Universidade estadual de campinas



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Instituto de Artes

H0639

A EXISTÊNCIA FOTOGRÁFICA DOS UMUTINA


Ruth Battistetti Cardoso de Almeida (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Fernando Cury de Tacca (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Esta pesquisa busca uma existência fotográfica do grupo étnico Umutina, que se localiza a oeste do Mato Grosso, analisando as imagens – de uma forma menos comparativa e com mais ênfase na intencionalidade e construção de sentido – de fotógrafos da Comissão Rondon e fotografias tiradas pelos próprios indígenas. Neste trabalho encontram-se três momentos fundamentais que fecham a idéia mais geral desta análise: 1-) fotografias de José Louro, no período das décadas de 1910, permitem pensar como se iniciou a construção de imagem sobre esta nação indígena; 2-) O período fotografado por Harald Schultz, a saber, a década de 1940, evidenciará a imagética produzida pela Comissão Rondon e seus membros e como isso poderia influenciar "os olhos" de uma sociedade em desenvolvimento para as comunidades indígenas; 3-) A atual apropriação destes indivíduos sobre a própria imagem; ou seja, com o estudo das fotografias endógenas, torna-se possível perceber as condições do processo social de produção de sentido; uma vez que a análise destas fotografias permite perceber “pontos de vista” particulares devido ao contexto sócio-cultural no qual foram produzidas.

Fotografia - Imagética - Umutina



Instituto de Economia

H0640

BASILÉIA II NO BRASIL: EFEITOS DA ADOÇÃO DO MODELO PADRONIZADO SIMPLES SOBRE OS REQUERIMENTOS DE CAPITAL


Filipe Dourado Sucupira (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Ana Rosa Ribeiro de Mendonça Sarti (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O Acordo de Basiléia é instituído em 1988, como forma de atuação de regulação bancária a fim de se estabelecer um funcionamento seguro do sistema financeiro internacional. Pretende-se estabelecer requerimentos mínimos de capital de modo a garantir que os bancos tenham capacidade de reação a situações adversas. Parte importante das críticas à Basiléia I incide sobre a padronização de regras. A discussão e publicação de um novo Acordo, Basiléia II (2004) procura então enfrentar as fragilidades destacadas do Acordo de 1988 com a introdução de modelos marcados pela aproximação às práticas de mercado: inovações nas ponderações de riscos como o risco operacional e atuação mais supervisora do que regulatória das instituições responsáveis pela segurança do sistema, tendo como objetivo declarado o fortalecimento da solidez e da estabilidade financeira do sistema bancário. O Acordo de Basiléia é adotado em 1994 e o Banco Central do Brasil impele ânimos para a criação de uma série de medidas de regulamentação e supervisão de acordo com as novas necessidades de controle do mercado financeiro. A adoção do Novo Acordo está sendo implementada de forma gradual (até o final de 2012, segundo cronograma publicado pelo BCB), em função da enorme complexidade das novas regras. O objetivo do presente trabalho é avaliar os impactos da adoção do Modelo Padronizado Simples sobre os índices de capital de instituições financeiras atuantes no Brasil.

Basiléia II - Brasil - Adoção

H0641

BASILÉIA II NO BRASIL: ANÁLISE DOS NOVOS MÉTODOS DE CÁLCULO DOS RISCOS DE MERCADO


Henrique Vilhar Peretti (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Ana Rosa Ribeiro de Mendonça Sarti (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Este trabalho levanta e documenta os métodos utilizados no mercado financeiro brasileiro para mensuração dos níveis mínimos de capital para cobertura dos riscos de mercado a que estão expostas as instituições financeiras, como parte da regulamentação prudencial aplicada pelo Banco Central. Este buscou, em 2000, ajustar a estrutura regulatória às práticas internacionais recomendadas pelo Adendo de 1996 ao Acordo de Basiléia I (1988). O Acordo de Basiléia II (2004) não alterou o tratamento dos riscos de mercado. No entanto, o Banco Central publicou em 2007 novos métodos a serem adotados pelas instituições financeiras para adequar-se completamente ao Adendo de 1996, que passaram a vigorar em 1º de julho de 2008. Tal medida buscou aperfeiçoar as regras de cálculo para risco de mercado já existente e introduzir requerimentos de capital para categorias de risco ainda não contempladas pelo arcabouço vigente até aquela data. A nova metodologia é claramente mais acurada que a anterior. A postura do Banco Central, ao incorporar as práticas internacionalmente recomendadas, é bem-sucedida no sentido de reforças as regras prudenciais nacionais.

Basiléia - Regulação - Risco

H0642

O BRASIL E A AMÉRICA DO SUL: MECANISMOS FINANCEIROS DE CURTO PRAZO PARA A INTEGRAÇÃO REGIONAL


Carlos Eduardo de Oliveira Santos Junior (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. André Martins Biancareli (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O projeto tem como objetivo fazer um estudo das condições financeiras das economias da América do Sul e examinar os mecanismos de integração financeira de longo prazo nesta região. A cooperação regional teve um progresso maior no âmbito comercial, com Mercosul e com a Comunidade Andina de Nações. Mas é importante uma integração financeira maior, porque os países necessitam de uma complementaridade entre instituições financeiras mundiais e regionais e com a união teriam um maior poder de influência nas agências multilaterais globais, além do melhor atendimento das próprias necessidades locais de financiamento. Foi realizado um exame da literatura teórica para a compreensão do fundionamento dos sistemas financeiros, desde o banco comercial até os bancos de desenvolvimento, tendo uma visão do circuito keynesiano. Foram acompanhados os diferentes órgãos de financiamento do desenvolvimento na região: CAF, Banco do Sul, Fonplata,. Foi feita uma pesquisa de estrutura do capital, que contam as aprovações, as carteiras e o desembolso da CAF e da Fonplata, dando uma ênfase para a participação brasileira nestas instituições. O Banco do Sul também foi estudado, analisando os movimentos e conversas dos líderes políticos para aperfeiçoamento da instituição.

Integração regional - América Latina - Financiamento curto prazo

H0643

ESTRUTURA PRODUTIVA E ESPECIALIZAÇÃO COMERCIAL NA ÁSIA DINÂMICA


Eduardo Alvarenga de Melo (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Antonio Carlos Macedo e Silva (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O objeto desta pesquisa é o comércio exterior de bens (exportações e importações) de alguns países da chamada Ásia dinâmica (como China, Índia, Indonésia, Filipinas, Coréia do Sul, Tailândia, Taiwan e Malásia). Procurou-se investigar as conexões entre estrutura produtiva, especialização comercial e crescimento; e relacionar essas conexões na discussão sobre as causas das diferenças entre o dinamismo asiático e o lento crescimento dos países latino-americanos. Para tanto, buscamos descrever o padrão do comércio da região em estudo como um todo, e, para países selecionados, investigar a composição do comércio e do saldo comercial de acordo com a intensidade tecnológica dos bens. O estudo foi baseado em revisões bibliográficas relevantes e na construção de estatísticas descritivas apoiadas na base de dados do COMTRADE, órgão da ONU. Os dados permitiram concluir que a natureza da especialização comercial tem, de fato, importância no desenvolvimento nacional, visto que os produtos de maior intensidade tecnológica são caracterizados por demanda mundial mais dinâmica, isto é, têm elasticidade-renda da demanda maior que dos produtos primários.

Comércio intraregional - Ásia em desenvolvimento - Estrutura produtiva

H0644

ESTRUTURA PRODUTIVA E ESPECIALIZAÇÃO COMERCIAL: A AMÉRICA LATINA


Pedro Henrique Thibes Forquesato (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Antonio Carlos Macedo e Silva (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Se o avanço tecnológico e o progresso de uma nação são “setor-específicos”, então uma especialização produtiva e uma pauta de exportação mais propícia a este avanço na divisão internacional do trabalho seria favorável a este país – e vice-versa. Neste argumento, países com uma pauta de exportação concentrada em bens de alto teor (e potencial) tecnológico possuem uma forte vantagem sobre os exportadores de bens de baixo teor tecnológico (i.e. commodities e bens intensivos em trabalho ou recursos naturais). O âmbito desta pesquisa em particular é o estudo comparativo entre o comércio exterior dos países da América Latina, mais especificamente Argentina e Brasil. Este estudo demonstra uma qualidade maior do comércio sul-sul, representado na análise das exportações dentro do Mercosul (Mercado Comum do Sul, formado pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), comparadas com as exportações para os países da OECD (Organisation for Economic Co-operation and Development, um grupo formado pelos países mais ricos do mundo).

Comércio intraregional - América do Sul - Estrutura produtiva

H0645

CADASTRO E REGULAÇÃO DA PROPRIEDADE DA TERRA: UM ESTUDO DE CASO


Ânderson Simões Costa (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Bastiaan Philip Reydon (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A indefinição sobre a propriedade da terra é um sério obstáculo para o desenvolvimento social e econômico de várias regiões do Brasil. Além de ser uma das origens da concentração de terras privadas, a falta de um cadastro de terras efetivo permite a especulação com terras, mecanismo indutor de grande parte dos problemas crônicos de uso e ocupação do solo na realidade brasileira. Pela importância do uso adequado e sustentável do solo, há a necessidade de uma regulação do mercado de terras por parte do Estado em conjunto com a sociedade, pois este não é auto-regulado. Neste trabalho, a partir da literatura e dados encontrados nos diversos meios, mostramos a necessidade de um cadastro de terras no Brasil, analisando a legislação em vigor. As leis brasileiras e decretos do INCRA que regulamentam o cadastro das propriedades agrícolas, dada a complexidade das exigências para este procedimento, tornam a atividade onerosa e a regulação inviável. O trabalho mostra alternativas para aumento da eficácia da legislação, por esta ser fundamental para políticas como reforma agrária, tributação efetiva e planejamento territorial rural. Foi feito, também, um estudo de caso do município paraense de São João da Ponta, que passou por um cadastramento seguindo as normas do INCRA, para estimar o custo e possibilidade de extrapolação da experiência realizada para outros municípios, a qual é provada inviável.

Reforma agrária - Cadastro - Regulação fundiária

H0646

ATIVIDADES TECNOLÓGICAS DAS EMPRESAS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS NO SETOR DE EQUIPAMENTOS DE TELECOMUNICAÇÕES NO BRASIL


Brigido Fernandes da Cruz Junior (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Celio Hiratuka (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O trabalho consiste na busca de instrumentos que mostrem as estratégias adotadas pelas empresas nacionais e estrangeiras de telecomunicações no Brasil através de dados de produção, emprego, importação/exportação, etc. e do processo histórico pelo qual passou o setor que evidenciem essas estratégias que foram adotadas por essas empresas.

Tele-equipamentos - Tecnologia - Indústria

H0647

EVOLUÇÃO RECENTE DA ATIVIDADE INOVATIVA NA INDÚSTRIA BRASILEIRA: ANALISE SETORIAL A PARTIR DA PINTEC


Fernando Massucci Ferreira (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Celio Hiratuka (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O projeto visa angariar informações sobre as indústrias brasileiras, de forma a criar uma fonte de dados para que seja possível analisar como a inovação tem evoluído dentro da do parque industrial brasileiro, observando seu índice de uso, difusão e nível de investimento dentro dos diversos setores industriais do Brasil atualmente. Para que esse objetivo seja alcançado com êxito, são utilizados dados da Pesquisa Industrial de Inovação Tecnológica (PINTEC) fornecidos a partir de tabelas, permitindo o acesso a informações pertinentes ao andamento do projeto. Dessa forma promove-se uma análise setorial, concluindo em que áreas da indústria brasileira, a tecnologia e a Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) têm ganhado espaço e importância, podendo levar a cabo quais são os problemas da industrialização nacional e seu atraso em relação às de países desenvolvidos, permitindo até mesmo estabelecer diagnósticos e solucionar entraves enfrentados por esta área no Brasil.

Inovação - Indústria - Tecnologia

H0648

AVALIAÇÃO DA COMPETIÇÃO CHINESA COM PRODUTOS INDUSTRIAIS BRASILEIROS NO MERCADO DOMÉSTICO E NO EXTERIOR


Leonardo Henrique Zamariola (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Celio Hiratuka (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A China vem se tornando um país cada vez mais importante no âmbito internacional, tanto em termos políticos quanto em termos economicos. Por meio dos dados obtidos, o projeto visa a analisar as formas com que a economia chinesa desenvolve impacto sobre o comércio exterior brasileiro. Para tanto, focou-se na interpretação das formas de competições dos produtos industriais chineses para com o mercado doméstico brasileiro e em terceiros mercados. Sendo assim, utilizou-se de dados da base Secex (secretária do comércio/MDIC) para as análises dos impactos que as importações de produtos chineses causam na economia brasileira, seguindo com a análise dos dados obtidos via COMTRADE (Nações Unidas) para interpretar as formas que adquirem os impactos da concorrência chinesa em terceiros mercados. A forma central de análise focada na primeira etapa caracterizou-se por analisar os coeficientes de penetração totais e os coeficientes de penetração das importações chinesas. Para a segunda etapa, o foco residiu, em linhas gerais, em verificar séries de evolução do market-share dos dois países dento dos terceiros mercados.

Comércio internacional - Exportações - China

H0649

O BRASIL E A PERIFERIA NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO: POLÍTICA ECONÔMICA E DESENVOLVIMENTO NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO


Mateus Bettine Bernardo (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Daniela Magalhães Prates (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A liberalização e desregulamentação financeiras, aprofundadas nas décadas de 1980 e 1990, têm sido determinantes para a eclosão de periódicas crises nos países emergentes, que ocupam uma posição subordinada no sistema monetário e financeiro internacional contemporâneo, cujo caráter é assimétrico. Com reduzida autonomia política, os países periféricos foram gradualmente forçados a abrir suas respectivas economias ao capital estrangeiro especulativo, tornando-as mais dependentes dos fluxos internacionais de capitais e do estado das expectativas dos investidores institucionais e, assim, vulneráveis à eclosão de crises financeiras, com conseqüências adversas sobre suas economias. A partir de uma abordagem heterodoxa, procura-se neste estudo explicitar as assimetrias do sistema monetário e financeiro internacional contemporâneo e relacioná-las com as periódicas crises nos países emergentes, tendo em vista uma dinâmica hierárquica em torno de uma moeda-chave, o dólar. Para fins de comparação, são utilizados os casos do Brasil e da Coréia do Sul.

Abertura financeira - Crises financeiras - Países emergentes

H0650

A HEGEMONIA AMERICANA E O NOVO IMPERIALISMO


Aline Di Fazio Francabandiera (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Eduardo Barros Mariutti (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O declínio da Hegemonia Britânica foi concomitante ao acirramento da rivalidade internacional, fato que desencadeou a corrida imperialista responsável pela eclosão da Primeira Guerra Mundial. Esta parece ser a sina de toda fase marcada por uma hegemonia declinante: a espiral de conflitos político-econômicos na arena internacional se mescla à agitação social no interior das sociedades, a ponto de promover uma transformação radical da ordem vigente. Mas, apesar desta tendência geral, todo período hegemônico é específico. A hegemonia estadunidense não poderia ser diferente: ela repousa em um conjunto específico de regimes internacionais, todos eles propensos a um tipo de abertura econômica favorável ao capitalismo americano, isto é, uma maior liberdade de ação para as empresas transnacionais e ao livre fluxo do capital financeiro. Até o momento, não há sinal de que alguma potência – ou conjunto de potências – tenha interesse em contestar a ordem americana. Por conta disto, grande parte da discussão sobre o Novo Imperialismo se confunde, na verdade, com o unilateralismo do governo Bush. Partimos da idéia de que não é possível separar as duas dimensões do problema: a questão da peculiaridade da hegemonia americana é conexa com a discussão sobre o novo imperialismo. E este não é algo meramente conjuntural, que se resolve com uma mera substituição das forças políticas no governo dos Estados Unidos.

Hegemonia - Economia política - Imperialismo

H0651

DA HEGEMONIA BENIGNA AO UNILATERALISMO: A ESTRATÉGIA FINANCEIRA DOS EUA NA DÉCADA DE 1970


Rafael Martins de Oliveira (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Eduardo Barros Mariutti (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A desagregação produzida pela II Guerra Mundial demandou uma reforma radical nas diretrizes que nortearam a economia mundial no fim do século XIX: o laissez faire cedeu lugar à imposição de controles sociais sobre o mercado, orquestrados em grande medida pelos Estados Unidos. A materialização disto, no plano financeiro, foi a criação do sistema de Bretton Woods. Coube ao plano Marshall dar o impulso inicial aos “Anos Dourados”, uma fase extraordinária de crescimento econômico amparado por reformas sociais. A década de 1970 foi marcada pela desarticulação deste arranjo internacional, o qual preparou o caminho para a reação conservadora simbolizada pela eleição de Ronald Reagan. Pretendemos analisar a estratégia financeira implementada pelos EUA na década de 1970, destacando as medidas adotadas para contornar os efeitos adversos do choque do Petróleo e restaurar sua liderança na política mundial. Partimos da hipótese que os EUA usaram fundamentalmente do seu poder para deslegitimar as instituições multilaterais (o FMI e OECD) que poderiam ter sido mobilizadas para conter a crise, com o claro propósito de deslocar os efeitos negativos da elevação dos preços do óleo para os seus “aliados-rivais”: a Europa Ocidental e o Japão.

Petróleo - Hegemonia - Política internacional

H0652

UMA ANÁLISE DA ESCOLARIDADE DA FORÇA DE TRABALHO FEMININA


Diana Gomes de Almeida (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Eugenia Troncoso Leone (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Nos anos de 2002 e 2007, a população analfabeta feminina total era inferior à masculina em 0,6%, tendo havido entre os anos, redução do analfabetismo para ambos os sexos. Analisando-se os sexos por idade, observa-se, nos dois períodos, que as mulheres têm menores índices de analfabetismo do que os homens, salvo nas faixas de idade de 50 anos ou mais. Na análise da distribuição dos analfabetos por idade, considerando-se a população analfabeta, as mesmas observações se processam. As mulheres são mais escolarizadas do que os homens. Nos dois anos de análise, observa-se aumento na escolarização das mulheres, com redução do percentual das que compõem o grupo de menos de 8 anos de estudo e aumento do percentual das que compõem o grupo de 11 anos e mais de estudo. As mulheres ocupadas são mais escolarizadas do que os homens, o que é percebido devido às maiores proporções de mulheres ocupadas com mais de 11 anos de estudo, e à maior proporção de mulheres na população total com mais de 15 anos de estudo. Ressalta-se também um aumento da escolaridade feminina entre os anos de 2002 e 2007, o que também ocorreu para a educação masculina.

Escolaridade - Trabalho - Feminina

H0653

O IMPACTO DA REGULAÇÃO DAS RELAÇÕES DE TRABALHO NA FORÇA DE TRABALHO FEMININA


Francine Martinez Braite (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Eugenia Troncoso Leone (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
No mundo contemporâneo, os debates sobre o mercado de trabalho estão cada vez mais focados na flexibilização e na precariedade das relações de trabalho. A sociedade capitalista questiona as formas de contratação formal, optando pela flexibilização dos contratos (banco de horas, horas extras, entre outras). Neste projeto, com base na literatura existente, foi desenvolvido um trabalho que ponderou as diferentes formas de flexibilização e os seus impactos no mercado de trabalho, com ênfase no trabalho feminino. Consideraram-se dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e pesquisa do DIEESE. Foram utilizados indicadores de mercado de trabalho, tais como: taxas de ocupação, desemprego e contratação formal. Foi analisado inicialmente o processo de flexibilização em alguns países desenvolvidos e, posteriormente, no Brasil. Neste, a partir de 1990, em meio a um processo de globalização e liberalização econômica, que afetou o mercado de trabalho, diminuindo a participação do emprego formal e ampliando outras formas de contratação, desprovidas das tão necessárias regulações que regem o mercado de trabalho. Nestas novas formas de contratação, destaca-se a participação da mulher no mercado de trabalho.

Regulação - Relações de trabalho - Trabalho feminino

H0654

MUDANÇAS DEMOGRÁFICAS E ALTERAÇÕES NO PERFIL DA PEA


Marcela Cristina de Souza (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Eugenia Troncoso Leone (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O perfil populacional brasileiro vem passando por mudanças estruturais desde a década de 1940, relacionadas tanto com a melhora das condições de vida ligadas a saneamento básico e atendimento médico, quanto com a urbanização, que altera a rotina das famílias. Esse projeto teve como objeto de estudo o período entre 1960 e 2000, em que se concentram as mudanças demográficas, mais conhecido como “Transição Demográfica”. Durante esses anos a dinâmica entre mortalidade e fecundidade leva à desaceleração do crescimento, resultando num padrão de distribuição etária em constante mutação com destino a uma população mais madura. A evolução desse processo é mostrada através de gráficos baseados em dados da PNAD e a partir deste estudo procurou-se relacionar tais mudanças com o crescimento econômico e suas consequências para o perfil da PEA. A predominância da faixa etária entre 15 e 65 na PEA, somada a maior participação feminina no mercado de trabalho resulta num grande potencial produtivo, conhecido como “Bônus Demográfico”, que é vista como uma grande oportunidade de crescimento para o Brasil antes que a população entre num processo de maciço envelhecimento. Para aproveitar essa janela de oportunidade, porém, é necessário construir um ambiente social e econômico favorável que depende da iniciativa governamental.

Pea - Demografia - Alterações

H0655

DIFERENçAS DE RENDIMENTOS ENTRE HOMENS E MULHERES


Thais Silva Oliveira (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Eugenia Troncoso Leone (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O mercado de trabalho sempre apresentou condições desiguais para homens e mulheres no que diz respeito à inserção, cargos ocupados e, principalmente, salários. Debates sobre o assunto são recorrentes ao longo da história, assim como a luta feminista pela busca da igualdade entre os sexos. O intuito do trabalho foi analisar como se deu a evolução da inserção feminina no mercado de trabalho no Brasil para o período de 2002 a 2006, com base em dados da PNAD, através de um mapeamento e comparação de indicadores para homens e mulheres, considerando principalmente as variáveis escolaridade, cargo e remuneração, no contexto socioeconômico vigente. É relevante que a discrepância entre os sexos tem apresentado significativa melhora, indicada pela redução do distanciamento, para homens e mulheres, das variáveis já citadas. No entanto, as mulheres permanecem em situação desprivilegiada e continuam enfrentando dificuldades para vencer os obstáculos no mercado. Mesmo com escolaridade inferior, os homens ocupam níveis hierárquicos superiores, conquistando maiores remunerações. Há ainda um longo caminho a trilhar e a igualdade, principalmente a salarial, está distante de ser realidade. Ainda assim, há um período de tempo considerável, mostra-se como tendência a melhoria do perfil de inserção feminina no mercado de trabalho e, portanto, são positivas as perspectivas futuras.

Rendimentos - Diferenças - Sexo

H0656

SETOR DE TURISMO NO BRASIL:UMA ANÁLISE DO PROCESSO DE REGIONALIZAÇÃO/INTERIORIZAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DE NOVOS PONTOS TURÍSTICOS


Tarcila Marques Fidalgo (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Fernando Sarti (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Introdução: O Turismo tem crescido como fenômeno socioeconômico e propulsor do desenvolvimento. Isso é observado no Brasil, embora ainda aquém do potencial efetivo. Objetivo e método: Avaliar o desempenho e capacitação competitiva do Turismo no Brasil, comparando o grupo de municípios com potencial turístico (GPT) com o grupo dos demais municípios (GRB) no Brasil. As informações foram obtidas da RAIS/Ministério do Trabalho para os anos de 2000, 2003 e 2006. Resultados: Houve crescente importância do Turismo para o GPT, embora ainda seja baixa a participação das Atividades Turísticas (AT) no total dos Serviços. A remuneração média das AT foi decrescente e inferior às de Serviços no GPT. O grau de escolaridade nas AT foi crescente, mas também inferior ao das demais Atividades de Serviços. O tamanho médio dos estabelecimentos reduziu-se, sugerindo maior pulverização das AT. A análise comparativa dentro do GPT aponta que quanto maior a intensidade do turismo, maior a remuneração média, ainda que decrescente. Conclusões: É fato o aumento de importância econômica e social das AT no Brasil, embora fosse desejável uma participação mais significativa. O programa de Regionalização/Interiorização é uma importante estratégia para desenvolver o Turismo e reduzir as disparidades observadas dentro do GPT.

Turismo - Desenvolvimento regional - Competitividade

H0657

A RETOMADA DA INDÚSTRIA NAVAL NO BRASIL: PERFIL E LIÇÕES SEGMENTO DE CONSTRUÇÃO DE EMBARCAÇÕES DE APOIO OFFSHORE


Vanessa Moraes Lugli (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Fernando Sarti (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Os últimos anos têm sido especialmente positivos para a indústria naval brasileira. Após mais de uma década de crise, fechamentos de empresas e postos de trabalho, desatualização tecnológica e endividamento, o setor tem se reaquecido, especialmente em função da demanda de embarcações realizadas pela Petrobrás. Dentro deste cenário o setor de embarcações de apoio offshore pode ser apontado como um caso de relativo sucesso nos últimos anos. Aproveitando-se também de uma política da estatal de petróleo brasileira, o segmento vive hoje um processo de crescimento e aprendizado mais maduro do que o restante da indústria naval. Este projeto pretende identificar as principais características deste amadurecimento, identificando as potencialidades do setor e auxiliando a compreender a trajetória recente da indústria naval nacional.

Competitividade - Comércio exterior - Naval

H0658

O DEBATE BRASILEIRO SOBRE A REGULAÇÃO DO MERCADO DE TRABALHO (1990-2006)


Bartira Tardelli Nunes (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. José Dari Krein (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O estudo discute algumas posições teóricas presentes no debate brasileiro sobre a regulação do mercado de trabalho a partir da década de 1990. Também faz uma sistematização das medidas governamentais tomadas, no período analisado, na área trabalhista. Três posições teóricas se destacam sobre as formas mais adequadas para se resolver os problemas do mercado de trabalho brasileiro, como o desemprego e a informalidade. Duas dessas posições, que são representadas por José Pastore e por José Márcio Camargo e que recebem ênfase em nosso estudo, defendem o enfraquecimento da regulação pública do mercado de trabalho, o que significa uma desregulamentação de direitos e uma flexibilização das relações trabalhistas. Já a terceira é uma posição de crítica às anteriores, que acredita que esse enfraquecimento da regulação pública significaria, na prática, a diminuição dos meios de proteção social dos trabalhadores, e não teria efeitos positivos sobre o mercado de trabalho. No atual governo federal pode-se identificar um movimento contraditório, em que algumas medidas reforçam a tendência de flexibilização (ampliação das formas de contratação), enquanto outras ampliam a proteção social (política de valorização do salário mínimo).

Trabalho - Relações de emprego - Flexibilização

H0659

EFICIÊNCIA EM PROJETOS DE REFORMA AGRÁRIA NO BRASIL


Guilherme Berse Rodrigues Lambais (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. José Maria Ferreira Jardim da Silveira (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Este projeto propõe o cálculo da fronteira estocástica de eficiência de produção em assentamentos de reforma agrária de mercado no Brasil. Especificamente, serão analisados projetos do programa piloto Cédula da Terra, os quais fazem parte do atual Programa Nacional do Crédito Fundiário. O cálculo será feito a partir de dados sobre produção e perfil sócio-econômico dos beneficiários colhidos através de questionários com base em uma amostra aleatória, com representatividade estatística para o conjunto de projetos instalados nos estados da BA, CE, MA, PE e Norte de MG. Como os dados consideradas são de três levantamentos – 2000, 2003 e 2006 –, será realizado um estudo de fronteira estocástica em painel. A partir da literatura existente – principalmente Battese e Coelli (1995) – formulou-se um modelo para estimar a função de produção potencial e explicar os efeitos de ineficiência técnica de acordo com as características dos beneficiários e dos assentamentos. Os resultados indicam o nível de produtividade total de fatores e caracterizam as fontes de ineficiência técnica, portanto com implicações diretamente na formulação de políticas públicas, além de contribuir para o debate dos impactos microeconômicos da reforma agrária.

Reforma Agraria - Fronteira estocastica - Índice de Malmquist

H0660

ENTRE DRAGO E ROOSEVELT: SOBERANIA NACIONAL E DÍVIDA EXTERNA DURANTE A GESTÃO RIO BRANCO (1902-1912)


Andrej Slivnik (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Ligia Maria Osorio Silva (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A cobrança coercitiva de dívidas públicas foi prática recorrente em fins do século XIX. Em 1903, a insolvência do governo da Venezuela a bancos credores da Alemanha e Inglaterra levou à mobilização de parte das armadas inglesa e alemã para pressionar os venezuelanos. O episódio gerou reações em toda a América Latina. O ministro argentino, Luis Maria Drago, sintetizou as angústias dos governos da região. Em telegrama ao secretário de Estado norte-americano, evocava princípios da doutrina de Monroe para argumentar que tal prática consistia numa ameaça à soberania do continente, que não poderia ser tolerada pelos Estados Unidos. Em resposta ao ministro, o governo norte-americano dizia não poder responsabilizar-se pela “má conduta” de países devedores. As divergências que se estabeleceram entre a América Latina e os Estados Unidos a partir desse episódio estiveram no centro do debate dos encontros internacionais da década de 1900. Enquanto Drago insistia na consolidação de leis internacionais que protegessem países credores de possíveis intervenções militares, os representantes norte-americanos e europeus evitavam a proibição de tal recurso. A posição brasileira, articulada por Rio Branco, Joaquim Nabuco e Rui Barbosa, apesar das constantes dificuldades financeiras do Brasil, alinhava-se à das potências internacionais.

Soberania nacional - Dívida externa - História da América Latina

H0661

CONSTRUINDO UMA DEPENDÊNCIA: O ESTUDO E DESENVOLVIMENTO DAS RELAÇÕES ENTRE BRASIL E ESTADOS UNIDOS DE 1930 ATÉ 1945


Nicholas Magnus Deleuse Blikstad (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Ligia Maria Osorio Silva (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O estudo em andamento aborda as relações entre Brasil e Estados Unidos durante o primeiro governo de Getúlio Vargas com ênfase no período do Estado Novo. Analisa o golpe da instauração do Estado Novo, os resultados da Missão Aranha de 1939, dos Acordos de Washington de 1942 e as conferências pan-americanas de modo a compreender melhor como esses eventos contribuíam para as relações diplomáticas entre esses dois países. A pesquisa destaca o aspecto pragmático da política de Getúlio Vargas, em especial, a barganha em torno da neutralidade brasileira, objetivando a construção de uma siderúrgica nacional, financiada pelos norte-americanos que favoreceria o desenvolvimento nacional. Procura-se nesse estudo fazer uma análise de como as relações entre Brasil e EUA nesse período contribuíram para o desenvolvimento econômico e industrial do Brasil assim como o papel exercido por Osvaldo Aranha, admirador dos EUA e Ministro das Relações Exteriores do Brasil durante o Estado Novo, no estreitamento das relações diplomáticas entre os dois países. Analise através de levantamento bibliográfico e coleta de documentos relacionados com o projeto.

Diplomacia - Brasil - Estados Unidos

H0662

CONSIDERAÇÕES E DESENVOLVIMENTOS ACERCA DA TEMÁTICA DA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA E SUAS IMPLICAÇÕES COM O CRESCIMENTO ECONÔMICO NO PENSAMENTO DA COMISSÃO ECONÔMICA PARA A AMÉRICA LATINA E CARIBE (CEPAL)


Guilherme Ariel Astolphi de Aguiar (Bolsista IC CNPq) e Prof. Dr. Marcio Pochmann (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A pesquisa empreendida consistiu em uma investigação bibliográfica dentre documentos oriundos, ou derivados, da Comissão Econômica Para a América Latina e Caribe (CEPAL), da Organização das Nações Unidas (ONU). Nesta buscou-se delimitar como diferentes correntes do pensamento da comissão lidaram com o tema da distribuição de renda e suas implicações para o processo de crescimento econômico – dentro da matriz ideológica lá formatada. Três correntes foram analisadas: o estagnacionismo; a corrente do modelo brasileiro; e a proposta de “Transformação produtiva com eqüidade”, da CEPAL dos anos 90. Além de clarificar o enunciado, a pesquisa culminou por desenvolver, também, hipóteses acerca do caráter do estruturalismo desenvolvimentista da CEPAL, aproximando à interpretação de Octávio Rodriguez, e derivando deste modelo hipóteses sobre o caráter das transformações no arcabouço intelectual da comissão representadas pelo neoestruturalismo de Fernando Fajnzylber.

Cepal - Distribução de renda - Crescimento econômico

H0663

O PAPEL DO DÓLAR NA ECONOMIA GLOBAL E A EVOLUÇÃO DO EURO


Kaio Sousa Mascarenhas Pimentel (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Marcos Antônio Macedo Cintra (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Uma breve descrição do estudo: O estudo aborda a evolução do sistema monetário internacional no período 2000-2008. De maneira mais precisa, estuda-se de que forma evoluíram as moedas, dólar e euro, no cumprimento das funções monetárias em âmbito internacional. Objetivos e metodologia: O objetivo deste trabalho é mostrar a evolução na balança de poder do sistema monetário internacional e explicá-la evidenciando as relações causais. Para atingir esse objetivo, parte-se de uma análise das determinações abstratas que condicionam esta evolução até chegar ao concreto que pode ser aferido por uma extensa base de dados referentes aos mercados de moeda, títulos, produção e comércio de bens e serviços etc. Resultados: A análise dos dados aponta para uma supremacia do dólar e não há indícios, até o momento, de que as determinações abstratas que condicionam a evolução do sistema monetário internacional estejam mudando. Conclusão: Concluí-se que no período estudado não houve mudança significativa no sistema monetário, o padrão dólar-flexível permanece sem indícios de esgotamento e o euro segue sendo relevante apenas na Europa.

Moeda - Dólar - Euro

H0664

A GESTÃO DA RIQUEZA PROVENIENTE DO PETRÓLEO E A ALTERNATIVA DOS FUNDOS SOBERANOS


Rebeca Bulhoes Bertoni (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Marcos Antônio Macedo Cintra (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Fatores conjunturais e estruturais explicaram a proliferação dos Fundos Soberanos ou dos Sovereing Wealth Funds (SWF). Em função da falta de uma definição consensual para os Fundos Soberanos, foram propostas distintas taxionomias baseadas nas diferentes formas com que os recursos são captados, bem como nos diversos objetivos definidos para os fundos. O modelo norueguês de gestão dos recursos provenientes da exploração do petróleo apresenta um duplo caráter, tanto de um Fundo de Estabilização, como de um Saving Fund; e consiste em um paradigma pelo fato de ter conseguido evitar grande parte dos efeitos da “doença holandesa”. No caso russo, cerca de 40% da oferta de divisas canalizadas para o Fundo foram utilizadas no pagamento de sua dívida externa, cujo estoque caiu de 39,8% do PIB em 2001 para 10,8% em 2005. Os Fundos de Poupança Intergeracional ou Saving Funds estão mais presentes nos países já desenvolvidos. O Alaska apresenta-se como um caso extremo, cujo Fundo distribui dividendos a seus habitantes. Por outro lado, alguns países emergentes têm optado por Fundos de Desenvolvimento. O Abu Dhabi Investment Authority (ADIA) dos Emirados Árabes apresentou uma proposta de investimento em projetos específicos de fomento em setores estratégicos.

Petróleo - Fundos soberanos - Fundos de estabilização

H0665

ORGANIZAÇÃO E DINÂMICA DO SISTEMA FINANCEIRO BRASILEIRO: IMPACTOS DOS CORRESPONDENTES BANCÁRIOS


Eduardo Dalbo Contrera Toro (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria Alejandra Caporale Madi (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Após 2003, inicia-se um novo período na história bancária do Brasil. Marcado pelo processo de flexibilização do acesso aos bancos (bancarização) e da ampliação do mercado de crédito, principalmente o crédito destinado às camadas de mais baixa renda. No processo de flexibilização do acesso aos bancos o correspondente bancário tem um papel fundamental. O objetivo deste projeto é o estudo da configuração e dinâmica dos correspondentes bancários no período recente no Brasil, marcado pelas políticas de inclusão social (2002-2007). As formas específicas pelas quais os correspondentes bancários viabilizam a inclusão bancária das camadas de população de mais baixa renda e o seu papel no processo recente de ampliação do crédito popular são os objetos de estudo deste trabalho.

Correspondentes Bancários - Sistema financeiro nacional - Crédito

H0666

O BRASIL E A PERIFERIA NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO: POLÍTICA ECONÔMICA E DESENVOLVIMENTO NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO


Felipe Mano Quagliato (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maryse Farhi (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Este projeto tem o objetivo de discutir os determinantes da taxa básica de juros no Brasil buscando a razão para o elevadíssimo patamar dessa taxa tanto no âmbito real quanto nominal. A pesquisa elaborada em comparação com outros países traz duas vertentes, uma demonstrando que a inserção internacional dos países emergentes num cenário de desregulamentação financeira e liberalização dos fluxos de capitais acarretaram em restrições na definição de suas políticas econômicas. A segunda vertente busca mostrar como a combinação entre uma política de metas de inflação, e a adoção de regimes cambiais flutuantes, ambas atualmente muito utilizadas por países emergentes, tem levado a sacrifícios para a produção e para o emprego. Através da metodologia de aplicação da análise teórica em dados macroeconômicos empíricos foi possível detalhar de maneira sintética os principais determinantes dessa especificidade da taxa de juros brasileira. Esse método garantiu também uma explicação para o fato dos sacrifícios ao produto e ao emprego serem mais intensos no Brasil em relação aos demais países analisados. Vale ressaltar que esses resultados agregaram ao projeto uma ampla análise dos canais de transmissão da política monetária brasileira e do grau de pass-through da economia.

Análise comparativa - Políticas monetárias - Economias emergentes

H0667

DERIVATIVOS FINANCEIROS: DETERMINAÇÃO DO PREÇO DAS OPÇÕES


Italo Pedrosa Gomes Martins (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maryse Farhi (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A realização da presente pesquisa permite conhecer um pouco mais de uma parte importante da organização econômica atual, através do estudo do mercado de derivativos financeiros, e, mais especificamente das opções. Há um entrelaçamento cada vez mais relevante entre o setor produtivo e financeiro, relação decorrente do modo de produção capitalista. E por esse motivo, crises se iniciam (e/ou se propagam) no âmbito financeiro, contaminando o bem estar material da sociedade como um todo. Desse modo, o estudo do mercado de derivativos, bem como o aprofundamento na avaliação do preço justo das opções (um tipo de derivativo) é de suma importância, principalmente para gestão de risco de grandes instituições financeiras, governos e Câmaras de Compensação. A determinação desse preço tem sido alvo de diversos estudos e formulações matemáticas. A grande maioria deles utiliza uma série de dados históricos – principalmente referente à volatilidade, que é uma variável extremamente difícil de ser estimada – para tentar “prever” o preço e as variações possíveis. O estudo dessas, passando inicialmente pela conceituação e posterior análise das oscilações e seus efeitos, é o objetivo do presente trabalho.

Mercado financeiro - Opções - Hedge

H0668

INCONVERSIBILIDADE MONETÁRIA, ATRASO PRODUTIVO, REGIMES DE POLÍTICA ECONÔMICA E DESENVOLVIMENTO: O CASO BRASILEIRO NO CONTEXTO DOS PAÍSES PERIFÉRICOS


Flávio Augusto Zamot Ferreira (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Ricardo de Medeiros Carneiro (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O projeto consiste em elencar alguns fatores explicativos para os diferentes níveis de dinamismo econômico apresentado pelas economias em desenvolvimento nos últimos anos. Nesse sentido, parte da premissa de que essa diferenciação pode ser explicada, em grande parte, pelo padrão de integração de cada economia nacional na ordem econômica internacional vigente, o qual, por sua vez, é determinado, fundamentalmente, pelo direcionamento de política econômica tomado em tempos recentes. Num contexto econômico internacional, do qual uma das principais características é o processo de globalização, em sua esfera produtiva e financeira, comparativamente hostil ao desenvolvimento econômico e à superação do atraso produtivo-tecnológico dos países emergentes, as políticas econômicas, em toda a sua amplitude, se tornam ainda mais fundamentais na forma de sua condução. Buscando uma maior objetividade dos resultados, decidiu-se por privilegiar, principalmente no que tange à política industrial, uma análise comparativa da economia brasileira em relação à chinesa, cuja pujança firma-se como um dos mais recorrentes temas de discussão econômica.

Política econômica - Atraso produtivo - Inconversibilidade monetária

H0669

INCONVERSIBILIDADE MONETÁRIA, ATRASO PRODUTIVO, REGIMES DE POLÍTICA ECONÔMICA E DESENVOLVIMENTO: O CASO BRASILEIRO NO CONTEXTO DOS PAÍSES PERIFÉRICOS


Leandro Ramos Pereira (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Ricardo de Medeiros Carneiro (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Este trabalho teve como objetivo analisar as diferentes interpretações sobre o processo de transformação industrial ocorrido durante os anos 90. A partir das diferentes posições, constatamos que elas poderiam ser divididas em dois grandes blocos interpretativos. Chamamos o primeiro bloco interpretativo de “otimista”, já que viram no processo de abertura comercial e financeira e na desestatização econômica, elementos que proporcionaram ganhos de produtividade e alocativos. Não obstante, denominamos o segundo bloco interpretativo de “crítico”, já que viram nos processos descritos acima, elementos de queda da produção industrial, decréscimo do valor agregado da indústria, aumento da participação da produção de bens com menor conteúdo tecnológico em relação àqueles com maior conteúdo, aumento da participação do capital estrangeiro, e etc. Concluímos que a industria passou, nos anos 90, por cinco processos a saber: desindustrialização (relativa), “especialização regressiva”, aumento da produtividade, desnacionalização e integração financeira no processo de globalização.

Política econômica - Inconversibilidade monetária - Atraso produtivo

H0670

A CRISE ENERGÉTICA BRASILEIRA: DAS REFORMAS AO DÉFICIT DE INVESTIMENTO NO SETOR ELÉTRICO


Guilherme Cardoso Junqueira (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Rosangela Ballini (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A discussão do déficit de investimentos ocorrido após as reformas no setor elétrico nos anos 90 tem como interpretação dominante o risco regulatório. Desta forma, esta interpretação não questiona as reformas realizadas no setor, mas sim a sua interrupção prematura. Como solução de todos os males é enfatizada a necessidade do término das reformas, como forma de apaziguar o risco regulatório e favorecer o investimento privado no setor. Entretanto, questionamos esta interpretação ao identificar como causa do déficit de investimentos o risco econômico decorrente das fortes características de infra-estrutura que dominam o segmento de geração. Assim, o risco regulatório é decorrente da dificuldade de se regular um setor com elevado risco econômico, e a crise energética não seria conseqüência da implementação insuficiente das reformas, mas da sua própria implementação. Neste contexto, o presente trabalho procura analisar a questão de forma a averiguar quais seriam as conseqüências de um reinício e concretização das reformas do setor de energia elétrica sobre o desempenho do mesmo.

Risco econômico - Risco regulatório - Reformas do setor elétrico

H0671

REDES NEURAIS APLICADAS AO MERCADO DE DERIVATIVOS: AVALIAÇÃO E GERENCIAMENTO DO RISCO


Leandro dos Santos Maciel (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Rosangela Ballini (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A precificação de instrumentos de derivativos, sobretudo opções, suscita grande debate na moderna teoria de finanças. O modelo de Black-Scholes (BS), por exemplo, é a ferramenta mais utilizada pelas instituições financeiras para a obtenção dos prêmios de opções européias de compra e venda. Entretanto, alguns de seus pressupostos não são confirmados na prática, o que gera diferenças significativas entre o valor da opção calculada por esse modelo e o valor observado nos mercados. O presente projeto avaliou a aplicação do modelo de Redes Neurais Artificiais para a precificação das opções sobre Dólar Futuro no Brasil, comercializadas na BM&FBOVESPA, uma vez que esse modelo, por meio de processos de aprendizagem, vem apresentando bons resultados quando aplicado à dados econômico-financeiros. Aplicou-se o modelo MLP (MultiLayer-Perceptron) com o algoritmo de retropropagação do erro (backpropagation) para o cálculo do prêmio das opções de compra de Dólar. A mesma análise se deu com o modelo de BS, por meio do cálculo da volatilidade implícita. Os resultados dos dois métodos foram comparados com os valores das opções comercializadas no mercado. Concluiu-se que a técnica de redes neurais apresentou resultados superiores ao modelo de BS, adequando-se de forma acurada na compreensão do mercado de opções.

Mercado de derivativos - Avaliação de risco - Análise estatística

H0672

O DEBATE SOBRE O PAPEL DOS BANCOS PÚBLICOS NAS ECONOMIAS CONTEMPORÂNEAS


Alexandre Fávaro Lucchesi (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Simone Silva de Deos (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O debate sobre o papel dos bancos públicos nas economias contemporâneas se justifica pela sua importância não somente no sistema financeiro brasileiro, como no restante do mundo. No Brasil, principalmente, a existência de bancos de propriedade e/ou controle do Estado vinha sendo crescentemente contestada. Se de um lado os bancos públicos são agentes de fomento, de outro, podendo ser bancos comerciais, também são passíveis de avaliação equivalente à dos bancos privados. Estabelecem-se duas grandes correntes no pensamento sobre o sentido da presença do Estado como participante direto no sistema bancário: a convencional, para quem os bancos públicos não são eficientes economicamente; e a alternativa, para quem os bancos públicos são ferramentas do desenvolvimento. Para refletir sobre o papel dos bancos públicos nas economias contemporâneas, foram sistematizadas e analisadas essas diferentes interpretações. Além da vasta literatura que compõe ambas as correntes, também se realizou a consulta a bases de dados e a trabalhos aplicados, cujo objetivo é justamente a mensuração da presença do Estado no sistema bancário mundial. A literatura em geral avalia que a atuação dos bancos públicos é significante em todo o mundo, e o Brasil possui um dos maiores percentuais de participação estatal no sistema bancário.

Bancos públicos - Sistema bancário - Estado





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