Pflimlin, Pierre (n. 1907)



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Pátria como Língua. A obsidiante frase de Pessoa, segundo a qual Minha pátria é a língua portuguesa tem servido de mote para as mais variadas glosas sobre a necessidade de consolidação de uma comunidade lusofalante, depois de encerrada a última fase do ciclo imperial português. O próprio Fernando Pessoa desde logo proclamou que a base da pátria é o idioma, porque o idioma é o pensamento em acção, e o homem é um animal pensante, e acção é a essência da vida. O idioma, por isso mesmo que é uma tradição verdadeiramente viva, concentra em si, instintiva e naturalmente, um conjunto de tradições, de maneiras de ser e de pensar, uma história e uma lembrança, um passado morto que só nele pode reviver, acrescentando que estamos neste mundo, divididos por natureza em sociedades secretas diferentes, em que somos iniciados à nascença; e cada uma tem, no idioma que é o seu, a sua própria palavra de passe. Isto é, a frase, liberta do contexto, transformou-se, contudo, numa espécie de elemento ideológico, de tal maneira que Agostinho da Silva chegou a proclamar que agora Portugal é todo o território de lingua portuguesa. Os brasileiros lhe poderão chamar Brasil e os moçambicanos lhe poderão chamar Moçambique. É uma Pátria estendida a todos os homens, aquilo que Fernando Pessoa julgou ser a sua Pátria: a língua portuguesa. Agora é essa a Pátria de todos nós. Diga-se, a este respeito, que se uma nação na Idade Média, era antes de mais, uma língua, eis que nestes últimos anos do século XX, tal asserção pode voltar a ser mobilizadora da Comunidade Lusíada, onde, ao lado do ius soli e do ius sanguinis, tradicionais elementos determinadores de uma nacionalidade, se pode sobrepor um ius linguae, o ser-se natural da língua, como já referia Fernão de Oliveira na sua Gramática. Mas também não nos esqueçamos do avisado conselho do mesmo Fernão de Oliveira: os homens fazem a língua e não a língua os homens. É que qualquer linguagem, especialmente a linguagem poética, ao criar imaginariamente uma nova realidade, gera um significante comunitário de afectos, susceptível de tradução política, se para tanto houver engenho e arte.




Patriarcalismo Tese defendida por Robert Filmer em 1680, na obra Patriarcha, or the Natural Rights of Kings. Foi contra esta perspectiva que se insurgiu John Locke. Uma das formas da legitimidade tradicional, segundo Weber. Em sentido estrito, o mesmo que governo do pai, qualificando qualquer sistema político que privilegia os homens sobre as mulheres, opondo-se neste caso ao matriarcado.
Pátrias em formação,69,452

Patriat, Claude, Parodi, Jean-Luc, L’Hérédité en Politique, Paris, Éditions Oeconomica, 1991.
Patrício, Manuel Ferreira Professor da Universidade de Évora. Foi director-geral do ensino superior durante o cavaquismo.

A Pedagogia de Leonardo Coimbra. Teoria e Prática



dissertação de doutoramento), Porto, Porto Editora, 1991.

Patrício, Rui Manuel de Medeiros D’Espiney. Ministro dos negócios estrangeiros de 15 de Janeiro de 1970 a 25 de Abril de 1974. Era subsecretário de Estado do fomento ultramarino desde 19 de Março de 1965.
Patrimonialismo Uma das formas da legitimidade tradicional, segundo Weber.
Patriotas vem depois da pátria THIRIART,70,462
Patriotismo Eça de Queirós em 1867 fala de um patriotismo que liga o povo às localidades, o qual é gerado de afeições, de hábitos, de recordações, diverso do patriotismo vago e infecundo gerado pela abstracção e pela ideia indefinida e inconsciente de Estado. Mao Tsé Tung considera que o patriotismo constitui a aplicação do internacionalismo à guerra de libertação nacional.
Pattanaik, P. K., Voting and Collective Choice, Cambridge, Cambridge University Press, 1971.
Patterson, W. E.

Social Democracy in Post-War Europe

Basingstoke, Macmillan Press, 1974. Com I. Campbell.

Social Democratic Parties in Western Europe



Londres, Croom Helm, 1977. Com A. H. Thomas, eds.
Paul, Charles Kegan 1828-1902 Autor e editor britânico.

Paulo VI 1897-1978 Giovanni Battista Montelli. Cardeal desde 1958. Papa. Recebe em 3 de Julho de 1970 líderes dos movimentos de libertação nacional, então em guerra com Portugal (Amílcar Cabral, Agostinho Neto e=«). Protesto imediato do governo português.AULO VI –Ideologia,10,84

PAULO VI –Nacionalismo,70,467


Paupério, Arthur Machado (n. 1914) Jurista brasileiro. De marca católica, neotomista, acaba por aderir ao liberalismo.

O Estado e Alguns Imperativos Económicos

Rio de Janeiro, 1946.

O Conceito Polémico de Soberania e a sua Revisão Contemporânea

Rio de Janeiro, 1949. Segunda ed. Rio de Janeiro, Forense, 1958

O Estado e o Pluralismo Jurídico

Rio de Janeiro, 1943.

O Município Brasileiro na Organização Pré-Nacional

Rio de Janeiro, 1953.

Teoria Geral do Estado

Rio de Janeiro, Forense, 1954

Presidencialismo, Parlamentarismo e Govêrno Colegial

Rio de Janeiro, 1956.

O Direito Político de Resistência

Rio de Janeiro, Forense, 1962

1978 (2ª ed.).



O Sentido Axiológico do Direito

Aula magna pronunciada na Faculdade de Direito da UFRJ em 13 de Março de 1973, Rio de Janeiro, 1973



Introdução Axiológica ao Direito

Rio de Janeiro, Forense, 1977



Introdução à Ciência do Direito

Rio de Janeiro, Forense, 1977

Direito e Poder

Rio de Janeiro, Forense, 1981.


Pauwells, Louis (1920-1997) Belga. Romancista e ensaísta. Celebriza-se como colunista do jornal Le Figaro. Considera que a tradição racionalista é metafísica, por fazer do determinismo um absoluto, e mágica, por projectar as próprias preferências sobre a natureza, transformando-se num encantamento, enquanto o cepticismo indiscriminado faz dele uma superstição.

1960

Le Matin des Magiciens




1960. Com Jacques Bergier

1974

Ce que Je Crois




Paris, Éditions Bernard Grasset, 1974 [trad. cast. Lo que Yo Creo, Barcelona, Plaza & Janes, 1975].

1977

L’Apprentissage de la Sérénité




1977

1989

Dix Ans de Silence




1989


Pavan, Antonio io considerar sobre o nosso tempo, dito do fim da história, que "depois de uma crise da cultura sem discurso", se passou a assistir " a uma crise do sujeito sem discurso e do respectivo expressionismo social", pelo que se imporia uma renovação "através de uma razão hermenêutica de mediação que restituirá o discurso aos sujeitos reais e os sujeitos à responsabilidade da palavra".

É o tempo de uma espécie de "uma espécie de humanidade cibernática, totalmente racionalizad", onde "estruturalismo, análise funcional, teoria dos sistemas formais, metodologismo, formam um universo intelectual e espiritual no seio do qual encontramos o problema e a teoria das ciências humanas", onde "a política se tornaria cada vez mais acção de governo e esta cada vez mais actividade da administração e esta cada vez mais actividade de gestão burocrática", como considera Antonio Pavan.

«L’Idéal Démocratique en Question», in Notes et Documents, vol. Jul./Set., n.º 7, pp. 24-38, Paris, Institut International Jacques Maritain, 1984.
Pavan, Pietro Pensador católico, vulgarizador das teses políticas da democracia-cristã, sendo traduzido em português em meados da década sessenta pelo grupo da Livraria Morais e do O Tempo e o Modo. considerar a sociedade como um corpo moral, como um organismo moral, bem diferente dos corpos ou organismo físicos. Nestes, o todo tem prioridade sobre as partes (v.g. os olhos fora do corpo deixam de existir), enquanto no organismo moral são as partes que têm prioridade existencial, operativa e finalística sobre o todo. Assim, na sociedade humana, as partes, ou sejam, os indivíduos, existem em si próprios, agem por si mesmos e tende cada uma para o seu próprio fim, enquanto a sociedade humana nasce das partes ou dos indivíduos, vive neles e por eles. Uma perspectiva que não é, contudo, uma amálgama de individualismo e de sociologismo: trata‑se, pelo contrário, de uma concepção original, dotada de coerência intrínseca, derivada de uma interpretação objectiva do homem como pessoa: ser que existe em si próprio, inteligente e livre, que age por sua iniciativa e tem um fim a alcançar; mas ser que é intrinsecamente social, pelo que se aperfeiçoa na medida em que contribui para o aperfeiçoamento alheio.
"o Estado existiu sempre e em toda a parte".Para ele,por mais que se recue no tempo,encontram‑se sempre grupos politicamente organizados,ainda que em formas embrionárias e muito diferentes",existe sempre uma "qualquer organização política".

várias famílias formaram a tribo ou aldeia que, por sua vez, se associaram e formaram a cidade,dando várias cidades origem a uma entidade mais vasta:o Estado.

Estados Absolutistas "apresentam dois elementos comuns":primeiro,"a elevação do Estado a fonte primeira do justo e do injusto";depois "a negação aos indivíduos de uma esfera de autonomia originária e inviolável".

Para o mesmo autor, aliás, o conceito absolutista inclui inúmeras concepções de Estado:a concepção naturalístico‑orgânica de Schaeffle,a concepção hegeliana,a comunista,as racistas e as nacionalistas de tipo mussoliniano.É que em todas elas"o Estado é sujeito,o ser humano objecto;o Estado é forma ou unidade,o indívíduo é matéria ou número;o Estado é organismo existente em si mesmo,o indivíduo é órgão ou função;o Estado é fim,o indivíduo é meio"


A Democracia e o Homem

trad. port., Lisboa, Moraes Editores, 19 ...*.;

La Democrazia e le sue Ragioni

Razões da Democracia, trad. port., Lisboa, Moraes Editores, 1965).


Pavelic, Ante 1889-1959 Em 10 de Abril de 1941, depois da ocupação nazi, foi proclamada em Zagreb a independência da Croácia, formalmente um reino com um príncipe italiano da casa da Sabóia-Aosta, o duque de Spoleto, mas de facto dirigida pelo chefe dos ustaquis, com o título de poglavnik; este novo Estado integrava a Eslovénia, uma parte da Dalmácia.

Pavlov, Ivan Petrovich (1849-1936) Professor russo. Prémio Nobel da medicina em 1904. Descobre o processo dos reflexos condicionados, depois de várias experiências com cães, mas estende a teoria aos próprios seres humanos.

Reflexos Condicionados e Inibições

Ed. original de 1927. Trad. port., Rio de Janeiro, Zahar, 1972.

Experimental Psychology and Other Essays

Moscovo, Foreign Language Press, 1932.

Obras Escolhidas

São Paulo, Humus, 1970.

Paz de Vestefália


,88,535

Paz depende de força hegemónica –FREUND,71,475


Paz pelo Direito Peace through law

Expressão consagrada por Hans Kelsen e retomada por Adriano Moreira


Projecto Filosófico da Paz Perpétua Zum ewigen Frieden ein philosophischer Entwurf 1795 e Kant. Na primeira secção desta obra, elabora uma série de artigos preliminares tendo em vista uma paz perpétua entre os Estados: 1º Nenhum tratado de paz deve valer como tal, se o mesmo foi concluído reservando-se tacitamente matéria para uma guerra futura. Um tipo de tratado de paz não passa de um armistício de uma suspensão do uso das armas que, não pode considerar-se, contudo, um estado de paz perpétua. 2º Nenhum Estado independente (pequeno ou grande, pouco importa aqui) poderá ser adquirido por outro Estado, por herança, troca, compra ou doação. Porque um Estado não é um ter, um património, mas antes uma sociedade humana. 3º Os exércitos permanentes (miles perpetuus) devem ser inteiramente suprimidos com o tempo. 4º Não podem contrair-se dívidas públicas tendo em vista conflitos externos do Estado. 5º Nenhum Estado deve intervir pela força na constituição e no governo de um outro Estado. 6º Nenhum Estado, em guerra com outro, deve permitir hostilidades de natureza tal que tornem impossível a confiança recíproca por ocasião da futura paz: por exemplo: a utilização de assassinatos, de envenenamentos, da violação de uma capitulação, da maquinação da traição no Estado com o qual se está em guerra. Na segunda secção, enumera os artigos definitivos tendo em vista a paz perpétua entre os Estados: 1º Em todo o Estado a constituição deve ser republicana. Neste sentido, considera que a constituição primeiramente instituída seguindo os princípios da liberdade pertence aos membros de uma sociedade (enquanto homens); em segundo lugar, seguindo os princípios da dependência de todos, de uma única legislação comum (enquanto súbditos) e, em terceiro lugar, conforme à igualdade desses súbditos (como cidadãos). Um federalismo dos Estados livres 2º O direito das gentes deve ser fundado sobre um federalismo de Estados livres. É que para Kant, os povos, enquanto Estados, podem ser julgados como os indivíduos; no seu estado de natureza (isto é, independentes de leis que lhe sejam exteriores) lesam-se mutuamente, a começar pelo facto de serem vizinhos e cada um, tendo em vista a respectiva segurança, pode e deve exigir do outro, que ambos se submetam a uma constituição, semelhante à constituição civil onde cada um possa ver o seu direito garantido. Isto constituiria uma liga de povos (Võlkerbund) que não seria necessariamente um Estado de povos (Võlkerstaat ou civitas gentium). Nisso haveria uma certa contradição, dado que qualquer Estado, com efeito, compreende a relação de um superior (o legislador) com um inferior (aquele que obedece, isto é, o povo); mas muitos povos num Estado não constituiriam senão um povo (porque devemos aqui ter em conta os direitos recíprocos dos povos enquanto constituem um número determinado de Estados diferentes sem os confundir num só Estado) o que contradiz a hipótese. Mais acrescenta: o método utilizado pelos Estados para prosseguir o seu direito nunca pode ser um processo como perante um tribunal exterior, mas unicamente a guerra; pela qual, todavia, como pelo seu resultado favorável, a vitória, nada é decidido relativamente ao direito; o tratado de paz de facto põe fim à guerra presente ... mas não ao estado de guerra. Deste modo, teríamos um Estado de povos (civitas gentium) que ... englobaria finalmente todos os povos da terra. O direito cosmopolita deve limitar-se às condições de hospitalidade universal. A hospitalidade era entendida como o direito que tem um estrangeiro, por ocasião da sua chegada ao território de outrem, de não ser tratado como um inimigo, constituindo uma defesa da moralização da política. Contra as máximas sofísticas do fac et excusa, do si fecisti, nega, do divide et impera, entendidas como as astúcias utilizadas pela sabedoria imoral. Assim, o acordo da política com a moral só é possível numa união federativa — Genossenschaft — (que é portanto dada à priori, e necessária segundo os princípios de direito); e toda a prudência política tem por base jurídica a instituição desta união, dando-lhe o maior desenvolvimento possível. Neste sentido, critica a ideia da monarquia universal, considerando-a como um despotismo sem alma, depois de ter aniquilado os germes do bem, acaba sempre por conduzir à anarquia, defendendo as leis públicas de uma liga de povos que crescerá sempre e abraçará finalmente todos os povos da terra. Como espaço intermédio, acredita numa simples aliança confederativa entre Estados soberanos: pode chamar-se a esta espécie de aliança (Verein) de alguns Estados, fundada na manutenção da paz, um Congresso permanente dos Estados, à qual é permitido a cada um dos Estados vizinhos associar-se. Tal foi (pelo menos no que diz respeito às formalidades do direito das gentes, relativamente à manutenção da paz) a assembleia dos Estados Gerais que teve lugar em Haia na primeira metade deste século e onde os ministros da maior parte das cortes da Europa, e mesmo as mais pequenas repúblicas, apresentaram as suas queixas contra as hostilidades promovidas por uns contra os outros e fizeram assim de toda a Europa como um só Estado federado, que transformaram em árbitro dos seus diferendos políticos ... Não é, pois, preciso aqui entender por Congresso senão uma espécie de união voluntária e revogável a qualquer tempo, de diversos Estados e não como a dos Estados Unidos da América, uma união fundada numa constituição política e, portanto, indissolúvel. Só assim pode realizar-se a ideia de um direito público das gentes que acabe com os diferendos entre os povos de uma maneira civil, como através de um processo e não de uma maneira bárbara (à maneira dos selvagens), isto é, pela guerra. O direito dos Estados (Staatenrecht, ius publicum civitatum) é um direito deficiente ou precário, havendo que constituir uma união de Estados (Staatsverein) ou um Estado dos povos (Võlkerstaat, civitas gentium), com um direito cosmopolítico (Weltbürgerrecht, ius cosmopoliticum), isto é, um direito das gentes que gera uma liga de povos (Võlkerbund), a qual não tem poder soberano, constituindo uma união federativa (Genossenschaft, Fõderalitat, foedus Amphyctionum), sempre denunciável. Tudo, dentro da sua classificação tripartida do direito público, num crescendo que vai do direito político (Staatsrecht), passa pelo direito das gentes (Võlkerrecht), e chega ao direito cosmopolítico, entendido como algo que vai além do direito estadual e do direito das gentes, constituindo um direito dos cidadãos do mundo. Aquilo que o mesmo Kant reconhece ser um ideal platónico, mas não uma quimera vazia, dado assumir-se como a norma eterna para qualquer constituição política, afastando toda a guerra: a ideia de uma constituição correspondente ao direito natural dos homens, isto é, aquela onde os que obedecem às leis devem também, ao mesmo tempo, pela respectiva reunião, ser legisladores, é a base de todas as formas de Estado, e a sociedade que … se chama um Ideal platónico…, é, não uma quimera vazia, mas a norma eterna para toda a constituição política, e afasta toda a guerra
Paz pela força em Hobbes,94,637

Paz pela força em vez de paz pelo direito em Hobbes,94,642

paz pelo direito

paz perpétua


Pearce, R. Harvey, Almond, Gabriel, Chodron, M., eds., Progress and Its Discontents, Berkeley, University of California Press, 1982.

++

Pearson, Karl (1857-1936). Autor inglês, marcado pelo positivismo, defende o eugenismo e favorece a eclosão do racismo. Misturando socialismo, nacionalismo e darwinismo, assume o socialismo contra a lógica concorrencial do liberalismo económico, considerando que as diferenças de riqueza no interior de cada nação conduziriam à quebra da homogeneidade. Salienta que a selecção natural não se aplica apenas aos indivíduos, mas também às nações. Neste sentido, sugere a proibição da reprodução dos indivíduos considerados inaptos. Defende também uma política de promoção do aumento da população.






The Ethic of Free Thought










Grammar of Science




Trad. cast., Gramatica de la Ciencia, Madrid, Jorro, 1909.




The History in the 17th and 18th Centuries Against the Changing Background of Intellectual, Scientific and Religious Thought




Nova Iorque, MacMillan, 1978 (lições dadas em Londres em 1921-1922).


Pease, Edward. Um dos fundadores dos fabianos.

The History of the Fabian Society

Londres, Frank Cass, 1963.
Peccei, Aurélio Fundador do Clube de Roma em 1968. Quadro da Olivetti, da FIAT e da Itaconsult. Na sua juventude assume-se como resistente ao fascismo, chegando a estar preso. Considera que a chamada Realpolitik deve ser substituída por uma Realutopia, visando executar políticas e estratégias globais e colocar o mundo em condições de ser governado

L’Heure de la Verité

Paris, Librairie Arthème Fayard, 1975.

La Qualité Humaine

Paris, Éditions Stock, 1976.

The Chasm Ahead

Basingstoke, Macmillan Press, 1979.

Cem Páginas para o Futuro

trad. port., Hélio Jaguaribe, pref., Brasília, Editora a Universidade de Brasília, 1981.

Peckorder "sociedades" das aves ou dos "machos dominantes".
Pecqueur, Constantin Um dos primeiros defensores do socialismo no século XIX. Teoriza o processo de concentração capitalista, dita centralização industrial, provocada pelas máquinas a vapor.

Économie Sociale des Intérêts du Commerce, de l'Industrie et de l'Agriculture, et de la civilization en général, sous l'influence des applications de la vapeur (machines fixes, chemins de fer, bateaux à vapeur, etc.)



1839.

Théorie Nouvelle d'Économie Politique et Sociale, ou Études sur l'Organisme des Societés



Paris, 1842.
Ferrier, J.-P., La Pensée Politique de Constantin Pecqueur, Paris, LGDJ, 1969;
Pedro, Infante D. (1392-1449) –Filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre. Duque de Coimbra. Irmão do rei D. Duarte, assume a regência do reino depois da morte deste e durante a menoridade do sobrinho, D. Afonso V, em 1448-1449. Conhecido como o Infante das Sete Partidas, pelas viagens que fez pela Europa Central entre 1425 e 1428. Promove a feitura de várias traduções, mobilizando pessoas como Vasco Fernandes Lucena e Frei João Verba, destacando-se o regime de Príncipes de Egídio Romano. Um dos primeiros teóricos políticos portugueses, considera que o dominium politicum não tem a mesma natureza do dominium servile. O primeiro tem a ver com o príncipe, o segundo com o dono. E nós inventámos a política para deixarmos de ter um dono. Visiana a comunidade política como uma espécie de concelhos em ponto grande. Proclama deverem os príncipes promover o bem comum, dado que por esto lhe outorgou deos o regimento, e os homees conssentiron que sobrelles fossem senhores. Salienta que já não vivíamos no soingamento do dominium servile, tendo algo da liberdade do dominium politicum, daquele que institui o aliquod regitivum, que não nasce do pecado original, mas é outorgado ao rei pelo consentimento dos homens.

De facto, entre nós, o centro político, aparelho de poder ou principado, aquilo que o Infante D. Pedro qualificava como poderyoo, governança, regimento, senhorio e mayoria, tinha surgido precocemente graças a uma tradição antiga de representação, de equilíbrio entre o autogoverno e o reconhecimento espontâneo do poder real.

uma coisa é o principe singularmente considerado e outra, o príncipe com toda a comunidade da sua terra

entre o rei e o povo comum (Infante D. Pedro), onde a governança da comunidade tanto tem um imperium ou senhorio, como magistratus com regimentos

nunca utiliza a expressão pátria,mas sim a de "nossa terra","terra da nossa natureza","terra de que somos naturaaes"
Trauctado da Uirtuosa Benfeiturya, ou Livro da Virtuosa Bemfeitoria

(1418) (cfr. 3ª ed., Biblioteca Pública Municipal do Porto, 1946, Joaquim Costa, introd. e notas; 1ª ed., por Sampaio Bruno, Lisboa, 1910). A obra está dividida em seis livros.


Merêa, Paulo, «As Teorias Políticas Medievais no Tratado da Virtuosa Benfeitoria», in Estudos de História do Direito, Coimbra, 1923, pp. 138 segs.. Tejada, Francisco Elias, «Ideologia e Utopia no Livro da Virtuosa Benfeitoria», in Revista Portuguesa de Filosofia, 3, 1947, pp. 5-19.

D. Pedro IV 1798-1834 Nasceu em 12 de Outubro de 1798. Casa em 1818 com Maria Leopoldina, arquiduquesa de Áustria, filha de Francisco I. Nasce D. Maria da Glória em 1819. Imperador do Brasil (1822-1831). Nasce D. Pedro, em 1825, futuro imperador do Brasil desde 1831, morrendo em 1891. Morre D. João VI em 10 de Março de 1826. Conselho de Regência reconhece D. Pedro como rei de Portugal em 20 de Março de 1826. Concede a Carta Constitucional aos portugueses em 29 de Abril de 1826. Abdica em D. Maria da Glória em 2 de Maio de 1826. Imperador do Brasil desde 12 de Outubro de 1822. Voltou a casar em 1829 com Amélia de Beauharnais. Abdica de Imperador do Brasil em 7 de Abril de 1831. Parte para França com D. Maria da Glória em 11 de Abril de 1831. Chegam a Cherburgo em 12 de Junho de 1831. Parte de Belle Isle para a Terceira em 12 de Fevereiro de 1832. Assume individualmente a regência em 3 de Março de 1832. Desembarque no Pampleido em 8 de Julho de 1832. Instala-se no Porto em 9 de Julho de 1832. Instala-se em Lisboa em 28 de Julho de 1833. Em 27 de Maio de 1834, no dia seguinte à Convenção de Évora Monte foi apupado no teatro de S. Carlos. Confirmada a regência pelas Cortes em 28 de Agosto de 1834. Morreu com 36 anos, em 24 de Setembro de 1834.

D. Pedro V Nasce em 16 de Setembro de 1837. Recebe influência de Cousin e Guizot, bem como de Montalembert. Casa em 18 de Maio de 1858 com D. Estefânia (1837-1859). Influencia a formação do Curso Superior de Letras, em 1858. Morre em 11 de Novembro de 1861.
Fortunato Queirós, D. Pedro V e o seu Pensamento Político, Porto, 5 vols., 1974-1982.

Pedro, António 1909-1966 António Pedro da Costa. Natural de Cabo Verde. Poeta e dramaturgo. Começa politicamente no nacional-sindicalismo de Rolão Preto, ao lado de José de Almada Negreiros. Passa para defensor da democracia. É locutor da BBC durante a Segunda Guerra Mundial.


Pedrosa, Felisberto Alves Ministro do interior de 22 de Julho a 20 de Novembro de 1920 e ministro da agricultura de 5 de Junho de 1926 a 18 de Abril de 1928.
Pedroso, José António Arantes Ministro da marinha no governo de Afonso Costa, de 25 de Abril a 8 de Dezembro de 1917.
Pedroso, Zófimo Consiglieri (1851-1910) Professor do Curso Superior de Letras. Republicanos
Pegas, Manuel Álvares (1635-1696) Bacharel em direito. Desembargador da Casa da Suplicação, um dos nossos mais ilustres praxistas.
Péguy, Charles 1873-1914 Escritor francês, formado na École Normale. Começa como socialista. Destaca-se como defensor de Dreyfus. Assume um cristianismo sem Igreja. Funda em 1900 os Cahiers de la Quinzaine que duram até 1914 e onde colaboram Anatole France, Romain Rolland e Julien Benda. A partir de 1905, junta ao socialismo, a defesa do nacionalismo. Regressa ao cristianismo em 1908. Critica a hipocrisia da elite política e intelectual da III República, bem como o chamado partido intelectual, da Sorbonne. Adepto da intervenção da França na Grande Guerra, morre em combate em Setembro de 1914. Antes de partir para o combate, declara: parto como soldado da República para o desarmamento geral e para a última das guerras. Mesmo quando acentuava as doutrinas socialistas, assumia-se como antimoderno, na senda de Proudhon, defendendo as virtudes da antiga França que teriam sido desnaturadas pelo capitalismo e pelo espírito burguês, vendo na pequena burguesia a portadora das virtudes ancestrais. Critica particularmnete a omnipotência do dinheiro e as virtudes da pobreza. Distancia-se do socialismo parlamentar, defendo a existência de um mínimo vital, capaz de garantir a subsistência de cada um e o desenvolvimento da vida espiritual. Distingue entre a mística e a política. Se a primeira é a devoção por uma doutrina em nome de altas razões espirituais, já a segunda é feita de compromissos. Critica particularmente alguns homens partidários que fingem seguir a mística quando apenas são políticos, colocando principalmente na mira o dirigente socialista Jaurès. Na sua fase nacionalista, assume uma perspectiva anti-alemã.

Peirce, Charles Sanders (1839-1914) Doutor em química e professor em Harvard, foi um filósofo autodidacta de grande nível que assumiu posições paralelas às que viriam a ser defendidas pelo neo-positivismo do Círculo de Viena. Por muitos considerado o verdadeiro fundador do pragmatismo, refere que para fixar o sentido de uma formação intelectual de conceito dever‑se‑ia ter em conta quais as consequências políticas que se seguiriam, necessáriamente, da sua verdade; a soma dessas consequências representará a significação completa dessa formação conceptual. Defende um método de pesquisa que vise obter a clarificação e a eventual convergência de todas as opiniões, atravé de uma espécie de verdade intersubjectiva. Considera que o pensamento jamais pode chegar a um estado de completa verificação ou de certeza absoluta, porque tudo é falível, assumindo o chamado fallibilism.

1931

Collected Papers of Charles Sanders Peirce




Cambridge, Mass., Harvard University Press, 1931-1958




Philosophical Writings of Peirce




Nova Iorque, Dover.

1977

Semiótica




Trad. port. de J. Teixeira Coelho Neto, São Paulo, Perspectiva, 1977.

1978

Écrits sur le Signe




Paris, le Seuil, 1978.

PELÁGIO, ver Pais


Pelagius (362-420) Monge britânico. Opondo-se às teses de Santo Agostinho, defende o livre-arbítrio contra o providencialismo. Considera também que a natureza humana é essencialmente boa.
Pélassy, Dominique

Sociologie Politique Comparative. Problèmes et Perspectives

Paris, Éditions Oeconomica, 1982. Com Mattei Doggan.

How to Compare Nations. Strategies in Comparative Politics

Chatham, Chatham House Publishers, 1984. Com Mattei Doggan.

Le Moloch en Europe. Étatisation et Corporatisation

Paris, Éditions Oeconomica, 1987. Com Mattei Doggan.

Qui Gouverne en Europe?

Paris, Librairie Arthème Fayard, 1992.

PelayoGarcía Pelayo
Pelczynski, Zbigniew, Gray, John, eds., Conceptions of Liberty in Political Philosophy, Nova York, Saint Martin’s Press, 1985.
Pellicani, L.

Dinamica delle Rivoluzioni

Milão, Sugar Co., 1974.

I Revoluzionari di Professione. Teoria e Prassi dello Gnosticismo Moderno

Florença, Vallechi, 1975.

Sociologia delle Rivoluzioni



Nápoles, Guida, 1976. Ed.
Penalva, 3º Marquês de (1754-1818) e 7º Conde de Tarouca, Fernando Teles da Silva Caminha e Meneses. Um dos teóricos portugueses do paternalismo absolutismo. O filho, que acompanhou o rei ao Brasil, será destacado membro da maçonaria. Considera que nenhum freio é capaz de domar a fúria das Paixões, senão a religião, proclamando não ser possível uma sociedade em que não se verifiquem as situações de súbditos/ soberano e de obediência/ imperante. Porque o corpo moral do Estado tem um Árbitro a quem cabe moderar as desordens internas da Nação e é o seu defensor contra os inimigos externos. Salienta também que a obediência ao Rei é imagem da autoridade Paterna e fonte da ordem pública

1799

Dissertação a favor da Monarquia, onde se prova pela razão, auctoridade e experiência ser este o melhor e mais justo de todos os governos




Lisboa, Régia Officina Typographica, 1799. Obra reeditada em 1818.




Nova ed., Lisboa, Edições GAMA, 1944, com um estudo de Caetano Beirão

1804

Dissertação sobre as Obrigações dos Vassallos




Lisboa, Regia Officina Typographica, 1804.




2ª ed., Lisboa, 1815




3ª ed., Lisboa, ProDomo, 1945, com prefácio de Fernando Amado e carta de Paiva Couceiro.


Penha Garcia, 1º Conde de. José Capelo Franco Frazão (1872-1940). Depois de ter cursado direito, frequenta a École Libre des Sciences Politiques de Paris. Profere em 1895 uma conferência sobre a economia social cristã e, depois, sobre a partilha de África. Companheiro político de Barros Gomes. Deputado progressista em 1898, 1901, 1902, 1904 e 1905. Presidente da Câmara dos Deputados em 1901. Franquista em 1901 Ministro da fazenda de José Luciano, de 27 de Dezembro de 1905 a 19 de Março de 1906. Refugia-se em Genebra depois de 1910, asumindo-se como estudioso de questões coloniais Convidado por Sidónio Pais para ministro dos estrangeiros. participa na Conferência de Paz Presidente da Sociedade de Geografia e director da Escola Superior Colonial (1928-1940). Membro da movimento olímpico português. Depois do 28 de Maio, faz parte do Supremo Tribunal de Arbitragem da Sociedade das Nações. Membro da Comissão Organizadora dos Centenários. Autor de Les Colonies Portugaises, de 1931, obra destinada à Exposição Colonial Internacional de Paris. Ver Benedita Maria Fonseca Duque Vieira, O Conde de Penha Garcia e a sua Vida Pública. Ensaio Biográfico, Castelo Branco, 1972


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