Universidade estadual de campinas


DATA MINING E ANÁLISE DE EXPRESSÃO IN VIVO DE FAMÍLIAS DE GENES PREDITOS DE MONILIOPHTHORA PERNICIOSA



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DATA MINING E ANÁLISE DE EXPRESSÃO IN VIVO DE FAMÍLIAS DE GENES PREDITOS DE MONILIOPHTHORA PERNICIOSA


Tais Sineiro Herig (Bolsista FAPESP), Jorge Maurício Costa Mondego, Marcelo Falsarela Carazzolle e Prof. Dr. Gonçalo Amarante Guimarães Pereira (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
O agente etiológico da doença vassoura-de-bruxa do cacaueiro é o fungo Moniliophthora perniciosa. Devido às perdas na produção de cacau com o aparecimento dessa doença, o projeto genoma de M. perniciosa foi lançado a fim de viabilizar possíveis obtenções de métodos para conter a vassoura-de-bruxa. M. perniciosa é um fungo hemibiotrófico, pois apresenta dois estágios distintos em seu ciclo de vida – biotrófico e necrotrófico. Este fungo está classificado filogeneticamente no grupo dos basidiomicetos ao lado de Moniliophthora roreri, fitopatógeno causador da monilíase do cacau. A identificação de genes ainda não descritos que possam estar relacionados com a patogenicidade e/ou desenvolvimento de M. perniciosa passou a ser uma das direções do projeto. Através de programas específicos de predição gênica foram obtidas famílias gênicas cujos membros ainda não tem função definida. Uma dessas famílias possui genes preditos com similaridade a proteínas hipotéticas de basidiomicetos, enquanto uma outra apresenta genes sem similaridade a M. roreri. A partir de análises de bioinformática – cura e anotação – e de Real-time PCR buscamos verificar a expressão gênica de membros dessas duas famílias. Dados preliminares indicam que genes de ambas as famílias são expressos especificamente em basidiomas.

Moniliophthora perniciosa - Bioinformática - Real-time PCR

B0342

AVALIAÇÃO DO EFEITO DA SUPEREXPRESSÃO DO GENE EGCESA3 DE EUCALYPTUS NA PLANTA MODELO ARABIDOPSIS THALIANA


Wesley Leoricy Marques, Eduardo Leal Oliveira Camargo, Jorge Lepikson-Neto, Marcela Mendes Salazar (Co-orientador) e Prof. Dr. Gonçalo Amarante Guimarães Pereira (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
O Brasil é o maior produtor e exportador de celulose branqueada de eucalipto. A principal fonte que abastece o setor de papel e celulose é proveniente da madeira de eucalipto cujas plantações implicam em diversos benefícios econômicos e ecológicos. O eucalipto caracteriza-se, entre outros, pelo rápido crescimento e alta produtividade madeireira. A madeira é constituída por células do xilema secundário, que possuem parede celular secundária com altos teores de celulose. A biossíntese da celulose se dá através do complexo Celulose Sintase, que está associado à membrana plasmática e utiliza resíduos de UDP-glicose como substrato. As subunidades catalíticas deste complexo são codificadas por genes de uma família denominada CesA. As isoformas da família atuam em conjunto para a formação do complexo de maneira não redundante e algumas delas estão relacionadas com a síntese da parede primária enquanto outras, da parede secundária. Neste último grupo encaixa-se o gene EgCesA3 de eucalipto, descrito recentemente com elevada expressão durante a xilogênese. Em vista disso, este trabalho tem como principal objetivo avaliar o efeito da superexpressão do gene EgCesA3 na planta modelo Arabidopsis thaliana. Espera-se que os resultados obtidos possam ser empregados a fim de aumentar a produtividade da madeira de eucalipto.

Eucalipto - Parede celular - Celulose

B0343

VARIAÇÃO DE ADIPOSIDADE E LIPEMIA EM CAMUNDONGOS HIPERCOLESTEROLÊMICOS TRATADOS COM ÁCIDO LINOLEICO CONJUGADO (CLA)


Mariana Costa Simões (Bolsista FAPESP), Helena Fonseca Raposo e Profa. Dra. Helena Coutinho Franco de Oliveira (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
O ganho de peso corporal foi reduzido na dose de 1% CLA (-16%, p<0,05, n=12), mas não foi afetado na dose de 0,25% CLA. O peso relativo da gordura perigonadal foi significativamente reduzido nas duas doses utilizadas (17 vezes com 1% CLA, p<0,001; n=12 e 26% com 0,25% CLA, p<0,05, n=6). Conteúdo de gordura da carcaça apresentou-se reduzido na dose de 1% (24 vezes, p<0,001, n=12) e sem alterações na dose de 0,25%. Ambas as doses elevaram o peso relativo do fígado, sendo essa elevação mais acentuada com uso de 1% CLA (50%, p<0,001, n=12) em comparação a 0,25% CLA (12%, p<0,05, n=6). Na dose de 1% verificou-se elevação do conteúdo hepático de gordura (60%, p<0,001, n=12), de COL (26%, p=0,001, n=12) e de TG (2,2 vezes, p<0,001, n=12). Estas alterações hepáticas não ocorreram com a dose de 0,25% CLA. Quanto aos parâmetros sistêmicos, a dose de 1% CLA ocasionou aumento de COL (53%, p=0,008, n=6) e TG (128%, p=0,015, n=6) plasmáticos, enquanto nenhuma alteração foi verificada com a dose de 0,25%. A glicemia de jejum e GTT não foram afetadas por nenhuma das doses de CLA utilizadas.

Acido linoleico conjugado - Lipemia - Glicemia

B0344

ATIVIDADE ANTINITROSATIVA DE FLAVONOIDES DE CITRUS SINENSIS


Bruna Bombassaro (Bolsista PIBIC/CNPq), Maria Angélica S.S. Lima, Pablo G. Ferreira (Co-orientador) e Profa. Dra. Ione Salgado (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Atualmente, é bem conhecido o valor do óxido nítrico (NO), para o metabolismo vegetal e animal. No entanto, em altas concentrações, o NO pode gerar espécies mais reativas causando danos à estrutura e funcionalidade celular. Extratos vegetais, ricos em flavonóides e ácidos orgânicos, apresentam reconhecida atividade antioxidante, porém, pouco se conhece sobre a capacidade antinitrosativa destes extratos. Logo, visou-se verificar o potencial antinitrosativo do extrato de Citrus sinensis. Foi utilizada uma metodologia para identificação simultânea dos compostos fenólicos e ácidos orgânicos do extrato. Os extratos foram obtidos através de duas centrifugações sucessivas a 5000rpm por 10 min a 4ºC. O poder do extrato de Citrus em seqüestrar NO foi avaliado eletroquimicamente em um meio contendo 0.1M de tampão fosfato pH 7.0 com 1µL do doador de NO, DEA nonoato (0.6mg/mL). A velocidade de degradação de NO foi correlacionada com o conteúdo de flavonóides e ácidos orgânicos e foi diretamente proporcional à concentração do extrato, sendo de 0,35ŋmol/mim com 1µL do extrato e 1,30ŋmol/min com 15µL. Estes resultados sugerem que os efeitos benéficos do suco de laranja à saúde humana podem estar também relacionados à sua ação antinitrosativa.

Óxido nítrico - Flavonóides - Citrus

B0345

ANÁLISE DO EFEITO DE POLIFENÓIS E ÁCIDOS ORGÂNICOS DE CITRUS NA PRODUÇÃO DE ÓXIDO NÍTRICO


Maria Angélica Suedan Souza Lima (Bolsista SAE/UNICAMP), Bruna Bombassaro, Pablo G. Ferreira (Co-orientador) e Profa. Dra. Ione Salgado (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Atualmente, o óxido nítrico (NO) é bem conhecido como um importante regulador de inúmeros processos fisiológicos tanto nos animais quanto nos vegetais. Esse radical pode ser obtido na alimentação através da redução ácida do nitrito (NO2-). Esta é uma reação lenta, mas pode ser facilitada por compostos redutores, como flavonóides e ácido ascórbico. Ainda há poucos estudos correlacionando compostos fenólicos e ácidos orgânicos como possíveis facilitadores da geração de NO em pH estomacal. Neste trabalho procurou-se verificar o potencial do extrato de Citrus, em reduzir o nitrito a NO em pH ácido. Uma metodologia usando uma coluna C18 de fase reversa com gradiente acidificado de acetonitrila e fluxo 0.5mL/min a 28ºC, com detecção a 215 e 278ηm, foi otimizada. As reduções espontâneas de nitrito (50 µM e 1,5 µM) produziram 0,23 ηmol e 3 ρmol de NO, respectivamente. Com a adição de diferentes concentrações do extrato, a produção de NO a partir de nitrito aumentou aproximadamente de 300 a 1400%. Estes resultados sugerem uma nova ação farmacológica do extrato de Citrus para a saúde humana.

Óxido nítrico - Flavonóides - Citros

B0346

DESENVOLVIMENTO PÓS-ECLOSÃO DE UMA ESPÉCIE AYSHA (ARANAE: ANYPHAENIDAE) EM LABORATÓRIO


Mateus Fornazari Zanatta (Bolsista IC CNPq) e Prof. Dr. João Vasconcellos Neto (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Encontramos uma espécie de aranha do gênero Aysha, que constrói seu abrigo dobrando as folhas da planta ”hospedeira”. Apenas fêmeas foram encontradas e sua descrição indica tratar-se de uma espécie inédita, mas para que possamos ter certeza disso é necessário que um macho também seja descrito. Esse trabalho estudou o desenvolvimento pós-eclosão da espécie e obteve um macho pra identificá-la. As aranhas foram criadas em recipientes de 8,3cm de diâmetro por 6,5cm de altura e alimentadas com uma solução de leite em pó, suplemento protéico e manteiga nos primeiros instares e com uma mistura dessa solução e de indivíduos de Drosophila sp. posteriormente. Em cada instar medimos a área do cefalotórax e anotamos sua duração. A taxa de mortalidade foi mais alta no 1º instar (20,5%) do que nos demais. Cada instar durou em média 26,2 dias, sendo que os cinco primeiro instares foram mais curtos que os demais. A partir do 3º instar elas ficaram grandes o suficiente para se alimentarem de moscas e sua taxa de crescimento foi maior durante os instares 3º a 6º. Elas atingiram a maturidade sexual em média depois de nove mudas.

Anyphaenidae - Desenvolvimento - Dieta artificial

B0347

BIONOMIA DE OXYOPSIS SAUSSUREI (MANTIDAE: STAGMATOPTERINAE)


Tânia Cristina Vasconcelos Barela (Bolsista IC CNPq), Marcelo Ribeiro dos Santos e Prof. Dr. José Robero Trigo (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Mantídeos são artrópodes predadores generalistas. Existem cerca de duas mil espécies conhecidas, sendo a maioria encontrada em regiões tropicais e subtropicais. Esse trabalho tem como objetivo o estudo do ciclo de vida da espécie nativa Oxyopsis saussurrei (Giglio-Tos, 1914). A partir de uma ooteca silvestre dessa espécie, coletada na região de Barão Geraldo, Campinas, foi estabelecida após sua eclosão uma colônia reprodutiva em laboratório. Sessenta ninfas, desta colônia, foram acondicionadas individualmente em viveiros feitos com garrafas PET transparentes de 200ml, com temperatura, iluminação e UR controlados, para possibilitar a coleta de dados morfológicos e biológicos. Foram efetuados acasalamentos de quatro casais. As fêmeas chegam a colocar 4,4 ± 1,14 ootecas cada, de onde nascem 53,33 ± 11,66 nínfas. As fêmeas atingem a maturidade sexual após 39 ± 14,80 dias da sétima ecdise e os machos após 23,6 ± 4,16 dias da sexta ecdise. As fêmeas apresentam oito instar e os machos apenas sete, sendo assim, estes chegam à fase adulta antes. Esta ultima característica pode ser uma estratégia da espécie para evitar anomalias congênitas, que se manifestam necessariamente em homozigose recessiva que é aumentada através da endogamia.

Ciclo de vida - Inseto - Ecologia

B0348

EFEITO DA VITAMINA D3 NA INDUÇÃO DE CÉLULAS DENDRÍTICAS TOLEROGÊNICAS NO MODELO DA ENCEFALOMIELITE EXPERIMENTAL AUTO-IMUNE (EAE)


Ana Gabriela Marcondes Fontana (Bolsista PIBIC/CNPq), Alessandro S. Farias, Ana Leda Longhini, Rosemeire F.O. de Paula e Profa. Dra. Leonilda Maria Barbosa dos Santos (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Vários estudos mostraram o efeito benéfico do tratamento com a vitamina D3 no tratamento da EAE, modelo experimental da esclerose múltipla. Apesar de estudos in vitro demonstrarem um efeito direto da vitamina D3 sobre células T ativadas, as células dendríticas (DCs) parecem ser o alvo principal do efeito imunomodulador da vitamina D3. DCs cultivadas na presença de vitamina D3 se tornam tolerogênicas e são capazes de induzir células reguladoras a partir de células naive. O objetivo desse estudo foi estudar o efeito da transferência adotiva de DCs, cultivadas na presença de G-CSF e vitamina D3 ou somente G-CSF na indução de células T reguladoras e evolução clínica da EAE. As DCs foram geradas a partir de precursores de medula óssea. Essas células foram cultivadas por 12 dias na presença de G-CSF e vitamina D3(vdDC) ou apenas G-CSF (DC). As DCs foram transferidas subcutâneamente para os ratos 1 dia antes da indução da EAE. Os animais que receberam vdDCs apresentaram aumento na porcentagem das células reguladoras CD4+CD25+Foxp3+ e uma significativa melhora na gravidade da doença em comparação com a EAE controle ou com os animais que receberam as DCs controle. Esses resultados confirmam o efeito imunoregulador da vitamina D3 no modelo de desmielinização.

Auto-imunidade - Vitamina D - Células dendríticas

B0349

EFEITO DE NANOTUBOS DE CARBONO NÃO-FUNCIONALIZADOS SOBRE O CARCINOMA DE PULMÃO DE LEWIS


Ana Maria Marcão Milani (Bolsista PIBIC/CNPq), Rosemeire F. de O. de Paula, Elaine C. Oliveira, Juliana C. Sartorelli, Fernando Pradella, Ana Carolina P. Grecco, Érika Mizutani, Ana Leda Longhini, Alessandro S. Farias, Alfredo C. Peterlevitz, Helder J. Ceragioli, Vitor Baranauskas (Co-orientador) e Profa. Dra. Leonilda Maria Barbosa dos Santos (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Introdução: A nanotecnologia oferece uma extraordinária oportunidade de fazer significativos avanços no diagnóstico e tratamento do câncer. Essas nanoferramentas vem sendo usadas para uma variedade de aplicações, tais como sistemas de drug-delivery. No presente estudo, observamos o efeito de uma preparação de nanotubos de carbono no desenvolvimento do Carcinoma de Pulmão de Lewis (3LL). Objetivos: Estudar o efeito in vivo e in vitro do nanotubo NT1, produzido em nossas instalações, sobre as células 3LL. Resultados: Por meio de fluorocromos e microscopia confocal, mostramos que os nanotubos foram interiorizados tanto pelos macrófagos normais quanto pelas células tumorais. Os estudos in vivo demonstraram significativa redução do crescimento tumoral após a interiorização das nanopartículas acompanhado de aumento da imunidade celular. Conclusão: Independentemente da funcionalização, nanotubos de carbono tem importante papel no controle do crescimento tumoral e na estimulação da resposta imune, merecendo, portanto, mais atenção e estudo antes do seu emprego como sistemas de drug-delivery.

Nanotubos - Carcinoma de pulmão de Lewis - Resposta imune

B0350

NÍVEIS DE IL-17 NO LIQUIDO CEFALORRAQUEANO, SORO E SOBRENANDANTE DE CULTURA DE PACIENTES PORTADORES DE ESCLEROSE MÚLTIPLA


Fernando Pradella, Felipe Von Glehn, Juliana de Cássia Sartorelli, Rosemeire de F. O. De Paula, Alessandro S. Farias, Ana Leda F. Longhini, Vania D. R. da Silva, Carlos Otávio Brandão, Dr. Benito P. Damasceno, Alfredo Damasceno e Profa. Dra. Leonilda Maria Barbosa dos Santos (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A Esclerose Múltipla é a mais comum doença desmielinizante que acomete normalmente adultos jovens. A etiologia da doença é desconhecida, mas admite-se que se trata de uma doença multifatorial, de natureza auto-imune, onde o fator ambiental, associado à susceptibilidade genética parecem ter um papel essencial na sua determinação. As citocinas proinflamatórias como IFN, TNF estão envolvidas no processo de desmielinizacão na EM. Recentemente, a importância de outra subpopulação de linfócitos Th 17 , que produz a IL-17, foi descrita como efetora nos mecanismos de desmielinizacao. Esse trabalho teve como objetivo, quantificar os níveis de IL-17 de pacientes com EM, tratados com imunomodulador, não tratados e indivíduos normais. Para tanto foi utilizado o método de ELISA de captura. Os resultados mostram que os níveis de IL-17 do grupo de indivíduos normais não difere significativamente do grupo de pacientes não tratados. No entanto, o tratamento com IFN reduziu significativamente os níveis dessa citocina. Esses dados sugerem que os níveis de IL-17 podem servir no monitoramento do tratamento dos pacientes com EM.

Il-17 - Esclerose múltipla - Imunomoduladores

B0351

CpG NO TRATAMENTO DA ENCEFALOMIELITE EXPERIMENTAL AUTO-IMUNE NA ATIVAÇÃO DAS PROPRIEDADES TOLEROGÊNICAS DAS CÉLULAS DENDRÍTICAS PLASMACITÓIDES


Juliana de Cássia Sartorelli (Bolsista FAPESP), Patricia L. Proença, Alessandro S. Farias, Ana Leda Longhini, Alexandre C. Rezende,Francesco Langone,Fernando Pradella, Elaine C. Oliveira, Rosemeire F. O. de Paula e Profa. Dra. Leonilda Maria Barbosa dos Santos (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Os fatores causadores da Escelrose Múltipla (EM) snão foram ainda esclarecidos. Entretanto, evidências atuais indicam o envolvimento de um complexos fatores genéticos associados com uma resposta imune anormal com fatores ativadores ambientais em indivíduos suscetíveis. Apesar de que se é conhecido que infecções podem aumentar o risco de uma exarcebação no padrão de surto e remissão na Esclerose Múltipla, alguns produtos microbianos ativam a função regulatória e proporcionam uma ligação entre o reconhecimento microbiano e a supressão da doença autoimune. Sinais derivados de DNA bacteriano, como ODN-CpG podem regular negativamente a resposta autoimmune ativando a funções tolerogênicas das células dendríticas plasmacitóides. Nesse estudo, o efeito da administração de ODN-CpG in vivo foi avaliado no modelo Experimental de Esclerose Múltipla, a Encefalomielite experimental autoimune (EAE). Nosso objetivo é estudar o efeito da administração de ODN-CpG in vivo na indução das propriedades tolerogênicas das células dendríticas plasmacitóides.

PDCs - EAE - ODN-CpG

B0352

ANÁLISE DA EXPRESSÃO GÊNICA DE CITOCINAS EM LESÕES PARACOCCIDIOIDOMICÓTICAS APÓS O TRATAMENTO COM LASER HENE


Julia da Silva Ribeiro (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Liana Maria Cardoso Verinaud (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Introdução: A Paracoccidiodomicose é uma micose sistêmica, causada pelo fungo Paracoccidioides brasiliensis, que acomete primariamente os pulmões, podendo, entretanto, atingir também a pele onde causa lesões graves, dolorosas e de difícil cura pelos tratamentos convencionais. Desta forma, o desenvolvimento de novas terapias capazes de acelerar a cicatrização das lesões reduzindo o desconforto dos pacientes torna-se bastante atraente. Atualmente, os benefícios alcançados nos processos de cicatrização de injúrias epiteliais após a utilização do laser de Helio-Neônio (HeNe) têm sido muito relatados. Materiais e métodos: Camundongos Balb/c foram inoculados com o fungo no coxim plantar da pata esquerda e após sete dias de infecção foram separados em dois grupos, tratados e não tratados. Os animais tratados foram submetidos a sessões diárias de laser sobre a lesão, por 3 dias consecutivos. Após sacrifício os tecidos retirados para análise de citocinas inflamatórias e não-inflamatórias através de PCR em tempo real. Resultados: Acentuada queda na expressão gênica das citocinas IL-17, TNFα e IL-10 pôde ser observada no grupo de animais tratados com o laser. A análise de IFN e TGF em animais tratados com o laser não revelou alteração significativa, embora uma tendência à queda na expressão de TGF tenha sido observada. Conclusão: O padrão de expressão de citocinas observado nos animais tratados é característico do final de processos inflamatórios, com queda na expressão das citocinas inflamatórias, o que corrobora a idéia que o laser HeNe é capaz de acelerar o processo de reparo tecidual.

Lesão - Laser - Citocinas

B0353

ANÁLISE DA EXPRESSÃO GÊNICA DE QUIMIOCINAS EM LESÕES PARACOCCIDIOIDOMICÓTICAS APÓS O TRATAMENTO COM LASER HENE


Thiago Alves da Costa (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Liana Maria Cardoso Verinaud (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Introdução: O Paracoccidioides brasiliensis é o agente etiológico da paracoccidiodomicose (PCM), uma micose sistêmica que pode provocar lesões cutâneas dolorosas e de difícil cura. Assim, a busca por novas estratégias terapêuticas, capazes de acelerar a cicatrização das lesões torna-se bastante interessante. Atualmente, os benefícios alcançados nos processos de cicatrização de injúrias após a utilização do laser Helio-Neônio (HeNe) têm sido muito relatados. Materiais e métodos: Camundongos Balb/c foram inoculados com o fungo no coxim plantar da pata esquerda e após sete dias de infecção foram separados em dois grupos, tratados e não tratados. Os animais tratados foram submetidos a sessões diárias de tratamento sobre a lesão, por 3 dias consecutivos. Após sacrifício os tecidos foram retirados e a expressão gênica CCL3, CCL5 e CXCL10 foi avaliada através de PCR em tempo real. Resultados: Acentuada queda na expressão de CCL3 e CXCL10 pôde ser observada nos animais tratados. A análise de CCL5 em animais tratados não revelou alteração significativa, embora tendência à queda tenha sido observada. Conclusão: O padrão de expressão destas quimiocinas nos animais tratados é característico do final de processos inflamatórios, com queda na expressão de quimiocinas inflamatórias, o que corrobora a idéia que o laser HeNe é capaz de acelerar processos de reparo tecidual.

Laser - Lesão - Quimiocinas

B0354

EFEITOS DA INTRODUÇÃO DO ELEMENTO CITOPLASMÁTICO EGOÍSTA SPIROPLASMA EM QUATRO ESPÉCIES DE DROSOPHILA


Iuri Matteuzzo Ventura (Bolsista PIBIC/CNPq), Ayana de Brito Martins e Prof. Dr. Louis Bernard Klacsko (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Elementos citoplasmáticos egoístas (ECEs) são endossimbiontes transmitidos verticalmente que aumentam sua freqüência nas populações manipulando a proporção sexual de seus hospedeiros. Em Drosophila, bactérias do gênero Spiroplasma causam mortalidade precoce de machos (male-killing). Muitos estudos demonstraram que o efeito fenotípico causado por ECEs pode depender do background genético do hospedeiro. Neste trabalho, analisamos os efeitos que o ECE Spiroplasma poulsoni, que naturalmente infecta D. melanogaster, é capaz de induzir em outras três espécies de Drosophila. A bactéria foi transferida para as novas espécies através da microinjeção de hemolinfa proveniente de uma mosca infectada. A contagem da prole das fêmeas injetadas demonstrou que as espécies D. simulans, D. ornatifrons e Zaprionus indianus exibiram o fenótipo male-killing semelhante a D. melanogaster, com alta taxa de transmissão e proles atingindo 100% de fêmeas. Por outro lado, a espécie D. ananassae não exibiu qualquer efeito fenotípico induzido por Spiroplasma, e sua razão sexual permaneceu equilibrada. Esses resultados demonstram que o efeito fenotípico induzido pelo Spiroplasma nem sempre pode ser previsto, mesmo entre espécies próximas. Além disso, a tolerância exibida por D. ananassae é intrigante e merece estudos futuros.

Elementos egoístas - Endossimbiontes - Sex-ratio

B0355

ANÁLISE DA FUNÇÃO DAS ISOFORMAS A E B DO GENE DPR1 GERADAS POR SPLICING ALTERNATIVO


Angelica Vasconcelos Pedrosa (Bolsista PIBIC/CNPq e FAPESP), Débora Rodrigues Sobreira, José Xavier-Neto, Susanne Dietrich e Profa. Dra. Lúcia Elvira Álvares (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
As proteínas adaptadoras exercem um papel importante durante o desenvolvimento embrionário, pois atuam como “conectores” moleculares, sendo capazes de interagir com diferentes parceiros dependendo do contexto celular. A proteína Dapper1 é uma proteína adaptadora que colabora em diversos processos da embriogênese dos vertebrados, ligando-se fisicamente com diferentes proteínas. Dentre outras funções, Dpr1 atua como modulador da via de sinalização Wnt ao ligar-se fisicamente à outra proteína conhecida por Dishevelled. O controle da sinalização Wnt é via essencial, pois sinais Wnt estão envolvidos em todas as fases da embriogênese, da gastrulação à organogênese, bem como na manutenção da homeostase celular na vida pós-natal. A proposta deste trabalho é caracterizar a função de duas isoformas do gene Dpr1 que foram identificadas recentemente por nosso grupo e que são expressas durante o desenvolvimento embrionário de anfíbios, aves e mamíferos. Estas análises funcionais serão através de ensaios de transfecção de células com o plasmídeo repórter Wnt-responsivo TopFlash, visando caracterizar as duas isoformas de Dpr1 no que concerne a sua capacidade de modular sinais Wnt, visando entender o papel biológico destas moléculas no desenvolvimento embrionário e na vida pós-natal.

Splicing alternativo - Dapper - Genes Wnt

B0356

CITOGENÉTICA DE PHYSALAEMUS OLFERSII (ANURA, LEIUPERIDAE): VARIAÇÃO INTERPOPULACIONAL NO PADRÃO DE NOR E UM CASO DE CROMOSSOMO EXTRANUMERÁRIO


Mateus Milani (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Luciana Bolsoni Lourenço Morandini (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
O gênero Physalaemus (Anura, Leiuperidae) é composto por 41 espécies distribuídas em 7 grupos. A escassez de dados citogenéticos para vários desses grupos impede uma análise cromossômica mais ampla do gênero. No presente trabalho foram feitas análises citogenéticas por bandamento C, método AgNOR, e coloração por DAPI em preparações cromossômicas de três indivíduos de P. olfersii provenientes de Viçosa (MG) e de dois indivíduos dessa espécie provenientes de Teresópolis (RJ). Todos os indivíduos apresentaram um cariótipo com 2n=22 muito semelhante morfologicamente àquele previamente descrito para exemplares de Ribeirão Branco (SP). Uma NOR próxima ao centrômero foi detectada no braço longo do cromossomo 3 em todos os indivíduos analisados. No cariótipo dos exemplares de Teresópolis, foi também observada uma NOR no braço longo do cromossomo 4, enquanto nos indivíduos de Viçosa aparentemente o cromossomo 7 e não o 4 é também portador de NOR. Tal possível variação interpopulacional merece futura investigação, já que análises morfológicas descritas na literatura apontam interessante diferenças entre os indivíduos de Viçosa e outros exemplares atualmente identificados como P. olfersii. Outro interessante resultado foi a presença de um cromossomo extranumerário em um dos indivíduos de Viçosa, que apresentou 23 cromossomos nas 37 metáfases analisadas. Ele era um dos menores do complemento e seu braço longo era praticamente todo heterocromático e DAPI-positivo.

Cromossomo - Anuro - Citogenética

B0357

DEFESAS QUÍMICAS E ESTRUTURAIS DE DUAS ESPÉCIES DE ASCÍDIAS COM DIFERENTES SUSCEPTIBILIDADES À PREDAÇÃO


Edson Aparecido Vieira Filho (Bolsista PIBIC/CNPq), Gustavo Muniz Dias e Prof. Dr. Luiz Francisco Lembo Duarte (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A predação de organismos sésseis é fundamental na estruturação e desenvolvimento de comunidades incrustantes marinhas, sendo peixes os principais predadores e suas dietas determinantes na forma como cada grupo será afetado. Dentre os principais organismos de corpo mole destacam-se as ascídias, grupo que apresenta diversas formas de defesas químicas já documentadas. Experimentos realizados anteriormente mostraram que uma espécie de ascídia, Didemnum perlucidum, foi fortemente afetada pela predação, enquanto outra, Clavelina oblonga, não foi afetada, sugerindo, nesta última, a existência de alguma defesa química. Neste contexto, este trabalho teve como objetivo testar os efeitos de extratos orgânicos fracionados destas duas espécies sobre o consumo de iscas artificiais por peixes. Amostras das duas espécies foram coletadas, liofilizadas e extraídas sucessivamente em hexano, clorofórmio, etanol e água. Os extratos foram secos em rota-evaporador e serão utilizados na confecção das iscas para os experimentos de fagoinibição. Espera-se que iscas de extratos de C. oblonga sejam menos predadas, enquanto iscas de D. perlucidum apresentem maior consumo, indicando presença de compostos de defesa na primeira e ausência dos mesmos na segunda. Tais experimentos estão prestes a ser realizados no campo e os resultados obtidos serão posteriormente apresentados.

Defesa química - Clavelina oblonga - Didemnum perlucidum

B0358

ATIVIDADE ANTIOXIDANTE IN VITRO DE EXTRATOS METANÓLICOS DE CINCO ESPÉCIES DE PASSIFLORA


Gisláine Corrêa da Silva, Marcelo Carnier Dornelas e Prof. Dr. Marcos José Salvador (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Os flavonóides são produtos naturais que apresentam ampla diversidade de ações farmacológicas, dentre elas, a atividade antioxidante que é especialmente importante por neutralizar a ação dos radicais livres que podem participar da gênese de várias desordens crônico-degenerativas, incluindo o envelhecimento. Trabalhos com Passiflora incarnata mostraram que os flavonóides estão entre os principais fitoconstituíntes da espécie, o que incentiva investigações com outras espécies desse gênero visando-se explorar o seu potencial antioxidante. Assim este estudo teve por objetivo o preparo (maceração) e a avaliação da atividade antioxidante de extratos metanólicos das folhas de cinco espécies de Passiflora. Na avaliação da atividade antioxidante foi utilizado o ensaio de redução do radical DPPH (triplicata), tendo rutina como controle positivo. Os resultados mostraram que o rendimento de transferência de massa dos extratos variou de 15.9 a 35.28% em relação ao pó do vegetal. Os extratos preparados apresentaram promissora atividade antioxidante com os seguintes valores de IC50 (concentração que inibe 50% do radical DPPH, µg/mL): P. alata = 88,70, P. coccinea = 10,95, P. edulis = 99,67, P. foetida = 281,64, P. gibertii = 47,63. Os melhores resultados foram obtidos para P. coccínea, que esta sendo objeto de investigações mais detalhadas.

Passiflora - Atividade antioxidante - DPPH

B0359

ESTUDO COMPARATIVO DA ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE EXTRATOS DE BAUHINIA FORFICATA: EXTRATOS FLUIDOS VERSUS EXTRATOS SECOS EM LEITO DE JORRO E EM SPRAY DRYING


Juliana Souza Ribeiro (Bolsista FAPESP), Claudia R. F. Souza, Wanderley Pereira de Oliveira e Prof. Dr. Marcos José Salvador (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A Bauhinia forficata é uma planta brasileira, nativa da Mata Atlântica, que contém flavonóides, que lhe conferem potencial atividade antioxidante. É usada na medicina popular brasileira como hipoglicemiante (antidiabético), diurético e antidiarréico. Neste estudo, foram obtidos extratos hidroalcoólicos (etanol:água 7:3) fluidos e secos (leito de jorro e spray drying) e procedeu-se o estudo comparativo da atividade antioxidante in vitro dos extratos de acordo com o método de secagem e percentagem de adjuvante adicionado ao extrato para secagem. A secagem foi realizada nas mesmas condições operacionais, variando-se a percentagem de adjuvante farmacêutico adicionado ao extrato para secagem. A atividade antioxidante foi determinada (em triplicata) empregando-se o ensaio colorimétrico de redução do radical DPPH, tendo como controle positivo quercetina e trolox. Os resultados mostraram que a porcentagem de redução do DPPH variou entre 72,90 e 20,70% quando avaliados a 100µg/mL, verificando-se melhores valores de antioxidante para os extratos secos em spray drying, seguido pelos secos em leito de jorro e com menor atividade para os extratos fluidos. A secagem dos extratos por spray drying foi a que apresentou melhores resultados para esta espécie vegetal tanto no processo de secagem, quanto na atividade antioxidante investigada.

Bauhinia forficata - Atividade antioxidante - Leito de jorro

B0360

AVALIAÇÃO DO EFEITO ANTIMICROBIANO DE EXTRATOS BRUTOS DE PFAFFIA TOWNSENDII (AMARANTHACEAE)


Luna Fascina e Prof. Dr. Marcos José Salvador (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Doenças causadas por microrganismos freqüentemente atingem a população e dentre os principais problemas no combate aos fungos e bactérias patogênicos podem ser citados: o número limitado de medicamentos disponíveis, a resistência microbiana, a baixa potência e presença de efeitos adversos que muitos deles apresentam. Assim é importante o desenvolvimento de novos fármacos com atividade antimicrobiana e os produtos naturais mostram-se como alternativa promissora para a prospecção de novos agentes quimioterápicos. Neste estudo, procedeu-se a avaliação das atividades antibacteriana e antifúngica dos extratos brutos (hexânico e etanólico) de Pfaffia townsendii (planta total). O teste de susceptibilidade foi realizado in vitro empregando os métodos de difusão e microdiluição (duplicata) e 21 cepas indicadoras (cepas padrão e de campo), incluindo oito cepas de leveduras do gênero Candida e treze cepas de bactérias (gram-negativas e gram-positivas). O extrato hexânico apresentou halos de inibição entre 6 e 7mm e valores de MIC entre 1 e 5 mg/mL frente as indicadoras: Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermides, Escherichia coli, Enterococcus faecalis, Candida tropicalis, Candida glabrata e Candida dubliniensis. Está sendo dado continuidade ao estudo fitoquimico biomonitorado para caracterização do extrato bioativo.

Amaranthaceae - Atividade antioxidante - Pfaffia townsendii

B0361

ESTUDO COMPARATIVO DO EMPREGO DE REATOR ENCAMISADO, ULTRA-SOM E MACERAÇÃO NO PREPARO DE EXTRATOS PADRONIZADOS DE ALTERNANTHERA TENELLA E AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIOXIDANTE


Millena Tascone (Bolsista PIBIC/CNPq), Claudia R. F. Souza, Wanderley Pereira de Oliveira e Prof. Dr. Marcos José Salvador (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Neste trabalho, procedeu-se o estudo comparativo do emprego de três métodos de extração no preparo de extratos padronizados de Alternanthera tenella Colla (Amaranthaceae). O material vegetal foi submetido aos métodos de extração ultra-som e extrator encamisado (30, 60 min de extração à 30oC) e maceração (720, 1440 min de extração, à temperatura ambiente), utilizando como solventes extratores hexano, metanol e água destilada (pó/solvente extrator, 1:20, m/v). Os extratos foram submetidos à análise por CCDC (reveladores NP/PEG, B-caroteno e DPPH) e a atividade antioxidante foi determinada (em triplicata) empregando-se o ensaio colorimétrico de redução do radical DPPH. Como controle positivo utilizou-se quercetina e trolox. Para os extratos com atividade antioxidante estimou-se o seu conteúdo de fenólicos totais solúveis (método Folin-Ciocalteu, em triplicata), tendo como substância de referência o ácido gálico. O emprego do ultra-som e do reator encamisado apresentou bom rendimento de transferência de massa em menor tempo de extração comparado com a maceração. A análise por CCDC indicou a presença de flavonóides e possível atividade antioxidante. A porcentagem de redução do DPPH variou entre 90,2 a 33,6% a 100µg/mL para todos os extratos aquosos e metanólicos preparados, enquanto o conteúdo fenólico variou de 7,2 a 3,9 mg de AGE/g de extrato seco.

Métodos de extração - Atividade antioxidante - Alternanthera tenella

B0362

CARACTERES MORFOANATÔMICOS DE DICHORISANDRA HEXANDRA (AUBL.) KUNTH EX HANDL.-MAZZ. EM RELAÇÃO À DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA E O POSSÍVEL RECONHECIMENTO DE CATEGORIAS INFRA-ESPECÍFICAS


Rafaela Jorge Trad (Bolsista PIBIC/CNPq), Volker Bittrich e Profa. Dra. Maria do Carmo Estanislau do Amaral (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP

A última revisão taxonômica do gênero Dichorisandra J.C. Mikan (Commelinaceae), feita por L.Y.S. Aona em 2008, reconheceu 54 espécies, das quais pelo menos 24 são novas. Entretanto, para a espécie D. hexandra (Aubl.) Kuntze ex Hand.-Mazz., a autora propõe 15 sinonimizações. Esta é a espécie de maior distribuição dentro do gênero e apresenta uma grande variação morfológica, que foi investigada, visando encontrar caracteres morfo-anatômicos que permitissem melhor compreensão deste complexo. Foram realizadas medidas de comprimentos e larguras das bainhas e lâminas foliares, da inflorescência e feita a contagem do número de ramificações (cincinos) por inflorescência. Foram realizados estudos anatômicos do pedúnculo dos cincinos e da organização da epiderme, que revelaram diferenças entre os exemplares observados. Foi feita investigação de caracteres micromorfológicos da superfície foliar com auxílio de microscópio eletrônico de varredura, tendo sido observadas diferenças na quantidade e forma dos tricomas. Será investigado se existem correlações entre os caracteres analisados e a distribuição geográfica das plantas. Com base nos resultados obtidos, poderá ser proposto o reconhecimento de categorias infraespecíficas ou mesmo de espécies distintas dentro do complexo Dichorisandra hexandra.

Dichorisandra Hexandra - Morfoanatomia - Distribuição geográfica

B0363

COMPLEXO DISTROFINA-GLICOPROTEÍNAS: ESTUDOS SOBRE A SARCOGLICANA EM FIBRAS MUSCULARES DISTRÓFICAS DO CAMUNDONGO MDX, MODELO EXPERIMENTAL DE DISTROFIA MUSCULAR HUMANA


Letícia Montanholi Apolinário (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Maria Julia Marques (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Os camundongos mdx são modelo da distrofia muscular de Duchenne. Suas fibras musculares apresentam mionecrose devido à ausência da distrofina que mantém a estabilidade do sarcolema. Músculos extraoculares distróficos não apresentam mionecrose e os mecanismos de proteção parecem envolver a organização molecular do complexo distrofina-glicoproteínas (CDG). Verificamos se a proteína beta-sarcoglicana (b-SARC), um componente do CDG, encontra-se em níveis diferenciados em fibras musculares normais e distróficas. Realizamos coloração de HE para análise histopatológica demonstrando a presença de degeneração-regeneração muscular nas fibras distróficas dos músculos afetados e a presença de núcleos periféricos nos músculos normais e distróficos protegidos. Através de imunoblotting verificamos os níveis da b-SARC em músculos normais, distróficos protegidos (extraoculares) e afetados (tibial anterior e diafragma). A análise qualitativa sugere que os níveis da b-SARC nos músculos distróficos encontram-se semelhantes aos observados nos animais controle. A presença de b-SARC em fibras musculares distróficas sugere que a falta de distrofina não acarreta necessariamente redução das demais proteínas do CDG.

Distrofia - MDX - Sarcoglicana

B0364

AÇÃO DA TRICOSTATINA A, INIBIDOR DE DEACETILASES DE HISTONAS, SOBRE A ORGANIZAÇÃO DA HETEROCROMATINA DE TRIATOMA INFESTANS KLUG


Elenice Monte Alvarenga (Bolsista PIBIC/CNPq e FAPESP), Vera L. C. C. Rodrigues e Profa. Dra. Maria Luiza Silveira Mello (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
No inseto Triatoma infestans, vetor da doença de Chagas, as células somáticas contêm corpos de cromatina condensada (heterocromatina) que podem se descompactar sob a ação de agentes estressores como metais pesados, radiação gama, jejum e choques térmicos, estímulos que também podem desencadear morte celular por apoptose e necrose. Buscando melhor compreender a natureza dessas áreas heterocromáticas, estudamos a ação da Tricostatina A (TSA), inibidora de deacetilases de histonas, nas concentrações de 1,5 ng/mL e 30 ng/mL em DMSO sobre as mesmas, após diferentes tempos de inoculação da droga nos insetos. Os controles consistiram de solução fisiológica e DMSO. Como resultado, observamos uma maior incidência de descompactação da heterocromatina apenas nos insetos tratados com TSA a 1,5 ng/mL. Além disso, ocorreram altas frequências de necrose nos tempos mais longos de exposição ao DMSO (controle), porém não ao DMSO+TSA. Sugere-se participação de deacetilases de histonas na compactação da heterocromatina de T. infestans e um limiar de concentração efetivo na inibição destas, pela TSA, como descrito em hepatoma humano, em que a indução de efeito citostático, diferenciação celular e apoptose por TSA é dose-dependente. O efeito tóxico induzido pelo DMSO pode ser contrabalançado pela ação da TSA.

Triatoma infestans - Heterocromatina - Deacetilases de histonas

B0365

ANÁLISE DA PRESENÇA DE CANAIS DE CÁLCIO DO TIPO T E EXPRESSÃO DA PROTEÍNA DAPK EM CÉLULAS HELA


Flávia Gerelli Ghiraldini (Bolsista IC CNPq), Wirla M. S. C. Tamashiro e Profa. Dra. Maria Luiza Silveira Mello (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A ethosuximida (ETX) é uma droga usada como antiepiléptico e age no bloqueio de canais de cálcio do tipo T. Há indicações de que a ETX possa ter uma ação antitumorigênese, como a já comprovada para bloqueadores de canais do tipo L, uma vez que tratamento com esta droga mostrou aumentar índices de morte celular em células HeLa. O aumento de morte celular poderia estar ocorrendo por ativação de uma via de sinalização envolvendo a proteína DAP-kinase (DAPK), pois a existência dessa via nessa mesma linhagem celular já foi comprovada. Dessa forma, os objetivos deste trabalho foram verificar a existência desse tipo de canal de cálcio em células HeLa em cultura e se o aumento de morte celular observado com o tratamento por ETX era devido à ativação da via DAPK. Para tal, foi realizado Western Blot para canal de cálcio do tipo T e para DAPK, após tratamento por 4 h com 50 µg/mL de ETX. Os resultados obtidos mostraram a existência desse tipo de canal para células HeLa, contudo, a concentração da proteína DAPK foi menor em células tratadas mostrando que não houve a ativação dessa via de sinalização. Dessa forma, concluímos que o aumento do índice de morte celular nessa linhagem envolva outra cascata de sinalização para a apoptose.

Ethosuximida - Células hela - DAPK2

B0366

ALTERAÇÕES ESTRUTURAIS NA CROMATINA DE CÉLULAS HELA INDUZIDAS POR ÁCIDO VALPRÓICO: ESTUDO POR ANÁLISE DE IMAGEM


Marina Barreto Felisbino (Bolsista PIBIC/CNPq), Wirla M. S. C. Tamashiro e Profa. Dra. Maria Luiza Silveira Mello (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
O ácido valproico (VPA) é uma droga anti-epiléptica que em concentrações terapêuticas (< 0,7 mM) atua como inibidor de deacetilases de histonas em alguns tipos celulares tumorais, como as células HeLa. Admitindo-se que a alteração em mecanismos epigenéticos promovida pelo VPA afete a supraorganização da cromatina, neste trabalho buscamos comprovar essas alterações em células HeLa tratadas com diferentes concentrações de VPA por diferentes tempos, e tendo um tratamento por tricostatina A como controle positivo. Em preparados submetidos à reação de Feulgen e investigados por microespectrofotometria de varredura foram obtidos resultados para vários parâmetros, incluindo-se área nuclear (S), área nuclear relativa coberta por cromatina condensada (Sc %) e contraste entre cromatina condensada e não condensada (AAR), e construídos diagramas de dispersão. Usando-se ensaios em replicata, comprovou-se significativa descondensação cromatínica sob a ação de diferentes concentrações do VPA, principalmente em tempos curtos (1-2 h) de tratamento. Admite-se que a inibição de deacetilases de histonas por VPA, que induz remodelação estrutural da cromatina em células HeLa, e possível expressão gênica, ocorra num limiar de tempo crítico, podendo ser seguida por morte celular ou efeitos antagônicos à descondensação da cromatina.

Cromatina - Epigenética - Ácido valpróico

B0367

INFLUÊNCIA DE MICRORGANISMOS DO TRATO DIGESTÓRIO DE INSETOS NO DESENVOLVIMENTO DE CESTÓDEOS


Jéssica Thandara Gosse (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Marlene Tiduko Ueta (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A larva cisticercóide do cestódeo Hymenolepis diminuta desenvolve-se em besouros, que vivem em estoques de farináceos, como os gêneros Tribolium e Tenebrio (Coleoptera: Tenebrionidae). Estes insetos hospedeiros tem em sua flora intestinal diversas bactérias, apontadas como influenciadoras no desenvolvimento de parasitas. As bactérias foram isoladas para identificação, através de técnicas bioquímicas e moleculares, obtendo-se evidências sobre o perfil dos organismos. Foram encontradas enterobactérias, algumas comuns a vertebrados e a outros invertebrados, como os gêneros Enterobacter e Serratia. Para a constatação da influência destas no desenvolvimento de cestódeos, era necessária a obtenção de coleópteros sem bactérias, cujo crescimento foi inibido por antibióticos. Foram testados, in vitro, cinco fármacos: tetraciclina, estreptomicina, ácido nalidíxico, rifampicina e levofloxacina, aplicados em cultura de microrganismos intestinais. Destes, levofloxacina foi a mais eficiente no controle microbiológico. Para os testes in vivo, foi formado um grupo de coleópteros tratados com levofloxacina e outro grupo controle. No teste em andamento, ambos foram infectados com número estimado de ovos de H. diminuta. Espera -se obter um número maior de parasitas nos animais tratados, comprovando assim a influência bacteriana.

Bactérias intestinais - Inseto - Hymenolepis diminuta

B0368

INFLUÊNCIA DE ATRIBUTO FLORAL E COMPORTAMENTO DE POLINIZADORES SOBRE O FLUXO POLÍNICO DE ELLEANTHUS BRASILIENSIS (ORCHIDACEAE)


Carlos Eduardo Pereira Nunes (Bolsista PIBIC/CNPq), Christiano FrancoVerola (co-orientador) e Profa. Dra. Marlies Sazima (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A biologia da polinização e da reprodução de uma orquídea, Elleanthus brasiliensis, foi estudada no Núcleo Picinguaba, Ubatuba, SP. As flores possuem sépalas de coloração rosada, pétalas e labelo brancos com duas manchas lilases no labelo. A antese floral dura de dois a quatro dias, sendo que no primeiro dia a flor apresenta o labelo com formato de tubo estreito, com ca. de 7 mm de diâmetro e a partir do segundo dia apresenta ca. de 11 mm de diâmetro. Os principais visitantes foram os beija-flores Ramphodon naevius e espécies de Trochilinae, além de abelhas Trigona sp. Os beija-flores visitavam as flores em qualquer fase da antese, ao passo que as abelhas visitavam-nas principalmente a partir do segundo dia de antese em diante, isto é, quando o tubo do labelo é mais largo. Ramphodon naevius e beija-flores Trochilinae apesar da frequência de visita ter sido relativamente baixa (2,85% e 1,32% respectivamente), visitavam mais indivíduos por avistamento (1,31 dp = 0,63 e 1,17 dp = 0,41 respectivamente) do que as abelhas Trigona sp., cuja freqüência de visitas foi relativamente alta (94,96%), mas visitavam apenas um indivíduo por avistamento. Portanto, os beija-flores são os principais polinizadores e as abelhas são co-polinizadores e aparentemente contribuem menos para o fluxo polínico entre indivíduos. Flores isoladas dos polinizadores não produziram frutos, evidenciando dependência do polinizador para sua reprodução. A atuação dos beija-flores como polinizadores era esperada para a espécie, entretanto, a das abelhas é fato pouco conhecido.

Fluxo polínico - Orchidaceae - Beija-flores

B0369

ANÁLISE TOXICOLÓGICA DO FÍGADO, RIM E COMPONENTES BIOQUÍMICOS PLASMÁTICOS DE RATOS WISTAR MACHOS TRATADOS COM INFUSÃO DE NÓ-DE-CACHORRO (HETEROPTERYS APHRODISIACA O. MACH)


Mariana Mendes Sbervelheri (Bolsista PIBIC/CNPq e FAPESP), Marcos de Lucca Gomes, Juliana Castro Monteiro, Fabrícia de Souza Predes e Profa. Dra. Mary Anne Heidi Dolder (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A infusão da raiz de Heteropterys aphrodisiaca (HA), conhecida como nó-de-cachorro, é utilizada como estimulante sexual e revigorante físico pelas populações do centro-oeste brasileiro. Uma vez que não existe nenhum rigor quanto a este consumo popular, o presente estudo objetivou a análise toxicológica dessa infusão em ratos Wistar machos adultos. Como o indício de toxicidade se dá principalmente por alterações nos níveis de proteínas plasmáticas e de danos no fígado e rim, foram analisados os parâmetros plasmáticos sanguíneos e as morfometrias hepática e renal, respectivamente. Os resultados mostraram que tanto a média de ganho de peso quanto os índices hepato- e nefrossomático não apresentaram variações entre o grupo tratado com 0,5mL da infusão HA em relação ao grupo controle, que recebeu o mesmo volume de água destilada. Houve aumento nos níveis de triacilglicerois, colesterol, bilirrubina direta e glutamato-piruvato transaminase (GPT) e diminuição nos níveis de bilirrubinas total e indireta, glutamato-oxaloacetato transaminase (GOT) e creatinina no grupo tratado, mas sem variações significativas (p>0,05). As análises morfométricas do fígado e rim não demonstraram nenhuma lesão grave histologicamente, indicando que a infusão HA não apresenta efeito tóxico.

Heteropterys aphrodisiaca - Fitoterapia - Toxicologia

B0370

REGULAÇÃO PÓS-TRANSCRICIONAL DO FATOR DE REGULAÇÃO DA TRANSCRIÇÃO ATBZIP9 EM ARABIDOPSIS THALIANA


Mariane de Mendonça Vilela (Bolsista PIBIC/CNPq), Amanda Bortolini Silveira, Dilaine Rose S. Schneider e Prof. Dr. Michel Georges Albert Vincentz (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Fatores de transcrição são componentes chave na regulação da expressão gênica. AtbZIP9 é um dos quatro integrantes do Grupo C de fatores de transcrição do tipo bZIP, de Arabidopsis thaliana (Arabidopsis). Evidências sugeram que AtbZIP9 participa da adaptação de Arabidopsis a estresses osmóticos (salino ou hídrico) e que possivelmente sua atividade seja modulada por regulações pós-transcricionais. A fim de estabelecer o papel de regulações pós-transcricionais de AtbZIP9 na adaptação de Arabidopsis a estresses osmóticos, esse projeto teve como objetivo produzir anticorpo policlonal dirigido contra AtbZIP9. Para isso, a região c-terminal do gene AtbZIP9 foi clonada em pET32 Xa/LIC, fusionada a uma cauda de histidina e tioredoxina, e expressa em Escherichia coli. A purificação foi realizada por cromatografia de afinidade em coluna de níquel (Ni-NTA) e por recorte de banda em gel de poliacrilamida 15%. A produção do anticorpo foi feita pela empresa “RheaBiotech Desenvolvimento, Produção e Comercialização de Produtos de Biotecnologia LTDA”. Este anticorpo será utilizado para testes de sua especificidade e para análises comparativas de expressão e de grau de fosforilação de AtbZIP9 em resposta a estresses abióticos (hídrico e osmótico).

Regulações pós-transcricionais - AtbZIP9 - Fator de transcrição

B0371

ESTUDOS BIO-ECOLÓGICOS DE EUSCIRRHOPTERUS SP. (LEPIDOPTERA: NOCTUIDAE) COM ÊNFASE EM SEU CONTROLE BIOLÓGICO


Camila Pozzo Maioralli (Bolsista PIBIC/CNPq), Giovanna Garcia Fagundes e Prof. Dr. Mohamed Ezz El Din Mostafa Habib (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A floricultura tem se destacado como atividade econômica no Brasil. A Primavera (Bougainvillea sp.), uma das espécies produzidas, vem sofrendo ataques por Euscirrhopterus sp., noctuídeo desfolhador controlado através de agrotóxicos. Dada a insustentabilidade da agricultura convencional, tem-se buscado estratégias sustentáveis para o manejo de pragas, como o controle biológico. Este trabalho objetivou a construção de um plano de manejo de Euscirrhopterus sp baseada em controle biológico. O estudo realizou-se numa propriedade rural, onde foram feitas amostragens quinzenais para análise da flutuação populacional da praga, levantamento da sua entomofauna de inimigos naturais e avaliação da susceptibilidade das larvas a B. thurigiensis var. kurstaki. A ocorrência do inseto praga apresentou-se concentrada durante o ano. Os potenciais predadores apresentaram flutuações populacionais distintas, influenciadas por variações climáticas, presença de vegetação espontânea e fontes alternativas de alimento. As famílias de predadores mais representativas foram Pentatomidae (Hemiptera) e Coccinelidae (Coleoptera). Foi levantado um endoparasitóide larval (Diptera: Tachinidae) e o inseto praga mostrou-se susceptível a B. thurigiensis var. kurstaki. Estes resultados podem ser aplicados para o manejo satisfatório e sustentável de Euscirrhopterus sp.

Ecologia - Controle biológico - Manejo de Pragas

B0372

AVALIAÇÃO DA AÇÃO PROTETORA DAS ANTOCIANINAS CONTRA A RADIAÇÃO UV EM FOLHAS DE COFFEA ARABICA VAR. PURPURASCENS


Adilson Pereira Domingues Junior (Bolsista PIBIC/CNPq), Milton Massao Shimizu e Prof. Dr. Paulo Mazzafera (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A radiação solar é o pré-requisito para a vida na Terra, porém, o excesso de luz pode ser prejudicial para as plantas. Uma das respostas vegetais a este estresse é o acumulo de compostos fenólicos nas folhas, reduzindo a penetração da luz UV através da epiderme. Os ácidos clorogênicos (CGAs) formam uma das classes de fenilpropanóides encontradas nas plantas. Durante a síntese dos CGAs são produzidos isômeros trans, com a sua conversão para a geometria cis após a exposição à luz UV. Outro importante grupo de substâncias fenólicas das plantas é formado pelas antocianinas. Recentemente, demonstrou-se que as antocianinas atuam como fotoprotetores foliares se estiverem localizadas em camadas adaxiais. O café possui grande importância econômica e, no Brasil, é cultivado a pleno sol. Análises histológicas revelaram a presença de células ciânicas (contendo antocianinas) em toda camada da epiderme adaxial da variedade purpurascens de café, cujas folhas jovens são roxas. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a ação fotoprotetora das antocianinas sobre o processo de isomerização dos CGAs de folhas jovens desta variedade de café, quando expostas à radiação UV. Não foram observadas diferenças no conteúdo total de compostos fenólicos das variedades estudadas antes ou após o tratamento com luz UV. Entretanto, observou-se uma menor degradação dos isômeros de alguns CGAs em folhas da variedade ciânica, sugerindo uma possível ação protetora das antocianinas.

Café - Antocianinas - Ácido clorogênico

B0373

CONTRIBUIÇÕES DE CÉLULAS SEMELHANTES A FIBROBLASTOS E FIBRAS ELÁSTICAS NA REMODELAÇÃO DA SÍNFISE PÚBICA DO CAMUNDONGO DURANTE A PRENHEZ


Marilia Lopes Justino (Bolsista PIBIC/CNPq), Silvio Roberto Consonni, Renata Giardini Rosa, Maria Amália Cavinato Nascimento e Prof. Dr. Paulo Pinto Joazeiro (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A sínfise púbica (SP) é uma articulação fibrocartilaginosa que suporta os órgãos pélvicos. Durante a prenhez de camundongos essa articulação passa por modificações do compartimento celular e da matriz extracelular (MEC) reguladas por ação hormonal. Essas modificações resultam na formação de um ligamento interpúbico (LIp), o qual contribui para o relaxamento do canal de parto e passagem do(s) feto(s). A formação do LIp e sua rápida involução no pós-parto constituem um modelo para estudo de remodelação tecidual. A fim de investigar alterações nos padrões de organização e expressão de elementos de citoesqueleto e da MEC da SP foram analisados, por métodos histoquímicos e imunohistoquímicos, amostras de animais virgens e de LIp nos 12o, 15o, 18o, 19o dias de prenhez (ddp). A partir do 15º ddp, quando o LIp está formado, é possível observar um arranjo ondulado das fibras colágenas, denominado crimp. No período entre 15º e 18º ddp, nota-se que as fibras pré-elásticas mostram-se mais espessadas, evidenciando maior agregação de seu componente amorfo. No LIp prevalecem células que apresentam um aparato contrátil caracterizado pela expressão de elementos como α-actina de músculo liso, desmina e vimentina, de modo semelhante a observada nos miofibroblastos. As células do LIp mostram intima associação com as fibras pré-elásticas. As características celulares e da MEC são indicativas de adaptações para suportar estresse biomecânico durante a prenhez e parto.  

Sinfise púbica - Citoesqueleto - Elastina

B0374

EFEITOS DA CONCENTRAÇÃO DE NITROGÊNIO NAS INTERAÇÕES COMPETITIVAS ENTRE A GRAMÍNEA EXÓTICA MELINIS MINUTIFLORA E A NATIVA DE CERRADO ECHINOLAENA INFLEXA


Cleiton Breder Eller (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Rafael Silva Oliveira (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A invasão das savanas neotropicais por gramíneas exóticas tem alterado a composição, estrutura e funcionamento desses ecossistemas. O aumento do nitrogênio no solo causado por atividades antrópicas pode alterar ainda mais as interações competitivas entre plantas nativas e exóticas. Nesse trabalho avaliamos o efeito da fertilização com nitrogênio no processo de competição entre uma gramínea nativa (Aristida riparia) e uma gramínea exótica (Melinis minutiflora). Após 9 semanas, as taxas de crescimento relativo (TCR) e biomassa final de Melinis sp. foram maiores que as de A. riparia. sob todos os tratamentos. A TCR de Melinis sp. só foi reduzida no tratamento com pouco nitrogênio (controle) quando plantado com outro Melinis sp. ou quatro A. riparia. A TCR de A. riparia foi fortemente inibida pela presença de Melinis sp., sendo 52% menor no tratamento com muito nitrogênio e 25% menor no tratamento controle. A. riparia aumentou sua biomassa final quando plantada com Melinis sp. no tratamento controle e alocou mais recursos em sua porção aérea no tratamento com muito nitrogênio quando em monocultura. A maior capacidade competitiva demonstrada por Melinis sp. associada ao decréscimo de produtividade de A. riparia sob alta concentração de nitrogênio pode sugerir um aumento no processo de substituição de gramíneas nativas por exóticas em habitats ricos em nitrogênio.

Cerrado - Nitrogênio - Invasão Biológica

B0375

PROGRAMA DE CONTROLE DA GIARDIOSE EM CRECHES


Mayra Frozoni Rebolla (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Regina Maura Bueno Franco (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Nestes últimos seis meses de pesquisa, está sendo elaborado o Manual de Controle da Giardiose em Creches, a partir dos fatores de risco selecionados na primeira etapa do projeto. Os fatores de risco foram distribuídos em 9 grandes grupos, a saber: origem da água consumida e contato com águas de recreação; área rural e atividades agrícolas; indicadores sócio-econômicos; frequencia à creche e faixa etária; contatos secundários (funcionários, mães ou familiares); contato com animais; estado nutricional; achados laboratoriais relacionados ao exame de fezes ou clínico; manuseio ou ingestão de alimentos. Através de procura por medidas de ação presentes em estudos publicados na literatura, recomendações do Ministério da Saúde/ Brasil, como de outros países, uma ou mais medidas de ação foram estabelecidas para cada fator de risco. Concluindo, para cada fator de risco foram delineadas medidas de ação para sua prevenção, divididas em três eixos: relacionadas ao trabalhador da creche, à instituição (creche) e às famílias (das crianças freqüentadoras da creche).

Creches - Giardiose - Fatores de risco

B0376

ONTOGÊNESE DE FRUTOS E SEMENTES DE PASSIFLORA SUBEROSA L. (PASSIFLORACEAE)


Lorhan Caproni Pereira (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Sandra Maria Carmello Guerreiro (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A família Passifloraceae possui distribuição tropical e subtropical. O gênero de maior representatividade dentro da família, Passiflora, é encontrado em praticamente todas as zonas vegetacionais brasileiras. Este estudo feito com Passiflora suberosa L., que é um exemplar selvagem do gênero, tem foco no desenvolvimento anatômico de frutos e sementes, fornecendo informações úteis ao entendimento do desenvolvimento floral em Passifloraceae. Flores, frutos e sementes em diferentes fases de desenvolvimento foram coletados, fixados e utilizados em investigações anatômicas. No fruto não ocorrem mudanças expressivas ao longo de seu desenvolvimento, pois o exocarpo e o endocarpo permanecem unisseriados, desde a fase de ovário até fruto maduro. O mesocarpo, que possui dois tipos celulares, também não se altera. Os óvulos são anátropos, crassinucelados e bitegumentados, ambos cobrindo a micrópila. No desenvolvimento da semente, alterações ocorrem com a lignificação do exotégmem e obliteração das outras camadas tégmicas. A testa permanece com duas camadas durante todo o seu desenvolvimento. A semente é envolta por arilo suculento e rico em amido, que se originando a partir do limite entre a rafe e o funículo. O embrião possui dois cotilédones amplos e conforme o endosperma é consumido, desenvolve feixes vasculares.

Fruto - Semente - Anatomia

B0377

CARACTERIZAÇÃO BIOLÓGICA DO VENENO BRUTO DE MICRURUS SPIXII (CORAL)


Karla de Abreu Barbosa (Bolsista PIBIC/CNPq), Frey Francisco Romero-Vargas e Prof. Dr. Sergio Marangoni (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Os acidentes ofídicos representam um importante problema público de saúde nas regiões tropicais e subtropicais do mundo. Os venenos de serpente possuem uma composição variada, existem diferenças em atividades enzimáticas, efeitos locais e sistêmicos, inclusive na mesma espécie e entre populações de diferentes regiões geográficas. PLA2 é um grupo de enzimas encontradas no veneno que quebra a ligação ester sn-2 na membrana fosfolipídica. Elas agem em vários tipos de células dos mamíferos, estimulando agregação plaquetária, vasoconstrição, ativação dos neutrófilos e sistema complemento. Este trabalho mostra o estudo realizado com o veneno bruto da M. spixii , este é capaz de induzir uma resposta inflamatória e atividade hemorrágica, além de danos em células musculares (miotoxidade). Em todos os experimentos foram usados grupos de 5 camundongos Swiss (18-20g cada). O cuidado e o manuseio dos animais estão de acordo com a Comissão de Ética de Experimentação Animal do Instituto de Biologia. Este trabalho é importante e suporta o isolamento das toxinas presentes no veneno bruto para uma determinação extensiva das atividades biológicas das toxinas presentes no veneno bruto Estes resultados indicam que o veneno total de M. spixii é capaz de apresentar um efeito miotóxico e edematogênico.

Neurotoxina - Miotoxina - Fosfolipase A2

B0378

DETECÇÃO DE ATIVIDADES CITOTÓXICAS DE PSEUDANABAENA SP SOBRE CULTURAS DE CÉLULAS VERO


Fernanda Buchli, Sandra Soares Martins (Co-orientador) e Prof. Dr. Tomomasa Yano (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Cianobactérias são eubactérias autotróficas, fotossintetizantes, que produzem grande diversidade de metabólitos secundários, entre eles cianotoxinas, as quais colocam em risco a saúde ambiental, animal e humana. Foi estudada a atividade citotóxica do gênero Pseudanabaena sp, coletado de riacho de água doce na Mata Atlântica (Paraty, RJ), sem floração. Esta cianobactéria foi cultivada em meio BG11, em temperatura ambiente e sob estresse luminoso. As células bacterianas foram rompidas com ultra-som e o sobrenadante, obtido pela centrifugação, foi aplicado em células Vero (células de rim de macaco verde africano) para verificar a atividade citotóxica. Após 48 horas de aplicação as células Vero apresentaram alteração morfológica, tais como distensão e arredondamento, evoluindo para morte celular, indicando o potencial citotoxigênico deste isolado. Não há na literatura o uso de células Vero para o estudo da atividade citopática em cianobactérias. Este sobrenadante mostrou, além da atividade citotóxica, uma atividade hemaglutinante com eritrócito humano, sugerindo potencial trombogênico do isolado. A continuidade deste estudo permitirá a identificação taxonômica (espécie) do isolado, caracterizar atividades citotóxica e hemaglutinante para relacionar com potencial patogênica desta bactéria.

Cianotoxinas - Pseudanabaena sp - Cultura celulares

B0379

VARIABILIDADE E ESTRUTURA GENÉTICA DE ASTRONIUM GRAVEOLENS (ANACARDIACEAE) EM REMANESCENTES DE MATA ATLÂNTICA DO MUNICÍPIO DE CAMPINAS, SP


Caiame de Lacerda Pataca (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Vera Nisaka Solferini (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A transformação de habitats em decorrência da ação antrópica vem causando alterações no fluxo gênico entre as populações. Nas plantas, a dispersão de sementes é influenciada pela fragmentação da vegetação original. As Florestas Estacionais Semidecíduas, são uma das fisionomias importantes da Mata Atlântica, com ampla distribuição fragmentada no interior do Estado de São Paulo. No município de Campinas, os fragmentos remanescentes têm mantido um tamanho estável durante os últimos quarenta anos, possibilitando o estudo do impacto da fragmentação sobre populações da flora remanescente. Astronium graveolens (Anacardiaceae) é encontrada nesses fragmentos. Foram realizados experimentos para determinar marcadores microssatélites para o estudo da variação genética de Astronium graveolens. O protocolo de extração de DNA foi padronizado para a espécie. Cinco primers desenvolvidos para a espécie Astronium urundeuva não mostraram resultados confiáveis nas diversas condições testadas. No entanto, as amplificações conduzidas com dois primers inespecíficos (ISSR) apresentaram resultados promissores, indicando o seu potencial destes marcadores para o estudo dos impactos da fragmentação em Astronium graveolens.

Mata atlântica - Fragmentação - Microssatélite

B0380

DISPUTAS TERRITORIAIS EM BORBOLETAS: QUANDO MACHOS DEVEM BRIGAR INTENSAMENTE PELA POSSE DE SÍTIOS DE ACASALAMANTO?


Simone Garcia Silva (Bolsista SAE/UNICAMP), Paulo Enrique Cardoso Peixoto e Prof. Dr. Woodruff Whitman Benson (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Disputas entre machos pela posse de territórios de acasalamento são comuns em insetos. No entanto, as regras pelas quais os machos decidem o vencedor não são bem esclarecidas. Há três grandes modelos teóricos que postulam diferentes meios de resolução das disputas: guerra de atritos (GDA), acesso seqüencial de informação (ASI) e acesso cumulativo de informação (ACI). A GDA presume que não há avaliação mútua da capacidade de luta e, portanto, a duração da briga deve estar relacionada com a capacidade de luta do macho perdedor. O ASI presume que há avaliação mútua da capacidade de luta e conseqüentemente a duração da briga deve estar inversamente relacionada com a diferença de capacidade de luta entre os rivais. Finalmente, o ACI prediz que injúrias físicas devem representar um forte custo da disputa. Neste trabalho testamos se algum destes três modelos explica a resolução de disputas territoriais entre machos da borboleta Paryphthimoides phronius. Para avaliar a ocorrência de toque, fizemos filmagens em alta velocidade das brigas. Posteriormente, capturamos os machos para relacionar a duração da disputa com características que representam a capacidade de luta dos rivais (e.g. peso corporal). Observamos apenas breves toques entre os machos que não causaram desvios evidentes na trajetória de vôo. Machos mais pesados venceram a maioria das brigas, entretanto, peso não esteve relacionado com a duração da disputa. Nossos resultados indicam que nenhum dos três modelos explica as regras de resolução de conflitos entre machos de P. phronius.

Interações agonísticas - Territorialidade - Teoria dos jogos





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