Pflimlin, Pierre (n. 1907)



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Poujade, Pierre (n. 1920) Comerciante francês. Organiza em 1954 um movimento de defesa dos comerciantes e artesãos contra o sistema fiscal.

Poujadismo

J’Ai Choisi le Combat

1956.
Poulantzas, Nicos (1936-1979) Teórico do neo-marxismo, célebre nos anos setenta. Grego, natural de Atenas, onde começa por estudar direito. Ligado ao Partido Comunista Grego. Continua os seus estudos na Alemanha e em França. Aqui, torna-se professor da Sorbonne e de Vincennes. Adere às perspectivas neo-marxistas de Louis Althusser.

Pouvoir Politique et Classes Sociales

Paris, Éditions Maspero, 1968 [trad. port. Poder Político e Classes Sociais, Porto, Portucalense Editora, 1971].

Fascisme et Dictature

Paris, Maspero, 1970. Trad. port., O Fascismo e a Ditadura, Porto, Portucalense Editora, 2 vols., 1972. Ver tb. Fascismo e Ditadura, São Paulo, Martins Fontes, 1978.

Les Classes Sociales dans le Capitalisme d’Aujourdhui

Paris, 1974.

A Crise das Ditaduras. Portugal, Grécia, Espanha

Trad. port., Lisboa, 1976.,

A Crise do Estado

[ed. orig. 1976], trad. port., Lisboa, Moraes Editores, 1978. Ed.

L'État, le Pouvoir, le Socialisme

Paris, PUF, 1978 (O Estado, o Poder, o Socialismo, José Saramago, trad., Lisboa, Moraes Editores, 1978).

O Estado em Discussão

Trad. port., Lisboa, Edições 70, 1981. Com Étienne Balibar.
POULANTZAS,Nicos –Nação em Marx,63,409 POULANTZAS,Nicos –Nação,57,369
Pound, Ezra Loomis 1885-1972 Poeta norte-americano, admirador do fascismo de Mussolini. Vive em Londres de 1908 a 1920 como correspondente de várias revistas norte-americanas. De 1920 a 1924 passa para Paris. A partir desta data, transfere-se para Itália, onde se transforma num propagandista do fascismo, chegando a locutor da Rádio Roma nas suas emissões para os Estados Unidos. Escreve em 1935, Jefferson and/or Mussolini, onde considera que a tradição jeffersoniana continua viva no fascismo. Preso em 1944 pelas tropas norte-americanas. Considerado doente mental, esteve detido num hospital em Washington até 1958. Libertado, voltou a residir em Itália.
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Pound, Roscoe (1870-1964) Nasce no Nebraska. Inicia-se no estudo da botânica, doutorando-se nesta especialidade em 1897. Só depois estuda direito em Harvard, em 1889-1890. Advogado e professor de direito na terra natal de 1890 a 1903, ao mesmo tempo que dirige um instituto estadual de investigação botânica. Professor de direito em Chicago entre 1907 e 1910. Finalmente passa para Harvard, entre 1910 e 1937, onde durante vinte anos será o director da escola de direito. Um dos inspiradores do New Deal. Funda o movimento da sociological jurisprudence. Reorganiza o sistema chinês de administração da justiça em 1945-1949.

·The Spirit of Common Law

1921. Cfr. El Espiritu del Common Law, Barcelona, Bosch, 1954

An Introduction to the Philosophy of Law

New Haven, Yale University Press, 1922 (cfr. trad. port. de Álvaro Cabral, Introdução à Filosofia do Direito, Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1965).

Social Control Through Law

New Haven, Yale University Press, 1942

Justice According to Law

New Haven, Yale University Press, 1951.

Jurisprudence

Saint Paul, Minn., West Publishing Co., 1959, 5 vols..
pouvoir

Pouvoir Potestas passagem a acto da puissance ARON,53,332. Raymond Aron,por seu lado,acentua a distinção entre o infinitivo pouvoir e o particípio puissance.O primeiro é acção,o segundo é algo de durável,de permanente.O primeiro é acto,o segundo é potência,pelo que "on a la puissance de faire une chose e l'on exerce le pouvoir de la faire".A puissance é assim um conceito mais geral ,"o potencial de comando,de influência ou de constrangimento que um indivíduo possui relativamente a outros",enquanto o pouvoir é "uma modalidade da puissance",isto é,"uma certa espécie do potencial e da passagem a acto desse potencial"11111111

Pouvoir,52,327


Le Pouvoir Militaire en Amérique Latine. L’Idéologie de la Securité National, 1977 Joseph Comblin analisa a doutrina do Estado de Segurança Nacional na América Latina, integrando-a nos meandros da geopolítica da guerra fria. (Paris, Éditions Jean Pierre Delarge, 1977).
Le Pouvoir Symbolique, 1988 Obra de Pierre Bourdieu que reúne várias conferências do autor, proferidas entre 1973 e 1987.

Está dividida em dez caps.: I  Sobre o Poder Simbólico; II  Introdução a uma sociologia reflexiva; III  Génese dos conceitos de habitus e de campo; IV  Relações entre a história reificada e a história incorporada; V  A identidade e a representação. Elementos para uma reflexão crítica sobre a ideia de religião; VI  Espaço social e génese das “classes”; VII  A representação política. Elementos para uma teoria do campo político; VIII  A força do direito. Elementos para uma sociologia do campo jurídico; IX  A institucionalização da anomia; X  Génese histórica de uma estética pura. (cfr. trad. port. de Fernando Tomaz, O Poder Simbólico, Lisboa, Edições Difel, 1989).


Povo (Demos/ Populus) Expressão derivada do latim populus. A expressão grega equivalente é a de demos, que tanto siginifica o corpo dos cidadãos, como as classes mais baixas. Distingue-se da multidão ou populaça (plethos) ou da massa, enquanto grande número (polloi). Esta, por vezes, dita plebs, vulgus e multitudo, chega a ser vista depreciativamente sempre que dominam concepções aristocráticas, como acontecerá com o humanismo renascentista. Segundo Cícero, o povo (populus) não é uma multidão unida de qualquer maneira (coetus multitudinis quoque modo congregatus), mas antes como uma multidão unida pelo consenso do direito e pela utilidade comum. Hobbes retoma a distinção de Cícero, dizendo que a multidão é um conjunto de pessoas entendido como um número e não como uma unidade, um mero agregado, uma pluralidade de homens onde cada um tem a sua própria vontade. Um povo, pelo contrário é uno, tem uma vontade e pode ser-lhe atribuída uma acção. Já na Idade Média, com os glosadores, o povo passou a ser visto como uma universitas, como uma pessoa jurídica, como algo que se distingue das parcelas que o compõem. Entre nós, usou-se, como equivalente, a noção de grei, como na divisa de D. João II, Pola Ley e pola grey, onde esta se configura, segundo as palavras de Martim de Albuquerque, não como uma classe ou o extracto mais baixo da população, mas a totalidade da comunidade. Assim, em 1508, D. Francisco de Almeida define-a como a congregação de nossos parentes, amigos e compatriotas, a que chamamos república. Nesta linha, o nosso praxista Manuel de Almeida e Sousa, Lobão, define o povo como pessoa moral que nunca morre. Com a Revolução Francesa institui-se a souverainité du peuple, onde o povo é entendido como o Terceiro Estado. Lincoln vai definir a democracia como o governo do povo, para o povo e pelo povo.
A partir de Herder, surge a ideia de Volksgeisti, onde o povo surge como um todo orgânico, dominando por forças interiores e silenciosas.

Terceiro Estado


Povo - Cidadãos, homens com certos vínculos jurídicos,4,28

Povo e nação,68,447


Povo unidade política MEYER,68,448

Povo, anterior e superior ao Estado,98,661

Povo, não é realidade política,64,420

Povo,elemento de direito público,mas não estatal,106,728


Povo-orgânico

em Herder,60,387

Povo orgânico,69,454

Povo como totalidade orgânica em Savigny,60,390


Póvoas, General (1773-1852) Álvaro Xavier da Fonseca Coutinho e Póvoas. Participou na guerra peninsular. Aderiu à revolução de 1820, sendo eleito deputado às Constituintes por dois círculos, devido à popularidade. Partidário de D. Miguel e um dos seus chefes militares. Nomeado governador militar das duas Beiras em 9 de Janeiro de 1847, durante a Patuleia. Membro da maçonaria.
Povos por direito elegem o rei Alegações de 179,125,875
Povos Jovens (Moeller van den Bruck) Moeller van den Bruck em Ensaio sobre os direitos dos Povos Jovens, considera os alemães e os norte-americanos, como povos jovens, se opõem aos povos velhos, como os franceses, os italianos e os espanhóis. Adepto de uma aliança entre a Alemanha e a Rússia, considerando-se como inimigo do Ocidente. Bruck, Moeller Arthur van den.


Povos mudos do mundo (1955) Em Abril de 1955, Sukarno qualificou a reunião da Conferência de Bandung como a conferência dos povos mudos do mundo.

Povos sem história,62,406


Povos sem pátria,62,406
Powell, G. Bingham

Comparative Politics. A Developmental Approach

Boston, Little, Brown & Co., 1966 [trad. fr. Analyse Comparée des Systèmes Politiques, Paris, Éditions Inter-Nationales, 1972]. Com Gabriel Almond.

Comparative Politics. System, Process and Policy

Boston, Little, Brown & Co., 1978. Com Gabriel Almond.

Contemporary Democracies. Participation, Stability and Violence

Cambridge, Massachussetts, Harvard University Press, 1982.
POWELL,G.B.,73,494
Powell, Walter W., DiMaggio, Paul, eds., The New Institutionalism in Organizational Analysis, Chicago, The University of Chicago Press, 1991.
power elite

power politics
Power, a New Social Analysis, 1938 Obra de Bertrand Russell que trata das seguintes matérias: o impulso para o poder; líderes e seguidores; as formas de poder; poder clerical; poder régio; poder nu; poder revolucionário; poder económico; poder sobre a opinião; os credos como fontes de poder; a biologia das organizações; poderes e formas de governo; as organizações e o indivíduo; a competição; poder e códigos morais; a ética do poder; a domesticação do poder. Define o poder como "o conjunto dos meios que permitem conseguir os efeitos desejados", com uma determinada energia que se manifesta através de um determinado instrumento, refere que os detentores do poder, sempre e em toda a parte, são completamente indiferentes ao bem‑estar ou ao mal‑estar dos que não têm poder, excepto na medida em que os seus actos são condicionados pelo medo. Assume-se como liberal, salientando que o verdadeiro liberal não diz isto é verdade, mas sim que sou levado a pensar que nas circunstâncias actuais este ponto de vista é provavelmente o melhor (cfr. trad. port., Lisboa, Editorial Fragmentos, 1990).

Power. A Radical View, 1974 Poder Unidimensional. Segundo Steven Lukes o exercício de um poder é uma relação na qual um actor A tenta, de forma visível e observável, incitar um outro actor B a fazer o que A quer que ele faça, mas que B não faria noutras circunstâncias. Então, se a tentativa de poder de A resulta, diremos que A tem poder sobre B, no respeitante ao conflito particular no qual eles estavam abertamente em desacordo. Difere do poder bidimensional e do poder tridimensional.

Poder bidimensional.

Numa perspectiva bidimensional, poder é como o rosto de duas faces de Jano. Se há uma face visível onde actua a perspectiva unidimensional, há também uma face escondida que não pode ser observada directamente. Com efeito, a melhor forma que A tem de exercer o seu poder é, por exemplo, controlar o programa de debates que marca o jogo de negociação e de troca, porque se for capaz de limitar a discussão, consegue que as decisões digam apenas respeito a questões que não ameaçam os respectivos interesses. A pode também aproveitar as influências introduzidas no sistema político que tendem a favorecer os respectivo interesses, em detrimento dos de B. Uma terceira hipótese é possível: é que B pode querer antecipar a derrota ou as represálias, não querendo afrontar A numa determinada questão.


Poder tridimensional.

De um ponto de vista tridimensional ou radical, considera-se que A exerce o poder sobre B quando A afecta B de maneira contrária aos interesses de B. Com efeito, os dois anteriores pontos de vista concordam em supor que A tem poder sobre B quando A afecta B duma maneira contrária aos interesses deste. Em qualquer dos casos, não se põe a difícil questão de saber se os dois antagonistas potenciais sabem quais são os seus interesses reais. Acontece apenas que B pode enganar-se quanto aos seus próprios interesses, isto é, sobre aquilo que os homens prefeririam (entre alternativas) se tivessem a escolha, e não o que desejam na prática, segundo a definição do mesmo Steven Lukes. De facto, a maneira mais eficaz como A pode exercer um certo poder sobre B é quando exerce uma influência sobre o que B pensa ser o seu interesse e no sentido conforme aos interesses de ª Se A conseguir levar B a fazer uma interpretação errada dos seus próprios interesses do próprio B e se tirar partido da situação, então o poder de A é quase total e é tanto maior quanto é praticamente invisível aos olhos daquele sobre o qual se exerce.


Power Politics (Morgenthau) Um dos conceitos fundamentais do neo-realismo político, considerando-se o poder como fim principal do Estado. Morgenthau.
Power and Society, 1950 Harold D. Lasswell em Power and Society. A Framework for Political Inquiry, considera que o estudo da política é o estudo da influência e do que influencia, que o tema da ciência política constitui-o o poder como um processo. Um processo do poder que não se separa do processo social, sendo apenas o aspecto político de um todo inter-relacionado. Considera que a influência é a posição e o poder de valor de uma personalidade ou grupo e que o poder é a participação na tomada de decisões. (New Haven, Yale University Press, 1950 [trad. port. Poder e Sociedade, Brasília, Editora da Universidade de Brasília, 1979]. Com Abrahan Kaplan).

Praça, Lopes Praça, José Joaquim Lopes (1844-) Natural de Castedo, Alijó. Forma-se em Direito em 1868. Começa como professor do ensino secundário em Montemor-o-Novo, Viseu e Lisboa. Professor da Faculdade de Direito de Coimbra a partir de 1881, apresentando a tese O Catolicismo e as Nações. Da Liberdade da Igreja Portuguesa. Começa marcado pelo romantismo de Herculano e, por influência de Vicente Ferrer de Neto Paiva, adere depois ao Krausismo. Em 1904, foi nomeado aio do príncipe real, D. Luís, e do então infante D. Manuel. Abandona completamente a vida publica depois do regícidio de 1908.

Historia da Philosophia em Portugal nas suas relações com o movimento geral da philosophia

Coimbra, Imprensa Litteraria, 1868.

Direito Constitucional Portuguez

Coimbra, Imprensa Litteraria, 3 tomos, 1878-1880. Obra elaborada antes de ser professor da faculdade de direito.

Estudos sobre a Carta Constitucional de 1826 e Acto Addicional de 1852

Em duas partes, Coimbra, Imprensa Litteraria, 1878 e 1879.

Colecção de Leis e Subsídios para o Estudo do Direito Constitucional Português

Coimbra, Imprensa da Universidade, 1893-1894. Em dois volumes, I- Leis e Subsídios Referentes ao Nosso Velho Regimen Político, II- Constituições Políticas de Portugal.
Praça pública (Ágora/ Forum) Segundo Hannah Arendt, a política surgiu na praça pública, na ágora ateniense ou no forum romano, nesse lugar onde os que são livres e iguais podem encontrar-se em qualquer momento, nesse lugar de encontro e de diálogo entre os homens livres.
PRADELLE,ªDe La –Espiritualização do território,76,511. A.De la Pradelle,citado por Burdeau, considera que "quanto mais a noção de território se espiritualiza assim a fronteira passa da superfície à linha.É o último termo da evolução, em total acordo com a concepção institucional do território, porque, se o Estado tem uma missão a cumprir, importa que o território, traçado geográfico que marca a localização da actividade desta missão, mas, ao mesmo tempo, instrumento da sua realização, tome uma forma linear, exacta e precisa, sob a pressão recíproca de duas populações às quais correspondem, de um lado e do outro, dois Estados responsáveis".
Pradera, Vitor Autor tradicionalista espanhol, autor El Estado Nuevo, de 1935. Baseado no jusnaturalismo neotomista, conclui que o Estado Novo não é mais do que o Estado espanhol dos Reis Católicos. Cfr. a trad. port. O Novo Estado, Lisboa, Gama, 1947.
Prado Júnior, Caio (1907-1990) Jurista brasileiro, marxista-leninista. Deputado federal pelo PCB, acaba por romper com o grupo.

Evolução Política do Brasil

1ª ed de 1933. São Paulo, Brasiliense, 1953, 2ª ed..

A Formação do Brasil Contemporâneo

São Paulo, Livraria Martins, 1934.

História Economica do Brasil

São Paulo, Brasiliense, 1945.

Dialética do Conhecimento

São Paulo, Ed. Brasiliense, 1952, 2 vols..

Esboço dos Fundamentos da Teoria EConómica

São Paulo, Brasiliense, 1957.

Notas Introdutorias à Lógica Dialética

São Paulo, Ed. Brasiliense, 1959.
Pragmatismo Movimento fundado por William James (1842-1910), visando a descoberta de um método para dispensar a metafísica. Baseado no instrumentalismo de John Dewey (1859-1952). Esteve na base do chamado behaviorismo ou comportamentalismo.,40,252

Prandstallner, G. P., I Tecnici como Classe, Roma, Edizzioni del’Ateneo, 1959.
Prat de la Riba, Enric (1870-1917) Primeiro secretário da Union Catalanista fundada em 1892. Licenciado em direito, doutorado em 1892. Colabora em La Renaixença, a partir de 1895. Fundador da Liga Regionalista de Catalunya, de 1901. Presidente da deputação de Barcelona desde 1907 e, sete anos depois, da Mancomunidad da Catalunha. Partidário da autonomia catalã dentro de um Estado multinacional e numa perspectiva conservadora.

Compendio de la Historia de cataluña

La Nacionalidad Catalana

Compendio de Doctrina Catalanista

contando nesta última obra com a colaboração de Pere Muntanyola.
Prática e teoria,5,47

Pratike,15,112


Pratt, Joseph, Galambos, Louis, The Rise of the Corporate Commonwealth, Nova York, Basic Books, 1988.
Praxis Etimologicamente, acção ou actividade. Segundo os autores marxistas, a interacção entre a teoria e a práctica, entre o homem e a sua actividade. Conforme J.-P. Sartre, o homem é faire et en faisant, se faire.
Prazer e dor Utilizabdo uma invenção de Helvetius, Bentham parte do princípio que a humanidade flutua e está sob o controlo de dois poderes soberanos:o prazer e a dor,considerando que os deveres e as obrigações dos homens não devem formular‑se em relação ao Estado,às Igrejas e aos partidos,porque são simples abstracções,mas,pelo contrário,em relação aos outros semelhantes,os únicos capazes de sentir a alegria ou a dor.
Prazeres, Frei João dos (1648-1709) Nasce no Porto. Beneditino. Estuda no convento de Tibães e no colégio da Ordem em Coimbra. Cronista-geral da ordem. Nomeado preceptor do futuro D. João V.

Abcedário Real e Régia Instrução de Príncipes Lusitanos. Composto de sessenta e três discursos politicos e moraes



Lisboa, Of. de Miguel Deslandes, 1692. Cfr. nova ed., com estudo de Luís de Almeida Braga, Lisboa, Edições Gama, 1943.
Braga, Luís de Almeida, «À porta da aula de Fr. João dos Prazeres», in Espada ao Sol, Biblioteca do Pensamento Político, 1969, pp. 49 ss..Silva, Inocêncio Francisco, Dicionário Bibliográfico Português, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1977, tomo IV, p. 24.

Précis Élémentaire de Droit Constitutionnel, 2ª ed. Para Hauriou, uma organização social torna-se durável (...) quando se institui, isto é, quando, por um lado, a ideia directriz que nela se encontra desde a sua fundação pôde subordinar o poder do governo graças a este desequilíbrio de órgãos e de poder e quando, por outro lado, este sistema de ideias e de equilíbrio de poderes foi consagrado na sua forma pelo consentimento dos membros da instituição e também pelo meio social. Uma instituição surge, assim, como uma organização social objectiva que realizou nela o mais alto Estado de direito, isto é, que possui, ao mesmo tempo, a soberania do poder, a organização constitucional do poder com estatuto e autonomia jurídica. Ela é toda a organização permanente a partir da qual, no interior de um grupo social determinado, órgãos dotados de um poder superior são postos ao serviço dos fins que interessam ao grupo por meio de uma actividade coordenada à do conjunto do grupo. Compreende-se que o mesmo autor logo proclame que chegou o momento de encarar o Estado, já não como uma lei, mas como uma instituição ou um conjunto de instituições, ou, mais exactamente ainda, como a instituição das instituições.
Preços, Controlo dos Remonta a Diocleciano, o primeiro edito sobre o controlo dos preços, de 301. Na Idade Média é uma constante essa intervenção pública, das almotaçarias, desde as posturas de Coimbra de 1143 à lei de 26 de Dezembro de 1253. O pombalismo retoma o sistema. O liberalismo enreda-se na questão do pão político, em nome do proteccionismo. A República vive o drama da questão das subsistências e chega a decretar a proibição de lucros ilícitos. O Decreto-Lei nº 196/72 de 12 de Junho institui o regime da homologação prévia dos preços para uma série de produtos (carne, leite, fiambres, óleos alimentares, queijo, vinho, peixe e bacalhau). Depois de 1974 estabelece-se um modelo geral de regimes de preços pelo Decreto-Lei nº 329-A/74 de 10 de Julho, ainda emitido pelo I Governo Provisório e que se vai manter por mais de uma década. Toda uma formidável burocracia faz uma luta tremenda contra a inflação, numa via administrativa de cariz claramente francês. Para o efeito, institui-se uma Direcção-Geral de Preços
Preface (A) to Democratic Theory, 1956 Obra de Robert Dahl, onde se faz o estudo comparado de três tipos de democracia norte-americana: madisonian democracy (o esforço de compromisso entre o poder das maiorias e o poder das minorias), populistic democracy e polyarchal democracy. Considera que a poliarquia se caracteriza por um profundo pluralismo social, havendo uma pluralidade de centros de decisão autónomos. Há uma diversidade de organizações sociais e cada uma delas tem um certo grau de autonomia face às concorrentes. Os vários líderes independentes entram em concorrência e fazem coligações sempre mutáveis, sob o controlo popular. Impõe-se assim o compromisso e a conciliação, através de intermináveis negociações (bargaining) entre grupos que se opõem uns aos outros. A livre concorrência entre grupos rivais, nos limites impostos pelo consenso, leva a um equilíbrio espontâneo, equilíbrio que será tanto mais estável quanto a sociedade é mais diversificada (Chicago, The University of Chicago Press, 1956).

Prélot, Marcel Professor francês. Autor de uma clásica Histoire des idées Politiques. Publicou em 1969 um breve inventário La Science Politique na colecção Que sais-je?–Ciência do Estado,5,40–Poder,54,343–Teoria como explicação,9,75
Marcel Prélot, As Doutrinas Políticas, 4 vols., trad. port. de Natália Couto, Lisboa-Santos, Editorial Presença-Livraria Martins Fontes, 1973. Marcel Prélot e George Lescuyer, Histoire des Idés Politiques, 11ª ed., Paris, Éditions Dalloz, 1992: 1º volume  O aparecimento das formas políticas. Primado do pensamento grego. O ideal da liberdade. Platão e o utopismo filosófico. Aristóteles e a cidade como realidade e como ideal. O sacerdotismo medieval. A cidade de Deus: Santo Agostinho. 2º volume  A ascensão do absolutismo dos Estados. O Príncipe de Maquiavel. O Humanismo cristão: Erasmo e Tomás Morus. Os reformadores e os reformados. Lutero e Calvino. O absolutismo empírico: Richelieu e Luís XIV. O despotismo iluminista. Os fisiocratas. Os enciclopedistas. 3º volume  A crise da consciência europeia. O nascimento do liberalismo. Locke e Montesquieu. A soberania popular: Jean-Jacques Rousseau. O liberalismo clássico. A transição ideológica. O Bonapartismo. A contra-revolução. O nacionalismo totalitário: Benito Mussolini e Adolfo Hitler. O nacionalismo personalizado: Charles de Gaulle. 4º volume  A revolução social. O federalismo anarquista: Proudhon. O sindicalismo anarquista. O socialismo científico. O Estado revolucionário. A ditadura do proletariado: Lenine. O Estado socialista: Staline. A democracia cristã. O poder tecnocrático. A era dos organizadores. A ilusão do fim das ideologias.

A Ciência Política Actual

[ed. orig. 1969], trad. port., Amadora, Livraria Bertrand, 1974.

Sociologie Politique

Paris, Éditions Dalloz, 1973.

Histoire des Idées Politiques

1ª ed., 1966. 8ª ed., Paris, Éditions Dalloz, 1983, com Georges Lescuyer [trad. port. As Doutrinas Políticas 3 vols., Lisboa, Editorial Presença, 1974].

La Conception Française de Science Politique

apontamentos policopiados), Paris, Faculté de Droit de Paris, 1956-1957.
Preparing for the Twenty-First Century , 1993 Obra de Paul Kennedy onde este autor se distancia das teses que aceitam o protagonismo dos grandes homens na história, aceitando o chamado poder anónimo das grandes forças sociais. Os jogos de poder do que designa como Estados-Nações (tem como paradigmas a Grã Bretanha e os USA) estão a dar lugar aos choques tecnológicos, demográficos e ecológicos: as comunidades, e até países inteiros, parecem ter cada vez menos controlo sobre o seu próprio destino. As estruturas de poder tradicionais estão confundidas com taxas de fertilidade aquém da taxa natural de reposição, imigração ilegal e fluxos monetários maciços. Têm respostas insatisfatórias -- ou nem sequer as têm -- para a ameaça de despedimentos em larga escala na agricultura e na indústria; têm dificuldade em impedir que as empresas se desloquem para outras regiões, ou em abafar a informação das televisões e rádios transnacionais; ficam paradas a pensar nas implicações do aquecimento global. Conclui, assim, que as nações com condições para enfrentamento do século XXI parecem ser o Japão, a Coreia, certos Estados mercantis do Leste Asiático, a Alemanha, a Suíça, alguns países escandinavos e talvez a Comunidade Europeia como um todo. Todas estas entidades teriam, em comum, altas taxas de poupança, níveis impressionantes de investimento em novas fábricas e equipamentos, excelentes sistemas educativos (especialmente para quem não vai para a universidade), uma força de trabalho especializada e bons sistemas de reconversão profissional, uma cultura fabril com muitos mais engenheiros do que advogados, um compromisso de produzir bens industriais para o mercado global com um bom "design" e alto valor acrescentado, e excedentes comerciais batante consistentes em mercadorias físicas. Também dispõem de homogeneidade cultural e étnica.
Prescrição secular,55,349

Prescrição, fonte da legitimidade BURKE,137,964


The Present State of the Study of Politics, 1921 Manifesto de Merriam, precursor da Escola de Chicago de ciência política, onde se propõem duas linhas para renovação dos estudos politológicos: por um lado, a exploração das bases psicológicas e sociológicas do comportamento político; por outro, a introdução dos métodos quantitativos na análise política.
Presidencialismo
Presidencialismo de primeiro ministro Expressão pela primeira usada por Marcello Caetano para qualificar o regime salazarista, em 1946, no artigo A Organização Política, publicado no livero Portugal, Lisboa, 1946. Adriano Moreira vai retomar a expressão para qualificar o modelo cavaquista.
Presidente do Conselho As funções de coordenação política do Governo passam a ser legalmente exercidas, a partir da Carta de Lei de 23 de Junho de 1855, por um Presidente do Conselho de Ministros. Com a República surge-nos um Presidente do Ministério, que é necessariamente um dos ministros, segundo o sistema de gabinete. Com a Constituição de 1933 estabelece-se o Presidente do Conselho, que coordena e dirige a actividade de todods os ministros, que perante ele respondem politicamente pelos seus actos [artigo 108º], para depois de 1974, se introduzir a figura do Primeiro-Ministro.
Presidente da República
Pressão Ver Grupo de Pressão
Pressupostos (Os) do Socialismo e as Tarefas da Social Democracia”, 1899 Obra de Eduard Bernstein, Die Voraussetzungen des Sozialismus und die Aufgaben der Sozialdemokratie, logo traduzida em francês em 1903, base do chamado revisionismo.

A obra está assim dividida: I  Principais fundamentos do socialismo marxista (os elementos do marxismo; a concepção materialista da história e a necessidade histórica; a teoria marxista da luta de classes e do desenvolvimento capitalista); II  O marxismo e a dialéctica hegeliana (as ciladas da dialéctica hegeliana; marxismo e blanquismo); III  A evolução económica da sociedade moderna (significado da teoria marxista da mais valia; o movimento dos rendimentos na sociedade moderna a classificação das empresas segundo a produção e a extensão da riqueza social; as crises e as possibilidades de adaptação da economia moderna; observação complementar); IV  As tarefas e possibilidades da social-democracia (condições políticas e económicas do advento do socialismo; a capacidade de rendimento das cooperativas económicas; democracia e socialismo; as tarefas imediatas da social-democracia); V  O objectivo final e o movimento (cfr. trad. port. de Álvaro de Figueiredo e Maria Cecília Colaço, Os Pressupostos do Socialismo e as Tarefas da Social Democracia, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1976).


Prestígio Segundo Weber, o mesmo que honra social. Juntamente com a natureza económica, constitui a base do poder. A forma como a honra social se distribui entre os grupos constitui a ordem social.

Preto, Francisco B. Rolão (1898-1977) Francisco de Barcelos Rolão Preto. Exílio desde 1912, regressa a Portugal em 1914. Militante do Integralismo Lusitano. Funda em 1932 o movimento nacional-sindicalista. Publica então, de Fevereiro a Abril de 1932, o jornal Revolução. Em 19 de Janeiro de 1933 critica Salazar por este não ser capaz de vestir uma farda ou uma camisa de combate. Um mês depois, em 18 de Fevereiro, promove um jantar insurreccional no parque Eduardo VII, onde Neves da Costa proclama: isto tem tanta força que já ninguém será capaz de nos fechar a porta. Entusiasmados, os nacionais-sindicalistas promovem um desfile de três mil militantes nas comemorações do 28 de Maio em Braga, ocorrendo sangrentos incidentes. Em 5 de Julho seguinte Rolão Preto é recebido por Carmona em audiência pressionando no sentido da demissão de Salazar. Salazar reage em 24 de Julho anulando a autorização dada para a propaganda dos camisas azuis e promovendo a suspensão do jornal Revolução. Lança mesmo uma dissidência do movimento, com Manuel Múrias, Luís Supico Pinto e José Cabral que aderem à União Nacional. Exilado em 1934. Regressa em 24 de Fevereiro de 1935 e logo é himenageado num banquete de correlegionários. Em Abril visita os núcleos locais do movimento. Promove o falahado golpe de Estado de 10 de Setembro de 1935, com o com o monárquico comandante Mendes Norton e o republicano General Ribeiro de Carvalho. Membro das candidaturas presidenciais de Quintão Meireles, em 1951, e de Humberto Delgado em 1958. Considera em 1953 que Salazar fez uma revolução a frio, esquematizada pela razão, conduzida pelos caminhos da inteligência, como se fosse uma experiência de laboratório. Presidente do Partido Popular Monárquico depois de 1974, chega então a declarar: queremos o Rei e os sovietes!.

A Monarquia é a Restauração da Inteligência,

Lisboa, 1920.

Salazar e a sua Época. Comentário à entrevista do actual chefe do governo com o jornalista António Ferro

Com capa de Almada Negreiros, Lisboa, Janeiro de 1933.

Para Além da Guerra

Lisboa, Gama, 1942.

A Traição Burguesa

Lisboa, Pro Domo, 1945.

Tudo pela Humanidade, Nada Contra o Homem

isboa, Inquérito, 1953.
Preto, José Ramos Ministro da justiça de 8 de Março a 26 de Junho de 1920. Presidente do ministério de 6 a 26 de Junho de 1920.
Preto, Padre Marcos Pinto Soares Vaz (1782-1851). Maçon. Exílio em Londres 1829-1831 Arcebispo de Lacedemónia desde 1835. Confessor de D. Pedro IV e de D. Maria II. Deputado em 1834-35; 1842-46 e 48-51. Acusado de alta-traição em Novembro de 1836, na sequência da belenzada. Grão-mestre da Loja Provincial do Oriente irlandês de 1843 a 1851.
Pretor Um dos principais magistrados da Roma republicano. Eleito pelos comícios das centúrias. Tinham imperium e auspicia majora.
Pretorianismo Diz-se de qualquer sociedade submetida a um governo militar. Expressão consagrada por Samuel Huntington visando qualificar um sistema político cujo grau de institucionalização se revela insuficiante para conter a extensão da participação popular e no seio do qual qualquer grupo social organizado, em particular as forças armadas, está por esse facto em condições de impor a sua própria lei ao conjunto da sociedade.

S. P. Huntington, The Soldier and the State. The Theory and Politics of Civil-Military Relation, Nova York, Viking Press, 1957.Changing Patterns of Military Politics, Glencoe, The Free Press of Glencoe, 1962 (ed.).


Preuss, Hugo



Proulx, S., Breton, P., L’Explosion de la Communication. La Naissance d’une Nouvelle Idéologie, Paris, Éditions La Découverte, 1989.
Província. Do lat. Provintia, de pro vincere, literalmente para vencer, qualificativo dado a um magistrado que Roma colocava à frente de certos territórios considerados como fazendo parte do ager publicus populi romani. Paradoxalmente, a terminologia foi utilizada pelo Império português quando quis eleiminar o termo de colónias. No tocante às histórias das divisões administrativas do reino português, a primeira surge no testamento do rei D. Dinis, de 1299, onde se referem seis províncias: Antre Douro e Minho, Antre Douro e Mondego, Beira, Estremadura, Antre Tejo e Odiana, Moura e Serpa, bem como o Reino do Algarve. Com D. João I, surgem seis províncias, também ditas comarcas: Entre Douro e Minho, Trás-os-Montes, Beira (sem Aveiro e Coimbra), Estremadura (com a Beira Litoral), Entre Tejo e Odiana e Algarve. Junot, em 1 de Fevereiro de 1808, cria um corregedor-mor em cada província, encarregado de dirigir todos os ramos da administração. Na reforma de Mouzinho da Silveira, decreto nº 23, de 16 de Maio de 1832, a província equipara-se ao département, com um Prefeito e uma Junta Geral de Província. Por lei de 25 de Abril de 1835 são instituídos os distritos. Com o Estado Novo, pelo Decreto nº 27 424, de 31 de Dezembro de 1936, estabelecem-se onze províncias, extintas em 1959, pela lei nº 2100, de 29 de Agosto. Estabeleciam-se onze: Minho, Trás-os-Montes e Alto Douro, Douro Litoral, Beira Alta, Beira Baixa, Beira Litoral, Estremadura, Ribatejo, Alto Alentejo, Baixo Alentejo e Algarve, conforme a proposta feita em 1933 por Amorim Girão.
Przeworski, Adam

Capitalism and Social Democracy

Cambridge, Cambridge University Press, 1985 [trad. cast. Capitalismo y Sozialdemocracia, Madrid, Alianza Editorial, 1988].

Sustainable Democracy



Cambridge, Cambridge University Press, 1995. Ed.



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