e implícitos veiculados na forrmulação discursiva do diagnóstico (por exemplo, em torno da concepção tida como científica e leiga dessa patologia, em torno da compreensão dos processos bio-psico-sociais associados ao declínio cognitivo que a caracteriza e das injunções éticas a ela vinculadas, em torno do significado social do envelhecimento, em torno dos impactos mais específicos referentes à vida de cada sujeito e das formas de enfrentamento por ele encontradas). A pesquisa, ancorada nesse domínio empírico, se propõe a ampliar a discussão sobre a relevância da reflexão acerca dos aspectos lingüístico-discursivos e sócio-culturais envolvidos em doenças potencialmente estigmatizantes, como a Doença de Alzheimer.

Doença de Alzheimer - Recepção do diagnóstico - Meta-discurso clínico

H0679

AS RELAÇÕES ENTRE CANTO E FALA NA BOSSA NOVA


Ana Paula Roza (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Eleonora Cavalcante Albano (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
A Bossa Nova, doravante BN, foi um movimento musical que revolucionou a música popular brasileira. João Gilberto, com a síntese da batida da BN e com sua nova maneira de cantar, mais próxima da fala, influenciou a sua e as novas gerações de compositores, cantores e instrumentistas. Neste trabalho, investigaram-se as semelhanças e diferenças entre fala e canto na BN, a partir do estudo de caso de três cantoras populares. O estudo dos aspectos lingüísticos presentes na canção popular brasileira pode trazer para a Lingüística e para Fonoaudiologia um olhar mais abrangente sobre os fenômenos da voz, importante para o trabalho com voz profissional. Foram analisadas unidades prosódicas, como sintagma fonológico e entonacional, por meio de medidas de duração de pausas, medidas de pitch e de duração. Utilizamos como fundamentação teórica a Fonologia Prosódica e a Fonética Instrumental e, como ferramentas, os softwares Audacity e Praat. As análises das pausas e dos acentos de pitch e de duração mostraram que, dependendo da maneira como a cantora manipula esses elementos durante o canto e a fala, suas interpretações ganham diferenças na atribuição de sentido, maior ou menor alinhamento entre canto e fala, e um jogo rítmico, no canto, que confere o balanço à BN.

Fala - Canto - Bossa nova

H0680

PENSAMENTO SOCIAL DE JACK LONDON: MARXISMO E DARWINISMO NA OBRA O TACÃO DE FERRO


Daniela Xavier Haj Mussi (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Fabio Akcekrud Durão (Orientador), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
O presente relatório é resultado da análise levada a cabo entre agosto de 2008 e fevereiro de 2009 do romance O Tacão de Ferro, do escritor norte-americano Jack London (1876-1916). Escrita em 1906 e publicada em 1908, essa obra é uma das mais conhecidas do romancista, especialmente pela forma como seu conteúdo foi reivindicado ao longo dos anos por diferentes perfis de leitores, com intenções diversas. A pesquisa se orientou no sentidos de compreender o caráter artístico específico do romance (relação entre literatura e ideologia), bem como as possíveis influências teóricas e políticas sobre o pensamento de London a partir da análise da obra como proposta para futuro estudo. No que diz respeito à metodologia de pesquisa, os momentos do estudo da teoria de base e o da análise do romance possuem autonomia. No entanto, o relatório foi construído de maneira a unificar essas etapas de reflexão. A escolha da referência bibliográfica foi direcionada a autores que tratam da relação entre literatura e ideologia, atentando para os elementos que determinam a especificidade literária e para o significado de sujeito literário. Optou-se também por focar a análise de O Tacão de Ferro em alguns elementos narrativos centrais, como o uso do recurso das notas de rodapé no romance e a construção específica do personagem de Ernest Everhard como sujeito literário.

Jack London - Critica literária - Marxismo

H0681

MARIO BENEDETTI E AS FRONTEIRAS INVISÍVEIS: A IMPOSIÇÃO DOS LIMITES EM LA TREGUA E LA BORRA DEL CAFÉ


Natalia Ruggiero Colombo e Prof. Dr. Francisco Foot Hardman (Orientador), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Mario Benedetti e as fronteiras invisíveis... é fruto de uma pesquisa de iniciação científica em andamento que tem como motivação primeira atentar para a obra do uruguaio Mario Benedetti devido à constatação de que o autor ainda é muito pouco conhecido, lido e estudado no Brasil, ao contrário do que ocorre em muitos países de fala hispânica. O presente trabalho leva em consideração a idéia de que há na obra de Benedetti dois momentos de temáticas distintas: o primeiro tem início em 1956 e diz respeito às primeiras obras publicadas do autor que têm como temática predominante a monótona rotina cotidiana do funcionário público Montevideano; O segundo se inicia em 1973 quando, após se tornar um exilado político, a temática das implicações da vida no exílio e do contexto da ditadura passa a ser tema central de suas obras. O presente trabalho, a partir dessas considerações, se propõe a analisar o romance La Trégua (1960), do primeiro momento e La borra del café (1992), do segundo momento, defendendo a idéia de que, em ambos, os personagens de alguma maneira estão fatalmente submetidos à uma condição de não-liberdade, de aprisionamento tanto físico quanto emocional, seja como exilado, seja como cidadão de seu próprio país.

Literatura hispano-americana - Literatura uruguaia - Mario Benedetti

H0682

MACHADO DE ASSIS EM QUADRINHOS: UMA ANÁLISE MULTIMODAL DAS ADAPTAÇÕES DE CLÁSSICOS DA LITERATURA BRASILEIRA PARA HQS


Fabiane Dalben de Faria e Profa. Dra. Inês Signorini (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
A presente pesquisa, realizada no âmbito da lingüística aplicada, consiste na análise multimodal de três adaptações do conto machadiano “O Alienista” para História em Quadrinhos, verificando como a multimodalidade atua na construção desse gênero e procurando compreender qual é o impacto que essa união entre imagem e palavra traz para esse novo texto/gênero e para aqueles que estão/entrarão em contato com ele. A metodologia utilizada configura-se em análises qualitativas dos materiais adaptados, observando elementos visuais, tais como, as dimensões da página, o uso das cores e a relação entre os espaços de texto e os de imagem, nesses elementos encontramos diferenças fundamentais de obra para obra. Além disso, encontramos semelhanças entre as três adaptações no tocante à caracterização visual dos personagens e dos ambientes/cenários. O uso de elementos típicos de HQs também foi analisado no material em questão, além de aspectos relacionados à adaptação do texto original, onde pudemos notar que as semelhanças foram pouco mais significativas do que as diferenças, já que a quantidade de texto mantido e retirado variou entre 64% e 70% em cada obra, com relativa coincidência entre os trechos excluídos. Ainda em andamento, nossa pesquisa contribui para o uso de adaptações como objeto de ensino.

Literatura brasileira - Multimodalidade - História em quadrinhos

H0683

A HIBRIDIZAÇÃO LINGUÍSTICO/CULTURAL NO CONTEXTO DA SURDEZ E SEUS REFLEXOS NA LIBRAS


Kate Mamhy Oliveira (Bolsista FUNDAP) e Profa. Dra. Ivani Rodrigues Silva (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
As trocas interlocutivas, realizadas por meio da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), são frequentemente problematizadas pela diversidade de sinais que emerge do cenário bi-multilíngue da surdez. O presente trabalho, em andamento, tem por objetivo refletir sobre a hibridização lingüístico/cultural no contexto da surdez e seus reflexos na LIBRAS. A motivação desse estudo vem do desconforto que sentimos em relação à noção de língua que permeia a área da surdez, a qual não permite que sejam consideradas como legítimas as diferentes línguas que circulam nesse espaço, como uma alternativa de linguagem. Tal noção está ancorada em uma visão de língua homogênea e idealmente concebida e na dicotomização de línguas em apenas língua oral e língua de sinais (SILVA, 2008). Para essa análise estão sendo realizadas sessões de observação em contexto de interação bilíngüe entre surdos e ouvintes, em um programa de atendimento não escolar e entrevistas com ouvintes (professores de LIBRAS e intérpretes) e surdos com domínio de LIBRAS. Os dados têm sido interpretados com base na análise de conteúdo e os relatos apresentados até o momento contribuem para a identificação de uma gama de variações lingüísticas e, inclusive, preconceitos em relação à LIBRAS que decorrem do não-reconhecimento do processo de hibridização linguístico/cultural vislumbrado no contexto da surdez.

Surdez - Língua de sinais - Transculturalidade

H0684

DAS PORTAS NA OBRA DE FRANZ KAFKA


Tomaz Amorim Fernandes Izabel (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Jeanne-Marie Gagnebin-de-Bons (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
A presente pesquisa tem por objetivo analisar a obra do escritor tcheco Franz Kafka a partir da imagem da porta em suas narrativas. A análise levará em conta as idéias de comentadores da obra de Kafka e da modernidade, como Walter Benjamin, Theodor Adorno, Michael Löwy, Günther Anders, Marthe Robert, Gilles Deleuze e Félix Guattari. Os aspectos privilegiados pela análise serão: o movimento de travessia das portas e limiares, o distanciamento entre o indivíduo e mundo e sua relação simbólica com o movimento de travessia, a impossibilidade de travessia e o tempo paralisado, a alienação do forasteiro e sua relação de (in)submissão com as leis estabelecidas. Nosso ponto de vista levará sempre em consideração o contexto da Modernidade, como pensado pelos comentadores já citados, e buscará entender as narrativas literárias de Kafka como expressão artística, reflexão e testemunho deste momento histórico.

Literatura alemã - Franz Kafka - Portas

H0685

BADALADAS: ALÉM DE LITERATURA, UMA LEITURA DA POLÍTICA


Talita Aparecida Hengles (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Jefferson Cano (Orientador), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
O jornal desde muito cedo assume um importante papel ao colocar em debate os principais acontecimentos e eventos sociais. No século XIX foi um meio que revolucionou a comunicação, por isso estudá-lo é imprescindível para a historiografia. A análise desse veículo de comunicação possibilita a melhor compreensão de como uma parte importante dos letrados relacionava-se com a política do Império. Este trabalho propõe-se a realizar um estudo sobre o modo pelo qual os escritores da série de crônicas Badaladas, publicada no semanário Semana Illustrada entre os anos de 1869 e 1876, relacionavam-se com a política, principalmente com as mudanças nos gabinetes ministeriais, o poder Moderador e os partidos, e como os produtores da série passavam suas intenções para o leitor.

Crônica - Imprensa - História do Brasil-Império

H0686

SENTENÇAS EXISTENCIAIS E ENFRAQUECIMENTO DE CONCORDÂNCIA NO PORTUGUÊS BRASILEIRO


Harley Fabiano das Neves Toniette (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Juanito Ornellas de Avelar (Orientador), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Seguindo a vertente de estudos diacrônicos desenvolvida a partir da Teoria de Princípios e Parâmetros, este estudo relaciona o enfraquecimento da concordância sujeito-verbo atestada no português brasileiro à emergência de “ter” como um verbo existencial. A hipótese norteadora do estudo é a de que o verbo possessivo passou a ser empregado em sentenças impessoais como resultado de fatores atrelados ao surgimento de traços-phi defectivos, mais especificamente ao licenciamento de constituintes locativos preposicionados na posição argumental de sujeito. A pesquisa observa construções com “se” passivo/indeterminador em textos de jornais produzidos no decurso do século XIX,, associando a perda da concordância em construções com VERBO+SE à presença de constituintes locativos no interior dessas construções. Paralelamente, atesta-se a entrada de “ter” em contextos existenciais, também mediante a presença de constituintes locativos no interior de construções com esse verbo. Frente aos resultados alcançados até aqui, o estudo argumenta em favor da idéia de que é a presença de constituintes locativos preposicionados em posições tipicamente argumentais, derivada do enfraquecimento da concordância sujeito-verbo, o fator desencadeador do emprego de “ter” como o verbo existencial canônico do português brasileiro.

Concordância - Sentença existencial - Sintaxe do português

H0687

MOVIMENTO DE CONSTITUINTES GENITIVOS NO PORTUGUÊS BRASILEIRO


José Ernesto Mortara San Martin (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Juanito Ornellas de Avelar (Orientador), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
A pesquisa em gramática gerativa nos últimos 20 anos vem mostrando a riqueza interna do domínio nominal. Este trabalho discute, sob a versão Minimalista da Teoria de Princípios e Parâmetros (Chomsky 1995), alguns fatos do interior do sintagma nominal em português brasileiro (PB). Recorremos a análises anteriores de outros autores, em especial os trabalhos de Emma Ticio, Locality and Anti-Locality in Spanish DPs (2005), e de Christina Schmitt e Alan Munn, The syntax and semantics of bare arguments in Brazilian Portuguese (2002). O primeiro texto trata da extração de argumentos genitivos (objeto, agente e possuidor, introduzidos pela preposição de) do sintagma nominal, mostrando em apenas alguns casos onde a extração é permitida, derivando o contraste da estrutura interna do DP e de restrições de localidade e anti-localidade. As predições de Ticio podem ser confirmadas, com divergências pontuais, no PB. O segundo texto trata da sintaxe de nominais bare em PB, apresentando um contraste entre os fatos de nossa língua com os do inglês e do italiano. Tendo apontado que esses dois modelos são tecnicamente incompatíveis, propomos uma terceira alternativa que explique ao mesmo tempo os dois fatos, com base no framework de Øystein Vangnses, como apresentado em On noun phrase architecture, referentiality, and article systems (2001).

Sintagmas nominais - Termos genitivos - Extração

H0688

CONSTRUÇÃO DE CORPORA DE MENSAGENS ELETRÔNICAS PARA SUA CONVERSÃO AUTOMÁTICA EM FALA


Monica Panigassi Vicentini (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Jussara Melo Vieira (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Mensagens eletrônicas como SMS e e-mail são escritas com a utilização de códigos, abreviaturas e símbolos, como os emoticons. Em sistemas computacionais que convertem texto escrito em fala por meio da tecnologia de Conversão de Texto em Fala, esses tipos de escrita precisam ser tratados de forma a serem reescritos por extenso para, então, serem analisados morfossintaticamente, além de passarem por demais processamentos lingüísticos e, finalmente, serem vocalizados. Assim, os objetivos principais desse trabalho são: compilar e tratar dois corpora de mensagens eletrônicas (SMS e e-mail). Os objetivos secundários são: contribuir para o aprimoramento de normalizadores de texto, gerar glossários de vocábulos desconhecidos, característicos dessas mensagens, colaborar com desenvolvimentos tecnológicos e com outros pesquisadores. Os corpora foram obtidos através da internet (site [http://sites.google.com/site/corpusemailesms/] e e-mail [corpusemail@ymail.com]). Após a compilação dos corpora, eles foram submetidos ao analisador lingüístico Unitex para extração dos códigos, abreviaturas e símbolos, que foram submetidos ao normalizador de texto (cedido pela empresa VOCALIZE) para serem escritos por extenso (expandidos) e, depois serem analisados morfossintaticamente (ferramentas: MacMorpho e da VOCALIZE).

Linguística de corpus - Linguística computacional - Mensagens eletrônicas

H0689

O NOVO CORREIO DE MODAS (1852-1854): MODA, PROSA FICCIONAL E FEMINILIDADE NO RIO DE JANEIRO OITOCENTISTA


Ana Laura Donegá (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Márcia Azevedo de Abreu (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Esta pesquisa, vinculada ao projeto “Caminhos do Romance no Brasil: séculos XVIII e XIX”, procura investigar parte da história da leitura feminina de narrativas ficcionais, tomando como base o Novo Correio de Modas. Esse periódico, impresso pelos irmãos Laemmert, circulou no Rio de Janeiro entre os anos de 1852 e 1854 e contou com a colaboração de muitos letrados da época. Especialmente voltado ao público feminino, o jornal buscava tanto a edificação moral de suas leitoras quanto seu entretenimento. Interessa examinar a prosa ficcional publicada no jornal e analisar a imagem de mulher veiculada pelo periódico em questão.

Imprensa - História da literatura brasileira - Prosa ficcional

H0690

LITERATURA EM QUADRINHOS: QUATRO VERSÕES DE "O ALIENISTA"


Melissa Cristina Forato e Profa. Dra. Márcia Azevedo de Abreu (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Este trabalho tem interesse em estudar a relação entre a linguagem escrita e a linguagem dos quadrinhos, dentro do escopo das adaptações de textos literários. Neste sentido, procuramos analisar quatro versões do conto “O Alienista”, de Machado de Assis, em quadrinhos: uma delas em estilo graphic novel, outras duas claramente preocupadas com a realidade escolar e uma quarta também voltada ao contexto escolar, embora de forma mais amena. As adaptações literárias, sejam elas para os quadrinhos, cinema ou teatro, transformam o texto original para que ele se acomode à nova linguagem em que será apresentado. Dessa forma, procuramos observar quais são essas mudanças decorrentes do processo de adaptação: se o texto literário original sofreu supressões, adições, mudanças de vocabulário, ou outras alterações. Interessa-nos também neste trabalho descobrir em que grau isso aconteceu: se temos um texto literário editado em formato de história em quadrinhos, temos uma nova obra – de caráter autoral – ou a mesma obra apenas acrescida de ilustrações? Essa é uma das questões de interesse desta pesquisa.

Histórias em quadrinhos - Adaptação - Literatura

H0691

GLOBALIZAÇÃO E PÓS-MODERNIDADE EM ONZE DE BERNARDO CARVALHO


Lucas Cavalcanti Botelho (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Maria Eugenia da Gama Alves Boaventura Dias (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Procuramos com esta pesquisa elaborar uma análise do primeiro romance do escritor Bernardo Carvalho, Onze (Companhia das Letras, 1995), levando em conta os diálogos que a obra estabelece com as teorias da pós-modernidade. Num segundo momento, observamos de que maneira dados da sociedade globalizada estão representados no livro em questão. Como primeiro romance, ele reúne certas técnicas narrativas que Bernardo vem elaborando gradativamente com maior precisão no decorrer de seu trabalho como escritor. A metodologia se resume ao fichamento de textos teóricos sobre a pós-modernidade e a globalização e um estudo paralelo a respeito da obra de outros autores da Literatura Brasileira mais recente, o que nos permite ampliar a compreensão de temas relacionados à obra do Bernardo. As conclusões foram apresentadas no Seminário de Pesquisa de Graduação (SePeG) do IEL, em maio de 2009, e publicadas em forma de artigo na revista Língua, Literatura e Ensino, disponível no site do instituto.

Literatura contemporânea - Pós-modernidade - Globalização

H0692

ALGUMA NARRATIVA URGENTEMENTE - UMA ANÁLISE DA PRIMEIRA PESSOA NA OBRA DE JOÃO GILBERTO NOLL


Rafael Martins da Costa (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria Eugenia da Gama Alves Boaventura Dias (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Quase três décadas depois da publicação da coletânea de contos O cego e a dançarina (1980), a obra de João Gilberto Noll continua a desafiar aqueles que se propõem a interpretá-la. Seja pelo emprego de recursos narrativos plurais, seja pela exploração das potencialidades significativas da linguagem, a escritura de Noll nos lembra aquilo que Ezra Pound define como a grande literatura: a palavra carregada de sentido até o mais elevado grau possível. Não por acaso, os livros do autor gaúcho são amiúde saudados com os mais importantes prêmios literários. Nosso trabalho tem se voltado para a parte menos estudada da obra nolliana, os contos. Temos conferido especial atenção aos narradores e aos mecanismos de narratividade por eles empregados. Quase sempre, essas vozes narrativas são também personagens, ou seja, narradores que falam dos seus próprios dramas. Nosso projeto tem, entre outros, o objetivo de analisar as possíveis sequelas nesses personagens após a passagem do eu-pessoa para o eu-personagem. Para isso temos empregado referenciais teóricos que valorizam o texto como unidade significativa, antes de associá-lo a paradigmas sociais ou históricos. Nesse percurso de aproximação interpretativa, percebemos que essas vozes narrativas criadas por J. G. Noll oferecem, por vezes, comentários metaficcionais e que essa literatura conduz a uma re-significação da representação do real no texto ficcional.

Literatura contemporânea - Narrador - Personagem

H0693

CENTRO DE CONVIVÊNCIA DE AFÁSICOS: TRATAMENTO DE DADOS


Luana Helena da Silva (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Maria Irma Hadler Coudry (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Este trabalho vincula-se ao “Projeto Integrado em Neurolinguística: Avaliação e Banco de Dados”, apoiado pelo CNPq, e consiste na découpage, transcrição e edição dos registros em vídeo das sessões semanais do Grupo II do Centro de Convivência de Afásicos - IEL/Unicamp (CCA), referentes ao ano de 2008, com inserção dos dados na tabela do Banco de Dados em Neurolinguística - IEL/Unicamp (BDN), além do arquivamento desses dados tratados no Laboratório de Neurolinguística - IEL/Unicamp (LABONE). A dinâmica do CCA, fonte de dados desse projeto, se desenvolve em meio a práticas significativas com e sobre a linguagem, nessa prática, os sujeitos expressam suas opiniões, argumentam e discutem sobre temas da atualidade, num ambiente favorável para a linguagem acontecer. O objetivo do Projeto é dar maior visibilidade ao conteúdo das sessões do CCA, abrindo mais frentes de consulta/pesquisa. O resultado desse trabalho fornece subsídios para o desenvolvimento de novas pesquisas, o que repercuti na formação dos alunos de graduação e pós-graduação que integram grupos de estudos na área de Neurolinguística. Assim, gera resultados mais amplos: uma vez que são transcritos e postos em evidência dados que podem se tornar material de pesquisas individuais e de outros grupos de pesquisadores.

Afasia - Neurolinguística - Banco de dados

H0694

Produção textual para a construção da página da CDC


Maisa Sancassani (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Maria Irma Hadler Coudry (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Neste trabalho pretende-se apresentar como se deu o processo de elaboração de textos que compõem a página eletrônica da Coordenadoria de Desenvolvimento Cultural - CDC/PREAC/UNICAMP. Para produzir o conteúdo textual, realizou-se uma pesquisa em todas as áreas do órgão de forma a conhecer as ações ali realizadas. Uma página na internet deve conter informações claras e objetivas, expostas de maneira sucinta e funcional, portanto, para realizar a seleção, produção, tratamento e revisão de textos a serem incluídos em campo virtual adotou-se o seguinte procedimento: primeiramente, foram selecionados os textos oriundos de documentos oficiais que definem as diretrizes do órgão de maneira a subsidiar a elaboração de textos destinados ao campo (menu) de apresentação do órgão, como “missão”, “sobre a CDC”, “infra-estrutura” e “equipe”. Os textos mencionados fazem parte do conteúdo fixo do site. Os espaços virtuais são dinâmicos e, por isso, parte da página é composta por textos que consistem em atualizações de informações referentes a “projetos”, “eventos” e “exposições”. Fez parte desse processo a revisão dos diversos textos que compõem a página, realizada por pelo menos duas pessoas: um dos bolsistas SAE da CDC e a coordenadora.

Texto - website - cultura

H0695

CCAZINHO: TRATAMENTO DE DADOS


Tainara Lemes Conde Nandin (Bolsista IC CNPq) e Profa. Dra. Maria Irma Hadler Coudry (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
O Centro de Convivência de Linguagens (CCazinho/IELUNICAMP) é dedicado a crianças que têm dificuldades de leitura/escrita e se apresenta como um lugar para lidar com a patologização e o preconceito dirigido à variedade oral estigmatizada - e a seus sujeitos. O projeto se dedicou ao tratamento dos dados do CCazinho, no primeiro semestre de 2008, que consistiu na caracterização dos participantes da sessão e das atividades realizadas; na transcrição de trechos previamente selecionados pelos pesquisadores e na découpage da sequência da sessão, com inserção dos dados na tabela do Banco de Dados em Neurolinguística (BDN), além da inserção dos dados tratados no Centro de Documentação “Alexandre Eulálio” (CEDAE/IEL) e no Laboratório de Neurolinguística (LABONE/IEL). O objetivo do tratamento de dados é possibilitar sua consulta e uso por parte de diferentes pesquisadores que se interessam pelas diversas frentes de investigação que o estudo da dificuldade de leitura e escrita possibilita. Com esse projeto foi possível compreender melhor as dificuldades de leitura e escrita que as crianças apresentam, bem como contribuir com a sua despatalogização.

Neurolinguística - Banco de dados - Dificuldade leitura e escrita

H0696

REPRESENTAÇÕES DE SI A PARTIR DO OUTRO: UMA ANÁLISE DISCURSIVA DA FALA DE ADULTOS EM SITUAÇÃO DE RUA


Mariana Pini Fernandes (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria José Rodrigues Faria Coracini (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Nossa pesquisa tem como objetivo estudar os sentidos produzidos na auto-representação de pessoas em situação de rua, por meio de seus discursos acerca da imagem de outros sobre eles, buscando investigar de que maneira essas outras representações contribuem para a construção de suas identidades. Buscaremos nos concentrar nessas vozes infames, no sentido proposto por Foucault (1977:96), que emprega o termo não como sinônimo de peculiaridades de baixeza moral, mas como definição de pessoas que se apresentam sem predicados gloriosos e representam, literalmente, homens sem fama, anônimos. Para tanto, partiremos das considerações de Pêcheux (1969: 19) sobre formações imaginárias, de maneira a observar de que forma esse anonimato se insere na construção de tais representações, em que estão inseridos os chamados moradores de rua e também as pessoas que não se encontram na mesma conjuntura, mas que têm alguns discursos construídos sobre eles. Como aparato teórico e metodológico, contamos com os mecanismos postulados pela Análise de Discurso, que vê o sujeito como discursivo, inserido num determinado contexto social, histórico e cultural e, sendo assim, é cindido por seu inconsciente e por ideologias.

Discurso - Identidade - Exclusão

H0697

ESTADO DE EXCEÇÃO E ESTADO DE NATUREZA DOS ENSAIOS DE JOSÉ SARAMAGO


Melissa Barros de Brito (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Mario Luiz Frungillo (Orientador), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Este projeto analisa dois romances do autor português José Saramago, Ensaio sobre a Cegueira e Ensaio sobre a Lucidez. O intuito é perceber de que maneira as concepções filosóficas de estado de exceção e estado de natureza estão presentes na obra, como os fatos chaves que ocorrem nos dois livros desencadeiam o estado de exceção e estado de natureza e, ainda, de que forma os personagens se comportam quando submetidos a tais situações. A partir da leitura de textos teóricos sobre os conceitos filosóficos, foi possível perceber que há diferenças entre as teorias – dependem do autor que as descreve – e, a partir desse fato, foi possível aproximar as obras de Saramago de uma das teorias e, assim, apreender a adequação que os conceitos sofreram para atender ás exigências literárias.Outra questão pertinente ao projeto é o termo “ensaio” que presente no título dos romances aproxima a escrita e o conteúdo da obra a uma questão filosófica e/ou crítica dos acontecimentos desencadeados nas narrativas.

José Saramago - Literatura portuguesa - Estado de exceção e natureza

H0698

SOBRE A MORDAÇA QUE GIRA EM TORNO DA FALA: UMA INVESTIGAÇÃO LINGÜÍSTICA DO LAPSO


Lilian Braga dos Santos (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Nina Virgínia de Araújo Leite (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
O Projeto de Pesquisa realizado sob o financiamento PIBIC/CNPq teve como objetivos o estudo da memória, mediante sua relação com a linguagem, e a investigação do lapso. Para tanto, adotamos a concepção de memória inconsciente proposta por Sigmund Freud e a noção de linguagem apresentada na obra de Jacques Lacan. O inicio do estudo deu-se com a realização de um extenso trabalho de pesquisa bibliográfica: analisamos e trouxemos a tona os textos dos autores supracitados que esclareciam a dimensão lingüística e mnênica do lapso. Seguimos a investigação procurando compreender a ocorrência do lapso na fala a na escrita, desvinculando esse fenômeno dos funcionamentos lingüísticos propostos por teorias semânticas e fonológicas. Nesse sentido, o lapso foi interpretado como ato psicanalítico, o qual presentifica o retorno de algo que foi recalcado da consciência.

Lapso - Linguagem - Memória

H0699

OS RETRATOS DE MARTINS PENA NO SÉCULO XIX


Bruna Grasiela da Silva (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Orna Messer Levin (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
O presente estudo tem como objetivo avaliar o processo de inserção do comediógrafo Martins Pena no cânone literário brasileiro, durante a segunda metade do século XIX e início do século XX, fase em que seu nome foi associado ao papel de fundador da comédia nacional. Para isso são examinados alguns agentes que contribuíram no processo de canonização do autor: a crítica teatral, as Histórias Literárias e os manuais de ensino de literatura. Dentre os textos do período examinados, encontram-se as crônicas teatrais de José de Alencar e Machado de Assis, a primeira biografia dedicada ao comediógrafo, que se denominou Luis Carlos Martins Pena - O Criador da Comédia Nacional, as Histórias Literárias de Silvio Romero e de José Veríssimo, antologias e manuais de ensino de literatura, como a Antologia Nacional. Concluiu-se que a recepção crítica da dramaturgia de Martins Pena, no século XIX, de cunho marcadamente nacionalista, culminou na consagração de seu nome como o fundador da comédia brasileira. A legitimação de sua obra e a inserção de seu nome no cânone, por meio das Histórias Literárias, biografias destinadas à construção de símbolos nacionais e antologias dedicadas ao ensino de literatura brasileira, o tornaram um clássico da literatura nacional.

Martins Pena - Teatro - Cânone Literário

H0700

ARTUR AZEVEDO E AS ATRIZES


Elisa Domingues Coelho (Bolsista SAE/UNICAMP), Larissa de Oliveira Neves (Co-orientadora) e Profa. Dra. Orna Messer Levin (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Sendo as crônicas escritas por Artur Azevedo no jornal "A Notícia" um meio importantíssimo para compreendermos a realidade da arte dramática do fim do século XIX, venho analisando as crônicas do período de 1901 a 1908, sempre no intuito de buscar informações sobre a vida, o trabalho e a repercussão do desempenho das atrizes em cena, pesquisa que necessariamente reflete em uma outra, sobre a situação delas na sociedade da época. Nos folhetins, o cronista não só fez a crítica de inúmeras peças que estiveram em cartaz, mas também traçou um rico panorama do trabalho dos atores e atrizes. Vários são os exemplos mais expoentes das atrizes que surgem em suas crônicas, dentre elas se destaca a atriz Cinira Polônio pela freqüente aparição nas crônicas e por sua trajetória bastante singular dentro do que era comum à classe artística feminina. Lucilia Peres e Pepa Ruiz são outros destaques com uma importância especial para a pesquisa já que foram grandes atrizes, que contavam com a predileção de Artur Azevedo e que representavam, respectivamente, os gêneros mais clássicos e mais populares do teatro, e assim se tornam fundamentais para a compreensão da relação do cronista com estes gêneros e as que os representavam.

Artur Azevedo - Crônicas - Atrizes

H0701

ARTUR AZEVEDO E O TEATRO AMADOR


Julia Alves Coutinho (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Orna Messer Levin (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Este projeto tem como objetivo o estudo do tema do teatro amador nas crônicas teatrais de Artur Azevedo publicadas no jornal “A Notícia”, sob o título de O Teatro, entre os anos de 1894 e 1900. Tais crônicas, que circularam entre 1894 e 1908, eram publicadas semanalmente e tinham por objetivo acompanhar todo movimento teatral na então capital brasileira, o Rio de Janeiro. Azevedo, intelectual apaixonado pelo teatro, comentava o movimento das companhias e as peças em exibição, fazendo-lhes a crítica, além de muitos outros assuntos que surgiam a partir do tema principal. Os grupos de teatro amador eventualmente apareciam nas crônicas. Eram associações formadas por pessoas que não necessitavam do teatro para viver e praticavam-no apenas pela paixão que tinham por esta arte. Dentro das atividades do projeto, foi realizada a digitalização do material, o estabelecimento de texto com base nos originais, que já foram recolhidos e microfilmados. Uma vez feito o trabalho de preparação do texto, o material foi analisando com foco na importância do teatro amador à época, com base nas informações e comentários inseridos nas crônicas.

Artur Azevedo - Crônicas - Teatro amador

H0702

TEXTOS BÍBLICOS: REESCRITA, LEITURA E LETRAMENTO


Edsel Rodrigues Teles (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Raquel Salek Fiad (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
No processo de aquisição da linguagem escrita, a reescrita se configura como ferramenta fundamental para que os sujeitos mobilizem seus recursos linguísticos. Analisar os textos reescritos da Bíblia utilizados hoje pela Igreja Católica no contexto em que leitores se deparam com um texto escrito diferente do ouvido permite ver em que medida a reescrita atinge os objetivos dos autores, e de que forma influencia a leitura da nova versão. A pesquisa visou a identificar que alterações ocorreram nos textos bíblicos, pautadas por quais diretrizes. Procurou verificar como as alterações contribuíram para mudar a relação entre leitores e texto. Esboçou algumas orientações para uso do material em aula. De acordo com a análise de FUCHS (1994) das operações de reescrita e com o paradigma indiciário de GINZBURG (1986), analisaram-se as mudanças do texto bíblico e as entrevistas dos católicos. A Igreja atingiu o objetivo, com um texto menos hermético, mais adequado à leitura em voz alta e com elementos de oralidade. Destacou-se que essa fase sempre cria expectativas em relação ao novo. Enfrenta-se o estranhamento por parte dos fiéis, que oscilam entre receber bem as mudanças e refutá-las. Utilizar este tipo de material no ensino de língua focou o ensino das operações de reescrita e de técnicas de leitura em voz alta, considerando também questões ideológicas.

Reescrita - Leitura - Letramento

H0703

REESCRITA E AUTORIA NO PROCESSO DE AQUISIÇÃO DA ESCRITA


Juliana Cristina Fernandes Pereira (Bolsista IC CNPq) e Profa. Dra. Raquel Salek Fiad (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
A presente pesquisa se propõe a discutir a existência ou não de autoria em atividades de reescrita durante a aquisição da linguagem escrita, através de conceitos de gêneros discursivos e estilo. Com base no paradigma indiciário, foi realizada uma análise de dados de reescrita – escolar e não escolar – de um sujeito específico (R.) e uma verificação de menções à reescrita em documentos oficiais de língua portuguesa, com o intuito de identificar se é possível encontrar em ambos os textos, uma reescrita que se realize considerando os aspectos linguísticos (autoria, interlocução, coesão e coerência), em contraposição a uma reescrita de higienização que se resume a correções de ortografia, pontuação e concordância. Durante a pesquisa, verifiquei que nos dados de R houve indícios surpreendentes de reescrita relacionados à autoria e ao estilo individual somados a correções relacionadas à higienização textual. Já nos documentos oficiais, a reescrita pouco aparece ou sequer é mencionada, sendo que na maioria dos casos aparece atrelada ao processo de revisão textual. Por meio da análise, pude perceber que apesar da escola e desses documentos apresentarem uma reescrita pautada, quase sempre, na tradição gramatical, desconsiderando a questão de autoria, ainda podemos encontrar indícios preciosos de uma reescrita que represente o estilo individual de um sujeito-autor.

Reescrita - Autoria - Gênero do discurso

H0704

A LEITURA SITUADA EM LIVROS DIDÁTICOS DE LÍNGUA PORTUGUESA E SUA IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO DO LEITOR


Camila Dalla Pozza Pereira (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Roxane Helena Rodrigues Rojo (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
O objetivo desta pesquisa foi estudar a leitura situada e analisar se ela é trabalhada ou não e, se sim, como isto é realizado, em dois livros didáticos de Língua Portuguesa de nível fundamental aprovados pelo Programa Nacional do Livro Didático 2008 e assim comprovar a sua importância na formação do leitor. Para tanto, estudamos as práticas de ensino de leitura vigentes no Brasil (ascendente, descendente e interativa), aprofundamo-nos teoricamente para embasarmos o que é a leitura situada, analisamos o Guia do Livro Didático 2008 quanto à leitura e analisamos os Manuais do Professor e todo o trabalho com leitura do nosso corpus: Português na Ponta da Língua de Lino de Albergaria, Márcia Fernandes e Rita Espeschit pela Quinteto Editorial e Português – Uma Proposta para o Letramento de Magda Soares, publicado pela editora Moderna. Até o presente momento concluímos que os autores dos livros didáticos acham que contextualizar um texto é fazer um box sobre a vida de seu autor e deixam o resto da contextualização para o professor: fica a cargo dele trazer outros textos relacionados, mostrar quando e como ele foi escrito etc. São as questões que levam ou não o aluno a ser proficiente em leitura e não a coletânea textual.

Leitura situada - Livros didáticos - Formação do leitor

H0705

GÊNEROS PUBLICITÁRIOS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE LÍNGUA PORTUGUESA


Katia Sayuri Fujisawa (Bolsista IC CNPq) e Profa. Dra. Roxane Helena Rodrigues Rojo (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Neste trabalho, analisamos os gêneros publicitários presentes em duas coleções de livros didáticos de Língua Portuguesa (LDPs) de 5ª e 8ª séries, a saber, Linguagens do século XXI (2ª edição) e Projeto Araribá (2ª edição), avaliados como recomendados pelo Programa Nacional do Livro Didático – PNLD/2008. Para essa análise, que consiste em estudar a constituição e a abordagem didática dos gêneros em questão, baseamo-nos nas orientações contidas nos Parâmetros Curriculares Nacionais do terceiro e do quarto ciclos do Ensino Fundamental de Língua Portuguesa (PCN), que afirmam que no processo de ensino-aprendizagem, os alunos devem ampliar o domínio ativo do discurso nas diversas situações comunicativas (BRASIL, 1998), o que implica o conhecimento dos gêneros do discurso, já que quanto mais os dominamos, mais livremente podemos empregá-los para expressar exatamente o que queremos (BAKHTIN, 1952-53/1979). Seguindo a perspectiva bakhtiniana, definimos a esfera da propaganda e as especificidades dos gêneros publicitários presentes nas obras selecionadas (seleção feita através de análise quantitativa dos dados do PNLD/2008).

Ensino fundamental - Livros didáticos - Gêneros publicitários

H0706

ELIPSE DE VP EM RESPOSTAS AFIRMATIVAS A PERGUNTAS POLARES


Beatriz de Oliveira Salgado (Bolsista IC CNPq) e Profa. Dra. Ruth Elisabeth Vasconcellos Lopes (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Analisar as respostas curtas afirmativas de crianças a perguntas sim/não leva a uma maior compreensão de como se desenvolve a gramática infantil na aquisição do português no que diz respeito ao fenômeno das elipses. Nosso objetivo é, portanto, analisar essas respostas visando a entender o comportamento da elipse de VP nas respostas verbais nesses contextos durante o processo de aquisição da linguagem da criança. Para tanto, partimos do quadro teórico e resultados empíricos sobre o português europeu (PE), com base em Santos (2006). Nossos resultados serão comparados à gramática adulta do PB e aos resultados de Santos (op. cit.) para o PE, que já encontra evidência suficiente para afirmar que durante o período de aquisição da linguagem a criança produz e compreende elipse de VP. Para o PB, percebe-se, por exemplo, com base em Ferraciolli (2009), que há um maior número de respostas verbais em relação aos demais tipos de respostas possíveis a tais perguntas, seguindo o mesmo comportamento da gramática adulta. Neste trabalho, vamos proceder a uma classificação mais refinada das respostas verbais, classificando-as de acordo com os verbos encontrados na produção espontânea de uma criança entre 1;9 e 3;1 anos.

Aquisição - Fala - Desenvolvimento

H0707

A AQUISIÇÃO DO QUANTIFICADOR UNIVERSAL EM PORTUGUÊS BRASILEIRO


Danielle Patricia Algave (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Ruth Elisabeth Vasconcellos Lopes (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Nosso objetivo neste projeto foi investigar a aquisição do quantificador universal por crianças pequenas adquirindo o português brasileiro (PB), através da aplicação de alguns experimentos, partindo da hipótese inatista de aquisição da linguagem (Chomsky, 1986) e do quadro da semântica formal (Chierchia, 2003). Para tal, trabalhamos com crianças com faixa etária entre 3 a 6 anos, de ambos os sexos, matriculadas em escola regular. Nossa maior atenção esteve voltada a questões que envolvem a interpretação de sentenças, que apresentem a interação entre um quantificador universal e um quantificador existencial. Como embasamento teórico, nos apoiamos na proposta de Philip (1995) do Julgamento Simétrico e na Teoria do Isomorfismo de Musolino et al (2000). Verificamos que as crianças adquirindo PB optaram pela interpretação distributiva, o que pode nos apontar que a leitura que se constitui primeiramente na gramática infantil é a leitura distributiva. Assim a leitura coletiva, se apresentaria como uma extensão desta. Posteriormente, aplicamos alguns experimentos em um grupo de adultos como controle e concluímos que a interpretação preferível para os DP’s quantificados no singular é a distributiva enquanto que a interpretação para DP’s quantificados no plural é a coletiva.

Aquisição - Quantificadores - Sintaxe gerativa

H0708

ANÁLISE DO DISCURSO HUMORÍSTICO: AS PIADAS DE JOÃOZINHO


Fernanda Góes de Oliveira Ávila (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Sirio Possenti (Orientador), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
As piadas são veículos de discursos reprimidos e que possuem lugares de circulação específicos e restritos, tais como bares, determinados livros, revistas, sites, roda de amigos etc. Nas piadas, aquilo que é inaceitável e proibido dizer em certas circunstâncias encontra espaço para ser enunciado, de forma subentendida, implícita. Exemplos desses discursos “censurados” são aqueles que falam que as sogras são chatas, as loiras são burras, os casamentos são por interesse. No caso específico das piadas de Joãozinho, o principal discurso corrente é de que os meninos são maus alunos e só pensam em sexo. O objetivo desta pesquisa foi investigar as condições de produção das piadas de Joãozinho, especificamente, aquelas relacionadas à escola: buscaram-se as razões histórico-sociais que justifiquem o fato de Joãozinho ser vítima do discurso agressivo que circula nas piadas. Do ponto de vista linguístico, pretendeu-se observar prováveis ambiguidades lexicais, fonológicas ou sintáticas, que funcionassem como “gatilho” para produzir o efeito chistoso.

Piadas - Joãozinho - Análise do discurso

H0709

TCHEKHOV NO BRASIL: TEATRO, TRADUÇÃO E CRÍTICA


Rodrigo Alves do Nascimento (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Vilma Sant Anna Areas (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
O projeto “Tchekhov no Brasil: teatro, tradução e crítica” tem por objetivo compreender as interpretações da obra do dramaturgo e contista russo no Brasil no período entre 1910 e 1960. A necessidade de tal projeto se justifica pela relevância do escritor para a renovação das formas do teatro e do conto na virada do século XX. Sua obra lançava desafios estéticos não raro de difícil assimilação na Rússia e no ocidente. Acreditamos que no Brasil isso não seria diferente. Para isso, realizamos um trabalho inicial de localização de todas as traduções de sua obra, buscando pistas a respeito de preferências editoriais, adaptações e comentários de prefácios e notas. A seguir, a localização de textos críticos e notícias de montagens teatrais em jornais e revistas literárias. Com o curto tempo da pesquisa pudemos comprovar que a obra de Tchékhov passou a ser lentamente assimilada a partir da década de 50, quando as primeiras traduções e montagens de fôlego foram feitas. Essa assimilação tardia veio acompanhada de leituras não menos superficiais, de um Tchékhov leitor da “alma russa”, ou ainda um “naturalista estudioso da psicopatologia humana”. Intervenções críticas ainda reduzidas, mas determinantes, de Boris Schnaiderman e Otto Maria Carpeaux trouxeram os primeiros elementos de uma sistematização da estética tchekhoviana (antes só esboçados e no bojo de leituras europeizadas).

Anton Tchekhov - Crítica literária - Teatro/Conto

H0710

O DIALETO WAIMARE NO CONTEXTO DA LÍNGUA PARESI (ARUAK), NO MATO GROSSO (BRASIL)


Gustavo Oliveira Pugliese (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Wilmar da Rocha D'Angelis (Orientador), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Situado à noroeste de Cuiabá, no estado do Mato Grosso, há um povo indígena denominado Paresi, ao qual direcionaremos nosso estudo. Uma parte desse povo constitui um subgrupo cuja peculiaridade lingüística está em vias de desaparecer. Pretendemos aqui apresentar esse problema e propor soluções que irão beneficiar a ciência e os próprios membros dessa sociedade.

Waimare - Paresi - Dialeto

H0711

A LÍNGUA GERAL DO SUL E O TUPI AUSTRAL DE MARTIUS: CONTINUIDADES E DESCONTINUIDADES


Lydia Marina Fonseca Dias Barbosa (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Wilmar da Rocha D'Angelis (Orientador), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
O presente projeto de pesquisa busca responder, fundamentalmente, à seguinte pergunta: o que sabemos sobre a Língua Geral do Sul, constituída e falada em parte do Sudeste e Sul do Brasil entre meados do século XVI e fins do século XVIII? A denominação “Língua Geral do Sul” é utilizada por Buarque de Hollanda (1976) e Rodrigues (1986), e depois disso, aparentemente, não se tem mais registros dela. Confrontaremos os registros dessa língua com os registros da língua que Martius denominou “Tupi Austral”. Caracterizaremos essas duas línguas (a Língua Geral do Sul e o Tupi Austral) e tentaremos mostrar fatores em comum nelas. Usaremos suportes históricos e lingüísticos para situar cada língua em seu tempo e justificar o porquê de podermos fazer tais comparações entre as mesmas. Tentaremos buscar fontes teóricas, já que não existem muitos estudos para essas línguas.

Língua geral do sul - Tupi austral - Línguas indígenas





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