Universidade estadual de campinas



Descargar 4.56 Mb.
Página68/95
Fecha de conversión03.12.2017
Tamaño4.56 Mb.
Vistas2242
Descargas0
1   ...   64   65   66   67   68   69   70   71   ...   95

Instituto de Geociências

E0453

ANÁLISE PETROGRÁFICA DOS ARENITOS AFLORANTES DA FORMAÇÃO TIETÊ


Rafael Amaral Cataldo (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Alexandre Campane Vidal (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
A obtenção de dados quantitativos e qualitativos da petrografia sedimentar auxilia no entendimento dos processos diagenéticos e na compreensão do espaço poroso em rochas-reservatórios. Através de análises petrográficas, em lâminas delgadas, levantou-se um conjunto de dados sobre mineralogia e processos diagenéticos, visando melhor entendimento dos depósitos da Formação Tietê. Com isso, este trabalho teve como objetivo não somente a comparação com dados existentes na literatura, mas também, a obtenção de dados de forma quantitativa. O método de trabalho baseou-se na contagem modal, com 250 pontos por lâmina, impregnadas e não-impregnadas com cobaltonitrito, visando reconhecimento mais rápido e preciso de feldspatos potássicos, além de confirmar a presença de cimento de mesma origem. Além disso, dados digitais de porosidade foram obtidos através de análise de imagens, pelo programa Imago, visando a comparação dos resultados obtidos pelos métodos tradicionais. Foram encontrados quatro tipos principais de cimentos: carbonático, feldspático, opacos e sílica. A porosidade predominante é intergranular, com geração de porosidade secundária através dos processos de dissolução parcial. As amostras de arenitos foram classificadas como quartzo-arenitos e subarcosianos, segundo método proposto por Folk (1968), denotando a importância da impregnação realizada.

Petrografia sedimentar - Grupo tubarão - Formação Tietê

E0454

ANÁLISE DE SÍTIOS EM GEOCIÊNCIAS E DIFUSÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS GEOLÓGICOS NA INTERNET


Giseli Silva Ramos (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Celso Dal Ré Carneiro (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
A Internet é uma ferramenta essencial na busca de material informativo e educacional, sendo utilizada como auxílio pedagógico em diversas áreas do ensino, especialmente na educação em Geociências. Devido à importância e à rápida atualização, a internet estimulou esta pesquisa cujo objetivo é avaliar qualitativamente sítios geológicos, sobretudo em Português e Inglês, e examinar os materiais didáticos que oferecem. Os critérios de análise são a organização, veracidade, alternativas utilizadas para exibição das páginas e navegabilidade. A análise teve como base de dados um banco analítico previamente desenvolvido. Procurou-se indicar uma classificação aproximada dos conteúdos, da exatidão e da organização formal do sítio. A pesquisa requer navegação pelas diferentes páginas que compõem cada sítio e a recuperação dos aplicativos neles contidos. É possível concluir que predominam sítios dedicados à divulgação de conteúdos básicos de Geociências, como paleontologia, geologia geral e astronomia. Encontraram-se várias lacunas em sítios analisados; além disso, quase não há ferramentas para serem exploradas. Muitos deles estimulam o internauta a permanecer e conhecer os recursos oferecidos. Entretanto, poucos exploram mapas e conhecimentos relativos a geologia regional.

Internet - Geociências - Divulgação científica

E0455

UM TEMA “QUENTE” NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO: A CONFIABILIDADE DAS NOTÍCIAS SOBRE AQUECIMENTO GLOBAL


João Cláudio Toniolo (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Celso Dal Ré Carneiro (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
A proposta desta pesquisa versa sobre a confiabilidade das notícias veiculadas pelos meios de comunicação UOL, Folha OnLine e Folha de S. Paulo com relação ao tema do aquecimento global. Analisamos se estes meios de comunicação apresentam informações cujo conteúdo esteja devidamente apoiado no conhecimento científico moderno a respeito do tema, que apresenta diferentes posições sobre a questão, variando da afirmação à negação do fenômeno. Para tanto, partimos da hipótese levantada em nossa pesquisa anterior sobre processos geológicos de fixação do carbono, a de que há posições científicas opostas a do principal porta-voz científico da questão, o Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC na sigla em inglês), e que pareciam não ser divulgadas com a mesma ênfase adotada no atual alarde sobre o fenômeno do aquecimento do planeta. Com o avanço de nossa presente pesquisa, esta hipótese foi confirmada e neste trabalho apresentamos nossos resultados.

Aquecimento global - Meios de comunicação - Jornalismo científico

E0456

GEOQUÍMICA DO PALEOSSOMA DE MIGMATITOS DO EMBASAMENTO DO GREENSTONE BELT DO RIO ITAPICURU, BAHIA


Henrieth Viviane Borgo de Oliveira (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Elson Paiva de Oliveira (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
O Greenstone Belt do Rio Itapicuru (GBRI) é uma seqüência vulcano sedimentar, localizada na porção nordeste do Cráton São Francisco. O embasamento do GBRI é constituído por gnaisses cinza do Arqueano e sobre estes se depositam tectonicamente rochas vulcânicas e sedimentares. Dados geoquímicos da área mostram que os gnaisses cinza, quando plotados em diagramas quartzo-alcalifeldspato-plagioclásio (Q-A-P) tendem a ocupar o campo dos tonalitos e dos granodioritos. Neste cenário desenvolveu-se este projeto de iniciação científica que visa contribuir para o entendimento da evolução geológica do continente (ou micro continente) que colidiu com o arco oceânico do GBRI. A partir da coleta e do tratamento das amostras, seguidos de descrições petrográficas e análises químicas (Fluorescência de Raios-X e ICP-MS) torna-se possível acrescentar informações sobre o embasamento migmatítico. Os resultados analíticos, plotados em diagramas K-Na-Ca indicam que os gnaisses cinza do paleossoma do migmatito pertencem à série tonalito-trondjemito-granodiorito (TTG) e não são semelhantes às suítes sanukitóides ou closepet, todas típicas de terrenos arqueanos.

TTG - Arqueano - Cráton São Francisco

E0457

CARACTERIZAÇÃO MINERALÓGICA DE ANFIBOLITOS RETROGRESSIVOS EM ZONA DE COLISÃO ARCO-CONTINENTE NO GREENSTONE BELT DO RIO ITAPICURU, BAHIA


Iran Zan do Vale (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Elson Paiva de Oliveira (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Anfibolitos granadíferos da unidade gnaisse-migmatito estão localizados no Núcleo paleoproterozóico Serrinha. Esses gnaisses são constituídos por bandas de migmatitos deformados, intercaladas com bandas de granada anfibolito que variam em espessura e abundância, e podem conter ou não granada. A granada aparece nas bandas mais espessas e concentra-se na parte central das mesmas. O trabalhou objetivou a caracterização mineralógica e química das granadas e minerais associados para avaliar a profundidade alcançada por essas rochas na crosta. Os métodos utilizados foram (1) descrições de lâminas delgadas polidas das rochas,; (2) seleção de amostras para a identificação de minerais inclusos em granadas, utilizando a microssonda Raman, (3) quantificação dos elementos químicos nos minerais com auxílio de uma microssonda eletrônica. Os dados foram processados em planilha eletrônica e apresentados em gráficos de linha. Os resultados revelaram granada almandina poiquiloblástica, com leve tendência de aumento de magnésio para o centro, porém pouco expressiva para que caracterize grandes profundidades. As observações petrográficas não revelaram textura de descompressão ou inclusões de polimorfos de quartzo de mais alta pressão, como coesita, ou fraturas de dilatação preservados na granada hospedeira. A associação mineralógica granada-hornblenda-plagioclásio é diagnóstica de condições de P-T das facies anfibolito a anfibolito superior.

Anfibolito - Colisão continente-arco - Mineralogia

E0458

RELAÇÃO SOLO DE VERTENTE/SOLO DE TERRAÇO E VARZEA NA ESTAÇÃO ECOLOGICA DO JATAI:LUIS ANTONIO, SP


Maryelle Florencio Mariano (Bolsista IC CNPq) e Prof. Dr. Francisco Sergio Bernardes Ladeira (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Este trabalho pretende fazer as análises química e física dos solos posicionados entre o final de vertentes e no terraço/várzea na Estação Ecológica de Jataí, Luis Antônio – SP. As descrições de campo e análises de laboratório serão realizadas com o objetivo de treinar a bolsista para que ela possa compreender as relações entre o solo, o relevo e a litologia. Será possível inferir como se dão as relações entre a litologia local, composta por Basaltos da Formação Serra Geral, Arenitos da Formação Botucatu a seqüência de depósitos quaternários associados ao Rio Mogi Guaçu.

Vertente - Terraço - Jatai

E0459

PALEOSSOLOS DA FORMAÇÃO MARÍLIA NA REGIÃO DE POMPÉIA E QUINTANA (SP): CONTRIBUIÇÃO À INTERPRETAÇÃO PALEOCLIMÁTICA


Roberta Marquezi Bueno (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Francisco Sergio Bernardes Ladeira (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
A pesquisa analisou paleossolos da Formação Marília (Cretáceo Superior), pertencente ao Grupo Bauru, existentes na cidade de Quintana (Oeste do estado de São Paulo) e objetivou fazer a inferência paleoclimática sobre os ambientes de formação dos mesmos, uma vez que os paleossolos guardam informações sobre as condições paleogeográficas vigentes durante a sua formação. A fase anterior do projeto consistiu em trabalho de campo para análise macromorfológica do afloramento e para a coleta de amostras para a feitura de lâminas delgadas para a análise micromorfológica. Essa etapa resultou em um perfil com a síntese das feições descritas e na identificação das classes de solo encontradas. O perfil foi descrito como uma sucessão de Alfisols, Aridsols, Inceptisol e Vertisol. A segunda etapa consistiu na análise micromorfológica das lâminas delgadas produzidas a partir das amostras recolhidas. Nelas foram analisadas características do esqueleto, poros e plasma, assim como foi possível confirmar as características já descritas na literatura consultada, como a presença de bioturbações (principalmente marcas de raízes), nódulos e concentração de carbonato de cálcio, o principal indicativo de clima árido encontrado no perfil do paleossolo. A análise micromorfológica reforçou a observação de que a pedogênese se desenvolveu sob condições secas com alguns períodos de maior umedecimento.

Paleossolo - Formação marília - Calcrete

E0460

ANÁLISE PALEONTOLÓGICA DO TESTEMUNHO TAU-2007, FORMAÇÃO TREMEMBÉ (PALEÓGENO) DA BACIA DE TAUBATÉ, SP


Marcia Thaís de Souza (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Frésia Soledad Ricardi Torres Branco (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Na pesquisa, têm sido realizados estudos paleontológicos em amostras obtidas a partir do testemunho TAU-2007 extraído (UTM 447799X e 7453028Y) no Campus da Faculdade de Agronomia da cidade de Taubaté, SP. As amostras pertencem a Bacia Taubaté descrita como uma seqüência sedimentar que engloba o Grupo Taubaté. A deposição deste ocorreu durante o Paleogeno (Oligoceno/Eoceno) sendo dividido nas formações: Tremembé, Resende e São Paulo. O perfurado tem 115 m de profundidade, é composto por folhelhos de coloração verde, com lâminas de carbonatos, níveis bioturbados, e arenitos mal selecionados com granulometria média-grossa e elevada quantidade de micas, sendo os níveis mais fossilíferos posicionados na base do testemunho. Foram encontrados macrofósseis de fragmentos vegetais carbonificados ao longo de todo o testemunho e nos níveis 71, 95 e 111 m fósseis de peixes foram reconhecidos como Autayanax unicus típico da Formação Tremembé e estudados abundantes moldes internos de carapaças de ostracodes possivelmente do gênero Cyprideis?sp. Os gêneros de palinomorfos identificados são: Cicatricosisporites, Plicatella, Polypodiaceoisporites, Leptopidites, Podocarpidites, Dacrydiumites florinni, Psilatricolpites papiloniformis, Myrtaceidites, Quadraplanus, Pseudwintera, Tricolpites, Liliacidites, Trilites.

Palinologia - Taubate - Paleogeno

E0461

ANÁLISE DE FÁCIES APLICADA À INTERPRETAÇÃO DE FLUXOS HIDRÁULICOS OSCILATÓRIOS E COMBINADOS: FORMAÇÃO CORUMBATAÍ, SIERRA DE LA INVERNADA E PORTEZUELO DEL TONTAL


Lilian Pimentel Diniz dos Santos (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Giorgio Basilici (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
O presente trabalho apresenta estudos sobre a interpretação da atividade de fluxos combinados ou oscilatórios em depósitos da Formação Corumbataí (município de Rio Claro) e das formações Sierra de La Invernada e Portezuelo del Tontal (Pré-Cordilheira Argentina, San Juan). Esta interpretação baseou-se na análise de fácies das três unidades litoestratigráficas, sua correspondência com mecanismos hidráulicos e correlação aos prováveis ambientes deposicionais. A Formação Portezuelo del Tontal foi identificada como depositada em porções distais de plataforma, porém acima do nível de ação de ondas de tempestade, e a Formação Sierra de La Invernada como a porção proximal desta mesma bacia, esta relação foi determinada principalmente pelas diferenças granulométricas encontradas e pela semelhança da composição dos sedimentos, estruturas e do sentido do fluxo unidirecional condicionante da deposição. A formação Corumbataí também possui estruturas formadas em ambientes dominados por fluxos combinados, arenitos com estratificações do tipo hummocky anistrópicas interestratificadas com fácies finas (lamitos/margas), a presença abundante de carbonatos nessa unidade chama atenção para uma bacia com aporte limitado de sedimentos siliciclásticos, abundantes somente nos registros dos períodos dominados por tempestade.

Análise di fácies - Fluxos oscilatórios - Fluxos combinados

E0462

ANÁLISE PETROLÓGICA NA INTERPETAÇÃO DOS PROCESSOS DE APORTE E DISTRIBUIÇÃO DE SEDIMENTO EM SISTEMAS EÓLICOS DE LENÇOL DE AREIA: FORMAÇÃO MARÍLIA (CRETÁCEO SUPERIOR)


Pamela Cardoso Vilela (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Giorgio Basilici (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
A Formação Marília, unidade mais recente da Bacia Bauru é caracterizada por uma sucessão de depósitos e paleossolos areníticos de ambiente desértico. A análise composicional de conglomerados e a petrografia de arenitos e paleossolos desta Formação, auxiliou no entendimento dos processos responsáveis pela construção de um sistema deposicional controlado pelo vento. Estes processos são controlados por: aporte, disponibilidade do sedimento e capacidade de transporte do vento. Os depósitos eólicos apresentam boa seleção e boa maturidade mineralógica, e grãos arredondados. Os arenitos dos paleossolos mostram arredondamento e mineralogia semelhante a tais depósitos, mas maior maturidade mineralógica. Os depósitos de sistemas fluviais efêmeros apresentam menor maturidade mineralógica e textural, apresentando baixa seleção e grau de arredondamento dos clastos. Seguindo como princípio o grau de maturidade mineralógica dos arenitos reconstruímos os eventos de aporte, disponibilidade e transporte dos sedimentos. Rios efêmeros foram responsáveis pelo aporte sedimentar primário. Os arenitos fluviais foram várias vezes erodidos, transportados, depositados pelo ventos e pedogenizados em fases climáticas respectivamente mais seca e mais úmidas.

Depósitos eólicos - Análise de fácies - Análise petrográfica

E0463

ANÁLISE DAS MICROTEXTURAS SUPERFICIAIS DE GRÃOS DE QUARTZO MEDIANTE MICROSCÓPIO ELETRÔNICO DE VARREDURA (MEV) EM DEPÓSITOS EÓLICOS, FLUVIAIS E PALEOSSOLOS DA FORMAÇÃO MARÍLIA DA BACIA BAURU


Rogério Leandro de Araujo (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Giorgio Basilici (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
As microtexturas superficiais de grãos de quartzo são microformas de erosão, acúmulo ou cimentação de dimensões micrométricas, desenvolvidas na superfície externa de grãos de quartzo, por efeito de processos físicos, químicos e biológicos que dependem das condições nas quais estes grãos foram transportados, sedimentados e/ou submetidos a processos diagenéticos e pedogenéticos. Estudar as microtexturas e relacioná-las com os agentes que controlaram as condições de formação das rochas sedimentares é de reconhecível importância para subsidiar a caracterização de sistemas sedimentares. Esta pesquisa correlaciona as características microtexturais superficiais dos grãos de quartzo com os possíveis processos sedimentares e alterações pós-deposicionais dos depósitos da Formação Marília da Bacia Bauru. Conta com a reprodução e análise de imagens das microtexturas mediante o uso do Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV), no modo de elétrons secundários (SE), no qual tem a especialidade de ressaltar a topografia superficial dos grãos. Após esta etapa, dados tabulados de distribuição foram analisados segundo métodos estatísticos de análise univariada e multivariada. Algumas distribuições de microtexturas estudadas indicam relações paleoambientais eólicas e fluviais, além de processos químicos diagenéticos e pedogenéticos. Foram observadas microtexturas diagnósticas de alta correlação com os ambientes, como microplacas paralelas(“upturned plate”) produzidas por processos de abrasão, sugerindo ambiente eólico e microfeições em V (“V-shaped”) relacionadas a marcas de percussão, processo típico de ambientes fluviais.

Microtexturas - Depósitos eólicos - Grupo Bauru

E0464

CARACTERIZAÇÃO DE GRANADAS PROVENIENTES DE AMBIENTES DE ALTA PRESSÃO COM ESPECTROSCOPIA RAMAN E MICROSCOPIA ELETRÔNICA


Rebecca Del Papa Moreira Scafutto (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Jacinta Enzweiler (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
O objetivo principal deste estudo de granadas provenientes de diferentes ambientes geológicos é avaliar se é possível utilizar dados de espectroscopia Raman para inferir sobre as condições de temperatura e pressão de sua formação. Para alcançar este objetivo, granadas presentes em rochas derivadas de ambientes de alta pressão e temperatura (eclogitos e granulitos) foram analisadas em microssonda eletrônica e/ou microscópio eletrônico. Os resultados analíticos foram utilizados para calcular a fórmula química de cada granada e identificar os membros finais da solução sólida. Em seguida, foram obtidos espectros Raman de cada uma das amostras de granada. Os modos vibracionais do sólido observados nos espectros correspondem às ligações químicas presentes no mineral, à ocupação dos sítios cristalográficos e também dependem do grau de desordem da rede cristalina. Os membros finais identificados a partir das fórmulas químicas foram grossulária (Ca3Al2(SiO4)3), piropo (Mg3Al2(SiO4)3), uvarovita (Ca3Cr2(SiO4)3), espessartita (Mn3Al2(SiO4)3), almandina (Fe3Al2(SiO4)3) e andradita (Ca3Fe2(SiO4)3). Uma vez que a composição das amostras somente se aproxima destes membros finais, a análise dos espectros e a atribuição das respectivas bandas está sendo feita por comparação com espectros disponíveis na literatura.

Granadas - Espectroscopia - Cristaloquímica

E0465

CONTEXTO GEOLÓGICO DAS MINERALIZAÇÕES POLIMETÁLICAS DE ARAÇARIGUAMA, SÃO PAULO


Mariana Velcic Maziviero (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Lena Virginia Soares Monteiro (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
A área de Araçariguama (SP) apresenta mineralizações de ouro associadas a veios de quartzo polimetálicos com arsenopirita, calcopirita, pirita, esfalerita e galena, conhecidas desde o Período Colonial. O mapeamento desta região, localizada na porção oeste do Domínio Tectônico Serra do Itaberaba-São Roque, visa reconhecer o contexto geológico no qual inserem-se as mineralizações. Através dos mapas fotogeológico e geológico desenvolvidos neste trabalho, pretende-se verificar os possíveis controles estruturais, as relações com os litotipos hospedeiros dos grupos Serra do Itaberaba (metapelitos, metabasitos, metavulcanoclásticas, xistos ferromanganasíferos, metamargas e rochas metacarbonáticas) e São Roque (quartzitos, metarritmitos, metapelitos e lentes de metabasitos), e associações com as intrusões graníticas brasilianas e zonas de cisalhamento presentes na área. Embora existam inúmeras publicações relativas ao contexto geológico, muitas vezes os dados não são tratados sistematicamente e estudos recentes sobre tais ocorrências auríferas de Araçariguama são escassos. Assim, com o desenvolvimento deste trabalho busca-se preencher essa importante lacuna.

Mineralizações polimetálicas - Fx. S.Roque/Serra do Itaberaba - Mapeamento geológico

E0466

ESTUDOS DE ISÓTOPOS ESTÁVEIS APLICADOS À GÊNESE DA MINERALIZAÇÃO DE COBRE DO ALVO CASTANHA, PROVÍNCIA MINERAL DE CARAJÁS


Silvana Costa Ferreira (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Lena Virginia Soares Monteiro (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
A Província Mineral de Carajás hospeda importantes depósitos de óxido de ferro-cobre-ouro de classe mundial. O Alvo Castanha representa um depósito de cobre localizado a 7 km a nordeste da Mina de Sossego, sendo considerado um alvo satélite daquele depósito. Caracteriza-se por apresentar extensas zonas de escapolitização e especialização metalogenética distinta daquela de Sossego, com zonas enriquecidas em zinco. Estudos de isótopos estáveis de oxigênio e carbono em calcita do Alvo Castanha visam ao reconhecimento da natureza dos fluidos hidrotermais associados à gênese da mineralização do Alvo Castanha, assim como a comparação com as fontes de fluidos já reconhecidas para o depósito de Sossego. As análises já realizadas permitiram a caracterização de fluidos hidrotermais em equilíbrio com a calcita enriquecidos em 18O (4,6 a 7,3‰ em 350 oC). Essa assinatura isotópica difere daquela referente ao estágio de mineralização de Sossego (1,8 a –5,2‰ em 350 oC), indicando que no Alvo Castanha a deposição do minério não vinculou-se a influxo significativo de águas meteóricas. Tais diferenças podem ser importantes para a compreensão dos mecanismos que controlaram a formação das maiores reservas de minério de cobre em Carajás.

Cobre - Carajás - Metalogênese

E0467

ESTUDO DAS PARAGÊNESE DE MINÉRIO DE DEPÓSITOS DE ÓXIDO DE FERRO-COBRE-OURO DA PROVÍNCIA MINERAL DE CARAJÁS


Thiago Alduini Mizuno (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Lena Virginia Soares Monteiro (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
A Província Mineral de Carajás é considerada uma das maiores províncias minerais do mundo, destacando-se também por hospedar importantes depósitos de óxido de ferro-cobre-ouro (IOCG). Esses depósitos apresentam diversos tipos de alteração hidrotermal e associações de minerais de minério, que podem refletir diferentes ambientes de formação dos depósitos, assim como a evolução distinta dos fluidos mineralizantes. O projeto consistiu em estudos petrográficos em luz refletida das associações minerais dos minérios dos depósitos de Alvo Bacaba, Alvo Castanho, Salobo e Sossego visando à caracterização das paragêneses, suas relações com campos de estabilidade mineral nos sistemas Cu-Fe-S e Fe-S-O e de aspectos texturais que permitam melhor compreensão dos mecanismos que controlaram a deposição do minério. Esse estudo possibilitou a caracterização das paragênese calcopirita-pirita-bornita (Bacaba), calcopirita-pirrotita-pirita-esfalerita-pentlandita (Castanha), bornita-calcocita-calcopirita (Salobo) e calcopirita-pirita-siegenita (Sossego), que permitirão a obtenção de subsídios para a reconstituição dos sistemas hidrotermais responsáveis pela gênese dos depósitos IOCG na Província Mineral de Carajás.

Carajás - Metalogênese - Cobre

E0468

ELABORAÇÃO DE ATIVIDADES RELACIONADAS AO ENSINO DA GEOLOGIA/GEOCIÊNCIAS NO NÍVEL FUNDAMENTAL E MÉDIO


Bruno Bronzati Giacomini (Bolsista SAE/UNICAMP), Gabriel Gerber Hornink (Co-orientador) e Prof. Dr. Mauricio Compiani (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
O projeto realizado, vinculado ao projeto Fapesp Ensino Público intitulado “Elaboração de conhecimentos escolares e curriculares relacionados à ciência, à sociedade e ao ambiente na escola básica com ênfase na regionalização a partir dos resultados de projeto de Políticas Públicas”, teve como objetivo principal o desenvolvimento de um material didático de Geologia e Geociências para alunos de ensino fundamental e médio, com o auxílio de ferramentas utilizadas através da web.O material aborda as rochas e solos do município de Campinas. Para coleta de dados e fotos, foram realizados diversos trabalhos de campos na região de Campinas e arredores. Juntamente a esta coleta, foram analisadas obras sobre o município de Campinas para a elaboração de um guia que serviria de base para o desenvolvimento do material, além do estudo de mapas da região. Para este material propôs-se uma chave de identificação de rochas de Campinas, que poderá auxiliar o professor nos trabalhos de campo. Todo o material coletado foi condensado numa homepage, de cunho didático, que serve como uma ferramenta de auxílio na identificação de rochas do município. Prevê-se também uma versão em arquivo para impressão do material. Após a criação do material, o trabalho continua nas salas de aula, com o auxílio aos professores na utilização do software e com entrevistas com alunos e professores para obter os resultados para avaliação da ferramenta visando seu aprimoramento.

Ensino de Geociências - Pesquisa qualitativa - Formação de professores

E0469

ANÁLISE AMBIENTAL DE OCUPAÇÃO IRREGULAR DAS ÁREAS DE MANGUEZAIS DO MUNICÍPIO DE SANTOS-SP


Cibele Oliveira Lima (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Regina Célia de Oliveira (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
O Projeto de Iniciação Cientifica visa a Análise Ambiental de Ocupação Irregular das áreas de Manguezais no município de Santos-SP. Primeiramente foi realizado todo um estudo acerca do histórico de ocupação urbana desde a década de 1980, considerado o momento em que o processo de urbanização passou a se desenvolver de forma mais intensa e acelerada na região em foco. Além disso foi levado em consideração toda a lógica de fragilidade do ecossistema manguezal assim como suas principais características, para que assim fosse feito uma correlação das áreas ocupadas com a destruição dos manguezais. Para isso foi feito todo um estudo de uso e ocupação dos solos, visando entender a dinâmica da área de manguezal do município de Santos. O material cartográfico produzido em escala 1: 50.000 tem o objetivo de melhorar a visualização do problema em questão, principalmente devido ao fato de representar uma evolução das manchas de mangue desde a década de 80 até os últimos anos. Por fim será proposto um meio de reduzir o problema buscando o desenvolvimento sustentável e a preservação do ecossistema de manguezal, levando em consideração toda a população nele já residente.

Urbanização - Fragilidade de ecossistemas - Manguezais

E0470

TRANSFORMAÇÕES NO ESPAÇO EM DECORRÊNCIA DAS ALTERAÇÕES DE USO E OCUPAÇÃO DAS TERRAS NO MUNICÍPIO DE LEME-SP


Gláucia Elisa Mardegan (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Regina Célia de Oliveira (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
A expansão urbana no Brasil durante o período das décadas de 40 a 70, devido a vários motivos dentre eles, a política de incentivo do governo federal a organização do espaço urbano e fundamentalmente na alteração da dinâmica de organização do espaço rural com o desenvolvimento industrial, revelando dentre outro fatores na alteração de uso. Porem, para alguns municípios não assistiram de forma intensa, mas processual estas alterações relacionadas a industrialização, que passam a ser assistidas de forma continua resultando na reformulações dos espaços e revelando diversos os níveis de impactos O município de Leme, objeto de estudo dessa pesquisa, embora tenha assistido um desenvolvimento industrial importante, não se consolidou com mantenedor da economia, sendo até os dias atuais o setor rural, baseado na monocultura canavieira, o mais importante veio de recursos econômicos. O histórico dos diferentes estágios de desenvolvimento das atividades agrícolas pausadas hoje na agricultura canavieira constitui o responsável pela manutenção econômica ao longo dos anos do município, passam a definir o desenvolvimento das atividades urbanas. A ocupação e alteração de uso do solo, na extensão do município, acarretaram significativas modificações, que se refletem na organização econômica e nas relações de uso da terra.

Ocupação da terra - Impactos sócio econômicos - Urbanização

E0471

ELEMENTOS-TRAÇO EM SULFETOS DE DEPÓSITOS AURÍFEROS HIDROTERMAIS DA PROVÍNCIA DE ALTA FLORESTA (MATO GROSSO)


Danilo Barbuena (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Roberto Perez Xavier (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
A Província Aurífera de Alta Floresta (MT) na porção sul do Cráton Amazônico destacou-se desde o final da década de 70 até meados da década de 90 por uma produção significativa de ouro no país, extraído de filões e depósitos aluvionares por meio principalmente de atividade garimpeira. O objetivo deste trabalho foi estabelecer a assinatura geoquímica de alguns destes depósitos auríferos (e.g. Santa Helena, Gauchinho, Francisco, Novo Mundo, Basílio, Peixoto, Paraíba), utilizando-se da análise de elementos-traço (Au, Al, Ti, V, Cr, Mn, Fe, Co, Ni, Cu, Zn, As, Se, Zr, Mo, Ag, Sn, Sb, Te, Ba, La, W, Pt, Tl, Pb, Bi, Th, U) em pirita, por ICP-MS. Pirita e calcopirita são comuns em todos os depósitos, porém esfalerita e galena aparecem principalmente no depósito do Francisco. O ouro ocorre principalmente associado a pirita, em alguns depósitos juntamente com teluretos de bismuto e prata. Grãos de pirita foram separados para cada depósito por meio de lupa binocular e, em seguida, dissolvidos em água régia, para posterior análise em ICP-MS. Os resultados permitirão comparar as assinaturas geoquímicas entre os depósitos auríferos investigados e auxiliar na avaliação crítica dos modelos genéticos propostos, particularmente o vínculo com granitos paleproterozóicos da PAAF.

Elementos traço - Pirita - ICP-MS

E0472

APLICAÇÃO DE ATRIBUTOS SÍSMICOS PARA IDENTIFICAÇÃO DE RESERVATÓRIOS SATURADOS EM GÁS


Paola Faccini (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Rodrigo de Souza Portugal (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
O método da sísmica de reflexão apresenta uma ampla aplicabilidade na indústria do petróleo, principalmente nas fases de exploração e explotação de campos petrolíferos. Além de possibilitar a análise de feições geológicas dos reservatórios em subsuperfície, também é utilizado para indicar locais propícios para a acumulação de hidrocarbonetos (petróleo e gás). Os atributos sísmicos são extraídos a partir de informações das amplitudes das ondas sísmicas registradas e são empregados na identificação de heterogeneidades. Neste projeto, foram produzidos dados de poços sintéticos que simulam um modelo geológico simplificado, a partir do qual se geraram dados sísmicos sintéticos nos programas Matlab e Scilab. Os atributos estudados tiveram como objetivo a detecção das rochas-reservatórios saturadas em gás, utilizando a amplitude sísmica de reflexão como principal critério para o reconhecimento de reservas potenciais de hidrocarbonetos. O estudo mostra que a saturação das rochas por gás acarreta um intenso decréscimo da velocidade das ondas sísmicas cisalhantes, ocasionando uma variação na amplitude que possibilita a identificação dessa anomalia na fase de interpretação dos dados sísmicos.

Caracterização reservatórios - Sísmica - Atributos sísmicos

E0473

ESTUDO DE INDICADORES DE RISCO PARA SELEçãO E OTIMIZAçãO DE CARTEIRAS DE PROSPECTOS PETROLíFEROS


Igor Gimenes Cesca (Bolsista IC CNPq), Alexandre Vidal e Prof. Dr. Saul Barisnik Suslick (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
As atividades de exploração apresentam elevado grau de incerteza em decorrência da ausência de informações, que envolvem desde o conhecimento geológico de maior escala culminando com o potencial petrolífero das áreas a serem avaliadas. As abordagens tradicionais de avaliação econômica dos projetos de exploração de petróleo devem necessariamente contemplar essas incertezas. Este projeto de pesquisa visa avaliar os impactos da dependência de prospectos petrolíferos seqüenciais, analisando o risco de prospectos sucederem e do valor de opção embutido na carteira de investimentos, buscando desenvolver um método para definição de uma seqüência ótima de prospectos que maximize o valor monetário esperado das diferentes seqüências de prospectos. A análise do valor de opção é importante no cálculo do risco, pois este permite também quantificar o risco envolvido no projeto de exploração, permitindo ao exploracionista uma melhor percepção das chances de sucesso, bem como uma avaliação mais coerente da estratégia exploratória. A escolha de tal estratégia envolve diversos níveis de dependência entre prospectos. Com o auxílio da simulação de Monte Carlo e de diagramas de árvore de decisão, buscamos desenvolver uma seqüência de passos que se aproxime das situações encontradas na atividade de exploração de petróleo.

Análise de risco - Petróleo - Portfólios

E0474

ANÁLISE PETROGRAFICA E TERMOBAROMÉTRICA DAS ROCHAS METABÁSICAS SITUADAS ENTRE O LINEAMENTO TRANSBRASILIANO E O ARCO MAGMÁTICO DE SANTA QUITÉRIA - CEARÁ


José Henrique da Silva Nogueira Matos (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Ticiano José Saraiva dos Santos (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
O arco magmático de Santa Quitéria, NW da Província Borborema, apresenta na sua borda oeste uma faixa NS de rochas de alta pressão. Foi feito um mapeamento geológico 1:50.000 de 192km2 na porção N-NW desse arco. Inicialmente, fez-se um mapa prévio com base em imagens de satélite. O trabalho de campo constou da descrição de 113 afloramentos, coleta de dados estruturais e amostras para estudo petrográfico. Individualizaram-se duas unidades de mapeamento: i) ortoderivadas do arco (granodioritos e granitos) e; ii) para-derivadas laterais ao arco (gnaisses, silimanita granada xisto) e ortoderivadas (granodioritos cisalhados, ortognaisses migmatizados, milonitos e ultra-milonitos) Estruturalmente tem-se um trend NE-SW, cujas foliações têm atitudes que variam entre N30E a N50E com mergulhos entre 45º a sub vertical para SE. Lineações de estiramento mineral (muscovita e biotita) têm direção NE, de baixo ângulo e quase direcionais. Na área predominam falhas transcorrentes NE-SW com provável cinemática sinistral. Na porção intra-arco e em seu contato, as foliações são de baixo ângulo ora para SE ora para NW, com lineamentos em sua maioria down-dip, o que indica rampas frontais. Foram individualizados apenas dois corpos de metabásicas (granada anfibolitos com piroxênio) com associações de alta pressão e associados com granodioritos do arco.

Eclogito - Termobarometria - Provência Borborema

E0475

INTEGRAÇÃO DE DADOS E GERAÇÃO DE PRODUTOS, ATRAVÉS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS (SIG), DO DOMÍNIO CEARÁ CENTRAL - CE


Nathália Helena Secol Mattos (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Ticiano José Saraiva dos Santos (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
O arco magmático de Santa Quitéria situa-se na porção NW da Província Borborema. Dados geocronológicos U-Pb em zircão e Sm-Nd em rocha total, evidenciam uma natureza de arco intra-oceânico e arco continental, este último com valores de ENd (t=640) levemente negativos. Foram elaborados mapas temáticos com análises químicas (elementos maiores e traços) de aproximadamente 120 amostras de rochas graníticas do arco e rochas metabásicas de alta pressão que o bordejam. As rochas graníticas são dominantemente do tipo: alto-K, sub-alcalinas, situadas frequentemente na interface peraluminosa-metaluminosa. Sua vinculação com zona de subducção é comprovada pelos diagramas Y+Nb x Rb e Zr x Y, e sua intrusão em ambiente tectônico de arco continental pelo diagrama Zr/TiO2 x Ce/P2O5. A disposição em mapa dos teores de K2O e K2O+Na2O não evidencia uma polaridade que possa indicar uma relação com a zona de trincheira, por outro lado, a maior concentração de rochas com afinidade toleítica em sua borda oeste, aliado às paragêneses de alta pressão, são sugestivas de um sentido de subducção para E-SE. A disposição caótica dos valores de ENd e alcalinidade pode ser decorrente, respectivamente, da presença de vários pulsos magmáticos e metamorfismo associado.

SIG - Província Borborema - Domínio Ceará Central

E0476

FRACIONAMENTO GEOQUÍMICO DE ROCHAS BÁSICAS DA FORMAÇÃO SERRA GERAL, BACIA DO PARANÁ, COMO SUBSÍDIO AO BALANÇO DE MASSA EM PERFIS DE SOLOS


Gisele Francelino Miguel (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Wanilson Luiz Silva (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Este estudo consistiu na construção de um banco de dados e interpretação de modelos gráfico-matemáticos do fracionamento geoquímico da sequência de rochas básicas da Formação Serra Geral, Bacia do Paraná. O objetivo da investigação foi testar a eficiência de modelos estatísticos na definição do fracionamento ígneo desta seqüência de rochas básicas e sua utilização na previsão de rochas parentais de Latossolos, sem a necessidade de acessar a rocha no campo. Na concepção do modelo, foram utilizados elementos conservativos (e.g. Al, Zr e Ti) e elementos de interesse ambiental (e.g. Cu, Pb, Zn e Cd), cujos dados analíticos foram catalogados da literatura ou foram gerados durante a pesquisa. Os dados de rocha são representativos da Formação Serra Geral nos Estados de São Paulo e da região Sul do Brasil, enquanto os dados de solo são da região de Campinas (SP). Pretende-se ainda com este estudo propor um método alternativo de avaliação de anomalias geoquímicas em Latossolos, que possa ser utilizado em áreas onde há escassez de exposição de rochas fontes. Os resultados dessa investigação deverão ser úteis na identificação de enriquecimento de elementos químicos decorrente do intemperismo, uma importante base para ponderações sobre contribuições antrópicas destes componentes em solos urbanos e agricultáveis.

Formação serra geral - Fracionamento geoquímico - Modelos gráfico-matemáticos





Compartir con tus amigos:
1   ...   64   65   66   67   68   69   70   71   ...   95


La base de datos está protegida por derechos de autor ©psicolog.org 2019
enviar mensaje

enter | registro
    Página principal


subir archivos