Universidade estadual de campinas


PANORAMA VIRTUAL: UMA PRESENTIFICAÇÃO FOTOGRÁFICA DO PRÉ-CINEMA



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PANORAMA VIRTUAL: UMA PRESENTIFICAÇÃO FOTOGRÁFICA DO PRÉ-CINEMA


Gustavo Hiroyuki de Almeida (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Fernando Cury de Tacca (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
"Panorama Virtual: uma presentificação fotográfica do Pré-Cinema" é um estudo sobre modelos de representação que foram importantes na era pré cinematográfica, tendo como foco principal o Panorama. Criado no final do século XVIII, o Panorama foi uma das mais importantes mídias do século XIX, e que atraia milhares de espectadores tanto na Europa quanto nos EUA e inclusive no Brasil. Os Panoramas eram pinturas circulares em 360º com dimensões  - impressionantes até para os dias atuais - que chegavam a 100 metros quadrados de tela. Esta imagem era montada em prédios construídos especialmente para abrigá-la, as chamadas Rotundas. Pretendia-se atingir a imersão do observador, objetivo que era alcançado segundo relatos da época, devido principalmente as estratégias utilizadas baseadas em pinturas realistas que conseguiam ofuscar o distanciamento crítico do espectador. A partir do estudo criamos uma visualização do "Panorama Virtual" - uma releeitura dos Panoramas - utilizando os aparatos técnicos atuais, composta por fotografias próprias e por imagens de Eadweard Muybrigde - um dos precursores do cinema. "Panorama Virtual" é uma multimídia que contem a iconografia da pesquisa,  textos explicativos sobre o projeto e uma produção audiovisual.

Panorama - Virtual - Fotografia

A0021

FELLINI - UM DIRETOR REALISTA?


Gabriel Jubé Ribeiro Queiroz (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Fernão Vitor Pessoa de Almeida Ramos (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
André Bazin é um dos grandes nomes da teoria realista no cinema, sendo que para o crítico, o ápice disso foi o neo-realismo italiano. Das várias análises que fez sobre o movimento, Bazin destacava os primeiros filmes de Federico Fellini como essencialmente neo-realistas, sendo que eles em muito se diferem das principais características do neo-realismo, enveredando-se por caminhos mais oníricos. Apesar de tudo, esses filmes sempre carregam uma forte marca realista na acepção mais forte que Bazin prezava no cinema, a de manter a liberdade do espectador diante da tela. Por isso, o presente estudo se propõem a detalhar a tensão através da qual, embora Fellini escape um pouco do neo-realismo nesses primeiros filmes de sua obra, pode se localizar traços de uma representação realista tanto nesses filmes do diretor quanto em filmes posteriores de sua obra, já bem distantes do neo-realismo. Para tal, o projeto se constituirá através da análise fílmica de 4 filmes do diretor – 2 comumente identificados como neo-realistas (A Estrada da Vida e Noites de Cabíria) e 2 que se enveredam por um caminho documentário (Eu, Palhaço e Roma) – levando em conta os escritos de Bazin em torno dos filmes do diretor. A partir disso, definir-se-á que, embora os filmes de Fellini resvalem, temática e esteticamente, para um estado de sonho ao invés do neo-realismo, sempre há uma construção do filme a partir de associações materiais que mantém uma forte marca realista na tela.

Fellini - Neo-realismo - Bazin

A0022

O DOCUMENTÁRIO BRASILEIRO DE TEMÁTICA MUSICAL NO CINEMA PÓS-RETOMADA


Tânia Jacomini Moreira da Silva (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Fernão Vitor Pessoa de Almeida Ramos (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
A partir da metade da década de 90, novas políticas públicas foram implementadas visando fazer renascer a produção cultural nacional e o cinema brasileiro retomou suas atividades. Uma das características do período da chamada retomada do cinema brasileiro é a sua diversidade estética, onde se pode ressaltar a marcante presença do documentário nacional de longa-metragem. O documentário nacional da Retomada não deixa passar despercebida a estreita relação cinema-música e sua importância no cenário cultural brasileiro. Este trabalho se propõe a fazer um levantamento do conjunto de documentários com temáticas musicais no âmbito do cinema brasileiro dos últimos quinze anos. Traçar um panorama de como se dá a integração da música com o filme documentário. Através do visionamento e análise fílmica procurar detectar uma unidade estrutural que caracterize o corpus de pesquisa delimitado.

Documentário nacional - Música - Cinema da retomada

A0023

A REPRESENTAÇÃO DA MORTE NO CINEMA


Thiago Teixeira Costa (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Fernão Vitor Pessoa de Almeida Ramos (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
A morte e sua representação sempre foram problemas de difícil resolução tanto pelo cinema, quanto pela teoria cinematográfica, constituindo, por sua especificidade e unicidade, um tabu da representação. Não parece haver uma maneira eticamente viável de representar o evento que põe fim à própria idéia de significação. Neste estudo propõe-se uma análise, por meio de um conjunto filmes e autores representativos, das questões referentes à representação da morte pelo cinema. Foram selecionadas obras fílmicas, entre documentários e filmes de ficção, como Um filme para Nick (1980), Gimme Shelter (1970) e Cães de Aluguel (1992). Partindo de diferentes abordagens desta questão, como a semiótica da morte proposta por Vivian Sobchack e estudo da imagem intensa bazaniana por Fernão Ramos, procura-se identificar, no conjunto específico de obras fílmicas selecionadas, elementos como o posicionamento ético do sujeito-da-câmera diante da morte, o caráter documental ou ficcional desta representação e suas potências. Comparam-se os filmes, tendo por critério o tipo de representação e de postura adotada diante da morte, buscando chegar à conclusão de que compreender como um evento tão único e traumático é representado pelo cinema e recebido pelo espectador é compreender, em certo sentido, grande parte da representação cinematográfica.

Cinema - Morte - Documentário

A0024

ESTUDO SOBRE O FILME À MEIA-NOITE LEVAREI SUA ALMA , DE JOSÉ MOJICA MARINS


Marcella Grecco de Araujo (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Francisco Elinaldo Teixeira (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
À Meia-Noite Levarei Sua Alma, filme de José Mojica Marins, de 1964, é o primeiro de uma trilogia em que aparece o personagem Zé do Caixão. Este filme que é considerado por muitos um grande marco no cinema fantástico mundial e o precursor do cinema de horror no Brasil, ainda é desconhecido por muitos brasileiros, assim como a importância cultural desse mestre do cinema, que, apesar de sua pouca instrução e do extremo baixo orçamento, conseguiu produzir um filme tão singular. A pesquisa teve, portanto, como objetivo o estudo do filme em questão, evidenciando a sua produção e a sua construção como produto, analisando enquadramentos, movimentação de câmera, utilização da luz e do espaço, relações de continuidade de tempo, entre outros aspectos. Através de uma grande busca por livros relacionados ao autor e filmes que dialogavam com a obra ou a influenciaram de alguma maneira, conseguiu-se estabelecer paralelos e concluir que foi a genialidade de Mojica e sua capacidade de inovar que renderam ao filme a posição que hoje ocupa de equivalência com diversos outros clássicos do cinema de horror.

Cinema marginal - José Mogica Marins - Teoria do cinema

A0025

COLAGEM E EXPERIMENTAÇÃO TELEVISIVA: A INTERTEXTUALIDADE E OS PROCEDIMENTOS E ENCENAÇÃO NA MINISSÉRIE HOJE É DIA DE MARIA (PRIMEIRA JORNADA)


Fernando Martins Collaço (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Gilberto Alexandre Sobrinho (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
O núcleo de criação de Luís Fernando Carvalho, da Rede Globo, tem se firmado como espaço singular de experimentação artística no horizonte televisivo brasileiro. As minisséries que Carvalho vem dirigindo apontam caminhos que merecem investigação cuidadosa. Essa pesquisa centra-se num dos momentos-chave de seu processo criativo: a minissérie Hoje é dia de Maria. O estudo está focado na primeira jornada e busca analisar a narrativa da menina que sai numa viagem fantasiosa em busca das “franjas do mar”. Nossa atenção volta-se, sobretudo, para a maneira como se construiu o rebuscado espaço visual e sonoro, onde acompanhamos a trajetória da jovem. Assim, detectamos uma arrojada encenação que articula som e imagem, sendo que tais arranjos resultam em laboriosa colagem, em sua articulação com a linguagem televisiva, haja vista a mescla de diferentes formas de expressão externas à televisão, como o teatro, o cinema, a ópera, a dança, entre outras a comporem seu traçado. A pesquisa, em seu desenvolvimento, aprofunda a crença nas minisséries como espaço de experimentação na TV. E dadas as coordenadas que emolduram uma narrativa “contaminada” pela citação, podemos aliá-la, pelos seus procedimentos intertextuais imanentes, à estética neobarroca, sintoma de sua contemporaneidade, pela aposta no fragmento e no excesso.

Hoje é dia de Maria - Televisão experimental - Minissérie

A0026

A CARAVANA FARKAS E O MODERNO DOCUMENTÁRIO BRASILEIRO: ESTUDO SOBRE A SEGUNDA FASE – A VIAGEM AO NORDESTE


Gabriel Kitofi Tonelo (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Gilberto Alexandre Sobrinho (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Thomaz Farkas cumpriu importante papel no desenvolvimento do cinema brasileiro, em que atuou como produtor do conjunto de filmes conhecidos como a Caravana Farkas. Este estudo concentra-se nos documentários produzidos entre 1969 e 1970, em que os dezenove filmes são resultados de uma viagem empreendida para alguns Estados da Região Nordeste. Sabe-se da preocupação que os cineastas da Caravana tinham em relação ao retrato crítico do homem brasileiro. Este estudo busca investigar os temas recorrentes nessa fase da realização dos filmes, a partir dos recortes em relação a esse sujeito, bem como o tratamento cinematográfico que receberam. Através da decupagem de imagem e som do material fílmico pôde-se ter uma maior aproximação aos filmes, o que possibilitou a exploração dos principais temas abordados e das características de linguagem utilizadas nos filmes. Os filmes Viva Cariri!, de Geraldo Sarno, e Frei Damião: Martelo dos Aflitos, Trombeta dos Hereges, de Paulo Gil Soares, foram matéria-prima para uma análise mais aprofundada, no que diz respeito ao tema abordado (a Religiosidade e o Misticismo, nos dois filmes) e ao tratamento cinematográfico empregado, sendo apontadas as questões da autoria, da linguagem e do baixo orçamento, três características pertinentes ao cinema moderno brasileiro.

Caravana Farkas - Documentário brasileiro - Documentário moderno

A0027

NARRAÇÃO E EXPERIMENTAÇÃO: AS ESTRATÉGIAS DISCURSIVAS E OS PROCEDIMENTOS DE ENCENAÇÃO NA MINISSÉRIE A PEDRA DO REINO


Stefanie Hesse Alves (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Gilberto Alexandre Sobrinho (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Este projeto analisa questões referentes à narração e à encenação, na minissérie A Pedra do Reino, dirigida por Luiz Fernando Carvalho e exibida pela Rede Globo de Televisão em 2007, como parte das comemorações dos 80 anos do escritor Ariano Suassuna, autor do texto adaptado O Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. Trata-se também da estréia do Projeto Quadrante, criado por Carvalho. Na análise, utilizamos o aparato teórico de Ramón Carmona (1991), para discutir a construção da expressão e do discurso na narrativa e de estudos Balogh (2002) e Machado (2002) entre outros, sobre formatos televisivos ficcionais e suas características formais e estéticas. Verifica-se na minissérie um criativo trabalho de tradução, nos moldes da transcrição poética, de Campos (1976). Assim, A Pedra do Reino resulta em uma elaboração mais sofisticada, quando em comparação com os demais produtos veiculados na televisão aberta, seja pela roupagem visual e sonora, fruto de pesquisa e elaboração de extratos da cultura popular de temporalidades dispares, seja pela configuração que dá ao processo de narração. Conclui-se que a minissérie contribui para a introdução de procedimentos experimentais, tanto no aspecto discursivo quanto nas questões relacionadas à encenação, transformando os parâmetros da obra ficcional televisiva.

A pedra do reino - Televisão experimental - Minissérie

A0028

O RITUAL DO KWARUP E O JOGO TEATRAL COMO INSTAURADORES DE UM NOVO ESPAÇO-TEMPO


Bruna Lopes e Lima (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Gracia Maria Navarro (Orientadora), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
No exercício de reunir as variantes que concretizam o jogo teatral, a presente pesquisa buscou comparar a ação ritual do kwarup – ritual de celebração dos mortos entre os índios do Alto Xingu (MT) – com os elementos característicos da criação cênica e da instauração de um espaço-tempo extra-cotidiano, presente tanto na representação teatral como no ritual. Para isso, fora realizada uma intensa pesquisa (audiovisual e bibliográfica) sobre mito e ritual, o Alto Xingu e o kwarup, e sobre o fazer teatral, da qual resultou, como síntese, um exercício cênico que teve como norteador a construção de uma poesia no espaço a partir da experiência coletiva entre performer e público, e da existente entre os participantes do kwarup. Essa apresentação pública é fruto de uma série de laboratórios práticos e improvisações em cima da temática kwarup e dos mecanismos de instrumentalização do ator dentro da construção da representação, tais como a simbologia na expressão do sensível e o trabalho da ação verbal. A intersecção dessas duas culturas nos leva a entender tanto o kwarup quanto o jogo teatral como reveladores, por meio do Imaterial, de valores universais que, partindo do indivíduo, integram-no novamente ao Todo. Não como reflexos da sociedade, mas como seus meios de reflexão e transformação.

Teatro - Ritual - Kwarup

A0029

A QUESTÃO DO AFETO NO MÉTODO BAILARINO-PESQUISADO-INTERPRÉTE (BPI) A PARTIR DE PESQUISA DE CAMPO NO VALE DO JEQUITINHONHA


Mariana Floriano (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Graziela Estela Fonseca Rodrigues (Orientadora), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
O Método Bailarino-Pesquisador-Intérprete (BPI) proporciona ao bailarino condições técnicas e expressivas para construir um corpo sem moldes ou modelos impostos, enriquecido por um constante e profundo conhecimento corporal e sensível, por ricas interações entre pessoas e por uma criação coreográfica em Dança única. O Método BPI possui três eixos de sustentação: Inventário no Corpo, Co-habitar com a Fonte e Estruturação da Personagem, cada um com suas particularidades, mas totalmente integrados um com o outro. Neste projeto, através do eixo Co-habitar com a Fonte, foi realizada pesquisa de campo envolvendo a manifestação festiva Boi de Janeiro que acontece na cidade de Pedra Azul na região do Vale do Jequitinhonha. Após a pesquisa de campo a proposta deste projeto é buscar a percepção e estudo dos sentimentos que foram afetados em mim durante a apreensão sinestésica do campo, tendo como auxilio os diários de campo e a coleta de dados dos laboratórios de dojo, a fim de aprofundar e reconhecer os fenômenos envolvidos no campo da afetividade, enquanto condição de vivência para uma pesquisa sensível do corpo na arte da dança através do Método BPI.

BPI - Danças do Brasil - Pesquisa de campo

A0030

ESTRUTURAÇÃO DA PERSONAGEM, MÉTODO B.P.I. (BAILARINO PESQUISADOR INTÉRPRETE): A DANÇA COLHIDA NAS MULHERES DO CAFÉ


Nara de Moraes Cálipo (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Graziela Estela Fonseca Rodrigues (Orientadora), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Este Projeto teve como principal proposta o estudo e aprofundamento do método Bailarino-Pesquisador-Intérprete (B.P.I.), com ênfase no eixo Estruturação da Personagem alcançando a elaboração de um produto cênico coreográfico. No projeto realizado anteriormente em Iniciação Cientifica (quota 01 de agosto de 2007 à 31 julho de 2008), foram trabalhados os outros dois eixos do método, Inventário no Corpo e Co-habitar coma Fonte. Em pesquisas de campo, o Co-habitar com a Fonte foi feito com colhedoras de café migrantes do Paraná para o sul de Minas Gerais, e teve como foco o corpo dessas mulheres na adaptação às mudanças culturais e ambientais. Experienciando os movimentos, trabalhando com o café, aproximando ao máximo do cotidiano desses corpos o conteúdo foi apreendido pela pesquisadora em seu próprio corpo. Esse conteúdo elaborado através de laboratórios no corpo da pesquisadora, deu origem a uma personagem nomeada Jura. A partir da personagem Jura, houve a criação do roteiro e do produto cênico, intitulado “A Flor do Café”. No roteiro, Jura desbrava de maneira bastante peculiar a sua vida carregada de imagens e significados em seu mundo dos pés de cafés. Sua realidade é desenvolvida no corpo que dança, imbuída de sentidos que vão do sofrimento e do medo à felicidade e ao prazer.

Estrutuação da personagem - BPI-Bailarino pesq. Intérprete - Processo de criação

A0031

SIMULAÇÃO DIGITAL DA RESIDÊNCIA OLIVO GOMES, DO ARQUITETO RINO LEVI, EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS


Julia Cristina Bueno Silva (Bolsista SAE/UNICAMP), Wilson Florio (Co-orientador) e Prof. Dr. Haroldo Gallo (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
A Residência Olivo Gomes, em São José dos Campos, foi desenhada por um dos maiores representantes da arquitetura moderna paulista, Rino Levi, arquiteto de formação italiana e inspiração racionalista, que buscou invariavelmente adequar a arquitetura moderna ao contexto brasileiro. A casa, construída em 1949, foi projetada para a família do proprietário da fábrica de tecelagem da cidade e representa grande importância na trajetória profissional do arquiteto, bem como no desenvolvimento da arquitetura moderna brasileira, já sendo reconhecida pelos órgãos de preservação municipal e estadual ligados ao patrimônio. Em suma, a obra é amplamente aberta para a paisagem, delineada por volumes puros de contornos retilíneos, pilotis, painéis envidraçados protegidos por amplas coberturas acentuadas, terraço em balanço, escada em caracol com degraus suspensos, murais cerâmicos e jardins; sendo estes últimos projetados pelo amigo pessoal e colaborador do arquiteto, o artista plástico e paisagista Roberto Burle Marx. Dada a relevância desta obra no estudo da arquitetura moderna brasileira, o objetivo deste trabalho foi estudar a residência através de análises bidimensionais e simulações digitais tridimensionais, de modo a aproximar-se do pensamento projetual adotado pelo arquiteto, segundo as suas características formais.

Rino Levi - Simulação digital - Análise formal

A0032

TEMPERAMENTOS DESIGUAIS: TEORIA E PRÁTICA


Gustavo Angelo Dias (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Helena Jank (Orientadora), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
É possível conceber os temperamentos desiguais como elementos expressivos na interpretação da música historicamente informada, à medida em que conferem diferenciação de cor e caráter às diferentes tonalidades, associando-as à expressão de diferentes afetos. Por tratar-se de uma preocupação inerente aos períodos a que estes modelos de afinação pertencem, o conhecimento das características de cada um deles e sua relação com o repertório contribuem à prática interpretativa da música de um determinado período. Dada a expectativa existente de que o intérprete expresse sua própria concepção dos afetos abordados pelo discurso musical, o trabalho desenvolvido visa contribuir ao conhecimento e à utilização adequada dos temperamentos com um texto analítico e comparativo.

Temperamento - Musicologia - Afinação

A0033

BARBARA STROZZI (1619-1677): UMA ANÁLISE INTERPRETATIVA DAS PEÇAS LAGRIME MIE E AMOR DORMIGLIONE


Marina Lobato Miranda (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Helena Jank (Orientadora), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Barbara Strozzi nasceu no ano de 1619 em Veneza e faleceu em 1677 em Pádua na Itália. Pertenceu a um seleto grupo de mulheres compositoras de seu período. Um gênero de composição muito apreciado na época era o lamento, que Strozzi desenvolveu com grande originalidade. Entre 1644 e 1664, publicou em Veneza oito volumes de cantatas, além de apresentar seus atributos artísticos em reuniões na Accademia degli Unisoni – a academia criada por seu pai, Giulio Strozzi (1583 - 1652), para que ela pudesse levar a público sua arte. Este projeto teve como principal objetivo uma análise interpretativa de duas peças de estilos diferentes da compositora italiana Barbara Strozzi: A primeira, o lamento Lagrime mie, que narra a angústia de um amante ao perder a sua amada e o fato de não conseguir chorar diante dessa dor. A segunda é uma peça de caráter cômico, não muito comum no repertório de Strozzi, chamada Amor dormiglione, que narra a divertida queixa de uma mulher sobre seu amante, que prefere dormir a lhe fazer companhia ao longo da noite. Nessas obras foi abordada a forma como Strozzi caracterizava em sua escrita musical a dor do abandono e o seu desejo erótico, decifrando através de uma análise da retórica, do ritmo e dos elementos interpretativos, os afetos musicais e os diversos significados criados por ela.

Barbara Strozzi - Análise - Música antiga

A0034

PRODUÇÃO ESCULTÓRICA COM MASSAS POLÍMERAS TRABALHADAS EM PEQUENA ESCALA


Florencia María Piñón Pereira Dias (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Heloisa Cardoso Villaboim de Carvalho (Orientadora), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Esta iniciação consiste em uma pesquisa técnica de modelagem de esculturas de alto grau de detalhamento: estudo de proporção, densidade, estrutura e anatomia. Para tal fim, será utilizada a argila plástica Super Sculpey Firm para a investigação de suas possibilidades no âmbito artístico. Tal pesquisa envolve manufatura das peças, modelagem, moldagem e reprodução de peças, além de pesquisa teórica a respeito de massas similares.

Miniatura - Escultura - Polímeros

A0035

IMPRIMINDO LINKS: A ABSORÇÃO DE ASPECTOS CONSTITUINTES DO HIPERTEXTO DAS REVISTAS ELETRÔNICAS ON-LINE PELA MÍDIA IMPRESSA


Beatriz Blanco (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Hermes Renato Hildebrand (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
O presente projeto de pesquisa visa observar e analisar as revistas impressas, através da teoria semiótica, quando da absorção dos elementos sintáticos, semânticos e pragmáticos gerados pelas revistas eletrônicas on-line. As atividades de produção em design dividem-se em projeto de produção, comunicação visual e implementação e os meios que utilizamos para realizá-los determinam profundamente a nossa forma de fazer. Pretendemos estabelecer relações entre a diagramação das revistas impressas e as revistas eletrônicas on-line dentro do perfil da leitura movente, analisando o suporte e a linearidade dos meios impressos tradicionais e a nova estética de diagramação, que utiliza aspectos organizacionais do hipertexto na disposição do conteúdo no papel onde podemos constatar a fragmentação do conteúdo linear das matérias. A diagramação das revistas impressa altera-se diante das novas formas do fazer eletrônico, absorvem aspectos típicos dos hipertextos e das organizações multi-lineares desses meios. A presente pesquisa visa observar e analisar essas absorção, modificações, adaptações e traduções através da teoria semiótica, analisando exemplos de matérias que utilizam elementos característicos da diagramação do hipertexto on-line em sua diagramação.

Hipertexto - Mídia impressa - Semiótica

A0036

DO VÍDEO-CASSETE AO BLU-RAY: AS MUDANÇAS NA FORMA DE VER FILMES E SERIADOS


Cintia Henriques (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Hermes Renato Hildebrand (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Desde a popularização da televisão, nas décadas de 40 e 50, novas ferramentas e formas de produção de linguagens de comunicação surgiram alterando nosso modo de assistir filmes e seriados. Com o aparecimento do videocassete, CD, DVD, Internet, IPod, entre outros, essas formas narrativas passaram a pertencer ao universo das produções hipermidiáticas e deixaram de ser feitas só para os meios onde tiveram sua origem: cinema e televisão. Hoje, os filmes e seriados são apresentados em diferentes suportes e nos mais variados formatos. O principal objetivo dessa pesquisa é observar, identificar e analisar as mudanças ocorridas no modo de ver e produzir filmes e seriados através de um breve relato histórico sobre como eles evoluíram diante das novas tecnologias. Também pretendemos identificar como essas mudanças alteram as estruturas lineares de nossa percepção de espectadores. Através do levantamento bibliográfico, de dados e da observação de alguns filmes, seriados e os subprodutos associados aos suportes e formatos que os gera: cinema, televisão, internet, livros, jogos para videogame, mobsódios e websódios, observaremos essas produções, agora, hipermidiáticas e as modificações que eles causaram em nossa forma de ver, ouvir e perceber o mundo, sabendo que muito ainda há de vir.

Filmes - Seriados - Novas mídias

A0037

O BELO DE COMME DES GARÇONS


Igor Yuji Kawasima (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Iara Lis Franco Schiavinatto (Orientadora), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
As imagens de moda produzidas desde 1980 pela marca Comme des Garçons são fronteiriças entre a moda, o publicitário e o artístico. Suas parcerias com artistas visuais possibilitam à empresa o respeito do círculo das artes e sua sobrevivência no mercado de moda internacional. Levantada essa produção imagética e reconstruída a trajetória do conglomerado controlado pela designer Rei Kawakubo, definiu-se o alcance do conceito de design (que engloba a manufatura de seus produtos até seu programa administrativo de linhas, parcerias, lojas e espaços expositivos) e a produção social do prestígio de Kawakubo atrelada à construção histórica de um status artístico ao ofício de designer. As parcerias com o fotógrafo Peter Lindbergh e com a artista Cindy Sherman apresentam uma diferenciada estética de moda que destaca seu discurso sobre gêneros e novos usos do corpo e que promove espaços expositivos como mídias comprometidas com a complexa circulação de informação visual e textual envolvida no sistema de moda atual. As táticas de visibilidade trabalhadas pelo grupo alimentam e se servem de seu conceito de "belo", cuja imanência se localiza na formação e na conquista do espaço transitável entre arte e moda e cuja circunscrição teórica ilumina o entendimento de Comme des Garçons como relevante marca cultural contemporânea.

Comme des garçons - Publicidade de moda - Rei Kawakubo

A0038

VAN GOGH E SUA OBRA: PARA ALÉM DOS “PSICOLOGISMOS”


Ana Maria Masson Furlan (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. João Francisco Duarte Junior (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Este estudo pretende estabelecer relações para melhor entendimento da dualidade entre obra e vida de Van Gogh, procurando demonstrar que seu trabalho pictórico apresenta um valor estético intrínseco que não deve ser depreendido dos acontecimentos de sua existência (negando assim, o modo “causa-efeito”), pois, em se tratando de artistas acometidos por transtornos mentais, Vincent Van Gogh é um dos mais discutidos. Para tanto, vem-se elaborando um texto que, minimizando possíveis relações de determinação, compara tais noções e defende a produção artística do pintor como valiosa em si mesma naquilo que pode proporcionar a ampliação do conhecimento e da experiência estética de seu criador e de seus espectadores, partindo do estudo de autores que abordam tais questões.

Experiências estéticas - Van Gogh - Merleau Ponty

A0039

A improvisação em festas open air de musica eletrônica


Patrícia Rosin Lacintra Vechia e Prof. Dr. João Luís Uchoa de Figueiredo Passos (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Percebe-se, que o ambiente das festas open air de musica eletrônica traz uma maior desinibição das pessoas que ali estão. A própria cultura destas festas prega a liberdade de expressão como um dos motivos principais deste encontro. O espaço também pode influenciar porque é aberto, no sentido de ser ao ar livre, mas é delimitado o espaço, num sentido de separar este “mundo” do exterior. A musica eletrônica, num volume exorbitante traz a rítmica ao corpo e movimentos que o próprio não tem consciência do que está fazendo, podendo assim ser chamada de “improvisação inconsciente”. Mesmo assim, observa-se que existem algumas matrizes de movimento recorrentes em várias pessoas. Nesta pesquisa observou-se, etnograficamente, estes “corpos dançantes” nestes momentos de improvisação, comparando estes momentos quando um indivíduo está perto das caixas de som com quando está longe das mesmas. Foram levantadas características de todas as pessoas que estiveram nas condições de focos da pesquisa, não havendo distinções de sexo, idade e raça. Houve a experimentação das diferenças de estilos e volume de som no próprio corpo do pesquisador, sendo que essa improvisação já é racional, mesmo que não estruturada, e como ela pode ser estruturada. Num segundo momento, foi feita uma análise através do olhar da performance dos observados em relação com a bibliografia levantada para traçar as principais características e o perfil desta cultura corporal.

Corpo - Expressão - Rave

A0040

ESTUDO DE APLICAÇÕES DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA JOGOS DE COMPUTADOR


Bruno Henrique de Paula (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. José Armando Valente (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
A Inteligência Artificial têm sido aplicada em jogos de computador através de variadas técnicas computacionais. O presente projeto busca entender não só como surgiu esta vertente de pesquisa, mas também explorar os principais conceitos relacionados tanto à Inteligência Artificial quanto aos games. Por fim, a partir dos conceitos iniciais levantados, a análise de três jogos de computador de diferentes gêneros selecionados, este projeto estuda algumas das principais técnicas de IA para games, suas diferenças e busca ampliar a compreensão acerca deste campo de pesquisa, bem como auxiliar pesquisadores e desenvolvedores de jogos em possíveis trabalhos futuros.

Games para computador - Inteligência artificial - História dos games

A0041

A IMPORTÂNCIA DA UTILIZAÇÃO DA TÉCNICA DE SAMPLING E SUA INFLUÊNCIA EM UMA PRODUÇÃO MUSICAL


Augusto Pinatto Marcondes (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. José Eduardo Ribeiro de Paiva (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Alguns dos artistas de grande sucesso do recente cenário musical pop têm feito o uso de uma técnica de edição denominada sampling (processo de amostragem sonora e reprodução em novo contexto) em suas recentes produções musicais. Desta forma proporcionam ao ouvinte um referenciamento sonoro com outras obras de sucesso anteriores, uma conseqüente familiarização com aquela informação já adquirida e uma mais fácil assimilação desta nova produção musical. Este trabalho se destina a pesquisar as influências do uso deste recurso na aceitação do público, decifrar os processos de sampling e seus processos de recontextualização, e as estratégias do uso deste recurso dentro de uma produção musical.

Sampling - Produção musical - Mercado fonográfico

A0042

UMA ANÁLISE QUALITATIVA DE SIMULADORES VIRTUAIS DE INSTRUMENTOS E SISTEMA DE MODELAGEM SONORA


Régis de França Baba (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. José Eduardo Ribeiro de Paiva (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
O surgimento dos simuladores virtuais de amplificadores de guitarra elétrica* no mercado a partir da década passada e sua rápida popularização devido a sua portabilidade, versatilidade e custo reduzido em comparação aos sistemas analógicos respectivos, nos trás a uma discussão semelhante à da difusão do áudio em MP3, que vem substituindo outros formatos de áudio não comprimidos devido ao seu tamanho reduzido. Até que ponto chega a real diferença de qualidade entre eles e se esta diferença é percebida pelo grande publico, de que forma ela ocorre. Este projeto propõe um teste cego comparando diretamente gravações da guitarra elétrica através de sistemas analógicos e digitais (sistema de modelagem sonora). A partir dos resultados obtidos será levantada uma discussão sobre sua real eficácia e de que forma sua cada vez mais freqüente utilização pode estar alterando o referencial timbrístico das novas gerações de músicos e ouvintes comuns.* sistemas em forma de software ou hardware que emula diversos equipamentos e situações utilizados na produção e captação do som da guitarra elétrica como: amplificadores, efeitos, formas de captação, entre outros, utilizando a tecnologia de modelagem sonora.

Simulador virtual - Modelagem sonora - Midi

A0043

ASPECTOS IMPROVISACIONAIS DE SONNY ROLLINS


José Emilio Gobbo Junior (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. José Roberto Zan (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
O saxofonista Sonny Rollins se destacou na década de 50 como um dos músicos mais influentes do cenário jazzístico nova-iorquino. Apesar de apresentar um estilo de improvisação com raízes no Bebop, Rollins foi responsável por algumas inovações significativas para a história do jazz, desenvolvendo uma maneira bastante peculiar de lidar com motivos rítmicos e trabalhar fragmentos extraídos da melodia do tema tocado. Através da transcrição e análise de três solos extraídos dos discos Saxofone Colossus e Tenor Madness, identificamos alguns desses elementos que caracterizam o estilo de improvisação do saxofonista, incluindo aspectos rítmicos, melódicos, articulações, sonoridade, dentre outros. Neste trabalho também buscamos compreender os aspectos não-musicais que possam ter influenciado a maneira de Sonny Rollins construir seus improvisos. A pesquisa concentrou-se na produção do músico referente às décadas de 1950 e 1960, período de efervescência cultural e política em sua cidade natal, Nova Iorque.

Improvisação temática - Música popular - Jazz

A0044

A PERFORMANCE DE UM CANCIONISTA: UM ESTUDO DA ARTE MUSICAL DE JOÃO BOSCO


Marcio Giacomin Pinho (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. José Roberto Zan (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
João Bosco é frequentemente apontado como um dos ícones da Música Popular Brasileira desde a consolidação de sua carreira na década de 1970. Entretanto, poucos estudos foram feitos a respeito da sua produção. Nesta pesquisa, foram analisadas algumas das suas canções, abordando esse gênero popular como linguagem peculiar constituída pelo entrelaçamento entre melodia e texto. O foco da investigação foi a maneira pela qual o artista articula os elementos melódicos, harmônicos, rítmicos e poéticos em suas performances. Foi escolhido para análise o disco João Bosco ao Vivo – 100ª Apresentação, em que todas as músicas foram arranjadas e executadas (violão e canto) exclusivamente pelo próprio João Bosco. Foram realizadas transcrição e análise de quatro faixas do referido disco (que totalizaram sete músicas), todas compostas pela dupla João Bosco / Aldir Blanc. Além do forte conteúdo político das canções, chama atenção a forma com que o artista consegue, apenas com a voz e o violão, criar arranjos complexos (muitas vezes citando os arranjos das gravações originais) através do canto e de diferentes montagens de acordes e combinações de dedos da mão direita no toque do violão.

João Bosco - Performance - Dicção

A0045

A ESTILIZAÇÃO DA MÚSICA TRADICIONAL BRASILEIRA NAS COMPOSIÇÕES DE NENÊ


Marco Antonio Pereira Santos (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. José Roberto Zan (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
A estilização dos gêneros populares brasileiros, muitas vezes identificados como folclóricos, é um procedimento presente em boa parte da produção da música instrumental brasileira. Através da transcrição e análise de quatro músicas do disco Porto dos Casais, do músico Realcino Lima Filho, conhecido como Nenê, foi possível compreender a maneira pela qual o músico estiliza certos gêneros tradicionais como o “maxixe”, o “afoxé”, o “partido-alto” e o “calango”. A análise das composições “Canoas”, “Mandela”, “Partido” e “Calango” revelou a presença de elementos constitutivos daqueles gêneros, porém recriados a partir de um tratamento autoral dado por Nenê. A adaptação das estruturas rítmicas de cada gênero para a bateria, instrumento tocado por Nenê no referido disco, revela procedimentos característicos do músico aplicados no processo de estilização de matrizes populares.

Música popular brasileira - Composição instrumental - Arranjo popular

A0046

ESTILO COMPOSICIONAL E INTERPRETATIVO DO MÚSICO LENINE


Rodrigo Carinhana (Bolsista FAPESP) e Prof. Dr. José Roberto Zan (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Este trabalho analisa a obra do compositor, instrumentista e cantor Lenine. Com o objetivo de identificar e compreender as características do estilo do artista, a pesquisa se concentrou nos aspectos musicais do repertório selecionado, porém sem perder de vista o contexto histórico-cultural no qual as canções foram produzidas. Foram identificadas as referências rítmicas de gêneros musicais diversos como o samba, baião, rock, rap, embolada, salsa, maracatu, frevo, xote, funk etc., presentes em suas músicas, bem como as relações entre as configurações rítmicas das melodias e a integração entre o canto e as levadas feitas no violão. A análise musical priorizou o aspecto rítmico, o que parece ser o mais relevante do seu estilo, sem deixar de considerar a harmonia e a entoação das melodias.

Cultura popular - Indústria cultural - Música popular brasileira

A0047

O PALCO COMO MEDIADOR ENTRE O UNIVERSO ARTÍSTICO DA DANÇA E O UNIVERSO CRIATIVO DA CRIANÇA


Maria Fernanda Costa Miranda (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Júlia Ziviani Vitiello (Orientadora), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Partindo da consideração do palco como um dos mediadores possíveis entre o universo da dança e o universo da criança, essa pesquisa traz a continuidade da temática sobre processo de criação em dança destinado ao público infantil com a criação de um trabalho coreográfico. A aplicação das reflexões e observações levantadas a partir do acompanhamento dos trabalhos do Grupo Dançaberta, Balangandança Cia. e Palavra Cantada, geraram a criação da obra coreográfica Labirinto de Lírios e Rosas, onde passei de observadora a autora de uma pesquisa criativa. Dessa forma, o presente trabalho contém não só o processo de criação dessa obra, mas uma discussão sobre memória, educação somática e improvisação como elementos possíveis de serem considerados quando se busca uma criação em dança destinada ao público infantil.

Dança - Público infantil - Criação artística

A0048

A CONSTRUÇÃO DAS LINHAS DE BAIXO DE LUIZÃO MAIA


Rafael Favero Martins (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Leandro Barsalini (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Poucos são os trabalhos sobre a música instrumental e menos ainda sobre o contrabaixo, tanto com ênfase no aspecto histórico do instrumento, quanto nas análises técnicas específicas de contrabaixistas importantes na formação e compreensão de aspectos da linguagem musical brasileira atual. Neste trabalho, investigou-se as características específicas da música do contrabaixista Luizão Maia, manifestada através de seu fraseado e suas conduções de linhas de contrabaixo, buscando entender de que modo seu desenvolvimento técnico e seu swing possibilitaram a fixação de novos padrões de linguagem e mostrar como isso implica na produção e recriação de arranjos com características fortes de entrosamento rítmico entre os instrumentistas.

A partir de uma audição preliminar, foram selecionados 5 músicas que representassem tanto a diversidade do estilo de Luizão no gênero samba como em outros gêneros brasileiros e em seguida essas 5 canções foram analisadas afim de encontrarmos traços importantes na maneira do contrabaixista conduzir suas levadas de contrabaixo fazendo com que suas linhas dialoguem diretamente com as letras das canções e valorizem a maneira expressiva como os(as) cantores(as) as interpretam.

Luizão Maia - Linhas de contrabaixo - Samba

A0049

O FAZER E A EXPERIMENTAÇÃO: A OBRA DE ALBERTO GIACOMETTI EM PARALELO COM UM PROCESSO ARTÍSTICO PESSOAL


Maria Izabel Abicalaf Magnani (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Lúcia Eustachio Fonseca Ribeiro (Orientadora), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
O trabalho é o segundo momento de pesquisa artística que vem sendo construída desde agosto de 2007. O objetivo é refletir o percurso criativo para se evidenciar meios para a construção de uma poética pessoal. A observação inicial aproximou minha criação à produção de Alberto Giacometti, visto que a obra do artista se concentra na luz e no espaço, traduzidos em todos os meios por ele trabalhados. O estudo tem duas partes, realizadas simultaneamente: a primeira, teórica, se baseou na compreensão de questões de expressão e estrutura e procedimentos artísticos de Giacometti; e a segunda é a produção artística pessoal, concentrando-se na técnica do desenho em suporte bidimensional e em experiências com o tridimensional, sempre com o registro escrito desse processo. Ao final, se propôs uma análise de comparação que destacou as possibilidades de interface entre as partes, ressaltando os aspectos relevantes entre a obra do artista em questão e a minha produção. A metodologia se baseou em Redes de Criação - construção da obra de arte de Cecília A. Salles, que traz a reflexão sobre a tessitura do processo criativo dos artistas: o movimento de construção dos pensamentos visuais de suas poéticas.

Alberto Giacometti - Artes visuais - Processo criativo

A0050

OBRA PARA VIDA, VIDA PARA OBRA – XILOGRAVURAS DE LÍVIO ABRAMO


Ayune Maisano Namur (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Luise Weiss (Orientadora), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
A pesquisa visa a biografia e a obra de Lívio Abramo, num intercâmbio entre suas gravuras e diferentes fases de vida. Além de tratar da bibliografia já existente sobre o artista, o estudo tem como uma das bases o levantamento das influencias e memórias através de entrevistas com familiares e artistas que conviveram com gravador no Brasil e no Paraguai, onde viveu seus últimos 30 anos, como diretor do setor de Artes Visuais do Centro de Estudos Brasileiros. Como um dos pioneiros da xilogravura no Brasil, Livio Abramo tem um papel importante para a nossa história, embora pelo distanciamento do país no fim de sua vida ou pelo distanciamento do tempo em que viveu, esta esteja de certa forma arrefecida em nossa memória.Observando que se pode dividir a obra do artista em cinco fases - fase antropofágica; de engajamento político; de ilustrações para o livro “Pelo Sertão” de Afonso Arinos; carioca, em que seus temas discorrem pela cidade do Rio de Janeiro; e por fim Paraguaia - conclui-se que a influencia de sua vida particular é mais acentuada em sua fase de engajamento político. Alem de constatar que a partir da série de “Pelo Sertão” sua trajetória é marcada por uma evolução técnica e pelo abandono do expressionismo. Com o desenvolver disso, Abramo estuda e poetisa a linha, buscando uma essência.

Livio Abramo - Gravura - História

A0051

DA PINTURA AO ESPAÇO VIDA


Bruno Baptistelli (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Lygia Arcuri Eluf (Orientadora), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Num primeiro momento foi analisada brevemente a produção sessentista dos nortes americanos, em especial a obra de Robert Rauschenberg, e a introdução de elementos da cultura POP. A inserção e apropriação de imagens e objetos cotidianos em suas combine paintings transformando assim a estrutura da pintura/imagem, que ganha através dessa série de obras uma corporificação tridimensional. Em seguida relacionei à obra de artistas brasileiros como Hélio Oiticica e Lygia Clark. Porém no caso brasileiro o caminho é bem distinto, podendo ser comparado apenas em termos estruturais no que diz respeito à mudança de planos do bidimensional para tridimensional. Na etapa seguinte foi importante a análise e reflexão sobre meus próprios processos criativos. Essa análise se deu em diferentes eixos estruturais: experimentalismo em novos suportes como o fotográfico e principalmente o espaço urbano, linguagem visual e procedimentos construtivos. Na etapa final volto a relacionar os resultados obtidos com a produção dos dois artistas brasileiros citados anteriormente. A escolha de ambos se justifica, pois, na medida em que inserem o espectador sensorialmente em algum trabalhos, revela-se a real possibilidade de criação do que chamo Espaço Vida no cotidiano.

Pintura - Linguagem - Espaço

A0052

CONSTRUÇÃO DE UM DIÁLOGO ENTRE AS OBRAS DE FARNESE DE ANDRADE E NELSON FÉLIX E OS DESDOBRAMENTOS DE SEUS PROCESSOS CRIATIVOS


Luciana Miyuki Takara (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Marco Antonio Alves do Valle (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Este projeto de iniciação científica faz parte da identificação de assuntos de interesse apontados em minha produção artística. São questões presentes em meu trabalho: a memória tanto no sentido restrito como cultural, a relação da escultura com a arquitetura e os aspectos desconstrutivos dos objetos e instalações presentes nas operações de fragmentação da obra. A pesquisa se desenvolve na análise desses conceitos e procedimentos estudando as obras de Farnese de Andrade e Nelson Félix, cujo intuito é compreender como cada produção aponta para uma maneira de pensar o espaço seja no objeto como no interior de uma caixa em Farnese ou interagindo com a arquitetura e o espectador no caso de Félix. Em ambos encontramos os processos desconstrutivos de fragmentação como procedimento recorrente, não só por dispersarem partes de seus objetos, no caso de Félix: o observador é um participante e a fragmentação o estimula a articular-se com outras partes da obra recorrendo a memória do objeto nas partes e no todo na presença do espaço.

Tridimensionalidade brasileira - Espacialidade - Memória

A0053

A INFLUÊNCIA DOS ARTISTAS PIONEIROS DA ARTE DE INTERVENÇÃO NO ESPAÇO URBANO NA PRODUÇÃO DO PROJETO DE CURADORIA DE NELSON BRISSAC: ARTE/CIDADE: A CIDADE E SEUS FLUXOS”


Marina Mayumi Bartalini (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Marco Antonio Alves do Valle (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Esta pesquisa visou dar continuidade aos estudos referentes à produção dos primeiros artistas brasileiros a intervirem no espaço em relação às produções artísticas atuais.Este estudo buscou compreender de que forma os artistas pioneiros na arte pública, tais como Flávio de Carvalho, Hélio Oiticica e Artur Barrio, contribuíram para a formação de novas idéias dentro da discussão de arte atual. O objeto de pesquisa para comparar essa produção atual com as primeiras intervenções brasileiras em espaço público foi o projeto de intervenções urbanas “Arte/Cidade 2 - A cidade e seus fluxos” realizado em 1994. A participação do espectador na obra e o papel e das instituições na produção de arte atual são discussões que permeiam a produção contemporânea de artistas que têm como poética a intensificação da percepção dos espaços, para apontar novas dinâmicas e configurações nas cidades.

Intervenção urbana - Arte/cidade - Hélio Oiticica e Artur Barrio

A0054

O GRAFFITI CIRCULANDO ENTRE A CIDADE E A GALERIA: DA TRANSGRESSÃO AO SISTEMA DE ARTE


Paula Harumi Honda (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Marco Antonio Alves do Valle (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Apesar do Movimento Hip Hop ter surgido mais tardiamente no Brasil, o estilo nova-iorquino de graffiti com letras e símbolos rapidamente foi absorvido e reconfigurado, incorporando novas estéticas aqui inventadas. Em poucas décadas criamos um estilo original, de grande riqueza artística e cultural. O mercado de arte procurou se aproximar, o que resultou na abertura progressiva de museus, galerias e instituições internacionais ao graffiti genuinamente brasileiro. Neste contexto, o projeto insere-se num tema que vem merecendo destaque no âmbito artístico, tanto do ponto de vista teórico como de observação empírica: a inter-relação entre o graffiti e o circuito oficial das artes plásticas. Refletindo acerca do funcionamento do Sistema da Arte e como se dá sua relação atual com as questões propostas pelo que se convencionou nomear de "indústria cultural", o projeto busca investigar os elementos presentes no graffiti brasileiro que o tem aproximado da Arte Contemporânea e compreender o processo deste diálogo a partir do levantamento e análise da diversidade de opiniões, avaliações e interpretações dos diferentes segmentos que compõem este debate: os grafiteiros, o público, teóricos da arte, divulgadores e marchands. Para este levantamento, a área de estudo selecionada foi a capital paulistana, precursora do movimento Hip Hop no Brasil, onde se encontram os grafiteiros de maior renome e atuação no circuito oficial das artes plásticas e onde o mercado de arte é mais expressivo no país.

Graffiti - Sistema da arte - Arte/cidade

A0055

JESUS RAFAEL SOTO NAS BIENAIS DE SÃO PAULO


Gabriela Cristina Lodo (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Maria de Fátima Morethy Couto (Orientadora), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
A pesquisa consiste em entender a recepção das obras do artista venezuelano Jesús Soto (1923-2005) no Brasil. Para tanto, analisaremos os trabalhos de sua autoria que figuraram em seis edições da Bienal Internacional de São Paulo, realizadas nos seguintes anos: 1957, 1959, 1963, 1994, 1996, 1998, nas IV, V, VII, XXII, XXIII, XXIV edições, respectivamente. Através dessa análise, pretende-se discutir o desenvolvimento da produção pessoal do artista, as características principais do movimento ao qual ele pertenceu, a Arte Cinética, e a possível relação do seu trabalho com o de outros artistas brasileiros do mesmo período, mesmo não havendo entre os nossos artistas grandes manifestações acerca desse movimento. Jesús Soto deixa a Venezuela e estabelece-se em Paris no início da década de 1950, onde reside até a sua morte. É na Europa que ele realiza pesquisas de cunho abstrato geométrico, juntamente com outros artistas, na sua maioria estrangeiros, apoiado pela galeria Denise Renée. O resultado desses estudos e experimentações leva-o à arte cinética, tendência que trabalha com idéias de movimento, espaço, tempo e transformação da obra perante o público. Nas Bienais de São Paulo Soto expôs obras de diferentes momentos de sua carreira, o que nos dá a possibilidade de compreender e discutir a sua produção pessoal de modo mais amplo.

Jesus Rafael Soto - Arte cinética - Bienal de São Paulo

A0056

PAISAGENS DE MÁRIO BUENO NO ACERVO DA UNICAMP


Juliana de Sá Almeida Duarte (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria de Fátima Morethy Couto (Orientadora), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Mário Bueno nasceu em Campinas no ano de 1916. Começou a pintar tardiamente, no final dos anos 1940. Ao final da década seguinte formou, juntamente com outros artistas da cidade, o Grupo Vanguarda, o qual teve como maior feito a difusão das idéias modernistas no cenário local, bem como a produção de uma arte de cunho abstrato. Nesta pesquisa estudamos a produção do artista anterior à criação do Grupo Vanguarda, centrando-se principalmente nos trabalhos que revelam sua passagem da figuração para a abstração, realizados no inicio dos anos 1950. As obras analisadas pertencem ao acervo da Galeria de Arte da Unicamp, tendo sido adquiridas em 2001, após a morte do artista. Encontramos, neste acervo, mais de trinta obras desse período, a maioria denominadas paisagens. Segundo depoimento de Bueno, sua produção foi fortemente influenciada pelas diversas visitas que fazia juntamente com o pintor Thomaz Perina às Bienais Internacionais de São Paulo. É também nesta época que Mário Bueno inicia-se no circuito das artes, apresentando diversos trabalhos em salões da cidade de Campinas e da capital. No decorrer da pesquisa levantamos e organizamos material bibliográfico e iconográfico sobre o artista, os quais encontravam-se dispersos em diversas instituições de Campinas e São Paulo. Esta pesquisa insere-se em um projeto maior, financiado pelo CNPq, sobre Arte de vanguarda em Campinas (1950-1970).

Mario Bueno - Arte abstrata - Vanguarda em Campinas

A0057

BERNARDO CARO NAS DÉCADAS DE 60 E 70 E A VANGUARDA ARTÍSTICA CAMPINEIRA


Nara Vieira Duarte (Bolsista IC CNPq) e Profa. Dra. Maria de Fátima Morethy Couto (Orientadora), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Esta pesquisa aborda a carreira artística de Bernardo Caro (1931-2007), em especial suas obras dos anos 1960 e 70. Optou-se por este recorte pelo fato de tais obras estarem intimamente relacionadas ao período da ditadura militar brasileira no qual toda manifestação expressiva era sinônimo de retaliação, repressão e censura. Mas, Caro encontra uma maneira de expor a situação pela arte. Sendo assim, destacou-se na IX Bienal Internacional de São Paulo de 1967 com uma obra da série Mulheres X Protesto que recebeu o Prêmio Aquisição Itamarati. Atualmente, o foco da pesquisa é o estudo das obras ambientais-conceituais dos anos 70 nas quais o artista desenvolve uma produção cada vez mais crítica e incumbida por mensagens de protesto. Uma obra que exemplifica isso é Cavalinho-de-Pau que gerou polêmica quando apresentada na Pré-Bienal Nacional de São Paulo, pois foi compreendida como subversiva. Aprofundada a pesquisa sobre outras obras desse momento, organizamos uma exposição intitulada Arte como protesto: a obra de Bernardo Caro nas décadas de 1960 e 1970, que ocorreu no final de 2008 na Galeria de Arte da Unicamp. O objetivo dessa montagem foi propagar o conhecimento da produção desse artista que através de sua arte tanto falou durante um período em que a censura detinha a voz.

Bernardo Caro - Arte de vanguarda - Campinas

A0058

PICASSO E AS MENINAS DE VELÁZQUEZ


Talita Mendes (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria de Fátima Morethy Couto (Orientadora), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Esta pesquisa teve como objetivo analisar nove pinturas da série de releituras de Picasso baseada na obra As Meninas de Diego Velázquez, integralmente produzida no ano de 1957, e com a qual Picasso reafirmou, a partir do legado de outro mestre espanhol, sua incessante busca por alinhar a arte espanhola à arte européia de seu tempo. Buscamos destacar a influência marcante da referida obra de Velázquez na trajetória produtiva e no programa artístico de Picasso, visando a uma maior compreensão da intenção e posição deste artista em relação à história da arte,  a qual ele concebe como um processo vivo e não subordinado a preceitos imutáveis. O confronto destas releituras de Picasso entre si e com as obras Les Demoiselles d’Avignon e Guernica, ambas também de sua autoria, bem como com obras realizadas por outros artistas — a exemplo de Matisse, que exerceu grande ascendência sobre seu trabalho —, permitiu-nos discutir questões estruturais, formais e simbólicas referentes a seu processo criativo. Além disso, pudemos ainda refletir sobre a importância do procedimento de interpretações/apropriações no universo contemporâneo e na cultura ocidental.

Picasso - Velázquez - Releitura

A0059

AS MONOTIPIAS DE MIRA SCHENDEL


Yara Faria de Barros da Silva (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Maria de Fátima Morethy Couto (Orientadora), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Mira Schendel, artista de origem suíça, inicia sua produção no Brasil no ano de 1954, e se torna figura de grande importância no cenário artístico nacional. Entre seus trabalhos mais significativos estão as monotipias, uma série de 2000 desenhos produzidos no período de 1964 a 1966. As monotipias fazem parte de um processo de impressão de gravura que se caracteriza pela utilização de uma superfície plana coberta de tinta, sobre a qual é colocado um papel fino. O artista, em seguida, emprega algum material de ponta fina para demarcar o suporte. Schendel, muitas vezes, serve-se de sua unha. A importância das monotipias na carreira de Mira Schendel está no fato de elas apresentarem questões que serão recorrentes pela artista. Seguindo esse pensamento foram selecionadas oito monotipias da coleção do Museu de Arte Moderna de São Paulo, produzidas entre 1964 e 1966, nas quais verificam-se estas questões realizando um paralelo destas com os demais trabalhos. A transparência se relaciona com os Objetos gráficos de 1968, a escolha do material com as Droguinhas ou Trenzinho ambos de 1966, o espaço com a instalação Ondas paradas de probabilidade (1968) e o próprio desenho no espaço, com os Sarrafos, última série realizada pela artista em 1987.

Mira Schendel - Monotipias - Desenho

A0060

ARTESPAÇO: UMA ANÁLISE DO ESPAÇO COMO CAMPO AMPLIADO DA ARTE EM SÃO PAULO


Bruna Zanolli (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria José de Azevedo Marcondes (Orientadora), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
O projeto de pesquisa “Artespaço: uma análise do espaço urbano como campo ampliado da arte em São Paulo” insere-se no projeto de pesquisa mais amplo , denominado Arte e Cidade, desenvolvido no Instituto de Artes . O termo "artespaço", foi delineado a partir de panoramas; um histórico geral das relações entre arte e o espaço urbano e outro específico da cidade de São Paulo. Para tanto foram utilizados exemplos de projetos de arte urbana como o Arte/Cidade , os projetos desenvolvidos por coletivos de arte na ocupação do edifício Prestes Maia no centro antigo de São Paulo, e experiências de encontros de coletivos como o EIA (Experiência Imersiva Ambiental) e, alguns exemplos fora da cidade de São Paulo, como focos de comparação e análise, como : multipliCIDADE em Vitória, entre outros. O aprofundamento nas relações entre arte e espaço urbano incluem a problematização e a análise de conceitos de lugar, de fruição e das condições de acontecimento da arte urbana; visando traçar as relações de interferência e dependência entre a arte pública e o espaço público atuais . Os resultados constituem-se no mapeamento e na análise sobre a importância dessa vertente da arte contemporânea em São Paulo, no contexto do período.

Urbano - Arte - Espaço

A0061

A PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO ARTÍSTICO: MAPEAMENTO DOS BENS MÓVEIS TOMBADOS DO MODERNISMO BRASILEIRO


Vivian Palma Braga dos Santos (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria José de Azevedo Marcondes (Orientadora), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Inserido no projeto Território e Patrimônio: Critérios de Valoração do Patrimônio Cultural, coordenado pela Profa. Dra. Maria José de Azevedo Marcondes, o presente trabalho é uma continuidade de um estudo iniciado em julho de 2007, a respeito dos Bens Móveis Tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), pertencentes ao período do Modernismo Brasileiro. Com a identificação do Estado de São Paulo como local da produção hegemônica do Movimento, voltamos nossos olhares para fora das fronteiras paulistas, na busca de identificar características modernistas no patrimônio do restante do país. Dentre todo território, os estados do Rio de Janeiro e do Recife destacaram-se pela grande representação do patrimônio modernista. As leituras e analises no decorrer nossa procura revelaram um modernismo extremamente paradoxal, e que por diversas vezes reconstruiu seu discurso ideológico. Passando por um modernismo inicial e outro de redescoberta, encontramos um terceiro, de 1930 a 1945, onde os anteriores são somados a um elemento social. É este o verdadeiro ponto de fusão entre Modernismo, IPHAN e bens elegidos como patrimônio nacional, pois o cunho social denuncia a necessidade da eleição de um arquétipo do imaginário nacional. Com este poder sobre a inscrição de um discurso social (o tombamento), o IPHAN tornou visível a face brasileira, criando uma tradição para identificação da sociedade.

Patrimônio - Tombamento - Modernismo

A0062

CONHECENDO O CORPO POR MEIO DA TÉCNICA KLAUSS VIANNA


Isabela Claudio Razera (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Marília Vieira Soares (Orientadora), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Esta pesquisa teve como foco central estudar e analisar os conceitos desenvolvidos pelo professor e pesquisador Klauss Vianna em sua pesquisa sobre o corpo e como esse trabalho, mais tarde sistematizado e nomeado de Técnica Klauss Vianna por seus seguidores, possibilita o autoconhecimento corporal em pessoas ligadas diretamente à prática de dança e em pessoas que buscam uma melhor qualidade de vida em seu dia-a-dia. Portanto, meu estudo buscou o conhecimento do corpo por meio da Técnica Klauss Vianna, procurando investigar o processo didático da técnica por meio de sua sistematização, sua aplicação e seus resultados em alunos de todas as idades e profissões, com ou sem conhecimento técnico de dança anterior às aulas. Por meio de pesquisas bibliográficas, participações em sala de aula e realizações de entrevistas, meus objetivos foram estudar e vivenciar aulas que tinham o enfoque da técnica, a fim de observar mudanças em meu corpo e no do próximo, tendo como foco principal como ela propicia o autoconhecimento do corpo. Conclui que a Técnica Klauss Vianna trás benefícios para ambos os casos. Para os artistas, ela ajuda na busca de um corpo mais cênico e mais completo, sem tensões e aliviando incômodos. Para os não artistas, ela ajuda na construção de um corpo consciente, deixando o cotidiano mais suave e mais saudável para a estrutura corpórea.

Auto conhecimento corporal - Klauss Vianna - Técnica em dança

A0063

O TRABALHO DO PALHAÇO VISTO COMO JOGO: ALGUNS ELEMENTOS DE COMPOSIÇÃO DA LINGUAGEM CLOWNESCA


Rodrigo de Oliveira e Silva (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Matteo Bonfitto Júnior (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Neste trabalho identificamos a composição da figura do palhaço como o desenvolvimento de uma linguagem clownesca pessoal. Esta linguagem pessoal é o léxico de códigos expressivos utilizados por cada palhaço. Esses códigos expressivos são ações físicas (consideradas ações-em-jogo), são os elementos de composição da linguagem clownesca. O ator ao compor seu palhaço seleciona e processa alguns destes elementos de composição. Tais elementos são encontrados nas matrizes de linguagem presentes nas diversas tradições clownescas. Para o presente estudo identificamos três destas matrizes: a palhaçaria clássica, que congrega os códigos expressivos desenvolvidos pelos palhaços de circo europeus dos séculos XIX e XX; a palhaçaria do cinema que congrega os códigos expressivos desenvolvidos pelos grandes palhaços do cinema do século XX; a palhaçaria teatral que congrega os códigos expressivos desenvolvidos por pesquisadores teatrais europeus do século XX, dos quais se destacam Jaques Lecoq e Philippe Gaulier. O palhaço quando espirra água no público ao chorar, ou quando dá uma cambalhota ao levar um tapa, define sua identidade. Essas ações físicas compõem a identidade de cada palhaço, elas são exemplos dos elementos de composição de linguagem clownesca identificados e analisados nesta pesquisa.

Jogo - Palhaço - Composição

A0064

JEFF WALL E O ESTRANHO FAMILIAR


Regiane Akemi Ishii (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Mauricius Martins Farina (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
A pesquisa tem como objetivo a reflexão acerca da composição das obras fotográficas de Jeff Wall e do seu aspecto de “estranho familiar”. São imagens plausíveis e contemporâneas, mas que estabelecem uma tensão entre o que nos é conhecido. O interesse desta pesquisa situa-se nas decisões do artista sobre a manutenção ou não dos elementos que nos soam cotidianos e sobre a inserção dos elementos de instabilidade. A fotografia é dada como uma atualização da tradição pictorial onde a ausência de imperfeições das montagens digitais e a sua ilusão de instantaneidade enfraquecem a linha divisória entre plausibilidade e improbabilidade tensionando assim o limiar do ordinário e extraordinário. Encontramos o ressentimento, o isolamento, a violência e a ameaça do desconhecido presentes na vida cotidiana e sua representação nos cenários e nos gestos aparentemente automáticos que desvelam emblemáticas tensões da sociedade. No que diz respeito a estudos da imagem e seu tempo e da imagem e seus signos são consultados autores como: Roland Barthes, Omar Calabrese, Philippe Dubois e Martine Joly.

Fotografia - Poéticas - Artes visuais

A0065

A MENSAGEM VISUAL E VERBAL NA CONSTRUÇÃO DE SIGNOS SÓCIO-CULTURAIS NAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS


Thatiane Benz Pisco (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Mauricius Martins Farina (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Esta pesquisa visa estudar como os signos são estabelecidos e como em conjunto, signos verbais e visuais, ganham mensagens carregadas de grande significação. Este trabalho trata da arte das histórias em quadrinhos, como signos estabelecidos culturalmente, que estabelecem relações de sentido formando narrativas que são codificadas pelos indivíduos. É através dos signos construídos pelo processo social e cultural que o processo de sentido da narrativa da história em quadrinho é alcançado.

Semiótica - Quadrinhos - Visual

A0066

O DIÁLOGO CÔMICO ENTRE O BRANCO E O AUGUSTO


Bruno Naia dos Santos Spitaletti (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Sara Pereira Lopes (Orientadora), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
O riso não se resume ao instante barulhento de quando uma piada é concluída. Ao contrário, ele deve ser compreendido como todo o trajeto até às gargalhadas. Por esse motivo, concentrar-se apenas no que faz ou não faz rir diretamente, parece um pouco equivocado. Para o efeito cômico, o fundamental é a preparação do ouvinte a um estado de euforia, no qual, por qualquer motivo pode estourar em risos. É justamente nesse ponto das preliminares que entram as máximas sobre o riso: as repetições, os automatismos, os quiprocós, enfim todos esses mecanismos que geram comicidade e que estão nos alicerces de toda coisa risível. Contudo, ter ciência desses procedimentos não garante muita coisa, pois eles só se fazem plenos em ação (no caso desta pesquisa) através do jogo entre comediantes: “a dupla cômica” do Branco e Augusto. Nesse jogo, o que define cada qual são as características tipificadas, logo, não existe “O Branco” ou “O Augusto” enquanto personagens únicos. Porém, acima de tudo, se definem um em relação ao outro, numa relação sobretudo de poder. Portanto, não faz nem sentido conceituá-los separadamente, um só existe por causa do outro. O Branco em linhas gerais é: o elegante, o gracioso, o inteligente, o dono da verdade, o que explora, e o que possui o poder em termos de status social. Já o Augusto é: o pobre, o desajeitado, o bobo, a criança, o explorado e o instintivo.

Dupla cômica - Jogo - Interpretação

A0067

O RITMO COMO ARTICULADOR DO DISCURSO MUSICAL


Francisco Z Nascimento de Oliveira (Bolsista FAPESP) e Prof. Dr. Silvio Ferraz Mello Filho (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Ao longo do século XX, compositores se depararam freqüentemente com problemas no domínio da rítmica, primeiramente pela necessidade de criar procedimentos que fossem coerentes com o afastamento do tonalismo; posteriormente, por resolver questões que esses próprios procedimentos traziam. O resultado foi uma multiplicidade de sonoridades e técnicas que geraram amplas possibilidades de criação. Este projeto está interessado justamente na possibilidade de articulação do ritmo com outros domínios da composição para a construção do discurso musical. Para tanto, serão estudadas, através de leituras, análise e composição, propriamente, diversas características e procedimentos rítmicos, seus objetivos e sua realização musical.

Música contemporânea - Composição - Processos rítmicos

A0068

PROCESSOS COMPOSICIONAIS DA MÚSICA ERUDITA INDIANA DO SUL (CARNÁTICA)


Mayra Bueno da Silva Fajionato (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Silvio Ferraz Mello Filho (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
O projeto de pesquisa teve como tema a musica erudita indiana do sul, conhecida como musica Carnática. Foi-se estudado seus fundamentos principais e indispensáveis, bem como sua teoria e elaboração. Livros, assim como teses sobre o assunto foram lidos , e pode-se ter uma maior compreensão do funcionamento de tal musica. O objetivo inicial era fazer um estudo geral da musica indiana e uma comparação com a musica Ocidental, na medida do possível, tendo por base diversas leituras de autores indianos e/ou americanos que conviveram com essa musica ou tiveram um estudo aprofundado. Após tais leituras, percebe-se que se trata de duas vertentes bastante diferentes, tanto na parte teórica quanto na pratica, com diferenças significativas de métodos composicionais, recursos utilizados, tempo de performance, maneira de se tocar, etc. Percebeu-se também que algumas características existentes na musica Ocidental estão presentes na Oriental estudada, mas com uma outra importância e utilização. A musica Indiana pode ser considerada uma grande obra, riquíssima em detalhes que vão alem das partituras. São detalhes musicais que representam o dia, a noite, o amor, a alma, e é muito difícil executar essa musica sem pensar nesses aspectos e repassá-los aos ouvintes.

Música erudita indiana - Carnática - Processos composicionais

A0069

SIMULAÇÕES DIGITAIS DE PROJETOS NÃO EDIFICADOS DO ARQUITETO VILANOVA ARTIGAS


César Malateaux Sakon (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Wilson Florio (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
O objetivo desta pesquisa é criar e elaborar análises comparativas de dois projetos concluídos porém não edificados do arquiteto João Batista Vilanova Artigas, através de simulações digitais tridimensionais. Para tanto, fez-se um levantamento sistemático de diversos projetos do arquiteto, e dentre eles selecionou-se dois projetos de maior importância científica que estavam concluídos, porém nunca chegaram a ser edificados. Estes projetos são a Escola Técnica de Santos no Estado de São Paulo, projeto desenvolvido em 1968; e a Colônia de Férias na Praia Grande para a União Nacional dos Servidores Públicos Civis do Brasil, também no Estado de São Paulo, de 1975. A realização das simulações digitais tridimensionais foram possíveis a partir da obtenção de cópias digitalizadas dos projetos, e reconstrução dos mesmos com auxílio do software AutoCAD, possibilitando assim a obtenção (renderização) de imagens e vídeos para que fossem feitas as análises comparativas com projetos posteriores de arquitetos como o Grupo UNA Arquitetos, Fábio Penteado, Paulo Mendes da Rocha e Teru Tamaki, que tiveram na forma plástica, conceitual e física influências de Vilanova Artigas e destes projetos concluídos não edificados.

Simulação - Processo de projeto - Análise digital





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