Pflimlin, Pierre (n. 1907)



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Plamenatz, John 1912-1975 Professor em Oxford de Social and Political Theory, de 1967 a 1976, onde sucede a Isaiha Berlin.

German Marxism and Russian Communism

Londres, Longmans, Green and Co., 1954.

Man and Society. A Critical Examination of Some Important Social and Political Theories from Machiavelli to Marx

1ª ed., 1963], 2 vols., Harlow, Longman, 1986.

Consent, Freedom and Political Obligation

2ª ed., Oxford, Oxford University Press, 1968.

Ideology

Londres, Pall Mall Press, 1970.

Democracy and Illusion



Harlow, Longman, 1973.
planeamentismo

Planificação soviética Depois daqueles passos para trás no sentido da caminhada para a colectivização, como pretendeu ser a frustrada NEP de Lenine, e que Estaline vai manter até 1928, aliás contra a opinião de Trotski, eis que, a colectivização vai passar a acto com o primeiro plano quinquenal do estalinismo, 1928-1932, com o qual se visava edificar o socialismo. As principais medidas que dele constam são a instituição dos kolkhozes, as cooperativas de produção agrícola, e dos sovkhozes, as fábricas agrícolas do Estado, conforme tinham sido delineadas no XV Congresso do PCUS, de Dezembro de 1927, o mesmo congresso que confirmou a expulsão de Trotski e de Zinoviev dos quadros do partido. Foi também neste Congresso que, de acordo com um relatório apresentado por Molotov (1890-1986), que se decidiram aplicar medidas fiscais contra os Kulaks, desencadear a industrialização rápida e estabelecer o primeiro plano quinquenal. A partir de 1929, o chamado ano da grande mudança, o processo de colectivização assumiu um ritmo vertiginoso. Assim, se em Outubro desse ano apenas 4% das terras eram colectivamente exploradas, eis que a mancha da colectivização logo atinge 21% em Janeiro de 1930 e 58% em Março do mesmo ano para chegar aos 75% em 1934. O segundo plano quinquenal (1933-1937) já é mais moderado, incidindo especialmente sobre a indústria ligeira, a do têxtil e a do mobiliário, em vez da chamada linha do metal.
Plano de Fomento 1952 O I Plano de Fomento do salazarismo, para cinco anos, que teve como relator Ferreira Dias, surge em 1952. O II data de 1958 e, entre as obras previstas e concretizadas está a construção da Ponte sobre o Tejo.
Plano de Acção Política 1975 Plano aprovado pelo Conselho da Revolução em 21 de Junho de 1975, constituindo uma espécie de segundo programa do MFA, como logo o qualificou o Partido Socialista. Redigido fundamentalmente por Rosa Coutinho. Admite o pluralismo socialista e repudia a implantação dos socialismo por via violenta ou ditatorial. Neste sentido, admite o pluralismo partidário, incluindo partidos políticos e correntes de opinião que não defendam necessariamente opções socialistas. Mas se admite, portanto uma oposição, cuja crítica poderá ser benéfica e construtiva, logo acrescenta: desde que a sua acção se não oponha à construção da sociedade socialista por via democrática.
Plant, Raymond, Modern Political Thought, Oxford, Basil Blackwell Publishers, 1991.


Platão 427-347 a.C. As suas principais obras políticas, Politeia, Politikos e Nomoi, não passam de escritos de um homem imperfeito a querer imaginar um governo de homens perfeitos, de meros produtos do mundo terrestre, ousando abraçar um paradigma celestial. Quase todos os analistas da obra de Platão tendem para uma explicação sociológica e psicológica das ideias do mestre ateniense, sendo dominante aquela perspectiva que o aponta como alguém que não era afecto ao regime da democracia. Para o efeito, invoca-se a circunstância de Platão ser oriundo de uma família aristocrática, implicada na Tirania dos Trinta (404 a.C.) e, juntando a essa referência, meia dúzia de citações desgarradas, chega até a concluir-se que ele defendia o regime licurguiano da vizinha Esparta, não faltando até quem o qualifique como um espartano exilado em Atenas. Acrescenta-se mesmo que Platão aparece por três vezes na colónia grega de Siracusa, como conselheiro de tiranos, e fala-se no facto de alguns dos seus mais directos discípulos, como Díon, terem surgido ligados a tentativas subversivas antidemocráticas. Finalmente, argumenta-se com a circunstância de Platão ter sido discípulo de Sócrates, com quem estudou durante oito anos e que nunca esqueceu que o respectivo mestre, em 347 a.C. foi condenado à morte deste pela restaurada democracia ateniense. De facto, Platão teve várias incursões frustradas na política activa. Em Atenas, terá apoiado a Tirania dos Trinta (404 a.C.) e na colónia grega de Siracusa, apareceu três vezes, sempre como conselheiro de Dión, cunhado do tirano Dionísio I. Da primeira vez, em 388 a.C., acabou por ter de fugir e, na atribulada viagem de regresso a Atenas, chegou a ser preso e a ser feito escravo. Na segunda, em 367-366 a.C., já depois de ter escrito Politeia e de ter fundado a Academia, foi convidado para preceptor de Dionísio II, mas este também o manda regressar. Na terceira, em 361 a.C., volta a não entender-se com Dionísio II. Contudo, o facto mais saliente da vida de Platão terá sido a fundação, em 387 a.C., da Academia, em Atenas, escola que vai durar cerca de mil anos até ser extinta em 529 por Justiniano. Apreciando estas circunstâncias, muitos autores consideram que Platão, venceu como pensador político, mas frustrou-se como político. Todos citam, a propósito a explicação autobiográfica contida na carta VII: Eu que, a princípio, tinha tido um grande interesse pelas coisas políticas, conforme contemplava o torvelinho da vida política e via o movimento incessante das correntes contrárias, acabei por sentir-me aturdido. Finalmente, tornou-se-me claro que todas as poleis existentes, sem excepções, estão mal governadas. Nada há que possa melhorar as respectivas leis, a não ser mediante algum plano milagroso posto em prática com boa sorte. Por isso, me vejo obrigado a declarar, em nome da verdadeira filosofia, que só por meio dela pode ter-se uma visão do que é justo para a polis e para o indivíduo. O género humano só viverá melhores dias quando a raça dos seguem recta e autenticamente a filosofia receber o poder nas suas mãos, ou quando aqueles que geralmente têm o poder nas suas mãos se transformarem, mediante alguma sorte divina, em verdadeiros filósofos. Por nós, diremos que ninguém pode supor conhecer Platão se não se platonizar, tal como ninguém pode platonizar-se, se, antes, não tentar assumir Sócrates. Quem reduzir Platão a citações dispersas, recolhidas em enciclopédias e obras de referência, quando o contactar directamente, verá que, para cada uma delas, surgirão muitos fios de um discurso global que as diluem num todo. Quem, por outro lado, tentar seguir os ditames de uma qualificação sistémica de um qualquer autor que o diabolize, com três ou quatro adjectivos, poderá facilmente encontrar no mesmo Platão, um anti-Platão. Porque nele, conforme as suas próprias palavras, o pensamento se torna diálogo interior da alma consigo mesmo. Porque nele, podemos ver dentro de nós mesmos, perguntando sobre o que é?, tentando conhecer-nos a nós mesmos, dialogando. Isto é, procedendo como Sócrates, através da técnica da pergunta e da resposta em busca de uma definição ética. E só podemos atingir a plenitude de tal diálogo através da alegoria, da metáfora, da parábola. Da palavra exotérica, para procurarmos o esotérico. Da palavra poética, onde a imaginação, muitas vezes consegue antecipar a ciência. Não nos diz a biologia genética de hoje que a natureza de uma coisa se identifica com a sua origem? Que no ADN está o tal código genético que constantemente nos comanda, que quando soubermos ler o mais minúsculo e o mais antigo melhor podemos domar o futuro? Que há uma biológica predestinação, um mistério das origens, um nevoeiro inicial, onde se abriga o nosso mais além? Teremos que dizer que, cada um lê sempre o seu Platão. É que, depois de lermos Platão, deixando que Platão penetre em nós, não temos respostas e muito menos sistemas, mas, bem pelo contrário, fazemos ainda mais perguntas. Acontece assim a todos quantos, procurando pensar o sentimento, acabam no simétrico do sentir o pensamento. Aliás, Platão finge sempre que não é ele que está escrevendo. Há sempre outros que falam em vez dele, um conjunto de heterónimos, através dos quais ele vai fingindo aquilo que na verdade pensa. É que, para descrevermos o que os outros dizem, temos, muitas vezes, que nos colocar no lugar dos outros, representando-os. E, nesse esforço de nos assumirmos como os outros, podemos até sermos um pouco mais de nós mesmos.
Teoria das ideias

O elemento fundamental do pensamento platónico está na respectiva teoria das ideias ou formas, consideradas como as coisas que realmente são, o ser, e que se distinguiriam das coisas que acontecem, dado que estas apenas estariam entre o ser e o não ser. Só a ideia é aquilo que gera, o princípio, aquilo que não muda, aquilo que é necessário e permanente, aquilo que auto-subsiste, a causa de toda a mudança. Já aquilo que acontece, não passaria da ideia que devém, do mero contingente, do que é composto de mudança. As ideias, enquanto coisas perfeitas e auto-subsistentes, não são visíveis, aos olhos dos homens concretos, devido ao seu esplendor. E só o espírito é que as consegue vislumbrar e apreender. O fulcro deste conceito está na respectiva metáfora do sol. Onde o Sol está para o mundo visível como a ideia de bem para o mundo do inteligível. A luz equivale à verdade, os objectos da visão - como as cores - aos objectos do conhecimento, como as ideias; a faculdade da visão, à faculdade da razão; o exercício da visão, ao exercício da razão; e a aptidão para ver, à aptidão para conhecer. É daqui que surge a célebre alegoria da caverna, onde, segundo as próprias palavras de Platão, o homem começa por ver-se livre das suas algemas; depois, abandonando as sombras, dirige-se para as figuras artificiais e para a luz que as ilumina. Por fim, sai deste lugar subterrâneo para subir até aos sítios que o sol ilumina; e como os seus olhos, débeis e ofuscados, não podem fixar-se imediatamente nem nos animais nem nas plantas, nem no sol, recorre às imagens dos mesmos pintadas na superfície das águas e nas suas sombras, mas estas sombras pertencem a seres reais e não a objectos artificiais, como acontecia na caverna; e não estão formadas por aquela luz, que o nosso prisioneiro tomava pelo sol. O estudo das ciências que temos falado produz o mesmo efeito. Eleva a parte mais nobre da alma até à contemplação do mais excelente dos seres; como no outro caso, o mais penetrante dos órgãos do corpo eleva-se à contemplação do mais luminoso que há no mundo material e visível. Por outras palavras, as nossas faculdades da sensibilidade e da imaginação apenas conseguem apreender imagens. Se pela opinião e pela crença, conseguimos aceder a totalidades, eis que, contudo, ainda estamos no domínio das coisas visíveis. Para atingirmos as coisas invisíveis ou inteligíveis, são necessárias outras faculdades, onde não basta a razão, que apenas nos consegue levar ao nível das coisas invisíveis inferiores, aos conhecimentos científicos racionais. Para chegarmos às coisas invisíveis superiores, só através da contemplação intelectiva. Só que, para atingirmos este quarto momento, precisamos de recorrer ao mito, a única hipótese que tem o homem de conseguir a referenciação total...

Seguindo as próprias palavras de Platão, só aquele que renunciar em absoluto ao uso dos sentidos pode elevar-se. Só através da razão, podemos aceder à essência das coisas; e se continua a suas investigações até que perceba mediante o pensamento da essência do bem, chegou ao término dos conhecimentos inteligíveis, assim como o que vê o sol chegou ao término do conhecimento das coisas visíveis.

A ideia é o esplendor da luz, mas os nossos olhos sensíveis não conseguem olhar o sol de frente, embora tenhamos de tentar olhar o sol de frente.

As ideias (de eidos) são pois os paradigmas (de paradeigma ou modelo eterno). E só é possível a participação das coisas nas ideias através das imagens ou dos reflexos (eikon).

As ideias estão pois separadas da matéria, são um subsistente completo, algo que vem de fora.

Assim a ideia de justiça. Ela tem um supremo esplendor, é perfeita e, logo, perfeitamente justa. Mas o respectivo esplendor não permite que a mesma seja vista pelos nossos olhos. A ideia de justiça só é visível através dos olhos do espírito, não passa daquilo que tentamos descobrir quando nos interrogamos sobre o que é? a coisa justiça, ou sobre o que é? a natureza da justiça. A ideia de justiça não pode pois estar nas coisas, devendo, portanto, ser separada delas. É uma espécie de coisa matemática que nunca pode ser encontrada nas coisas sensíveis. Tal como uma linha que se traça num papel ou na areia nunca é uma linha no sentido matemático. Tal como a canidade (isto é, o carácter específico dos cães) tem que ser o verdadeiro cão. A ideia faz portanto parte de uma realidade supra-sensível, estável e eterna. Neste sentido, também a polis surge como um modelo que não passa de cópia (eikon) de um arquétipo, de uma forma ou de um plano proveniente do passado que se apresenta como o princípio. Logo, pesquisar aquilo que deve-ser transforma-se na procura do tempo perdido, da Idade de Ouro, do de onde se vem que é também o para onde se vai.

E é a divindade que nos guia nessa revolução circular. Contudo, o movimento pode ser abandonado a si mesmo. O giro do corpo esférico em redor do seu próprio eixo pode rodar no sentido oposto ao do seu próprio movimento, numa mudança de direcção que leva a destruições e a cataclismos, mas a que podem seguir-se regenerações parodoxais, onde os cabelos brancos dos velhos voltam a escurecer, os adolescentes retomam as dimensões dos recém-nascidos e os cadaveres dos mortos se diluem no chão, nascendo então a raça dos filhos da terra que, ao sair da terra regressam à vida, sem guardarem lembrança das anteriores condições da respectiva existência.

Politeia (c. 370 a.C.) (cfr. trad. port. de Maria Helena da Rocha Pereira, A República, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1967).



Politikos (cfr. trad. fr. de Léon Robin, Oeuvres Complètes, 2 vols., Paris, Éditions Gallimard, Bibliothèque de la Pléiade, 1977).

Nomoi (cfr. trad. cast. de J. Manuel Pabón e Manuel Fernandez Galiano, Las Leyes, Madrid, Centro de Estudios Constitucionales (ed. bilingue em grego e castelhano); trad. ing. de Trevor J. Saunders, The Laws, Penguin Books).


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platonismo
Play, Pierre Guillaume Frédéric Le (1806-1883) Engenheiro. Professor na Escola de Minas. Conselheiro de Estado em 1855. Senador de 1867 a 1870. Organizador das Exposições Universais de Paris (1855 e 1867) e de Londres (1862). Doutrinador do catolicismo social, principalmente através da revista La Science Sociale, continuada por Edmond Desmolins. As respectivas teses são introduzidas em Portugal pelo ensino de Marnoco e Sousa, de quem António de Oliveira Salazar foi assistente. E é este, baseado da doutrina da escola de Le Play, misturando-a com o socialismo catedrático, que cria, pela primeira vez, um efectivo sistema de segurança social, bem como um modelo global de protecção laboral e de previdência social. Marcado pelo detrminismo geográfico, considera que o clima é predominante na formação familiar, económica e política. Entre os seus discípulos Paul Descamps e Léon Poinsard, que se dedicam a estudos sobre Portugal. Le Play defende a necessidade de uma reforma social contra doutrina da lei natural e individualismo. Privilegia a intervenção do grupo familiar e a reforma moral. Fala numa constituição essencial, que se forma nas relações de sangue (família), de sociabilidade (comuna) e de interesses (profissão). Considera a necessidade da restauração de uma autoridade paternal, tanto na família como nas fábricas. Priviegia a família como a molécula primordial das sociedades. Como a entidade intermediária entre o indivíduo e a sociedade. Nesta base, considera que tudo o que é contra família é contra a a pátria e tudo o que é contra a pátria é contra a família.

La Réforme Sociale en France

(1864).

Les Ouvriers Européens

1885. Uma colecção de 36 monografias de famílias de operários.

L'Organisations de la Famille



(1871).
Playford, J., McCoy, C., eds., Apolitical Politics. A Critique of Behavioralism, Nova York, Cromwell, 1967.
Plebiscito O sistema democrático plebiscitário, instituído por Napoleão III, constitui, segundo Weber, a teoria oficial do cesarismo francês. O primeiro plebiscito de 1870 não é uma eleição, mas uma forma de renovação do reconhecimento de um pretendente como soberano carismático pessoalmente qualificado.
Plebiscito de todos os dias A definição metafórica de nação dada por Ernest Renan em 11 de Março de 1882.
P
lekhanov, Giorgy (
1856-1918) Começa ligado ao populismo, Ex-militar transformado em revolucionário profissional, no exílio desde 1880. A partir da Suíça, torna-se marxista, chegando a ser o tradutor para russo do Manifesto do Partido Comunista de 1848. Depois de colaborar com Lenine, entre 1900 e 1902, adere aos mencheviques. Funda em Genebra, onde estava exilado, o Grupo para a Emancipação do Trabalho, em 1883, marcando a recepção do marxismo entre os russos. Utilizava então o argumento ocidentalista de que não haveria uma especificidade russa, como defendiam os populistas, pelo que considerava que a história russa deveria ser como a do Ocidente, nomeadamente quanto ao papel privilegiado que então desempenhava a classe operária. Salientava, então, que as mós da história ainda não moeram a farinha de que se pode cozer, na Rússia, o bolo do socialismo. Assume, durante a Grande Guerra, quando estava exilado em Genebra, um claro antigermanismo: no que me diz respeito, se eu não fosse um homem já idoso e doente iria alistar-me no Exército. Espetar com a baioneta os meus camaradas alemães dar-me-ia um enorme prazer.

O Papel do Indivíduo na História

(1899) (cfr. trad. port. de Serafim Ferreira, Lisboa, dições Antídoto, 1977).



Os Problemas Fundamentais do Marxismo

1908.


Plumyéne, Jean, Les Nations Romantiques. Histoire du Nationalisme. Le XIXème Siècle, Paris, Librairie Arthème Fayard, 1979.
Pluralidade de pertenças
Pluralismo. Perspectiva, segundo a qual o Estado não é monocrático, constituindo apenas uma parte especializada nos interesses do todo. O fundo sociologista e organicista, dominante no fin de siècle, tanto influencia posições estatistas e soberanistas, como leva ao reforço de posições pluralistas e consensualistas, não marcadas pelo estatismo, destacando-se uma corrente de estudo das coisas políticas onde alinham autores como o alemão Otto Von Gierke (1841-1913), restaurador do pensamento de Althusius, os britânicos F. W. Maitland (1850-1906), historiador do direito e das instituições, tradutor de Gierke, John Neville Figgis, pastor da igreja anglicana, (nascido em 1866), Harold J. Laski (1893-1950), G. D. H. Cole e Hillaire Belloc (1870-1953), autor de The Servile State [1912], bem como o norte-americano Roscoe Pound (1870-1964). Toda uma geração que em nome de uma variedade de crenças, como o sindicalismo, o solidarismo, o socialismo ou a doutrina social-cristã, acabou por convergir num modelo consensualista e pluralista que se insurgiu contra o soberanismo. Isto é, os exageros positivistas e sociologistas acabaram por ser compensados por um quadro de valores, herdeiro do federalismo, do liberalismo tcquevilliano e do próprio tradicionalismo pré-absolutista ou anti-absolutista. Muitos são os subsolos filosóficos que se cruzam neste pluralismo contemporâneo, onde será difícil encontrar a proclamada dicotomia entre liberais e socialistas ou entre conservadores e progressistas. Linhas de matriz liberal, de marca moderada e ética, podem retomar Locke, Montesquieu, os federalistas norte-americanos, Benjamin Constant e outros, como o krausismo liberdadeiro que, entre nós, preponderou nmo liberalismo regenerador, a partir de Alexandre Herculano e Vicente Ferrer Neto Paiva. Linhas de matriz socialista podem subir do federalismo de Proudhon ao guildismo, às teses britânicas do self-government e ao cooperativismo. Linhas do conservadorismo podem retomar certas perspectivas consensualistas do tradicionalismo, reinterpretar o humanismo cristão através do neotomismo, do solidarismo, do institucionalismo e do tradicionalismo, e reagir contra a omnipotência do soberanismo, do centralismo e do concentracionarismo. Também algumas teses progressistas podem assentar nas perspectivas da sociedade sem Estado do socialismo utópico, embrenhar-se de autogestão e procurar, no small is beautiful, as classicissímas teses da polis de há vinte e cinco séculos. À direita e à esquerda, pluralismo, individualismo, democracia, funcionalismo, divisão e separação de poderes, podem irmanar-se na defesa daquele antiquíssimo regime misto que tanto rejeita o atomicismo como o colectivismo. À direita e à esquerda, através do humanismo cristão, católico ou protestante, ou do humanismo laico, neoclássico ou modernizante, muitos se irmanam numa concepção anti-absolutista do político, através do ideal histórico concreto de consenso, da política como arte de unir os contrários, ou os simples divergentes, pela persuasão e pelo consentimento.

Esta nebulosa levará, por exemplo, um autor católico, como Jacques Maritain, a elogiar a prática política norte-americana, entendida como uma estrutura social que é espontaneamnete e organicamente diferenciada desde a sua própria base. Porque se devesse existir, na base, uma multiplicidade de comunidades particulares, também no vértice deveria surgir uma pluralidade de Estados que no seu conjunto formariam um grande Estado federal, marcado pela procura do equilíbrio entre o sentido de comunidade e o de liberdade individual. Paradoxalmente, essa corrente, recebendo as contraditórias designações de corporatisme ou de organicisme, foi, muitas vezes, retroactivamente interpretada como precursora das experiências autoritárias, ditas corporativistas, dos anos vinte e trinta, ou confundida com idênticas perspectivas de um organicismo hierarquista. Por nós, temos insistido na circunstância de haver uma fundamental distância entre o corporatisme, em francês, ou o corporatism, em inglês, e as experiências históricas do corporativismo. Se este acabou por ser um corporativismo estadualista, sem economia de mercado, mas com economia privada, diverso do capitalismo e do socialismo, já os modelos que apontavam para um corporatismo societário ou de associação se assumiam de forma mais corporacionista, aceitando o essencial herança pós-revolucionária da moderação liberal, nomeadamente pela invocação da chamada autonomia da sociedade civil, contra as perspectivas do democratismo jacobino, estatista e centralista.


Pluralismo norte-americano

É nesta senda realista, mas também pluralista, que se insere a obra de Arthur Fisher Bentley (1870-1957), The Process of Government. A Study of Social Pressures [1908]. Aí se defende que a ciência política seja uma análise dinâmica das instituições públicas, do political process, privilegiando-se o estudo do grupo, dado considerar-se que a política só pode ser real se for entendida como processo. Por outras palavras, que devem estudar-se as instituições públicas tal como elas são, na sua dinâmica, e não as respectivas formas ou normas, que apenas nos dizem o que elas devem ser. Contudo, esta posição inseria-se na tradição liberal da cultura política norte-americana, não podendo confundir-se com paralelos realismos sociologistas da Europa Ocidental de então. Tinha profundas raízes no federalismo, nomeadamente em James Madison, e em todos aqueles que sempre temeram a tirania das maiorias e as respectivas consequências uniformistas. Uma posição particularmente realçada por John Caldwell Calhoun (1782-1850), na sua defesa de uma concurrent majority.


O pluralismo foi particularmente desenvolvido na década de quarenta por autores como Talcott Parsons e, depois, assumido por David Trumann e Robert Dahl, que o transformou na teoria da poliarquia. Contra estas teses, ergueram-se autores como C. Wright Mills, R. Miliband, Peter Bachrach e Morton Baratz.
Também na perspectiva liberal, o modelo, assumindo a herança de Alexis de Tocqueville e uma reinterpretação das teses federalistas, tem sido retomado por autores neo-liberais, na senda de Karl Popper e de Friedrich Hayek. Mais recentemente, voltam a retomar as sendas pluralistas os autores do comunitarismo norte-americano, como Michael Walzer. Próximos do modelo estão certos herdeiros do neo-tomismo católico, desde os que continuam o personalismo de Emmanuel Mounier, ao que têm a leitura do humanismo integral de Jacques Maritain.
O pluralismo tanto teve aproximações ao socialismo, com Laski e Cole, como perspectivas mais liberais ou mais conservadoras. Em todas elas, uma funda crítica ao modelo soberanista de Estado Moderno e uma certa tendência para uma aproximação a teses federalistas. Laski salienta mesmo que todo o poder e toda a organização são necessariamente federalistas, revoltando-se contra as perspectivas unitaristas e centralistas do Estado. No caso norte-americano, principalmente na teoria da poliarquia de Dahl, o pluralismo é sobretudo uma teoria da competição política, no sentido da defesa de um governo das minorias, quando considera que qualquer minoria pode ter sempre um bocado de poder quando influencia a decisão política sobre as questões que lhe interessam.
Certas perspectivas tradicionalistas do pluralismo, influenciaram os modelos corporativistas, principalmente os que defenderam um corporativismo de associação, como certos autores neo-tomistas. Na prática, os modelos que invocaram o corporativismo, negaram o essencial do pluralismo, ao assumirem perspectivas anti-liberais e antidemocráticas e ao edificarem um corporativismo de Estado, soberanista e hierarquista, nomeadamente quando adoptaram as teses concessionistas da personalidade colectiva, ao regulamentarem a liberdade de associação, considerando que os grupos só teriam existência depois da concessão estadual do reconhecimento.
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Pluralismo causal em FREUND,33,216
Pluralismo do direito GURVITCH,135,933
Pluralismo funcionalista,40,251
Pluralismo medieval,81,537
Pluralismo medieval,88,586
Plutocracia. De plutos, riqueza.
Pobedonostsev, Konstantin (1827-1907) Russo. Procurador do Santo Sínodo, professor de Direito em Moscovo. Em 1858 foi adepto de reformas liberais ocidentalizantes, mas acabou por tornar-se num líder ideológico da autarcia antiocidentalista. Foi preceptor de Alexandre III entre 1865 e 1868. As suas memórias, Reflections of a Russian Statesman, primeiramente publicadas em Londres, em 1898, foram reeditadas em Nova Iorque, por Ann Arbor Paperbacks, em 1965. Pobedonostsev que, durante um quarto de século, foi o principal dirigente político e religioso da Rússia, assumia a perspectiva maquiavélica e hobbesiana do pessimismo antropológico. Aquela mesma concepção que Berdiaev considera como um nihilismo assente num terreno religioso. Este mesmo autor, aliás, compara o procurador do santo Sínodo com Lenine, dado que os dois, apesar de incarnarem ideias diametralmente opostas, teriam uma semelhança entre as respectivas estruturas espirituais que, em muitos aspectos, pertencem a um só e mesmo tipo. Chegou mesmo a propor que um terço dos judeus da Rússia devia morrer; outro, emigrar e o restante ser assimilado. Considerava que o poder existe não apenas por si mas pelo amor a Deus. É um serviço ao qual os homens se dedicam. Daí a força terrível e ilimitada do poder e o seu ónus terrível e ilimitado. Mais salientava que a lei torna-se uma armadilha não apenas para o povo, mas [...] para as próprias autoridades que cuidam da sua administração [...] se a cada passo o executor da lei encontra restrições na própria lei... então toda a autoridade se perde na dúvida, é enfraquecida pela lei [...] e esmagada pelo medo da responsabilidade. Respondendo a Tolstoi, considera o seguinte: depois de ler a Vossa carta, vejo que a vossa religião não é a mesma que a da Igreja e a minha. Vejo também que o Vosso Cristo não é o meu Cristo. O meu Cristo é, para mim, um Deus da verdade e da força, Aquele que cura os fracos. No vosso Cristo encontro um Deus fraco diante dele próprio e que deve ser curado.

Pocock, J. G. A., Politics, Language and Time. Essays on Political Thought and History, Nova York, Atheneum Books, 1973.
Poder — As questões terminológicas. O carácter pluri-significativo da expressão poder. O problema da semântica e a questão da linguagem que trata da política. O discurso político. A ideologia sacrificando a semântica e a etimologia.— As antinomias potestas/potentia, puissance/pouvoir, potere/potenze.— A distinção de Max Weber entre Macht (o poder puro e simples) e Herrschaft (a pretensão de legitimidade apelando à crença em algo de diferente da mera força). A conversão de uma acção comunitária amorfa numa acção racional, pela existência de uma estrutura complexa de práticas materiais e simbólicas destinadas à produção do consenso (Weber). A passagem do poder de comando das constelações de interesses (a casuística do poder) a uma metafísica do poder. A possibilidade da casuística se converter em metafísica, da mesma maneira como a posse violenta ou de má fé pode converter-se em propriedade.— A tese de Carl J. Friedrich: Herrschaft como institutionalizaed political power. — Distinção entre poder e coerção. O poder como relação interpessoal. O jogo de soma zero (zero some), onde, de um lado, está um sujeito activo e, do outro, um sujeito passsivo. A tradução jurídica da relação, onde, de um lado, está um direito subjectivo ou um direito potestativo e, do outro, um dever jurídico ou uma sujeição. — O poder como relação do homem com a natureza. Do homem concebido como dono e senhor da natureza ao ecologismo. — O poder como a capacidade criada por um acordo social, onde há a hipótese de um jogo de soma variável, no qual todos os jogadores podem ganhar e onde, mais do que a simples transmissão de um prévio poder, através da cessão de uma determinada posição, pode haver uma criação de poder.— A importância dos conceitos operacionais da teoria dos jogos no processo de análise do poder. Teses de P.G. Cambray (1932), Von Neumann e Morgenstern (1943) e Rapoport (1960). Poder
Baldwin, David A., Paradoxes of Power, Oxford, Basil Blackwell Publishers, 1989. Barry, Brian, Power and Political Theory, Londres, John Wiley & Sons, 1976. Beetham, David, The Legitimation of Power, Basingstoke, Macmillan Press, 1991. Boulding, Kenneth, Three Faces of Power, Newbury Park, Sage Publications, 1989.Clegg, Stewart, Power, Rule and Domination, Londres, Routledge & Kegan Paul, 1975. Frameworks of Power [1ª ed., 1989], 3ª ed., Newbury Park, Sage Publications, 1993. Edwards, David V., Bell, R., Wagner, R. H., Political Power. A Reader in Theory and Research, Nova York, 1969. Hindess, Barry, Concepts of Power, Oxford, Basil Blackwell Publishers, 1995. Discourses of Power, Oxford, Basil Blackwell Publishers, 1996. Howlett, Michael, Laycock, David, The Puzzles of Power. An Introduction to Political Science, Copp Clark, 1994. Kaplan, Abraham, Lasswell, Harold, Power and Society. A Framework for Political Inquiry, New Haven, Yale University Press, 1950 [trad. port. Poder e Sociedade, Brasília, Editora da Universidade de Brasília, 1979]. Lukes, Steven, Power. A Radical View, Basingstoke, Macmillan Press, 1974. Merriam, Charles E., Political Power, Its Composition and Incidence, Nova York, MacGraw-Hill, 1934. Nagel, Jack H., The Descriptive Analysis of Power, New Haven, Yale University Press, 1975. Russell, Bertrand, Power. A New Social Analysis, Nova York, W. W. Norton, 1938 [trad. port. O Poder. Uma Nova Análise Social, Editorial Fragmentos, 1990]. Wrong, Dennis H., Power. Its Forms, Bases and Uses, Nova York, Harper Colophon Books, 1980 [2ª ed., New Brunswick, Transaction Books, 1995Erro! Marcador não definido.]. Birnbaum, Pierre, Le Pouvoir Politique, Paris, Éditions Dalloz, 1975. Philippe Braud «Du Pouvoir en Général au Pouvoir Politique», in Grawitz, Madeleine, Leca, Jean, Traité de Science Politique, vol. I, pp. 335 segs., Paris, Presses Universitaires de France, 1985. Burdeau, Georges, Traité de Science Politique, Paris, Librairie Générale de Droit et de Jurisprudence, 1949: tomo I  Le Pouvoir Politique reed., 1967; ou Présentation de l’Univers Politique, 1980; Bertrand de Jouvenel, Du Pouvoir. Histoire Genéral de sa Croissance, Genebra, Éditions Le Cheval Ailé, 1945 [reed., Paris, Éditions Hachette, 1972]. Lapierre, Jean-William, Le Pouvoir Politique, Paris, Presses Universitaires de France, 1969. Russ, Jacqueline, Les Théories du Pouvoir, Paris, Librairie Générale Française, 1992. Mélanges Offerts à Georges Burdeau. Le Pouvoir, Paris, Librairie Général de Droit et Jurisprudence, 1977.


Poder em geral

Poder político

Sistema social

Sistema político

Grupos

Comunidade perfeita




Centro




Rede de relações




Consenso

Macht

Herrschaft

Metodologia das ciências empíricas

Não renuncia à especulação

Individual

Plural

Eus

Nós

Abraçar o céu

Na terra




Comparativismo




Experimentalismo

Cidade ideal

Realidade

Jogo de soma zero

Jogo de soma variável

Bilateral

Global

Coerção

Consentimento




O todo é maior que a soma das partes




Interacção ou mobilização em torno de um fim comum

Poder – Infante D.Pedro,54,345


Poder (Hannah Arendt)
O poder apenas pertence ao grupo e epas existir enquanto o grupo permanecer coeso. É a capacidade humana de actuar em harmonia, distinguindo-se da violência e da força e nada tendo a ver com as relações de comando e de obediência.
Poder (Bertrand Russell)
É a produção dos efeitos pretendidos.
Poder (Max Weber)
A probalilidade que tem um actor de uma relação social que está numa posição que lhe permite levar a efeito a sua vontade independentemente da base em que essa probabilidade assenta.
Poder alimentador de religião política,79,527

poder anónimo

Poder atribuído à comunidade por Deus SUAREZ,127,885
Poder coercitivo,54,347

Poder como causa da sociedade,112,784

Poder como eficácia da ordem jurídica estadual,104,709

Poder como força material,54,338

Poder como força organizadora da vida social,107,735

Poder como poder-dever em Locke,111,769


Poder compensatório Segundo Galbraith, aquele que conquista a submissão oferecendo uma recompensa positiva.
Poder condigno Segundo Galbraith, o que obtém a submissão, inflingindo ou ameaçando consequências adversas, que é um poder coercitivo
Poder confederativo em Locke,111,771

Poder de governação,54,337


Poder, liberdade e ordem. Para Maurice Hauriou o regime constitucional tem por fim estabelecer no Estado um equilíbrio fundamental que seja em favor da liberdade, assegurando o desenvolvimento regular do próprio Estado; este equilíbrio deve ser estabelecido entre estas duas forças que são o poder e a liberdade e esta força de resistência que é a ordem e isto porque é por esforço moral que o poder político se submete aos deveres da função governamental ou administrativa

Poder disseminado e centralização da informação MILL,116,807


Poder do direito privado,52,329

Poder do Estado como poder jurídico (JELLINEK),103,699

Poder do rei deve ser ilimitado FREIRE,129,900
Poder doméstico Uma forma pré-política de poder. O poder do dono da casa, do paterfamilias sobre os membros da casa. Que é pater face aos homens livres dele dependentes e dominus face aos escravos, entes considerados como pessoas e coisas ao mesmo tempo. Também se inclui na zona do poder doméstico a relação de supremacia do senhor face ao escravo. Doméstico continua a ser o poder do dono no âmbito do patrimonialismo.
poder dos sem poder

Poder e funcionalismo,54,341


Poder em geral
Poder é poder-ser, potência,52,326

Poder e riqueza,54,340

Poder está em toda a República,povo ou comunidade GOUVEIA,128,891

Poder executivo –primado

,134,928

Poder –Falta de autenticidade MOREIRA,ª,5,40

Poder impotente da chefatura,74,498
Poder infra-estrutural do Estado Michael Mann considera que, para além do poder político clássico exercido pelo governo numa situação de comando‑obediência, existe uma espécie de poder infra‑estrutural, "a capacidade de penetrar a sociedade e de organizar as relações sociais". Há, assim, duas faces ou duas dimensões no poder do Estado. O poder infra-estrutural resulta do facto do centro poder colaborar com os agrupamentos da sociedade civil, permitindo maior eficiência. Um governo forte pode significar um Estado fraco, no sentido de pouco poder infra-estrutural (caso do Estado absolutista francês no século XVII), tal como um governo fraco pode significar um Estado forte (caso da mobilização britânica durante a II Guerra Mundial).

Poder institucional,53,331

Poder judicial como função e não como poder MONTESQUIEU,111,775

Poder legislativo com dois corpos em Montesquieu,111,773

Poder mágico do Estado,102,690

Poder não coercivo da chefatura,74,498


Poder nos animais,52,327
Poder nu Expressão de Bertrand Russell que exprime uma forma de poder pré-político ou não político. Trata-se do poder que se exerce sem aquiescência dos submetidos, durante a conquista, por ocasião da colonização ou através do totalitarismo.
Poder político O poder político só pode ser perspectivado através de uma dimensão simbólica, globalista e institucionalizada que o entenda como uma representação quanto ao futuro esperado (Burdeau). Há assim uma substancial diferença entre o poder em geral (power) e o poder político (political power). Este é uma relação entre poderes, sendo usado por um poder para influenciar, condicionar ou congregar outros poderes; não é uma coisa, é uma relação entre vontades que utilizam os recursos materiais e imateriais à sua disposição (Adriano Moreira). É relação institucionalizada onde se integram as relações entre actores com recursos desiguais. Neste çabor conceitual, desempenhou tarefa de relevo o institucionalismo. Na verdade, o poder político é algo que serve uma ideia-força, comungada pelos membros do grupo e exigindo a adesão dos mesmos a um fim duradouro, um estatuto e uma série de regras processuais. Na mesma senda, Talcott Parsons define o poder como um complexo de funções com significação estrutural estratégica, exigindo liderança, autoridade e regras. Importa também atender à iluminação que a política internacional e a teoria das relações internacionais trouxeram para a definição global de poder, nomeadamente para a distinção entre o poder das grandes potências, o poder funcional e o poder errático (Adriano Moreira). — A questão do poder pré-político (poder da chefatura, poder doméstico, poder revolucionário). O poder revolucionário como forma de violência pré-política (Hannah Arendt). — Pierre Clastres e a existência de sociedades sem Estado. As teses sobre a existência de um fenómeno político anterior ao homem e às sociedades humanas. As posições de Robert Ardrey, Jean-William Lapierre e António Marques Bessa. A questão das caricaturas etologistas. — As formas não políticas de poder (conquista, colonização e totalitarismo) como degenerescências. O chamado poder nu, o totalitarismo, a vontade de poder (Nietzsche). As figuras jurídicas do abuso de poder e do desvio de poder. — A distinção neomarxista. Antonio Gramsci: domínio (aspecto coercitivo) e hegemonia (aspecto não coercitivo). Louis Althusser: aparelhos repressivos e aparelhos ideológicos. — A tese de Michel Foucault: a conversão dos micropoderes num campo concentrado marcado pela estratégia. Passagem da microfísica do poder à macropolítica. — O problema da obediência. Optimismo e pessimismo do poder. Do homem lobo do homem ao bom selvagem. A obediência pelo consentimento e os modelos de Estado de Direito como formas de superação da antinomia governantes/governados. A passagem do L’Etat c’est moi ao L’Etat c’est tout le monde.— O chamado instinto de crescimento do poder. As críticas ao despotismo, ao concentracionarismo e ao totalitarismo. A procura da separação de poderes, onde um poder possa travar outro poder. A questão do controlo do poder na luta pela Constituição. A perspectiva de Popper.
Poder político como delegação e dever em Locke,111,770

Poder político como produto da natureza racional SUAREZ,127,884

Poder político, resultado do antagonismo da sociedade civil MARX,102,688

Poder político-complexo de práticas simbólicas para consenso,53,332


Poder pré-político Entre as formas pré-políticas de poder, está o poder doméstico, a chefatura e o poder nu.
Poder real- concepções isidorianas,82,543

Poder repartido origináriamente pelos diversos grupos sociais,50,310

poder simbólico

poder de sufrágio

Poder de sufrágio –SILVESTRE PINHEIRO FERREIRA e HAURIOU,134,924

Poder sobre a natureza – jogo de soma variável,52,328

Poder sobre outro homem –jogo de soma zero,52,328

Poder totalitário É marcado pela Wille zur Macht, o poder pelo poder, uma vontade que se fecha sobre si mesma, quando o poder deixa de ter um fim que lhe seja superior, dado que o fim do poder deixa de lhe ser exterior.
Poder vem de Deus,121,847

Poder vem do pai,54,347

Poder, controlo no seu próprio interior MONTESQUIEU,111,775

Poder, deve travar o poder em Montesquieu,111,775

Poder, direito do futuro BURDEAU,55,353

Poder, elemento signorili do Estado ROSMINI,137,967

Poder, esforço e técnica para apurar o escol social MOUNIER,136,950
Poderes desestatizados,54,344

poderes erráticos


Poderes infra-estatais,93,627
poderio

Poderio é poder em acto, domínio do ser,52,326

Poderio Infante D.Pedro,124,868

Poderio político –Poder de constrangimento irresistível DUGUIT,102,695



podestade

Podestade,52,326


Podgorni, Nikolai V. (1903-1983) Um dos principais brejnevistas. Presidente do Praesidium do Soviete Supremo desde Dezembro de 1965, onde substituiu Mikoyan, até 16 de Junho de 1977, quando Brejnev vai acumular as funções de chefe do Partido e de chefe de Estado.
Poesia e história Segundo Aristóteles a poesia é mais filosófica e mais elevada que a história, porque o historiador diz as coisas que sucederam e o historiador as que poderiam suceder.
Poggi, G.

The Development of the Modern State. A Sociological Introduction



Londres, Hutchinson, 1978 [trad. it. La Vicenda dello Stato Moderno. Una Prospettiva Sociologica Bolonha, Edizioni Il Mulino, 1978].
Pogrom Palavra russa que significa devastação. Diz-se de perseguição popular a uma minoria étnica ou religiosa, nomeadamente de judeus. Na Rússia foram especialmente intensos no ano de 1905, dendo mortos cerca de mil judeus em tais motins.


Poincaré, Henri 1854-1912 Matemático e filósofo francês. Considera que a ciência é uma classificação, uma maneira de aproximar os factos que as aparências separam, apesar deles terem sido ligados por um qualquer parentesco natural e escondido.

La Science et l'Hypothèse

Paris, 1902. Cfr. Trad. port. A Ciência e a Hipótese, Brasília, EUB, 1984.

La Valeur de la Science

Paris, 1905.

Science et Méthode

Paris, 1908.

Poinsard, Léon Discípulo de Le Play. Autor do relatório Le Portugal Inconnu, Paris, 1910, solicitado por D. Manuel II.
Pola ley e pola grey
Polanyi, Michael (1891-1976) Cientista e filósofo húngaro, destacando-se como professor em Manchester, até 1958, e em Oxford (até 1961).

The Great Transformation. The Political and Ecomic Origins of Our Time

Boston, Beacon Press, 1944.

Personal Knowledge

1958.

The Study of Man



1959.

Nihilism

1960.

The Tacit Dimension



Londres, Routledge and Kegan Paul, 1967.

Poliakov, Léon, La Causalité Diabolique. Essai sur l’Origine des Persécutions, Paris, Éditions Calmann-Lévy, 1980.
Poliarquia Segundo Robert Dahl é o sistema político das sociedades industriais modernas, caracterizado por uma forte descentralização dos recursos do poder e no seio do qual as decisões essenciais são tomadas a partir de uma livre negociação entre uma pluralidade de grupos, autónomos e concorrentes, mas ligados mutuamente por um acordo mínimo sobre as regras do jogo social e político. Dahl distancia-se assim da chamada escola elitista, salientando a existência de uma multiplicidade de centros de decisão e um conglomerado de elites.

Conceitos operacionais — A perspectiva pluralista da polis. O político como um sistema de sistemas, como um conjunto de forças em equilíbrio, como uma balança de poderes. As teses de Montesquieu e Arthur Bentley. As perspectivas de David Tuman e Robert Dahl. A polis como unidade na diversidade, como tensão e conflito donde resulta mais um compromisso do que um contrato. — A sociedade global como rede de micro-sociedades ou como instituição de instituições. Os micropoderes e o poder do centro. Centro e periferia. Conflito e consenso. — A polis como uma forma de gestão das crises de modo dinâmico. O Estado como processo e como lugar onde a sociedade se mediatiza.
Políbio (200 118 a.C.) Nasce na Grécia. Deportado para Roma, depois da conquista de 168.

Histórias

Cfr. trad. fr. Histoires, Paris, Chambry, Les Belles Lettres, 1961  1982). No livro VI elogia o modelo de regime misto da constituição republicana romana.
Policarpo, João Francisco Almeida, O Pensamento Social do Grupo Católico “A Palavra” (1872-1913), Coimbra, Universidade de Coimbra, 1977.
Policentrismo Togliatti
Polícia A expressão anda normalmente associada a uma instituição estabelecida para executar a função de manutenção do controlo social. Polícia em Smith,114,799

Polícia, actividade do soberano para realizar bem comum,83,562





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