Maçonaria e a Mente Inconsciente



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Na década de 70, o Dr. Erickson já era muito conhecido entre os profissionais da Medicina e era até assunto de vários livros, mas poucos alunos seus conseguiam reproduzir seu trabalho ou repetir seus resultados. Dr. Erickson freqüentemente era chamado de “curandeiro ferido”, visto que muitos colegas seus achavam que seus sofrimentos pessoais eram responsáveis por ele ter se tornado um terapeuta habilidoso e famoso mundialmente.


Quando Richard Bandler ligou pedindo uma entrevista, aconteceu de o Dr. Erickson atender, pessoalmente, o telefone. Embora Grinder e Bandler fossem recomendados por Gregory Bateson, Erickson respondeu que era um homem muito ocupado. Bandler reagiu dizendo, “Algumas pessoas, Dr. Erickson, sabem como achar tempo”, enfatizando bem “Dr. Erickson” e as duas últimas palavras. A resposta de Erickson foi: “Venha quando quiser”, enfatizando também as duas últimas palavras em especial. Embora, aos olhos do Dr. Erickson, a falta de um diploma em Psicologia fosse uma desvantagem para Grinder e Bandler, o fato de esses dois jovens serem capazes de descobrir o que tantos outros não haviam percebido deixou-o intrigado. Afinal de contas, um deles havia acabado de falar com ele usando uma de suas próprias descobertas de linguagem hipnótica, hoje conhecida como um comando embutido. Ao enfatizar as palavras “Dr. Erickson, achar tempo”, Bandler havia criado uma frase separada dentro de outra maior, que teve o efeito de um comando hipnótico.

A combinação das legendárias técnicas de hipnose do Dr. Erickson e as técnicas de modelagem de Grinder e Bandler forneceram a base para uma explosão de novas técnicas terapêuticas. O trabalho deles com o Dr. Erickson confirmou que haviam encontrado uma forma de compreender e reproduzir a excelência humana.

Nesta época, as turmas da faculdade e os grupos noturnos conduzidos por Grinder e Bandler estavam atraindo um número crescente de alunos ansiosos por aprenderem esta nova tecnologia de mudança. Nos anos seguintes, vários deles, inclusive Leslie Cameron-Bandler, Judith DeLozier, Robert Dilts e David Gordon dariam importantes contribuições próprias. Esta nova abordagem da comunicação e mudança começou a se espalhar por todo o país. Steve Andreas, na época conhecido terapeuta de Gestalt, deixou de lado o que estava fazendo para estudá-la. Rapidamente, ele percebeu que a PNL era uma novidade tão importante que, junto com a mulher e sócia, Connirae Andreas, gravou os seminários de Bandler e Grinder e os transcreveu em vários livros. O primeiro, “Frogs into Princes”, se tornaria o primeiro best-seller sobre PNL. Em 1979, um extenso artigo sobre PNL foi publicado na revista “Psycology Today”, intitulado “People Who Read People”.

Hoje, a PNL é a essência de muitas abordagens para a comunicação e para a mudança.

(adaptação do texto de Steve Andreas e Charles Faulkner em “PNL - A Nova Tecnologia do Sucesso”).
2 - Pressupostos da PNL:
“Já deve estar claro que a PNL se baseia em princípios bem diferentes da psicologia tradicional. Enquanto a psicologia clínica tradicional se preocupa basicamente em descrever dificuldades, classificá-las e buscar suas causas históricas, a PNL está interessada em como nossos pensamentos, ações e sensações funcionam juntos, para produzirem nossa experiência. Fundamentada nas modernas ciências da Biologia, Lingüística e Informática, a PNL começa com novos princípios sobre como funciona a relação mente/cérebro. Esses princípios chamam-se Pressupostos da PNL. Se pudéssemos resumir todos os Pressupostos da PNL em uma única frase, esta seria: as pessoas funcionam perfeitamente. Nossos pensamentos, ações e sensações específicas produzem, coerentemente, resultados específicos. Podemos nos sentir felizes ou infelizes com os resultados, mas se repetirmos os mesmos pensamentos, ações e sensações, os resultados serão os mesmos. O processo funciona perfeitamente. Se quisermos mudar os resultados que obtemos, teremos então que mudar os pensamentos, ações e sentimentos que os produzem. Uma vez tendo compreendido especificamente como criamos e mantemos nossos pensamentos e sensações mais íntimas, será questão apenas de mudarmos para outros níveis mais úteis ou, se encontrarmos outros melhores, ensiná-los às outras pessoas. Os Pressupostos da PNL são o fundamento para se fazer exatamente isso.”

Steve Andreas (neurolingüista).




  1. O mapa não é o território:

Esta frase foi cunhada pelo matemático polonês Alfred Korzybski. Ele dizia que um mapa rodoviário ou o cardápio de um restaurante podem ajudar a achar seu caminho ou escolher uma refeição, mas eles são fundamentalmente diferentes da estrada que você tomar ou do prato que lhe servirem.

Cada pessoa interpreta a realidade ao seu redor através dos seus cinco sentidos. Os sentidos são filtros. E tudo que se conhece do mundo externo, que a PNL chama de território, é aprendido através de mapas internos que se faz desse território. Realidade, para cada um, é o seu mapa. E, mesmo a despeito das diferenças, um mapa é tão válido quanto outro. Por esta razão, não existem mapas “errados”. Embora um determinado comportamento possa parecer impróprio, extravagante ou irracional, ele sempre faz sentido no contexto do mapa mental de cada pessoa. O indivíduo faz o que é melhor, dentro de sua percepção única e limitada da “realidade”. Mas, nem todos os mapas podem ser igualmente úteis para auxiliar o usuário e negociar o território;




  1. Todo comportamento tem uma intenção positiva:

A PNL faz uma distinção entre comportamento e intenção positiva, isto é, entre o que é feito e o que se quer realizar. Todos os comportamentos nocivos, prejudiciais, inúteis, tiveram um propósito positivo originalmente. Exs: gritar para ser reconhecido, agredir para se defender, etc. Pode-se separar o comportamento da intenção positiva, isto é, conservar a intenção positiva e acrescentar novas opções de comportamentos mais úteis;


  1. Escolher é melhor do que não escolher:

Ter escolhas é muito mais útil do que estar restrito a responder de uma única maneira. A pessoa com maior número de opções é a pessoa com maior flexibilidade de pensamentos e comportamentos;


  1. Não há fracassos, apenas “feedbacks” (retroalimentações):

O entendimento da PNL é que o que acontece nem é “bom” nem é “ruim”, mas é, simplesmente, informação. Não há fracassos, só experiências. Quando o conceito de fracasso é eliminado do mapa, aparecem todos os tipos de novas possibilidades. Os chamados “fracassos” são oportunidades para aprender;


  1. O significado da sua comunicação é a resposta que você obtém, independentemente da sua intenção:

O significado de qualquer comunicação é a resposta que essa comunicação elicia. A responsabilidade da comunicação é sempre de quem comunica. Isto é, não se pode “responsabilizar” o interlocutor por “não ter entendido”, “não querer escutar”. É mais fácil mudar a si mesmo do que mudar os outros. Observar como a comunicação é recebida permite que seja ajustada, para que, de uma próxima vez, possa ser mais eficiente;


  1. As pessoas já possuem dentro de si, todos os recursos necessários para realizar as mudanças desejadas:

A PNL faz uma distinção entre “recursos” e “habilidade” – uma pessoa pode ter os recursos para tocar piano (isto é, capacidade musical, coordenação mãos-olhos), mas pode faltar a ela a habilidade, para que se torne capaz de tocar uma obra de Chopin. Com os recursos, a pessoa pode desenvolver a habilidade.

E, em relação à aplicabilidade deste pressuposto a pessoas com desenvolvimento físico ou mental diferenciado? A PNL as inclui em “todas as pessoas?”. A resposta, sem qualquer dúvida, é “SIM!”. A designação “desenvolvimento mental/físico diferenciado, especial”, diz mais a respeito das outras pessoas, isto é, a inabilidade para se perceber recursos nesses indivíduos;




  1. As pessoas sempre fazem a melhor escolha disponível para elas naquele momento:

Em qualquer situação as pessoas selecionam, entre as escolhas disponíveis a elas, aquelas que lhes proporcionarão melhores condições de sobreviverem, obterem prazer, criarem um ambiente seguro, evitarem dor e/ou perigo;


  1. Se você fizer o que sempre fez, obterá sempre o mesmo resultado:

Se você quiser uma nova resposta, mude seu comportamento, faça algo novo;


  1. Corpo e mente são partes do mesmo sistema:

Os pensamentos afetam instantaneamente a tensão muscular, respiração e sensações. Estes, por sua vez, afetam os pensamentos.

Na realidade, o ser humano é mais do que corpo e mente. É “corpomenteemoções”, um sistema no qual os três elementos interagem entre si. “Corpomenteemoções” pode ser compreendido como um sistema dinâmico em equilíbrio. Não é possível fazer uma mudança em um elemento sem afetar os outros dois. E, pouco importa qual seja o primeiro a ser afetado. Quando o equilíbrio é perturbado, o sistema imediatamente procura readquirir seu equilíbrio dinâmico natural;


10-Se alguma pessoa pode fazer alguma coisa, então é possível aprender a fazê-la também:

Pode-se aprender como é o mapa mental de outra pessoa e fazê-lo seu. É claro que podem existir limites físicos ou ambientais, mas em princípio, tudo é “possível”.



3-Como nos comunicamos com o mundo:


  1. Uso Adequado da Voz:

Uma maneira de expressar individualidade e de julgar outras pessoas é através da maneira de falar e das características vocais. Saber como controlar e projetar a voz está se tornando cada vez mais importante, quando uma quantidade maior de vendas e de trabalho administrativo está sendo feito por telefone, skype.

Albert Mehrabian e outros estudiosos muito respeitados descobriram que 38% da força daquilo que é dito, não está nas palavras em si, mas na maneira como são ditas (7% no significado das palavras e 55% na linguagem corporal).


Espelhamento na voz:

- Tom;


- Qualidade do ritmo;

- Entonação;

- Qualidade do timbre, volume etc.
A confiança se estabelece entre pessoas “parecidas”, e isto se estende também à voz. As pessoas que falam mais alto não confiam ou não se sentem inspiradas por quem fala suavemente e vice-versa.



  1. Uso do Cérebro:

Por ordem de aparição na história evolutiva, possuímos três cérebros: primeiro o Reptiliano, o Límbico (mamíferos primitivos), e o mais recente, Neocórtex (mamíferos superiores).

Paul MacLean cientista do “Laboratório de Evolução Cerebral e Conduta” do “Instituto Nacional de Saúde Pública” da Califórnia, desenvolveu um modelo da estrutura cerebral do ser humano, conhecido como “cérebro triúnico”, “tríade cerebral”. Para MacLean, o cérebro humano desenvolveu-se conservando as características das etapas anteriores. Assim, o homem possui três cérebros, embutidos uns nos outros: um Cérebro Primitivo ou Reptiliano, um Cérebro Antigo Mamífero ou Límbico e um Cérebro Neomamífero, o Neocórtex.

Nas palavras do autor do modelo: “Tal situação implica que somos obrigados a nos ver e a ver o mundo com os olhos de três mentalidades diferentes”. Cada pessoa, em um determinado momento, pode utilizar mais um do que os outros dois cérebros. E, isso fará com que “se comunique” de uma forma diferente.

C- Linguagem:
- Canais de Comunicação (Linguagem Verbal):

As representações internas são estruturadas através dos cinco sentidos: visão, audição, tato, olfato e paladar. O mundo é experimentado na forma de sensações visuais, auditivas ou cinestésicas (tato, olfato e paladar), que são os canais de comunicação. Assim, quaisquer experiências são representadas através dos sentidos no cérebro.

Cada pessoa usará mais um canal que os outros. Dependendo de sua comunicação, utilizará em sua linguagem verbal palavras que pertencem mais ao vocabulário visual, auditivo ou cinestésico.

A linguagem verbal transmite o conhecimento acumulado pelas gerações anteriores. É um benefício! E, também transmite as distorções, omissões e generalizações das gerações anteriores (modelo de mundo). Tomar a linguagem verbal como dados totais ou as palavras como “reais” é o mesmo que informatizar o cérebro com parcialidades ou “mentiras”, como se fossem verdades absolutas. Ampliar o modelo de mundo é igual a obter mais alternativas de comportamento, mais escolhas, que propiciam melhores resultados. É representar a realidade pessoal de forma mais rica no cérebro.

A linguagem verbal dá muitos exemplos do poder das representações internas. O que alguém quer expressar quando diz que uma pessoa tem “um futuro brilhante?”. Ou que “tem um bloqueio?”. Ou quando diz que “teve um estalo?”.

Essas frases não são metáforas. São descrições, bem precisas, do que está acontecendo no cérebro.


Pessoas que são fundamentalmente visuais tendem a ver o mundo em imagens; conseguem seu maior senso de poder entrando na parte visual de seus cérebros. Por estarem tentando acompanhar as imagens em seus cérebros, as pessoas visuais tendem a falar muito depressa. Não se importam exatamente com o modo como se expressam; estão só tentando colocar palavras nas imagens. Essas pessoas tendem a conversar através de significados visuais. Falam sobre como as coisas “parecem para elas”, “que formas vêm surgir”, se as coisas “são claras ou escuras”.

Respiração: torácica;

Ritmo da fala: rápido;

Movimentos: rápidos;

Tensão muscular: alta;

Tom de voz: alto;

Pulsação: rápida;

Pressão arterial: alta;

Temperatura: baixa.
Pessoas que são auditivas tendem a ser mais seletivas com as palavras que usam. Têm vozes mais ressonantes e suas falas são mais lentas, mais rítmicas e uniformes. Uma vez que as palavras significam tanto para elas, são cuidadosas em relação ao que dizem. Tendem a dizer coisas como “isso soa certo para mim”, “posso ouvir o que está dizendo”, etc.. Os auditivos têm excelente memória para palavras - tanto para elogios quanto para lembrar ofensas.

Respiração: diafragmática;

Ritmo da fala: médio;

Movimentos: médios;

Tensão muscular: média;

Tom de voz: médio - mais para grave;

Pulsação: considerada normal;

Pressão arterial: considerada normal;

Temperatura: média.
Pessoas cinestésicas tendem a ser ainda mais lentas. Reagem, fundamentalmente, a sensações. Suas vozes ecoam bem devagar. Usam metáforas do mundo. Estão sempre “agarrando” alguma coisa “concreta”. Coisas são “pesadas” e “intensas”.

Respiração: abdominal;

Ritmo da fala: lento;

Movimentos: lentos;

Tensão muscular: baixa;

Tom de voz: baixo;

Pulsação: baixa;

Pressão arterial: baixa;

Temperatura: alta.

Todos possuem elementos das três modalidades, mas a maioria tem um sistema que domina.

A seguir, estão alguns exemplos de palavras e expressões visuais, auditivas, cinestésicas e inespecíficas:

- Visuais:

À luz de, a olho nu, ângulo, apagar, aparência, aspecto, brilho, claro, cor, delinear, enxergar, espiar, evidência, flash, foco, gráfico, horizonte, ilusão, ilustrar, imagem, leitura, míope, fotografia, obscurecer, observar, perspectiva, pintar, prever, quadro, revelar, show, sombrio, tela, visível.

Vejo seu ponto de vista, Quero que dê uma olhada nisso, Sem sombra de dúvida, Isso é obscuro para mim, etc.


- Auditivas:

Afirmar, agudo, grave, alarme, amplificar, anunciar, barulho, chamar, clique, comentário, conversa fiada, cochicho, declarar, delatar, descrever, discurso, dizer, estática, estrondoso, explicar, fofocar, gritar, harmonia, mudo, opinar, perguntar, proclamar, queixa, quieto, reclamar, ronronar, rumores, silencioso, sonoro, tocar um sino, voz.

Eu ouvi o que você estava dizendo, O que estou falando soa certo para você? Isso não soa bem, A vida está em perfeita harmonia, etc.
- Cinestésicas:

Agradável, amargo, apertado, ativo, cansaço, choque, cócegas, concreto, controle, emocional, esforço, exagerado, firme, fresco, frio, quente, gostoso, ímpeto, irritado, machucado, mexer, odor, pânico, pesado, pressa, pressão, resistente, salgado, sensação, sensível, sentir, sofrer, sólido, estresse, suave, suportável, tenso, vigoroso. Você é capaz de aprender? Esta informação é sólida, Quero que você agarre isso, A vida parece quente e gostosa, etc.


Para estabelecer uma comunicação verbal útil e eficiente (oral e/ou escrita) com alguém, seja cônjuge, namorada, filho, chefe, deve-se procurar descobrir o canal de comunicação dessa pessoa e, usar palavras do canal de comunicação dela. Sérias discussões podem ser evitadas, bastando demonstrar flexibilidade e penetrar, elegante e sutilmente, na comunicação do “outro” (“rapport” na linguagem) evitando o “você não me compreende”.

Quando estiver se dirigindo a mais de uma pessoa ou a uma platéia, é útil usar palavras inespecíficas - que, nada mais são que a linguagem hipnótica, genérica.

Infelizmente, muitos maus políticos e alguns líderes religiosos inescrupulosos, usam palavras genéricas, para alcançar as pessoas, para fins, nem sempre, éticos.

- Inespecíficas:

Acreditar, apreciar, aprendizagem, associar, aumentar, comunicação, conhecer, consideração, decidir, entender, entregar, escolher, estudar, falso, favorecer, igualar, informar, lembrar, localizar, mudar, oferecer, optar, organizar, pensar, perceber, preparar, realizar, receber, reconhecer, saber, solucionar, tentar, vender, etc.

- Pistas de Acesso:

O Dr. Nelson Spritzer, médico cardiologista e neurolingüista brasileiro, afirma que, estudos empregando radioisótopos (partículas marcadas com substância radioativa), tais como o xenônio, têm revelado resultados interessantes, a respeito do comportamento do fluxo de sangue dentro do cérebro, em diferentes condições de humor. Já se sabe que o sangue dentro do cérebro se dirige com maior predominância para determinadas regiões, em certas situações clínicas como fobias, pânico, depressão e esquizofrenia. E, os cientistas já sabem que, conforme o tipo de processo que o ser humano faz dentro de seu cérebro, o sangue vai mais para uma ou outra área cerebral.

Grinder e Bandler observaram que, os olhos se movem quando estamos pensando e quando estamos nos comunicando. Eles observaram que (e a ciência confirma) quando uma pessoa está fazendo imagens dentro do seu cérebro, o fluxo sangüíneo se dirige para a região da nuca e, quando o sangue vai mais para essa região, os olhos vão para cima, num movimento involuntário. Quando sons são processados, os olhos vão para a linha horizontal, ao mesmo tempo em que o sangue corre mais para os centros da fala no hemisfério esquerdo; quando sensações e sentimentos são processados, os olhos descem, vão para baixo e para a direita enquanto o sangue flui mais para o Centro Límbico e Tronco Cerebral, o chamado Cérebro Primitivo (Reptiliano).

Só de olhar as pessoas e escutar o que dizem, pode-se ter uma idéia imediata de quais sistemas representacionais estão usando. Há muito tempo que se diz que os olhos são os espelhos da alma. E, é verdade. Olhando uma pessoa bem nos olhos, pode-se, imediatamente, ver qual o sistema representacional ela está usando num momento específico.

Enquanto representam internamente informações, isto é, enquanto “pensam”, as pessoas movem seus olhos - ninguém consegue “pensar” sem mover os olhos, ainda que esse movimento seja leve. Neurofisiologicamente, ninguém consegue criar pensamentos sem mexer os olhos.

Assim, observando-se os movimentos dos olhos, o indivíduo pode saber quando seu interlocutor está falando algo que realmente viveu ou algo que inventou. Por isso, cursos e seminários de PNL são freqüentados por muitos agentes de serviços de inteligência (segundo Nelson Spritzer, o próprio Bandler não faz segredo que já deu treinamentos fechados para vários órgãos militares e de inteligência de vários países, inclusive o famoso serviço secreto de Israel, o “Mossad”).



Pistas de Acesso:

Sistemas Representacionais:
- olhos para cima e para a esquerda -------------visual lembrando

- olhos para cima e para a direita --------------- visual construindo

- olhos para baixo e para a esquerda ------------diálogo interno

- olhos para baixo e para a direita--------------- cinestésico

- olhos desfocados, na mesma posição----------criação (imaginação)

- postura telefônica (mão no queixo e um dedo na face)--diálogo interno

- olhos para a esquerda, ou fixos no mesmo nível, em geral na altura dos ouvidos------------------------------------------auditivo interno lembrando

- olhos para a direita, ou fixos no mesmo nível, em geral na altura dos ouvidos----------------------------------------------------auditivo interno construindo.



- Algumas Considerações:

- Esses são os movimentos prováveis dos olhos para 90% das pessoas destras;

- 10% das pessoas destras e os canhotos processam de maneira diferente. Não se sabe porque;

- Pessoas especiais: surdas (de nascença), cegas, também processam de maneira diferente;

- Esses movimentos oculares acontecem em todas as pessoas, seja qual for a nacionalidade delas. Em qualquer idioma que a pessoa se expresse, ela sempre moverá os olhos - e, para 90% dos destros, os movimentos serão os descritos acima;

- As únicas exceções são os bascos e os guanches, que são os habitantes das Ilhas Canárias (principais ilhas: Tenerife, Fuerteventura, Gran Canária, Lanzarote, La Palma, Gomera, Hierro). A estrutura da linguagem desses povos é diferente e, seu processamento cerebral é, conseqüentemente, diferente. E, por que a estrutura da linguagem desses povos é diferente?

Não é exatamente uma explicação, mas uma suposição: bascos e guanches seriam descendentes diretos de atlantes (os sobreviventes da tragédia que teria acontecido na suposta Atlântida, continente que teria submergido, em um dia e uma noite, há cerca de doze mil anos atrás, conforme Platão (427-347 a.C.), filósofo grego discípulo de Sócrates, em dois de seus escritos: “Crítias” e “Timeu”. Para Aristóteles, discípulo de Platão, era tudo produto da imaginação: “O homem que sonhou com essa ilha a fez desaparecer de novo”, teria dito. Porém muitos filósofos, estudiosos e cientistas aceitaram a idéia, como o escritor Otto Muck, cientista naval e de foguetes dirigíveis, suíço, em seu livro “O Fim da Atlântida”).

Porém, uma curiosidade, em relação aos guanches, pode ser provada: no livro “Hematologia Geográfica”, os professores Jean Bernard e Jacques Ruffier, afirmam que o fator sanguíneo tipo “O”, é encontrado na Islândia, na Irlanda, na Escócia, no País de Gales, tanto quanto na América Central e na América do Sul. Mas, ao passo que nesses países, as populações, mesmo representadas em estado puro por alguns grupos, oferecem caracteres físicos que as ligam a uma raça conhecida, somente os guanches (que têm o mais alto índice do grupo “O”), não se ligam a nenhuma raça viva. (referência: “As Portas da Atlântida”, de Guy Tarade - editora Hemus - 1976 - São Paulo - SP).



- Fisiologia – “Rapport” (linguagem corporal):

55% da comunicação, isto é, a maior parte, é resultado da fisiologia ou linguagem do corpo. As expressões faciais, os gestos, a qualidade e tipos de movimento da pessoa que transmite uma comunicação esclarecem muito mais sobre o que estão “dizendo” do que as palavras em si. A fisiologia altera o estado interno e vice-versa.

Tudo o que os cientistas estão descobrindo hoje, enfatiza a vontade de cada indivíduo: doença e saúde, vitalidade e depressão/angústia são, muitas vezes, decisões. São ações que podem ser decididas e realizadas com a fisiologia. Não são, em geral, decisões conscientes, mas de qualquer forma, são decisões.

Ninguém, conscientemente, pensa: “Quero ficar angustiado ou deprimido”. A depressão/angústia é um estado mental e químico, mas ela tem também uma fisiologia identificável: as pessoas deprimidas/angustiadas, em geral, andam com os olhos baixos (estão tendo acesso ao canal cinestésico e/ou falando para si mesmas sobre todas as coisas que as fazem sentir-se deprimidas). Deixam os ombros caídos. A respiração é fraca e superficial. Mantêm seus corpos com uma fisiologia depressiva/angustiada. A depressão/angústia é um resultado e requer posturas específicas do corpo para criá-la. Há componentes químicos (que podem ser hereditários) na depressão/angústia. O paciente deve procurar um médico psiquiatra, e antidepressivos podem ser necessários. Além disso, a pessoa deve colaborar ativamente com seu tratamento, mudando sua fisiologia.

Se o indivíduo se mantém ereto, joga seus ombros para trás, respira profundamente, olha para cima, põe-se numa fisiologia de recursos, consegue melhorar o estado interno.

A fisiologia é decisiva. É muito importante na comunicação.

A fisiologia cria harmonia na comunicação, através do espelhamento: “copiar” a fisiologia de outra pessoa. Enquanto as palavras estão atuando na mente consciente, a fisiologia atua no inconsciente. É onde o cérebro “estabelece”: “Essa pessoa é como eu!”. E, como espelhar a fisiologia de outra pessoa? Estabelecendo o “rapport”.
- “Rapport”:

Imitar, igualar-se, ajustar-se, acompanhar ou espelhar o comportamento (verbal e não verbal) de uma pessoa, é o processo pelo qual é estabelecido o “rapport”.

Espelhar ou igualar-se é simplesmente manifestar-se como a outra pessoa se manifesta. O espelhamento, utilizado com discrição, elegância e sutileza, enfatiza a importância da percepção de aspectos do comportamento de outra pessoa, permitindo que ela seja encontrada no modelo que tem do mundo.

“Rapport” significa alinhamento, semelhanças, harmonia, similaridade, afinidade.

Em qualquer comunicação, dois níveis mentais operam simultaneamente: o consciente e o inconsciente. Como a mente consciente é responsável por, aproximadamente, de 5 a 9% das atividades, a mente inconsciente fica com 91 a 95% - o inconsciente tem preponderância sobre o consciente.

Estabelecer “rapport” é uma maneira de encontrar outra pessoa no seu modelo de mundo ou mapa. Esse vínculo de harmonia é dirigido à mente inconsciente e portanto, não deve ser detectado pelo consciente das pessoas. O inconsciente procura semelhanças, e não as diferenças.

Grinder e Bandler modelaram o Dr. Milton Erikson em sua estratégia poderosa para estabelecer um vínculo ou “rapport”. O Dr. Erikson era capaz de lidar satisfatoriamente com pacientes “resistentes” e “difíceis”, tendo em sua vida profissional, quase trinta mil pessoas hipnotizadas com sucesso.

Para obter “rapport”, pode-se espelhar qualquer parte do comportamento da outra pessoa, ajustando seu comportamento verbal e não verbal para se mover junto com ela. Uma vez movendo-se junto, pode-se testar se obteve “rapport”, conduzindo, isto é, gradualmente mudando seu próprio comportamento e observando se a outra pessoa o segue.

Ninguém estará desistindo de sua identidade quando espelha outra pessoa. Todos podem se tornar mais flexíveis. O espelhamento, simplesmente, cria uma igualdade de fisiologia, que será compartilhada com outro ser humano.

“Será que terei que espelhar e acompanhar todas as pessoas de meu relacionamento?” - A resposta é “não”. Espelhar e acompanhar são ações que se decide fazer quando se percebe que o interlocutor, por qualquer motivo, não está em “rapport” ou está perdendo a sintonia com você.



-Formas para Obter “Rapport”:

- Expressões faciais: acompanhar, com elegância, movimentos faciais tais como levantar de sobrancelhas, apertar os lábios, franzir o nariz, etc.;

- Postura: ajustar o corpo para combinar com a postura do corpo do outro ou parte do corpo do outro;

- Movimentos corporais: imitar qualquer movimento do corpo que seja constante ou característico - ex: piscar de olhos, movimentos das mãos, pernas;

- Qualidades vocais: tais como tonalidade, timbre, velocidade, volume, hesitação, pontuação;

- Sistemas representacionais: detectar e utilizar, em sua própria linguagem, os sistemas utilizados pela outra pessoa;

- Frases repetitivas: utilizar frases usadas pelo outro;

- Respiração: ajustar sua respiração para a mesma velocidade da respiração da outra pessoa;

- Espelhamento cruzado: usar um aspecto de seu comportamento para imitar um aspecto diferente do comportamento do outro. Por ex: balançar suavemente uma parte de seu corpo (uma das mãos) no mesmo ritmo da respiração do outro.
Deve-se utilizar esse recurso com ética. As estratégias de espelhamento, não terão qualquer utilidade se quem as praticar for incongruente, desleal e mal-intencionado. Utilizar qualquer técnica sem uma estrutura moral adequada e uma postura ética de verdadeiro respeito e carinho com outras pessoas, torna-se uma manipulação dolosa, mal intencionada. Indivíduos falsos têm menos êxito nos relacionamentos pessoais e profissionais, e são os menos estimados por seus semelhantes.
- “Rapport” e Cadeia de União:

Em todas as Lojas (Oficinas) maçônicas, os trabalhos realizam-se conforme a seguinte ordem:

- Abertura de acordo com o ritual;

- Leitura e aprovação da Ata da sessão anterior;

- Desculpas enviadas pelos obreiros ausentes;

- Assuntos de família ou particulares da Oficina;

- Recepção de visitantes, se houver;

- Leitura da correspondência oficial de secretaria;

- Circulação do saco de propostas;

- Leitura das propostas pelo Orador se forem pertinentes;

- Ordem do dia;

- Iniciações, filiações, regularizações mais instrução, se houver;

- Circulação da Bolsa de Beneficência;

- Palavra a bem Geral da Ordem e da Oficina em particular;

- Encerramento dos trabalhos de acordo com o ritual;

- Cadeia de União.


A Cadeia de União é uma cerimônia realizada ao fim de cada reunião, na qual os maçons tiram suas luvas brancas e formam um círculo, que simboliza a união de todos os maçons sobre a Terra e a comunhão espiritual maçônica.

Pode-se observar que nesse ritual, os maçons também realizam o “rapport” (PNL) - eles acompanham o comportamento uns dos outros, cada indivíduo penetrando na “comunicação” do outro, que se torna única, principalmente através da respiração sincronizada, mesmos gestos etc., alimentando e revigorando a egrégora da Maçonaria.

A Cadeia de União teria tido origem na Maçonaria Operativa, onde os pedreiros talhadores de pedra usavam uma corrente de ferro, para cercar a área da construção. Eles fincavam em torno das construções, estacas de madeira que eram inseridas em cada elo da corrente. Na entrada desta área era deixada uma abertura, através de duas estacas de madeira. A área delimitada geralmente tinha a forma retangular.

Porém, esse ritual já era conhecido no Egito, celebrado pelos “deuses”, que se davam as mãos, integrando nessa cadeia o Faraó. Os babilônios também praticavam a Cadeia de União - era uma corda que unia todas as coisas, atravessando os mundos conhecidos e desconhecidos.

A Cadeia de União é utilizada em todos os Ritos, menos no “Emulation Rite”.
O “rapport” cria harmonia na comunicação, e a “Cadeia de União”, através de cada maçom, torna-se um só pensamento positivo.

Segundo Rizzardo da Camino (escritor maçônico), “A Cadeia de União é um dos mais belos atos cerimoniosos ritualísticos e é formada dentro do Templo... O ambiente é alterado; as luzes são amenizadas; é utilizado um fundo musical apropriado, com música suave que conduza à meditação... No Altar dos Perfumes é aceso um incenso adequado... O Venerável procede a um ligeiro exercício respiratório, conduzindo os Irmãos para que aspirem o ar (“prana”) com a finalidade de toda respiração ficar uniforme... Uma das finalidades da formação da Cadeia de União é a transmissão da palavra Semestral emitida pelo Grão-Mestre. O Grão-Mestre recolhe-se em seu gabinete, e após momentos de meditação, deseja enviar uma mensagem aos seus “súditos” da Jurisdição e busca encontrar uma palavra adequada. Essa palavra (ou frase) é comunicada sigilosamente por escrito, a todos os Veneráveis da Jurisdição. O Venerável Mestre transmite a Palavra Semestral aos elos da direita e da esquerda, sussurrando-a, porém de forma audível e clara. Os Irmãos, por sua vez, ao receberem a Palavra, a transmitem ao Irmão que está ao lado até ambas as Palavras chegarem ao Mestre de Cerimônias, que inclina a cabeça em forma afirmativa expressando que a Palavra chegou corretamente... A postura é importante; os Irmãos que formam um círculo cruzam os braços, pressionando o plexo solar, dando-se as mãos; os pés devem estar unidos, calcanhar com calcanhar, ponta dos pés tocando a dos Irmãos que estão aos lados. A Corrente deve unir a parte física sobre a Terra (piso da Loja), a parte sentimental, pressionando o coração, e a parte mental, unida pela Palavra Semestral... A Corrente transforma-se em um verdadeiro acumulador de energias, que supre todas as necessidades que o maçom tem com os desgastes da semana...”.

Durante a Cadeia de União, um fenômeno pode ser observado – seus integrantes entram em estado alfa e teta (hipnose), isto é, em um estado alterado de consciência. Os músculos ficam completamente relaxados e pode haver a sensação de flutuação ou peso corporal, sensação de calor ou de aconchego. Muitos séculos antes de Cristo, iogues, na Índia, já praticavam a meditação e outras técnicas de relaxamento para atingirem um estado alterado de consciência. O estado alfa e teta é o predomínio cortical pré-frontal de freqüências cerebrais próximas a dez ciclos por segundo. Algumas pesquisas indicam que um predomínio dessas freqüências em determinadas partes dos lobos conscientes significa que a mente está concentrada de forma criativa - isto acontece durante sonhos, em devaneios, em meditações e orações, e também em momentos de intensa concentração. Esse chamado “estado de fluxo” é uma sincronia mental: é como se a parte hipotalâmica da mente - responsável pela motivação - e o Sistema Límbico - responsável pela resposta emocional - se entrosassem com a parte cortical pré-frontal - responsável pelas decisões conscientes e julgamentos.

A freqüência das ondas cerebrais flutua inúmeras vezes, todos os dias, de maneira espontânea e de acordo com as necessidades.

Freqüências cerebrais:

Beta: quando o indivíduo está acordado e realizando as tarefas cotidianas, o cérebro opera nessa faixa de freqüência. Esta começa em torno de catorze hertz por segundo, sendo que a maioria das atividades se realiza entre vinte e vinte e dois hertz por segundo. Esta é a mente consciente. Nesse patamar a pessoa pensa, racionaliza e executa todas as suas tarefas;
Alfa: entre sete e catorze hertz por segundo está a faixa alfa da atividade cerebral. É nesta faixa que ocorrem os sonhos e as fantasias. A hipnose também acontece aqui. As ondas alfa emitidas pelo cérebro foram descobertas pelo médico alemão Hans Berger, em 1924, quando estudava o fenômeno da telepatia em um paciente considerado “paranormal”. E, qual é a trajetória que leva o cérebro ao estado hipnótico? Há indícios de que uma estrutura cerebral semelhante a uma rede, chamada formação reticular, funciona como elo entre a voz do hipnoterapeuta e a massa cinzenta do hipnotizado. "A formação reticular controla a vigília e o sono e ainda seleciona em quais informações devemos nos concentrar", explica o psiquiatra Fernando Portela Câmara, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A tese mais aceita é a de que as palavras do hipnoterapeuta, processadas pelo nervo auditivo, alcançam a ponta dessa rede, na base do cérebro, e se espalham por toda a massa cinzenta. Por se tratar de estímulos repetitivos, quando chegam ao lobo frontal, concentram a atenção do indivíduo em um único foco, inibindo tudo o que está ao redor. O processo é parecido para estímulos visuais. De acordo com o ambiente, o cérebro pode fazer essa trajetória espontaneamente (sessão numa Loja Maçônica);
Teta: entre quatro e sete hertz por segundo. As experiências emocionais são registradas nessa faixa. Essa também é a faixa na qual acontece a hipnose mais profunda e a regressão;
Delta: as freqüências inferiores a quatro hertz por segundo levam a pessoa à total inconsciência, que é o estado de sono profundo;
Gama: as ondas gama, de amplitude e freqüência elevadas, são um estado de hiper consciência - em torno de sessenta hertz por segundo. Neuropsiquiatras identificariam tendências psicóticas, já que, ondas que excedam vinte e dois hertz por segundo, são consideradas uma anomalia, que levariam a pessoa a entrar num estado de histeria aguda. Porém, sabe-se que os xamãs operam nessa freqüência cerebral.

4 - PNL e Física:
A PNL é baseada na mudança de paradigma da física moderna. Há algum tempo atrás, dizia-se que era possível haver experiência direta da realidade (paradigma newtoniano).

Mais tarde, Albert Einstein (1879-1955- maçom), físico, ainda bem jovem, perguntou-se; “Qual será a velocidade de um raio de luz se eu estiver me deslocando na mesma velocidade, em sua ponta?” A busca da resposta a essa pergunta deu início a uma grande mudança em toda a física e suas leis, uma incrível mudança de paradigma. As aplicações práticas dessas mudanças não cessam de surgir em todos os campos do conhecimento humano.

É o fim dos dogmas da física newtoniana-cartesiana. A partir daí fica claro que não é possível para alguém perceber qualquer fenômeno da realidade sem levar em consideração a presença do observador do fenômeno.

Então um físico nuclear alemão, Werner Heisenberg, enunciou o “Princípio da Incerteza de Heisenberg”: “Não só é impossível a observação da realidade diretamente, sem se considerar a participação do observador, como, também a simples presença do observador modifica o fenômeno observado” (por exemplo, medição e monitoramento vinte e quatro horas da pressão arterial). E mais: o Princípio da Incerteza de Heisenberg demonstrou que sendo possível medir uma característica de um objeto em movimento, é impossível medir simultaneamente suas outras características. Vêem-se, desde então revistas acadêmicas dedicarem um número maior de artigos a abordagens pluri disciplinares e multidimensionais.

Outro físico, o inglês David Bohm acrescentou: “Por tudo que sabemos hoje, não é mais possível tentar conhecer a realidade a partir de apenas um modelo. Devemos reconhecer que existem muitos modelos de realidade a serem compreendidos”.

O modelo holográfico de Bohm sugere que todos os elementos estão intimamente ligados no Universo. Isso implica uma pluri dimensionalidade. Bohm afirmava, nos últimos anos de sua vida que, o holomovimento representa uma nova ordem que começa nos campos de energia ou nas partículas elementares, mas antes numa totalidade indivisa da realidade.

A PNL é um modelo dos modelos que o indivíduo faz sobre a realidade que o rodeia.

- Um Pouco de Física Quântica:

Enquanto a Lei da Gravidade está associada ao nome de Isaac Newton (maçom) e a Teoria da Relatividade, ao de Albert Einstein (maçom), a Teoria Quântica ou Mecânica Quântica foi formulada nas três primeiras décadas do século passado, por um conjunto de físicos. Entre eles, Max Planck, Wolfgang Pauli, Paul Dirac, Niels Bohr, Werner Heisenberg e o próprio Einstein, este o primeiro a dar o nome de “quanta” às unidades subatômicas da matéria, hoje conhecidas como fótons.

A Teoria Quântica revolucionou o pensamento científico porque, ao contrário da física clássica, não se baseia em relações de causa e efeito. Descobriu-se que elétrons, prótons e nêutrons comportam-se dubiamente, ora como partículas (matéria) ora como ondas (energia, luz). Um elétron não é uma partícula nem uma onda, mas pode apresentar ambos os aspectos, em situações diferentes.

A grande descoberta do físico Heisenberg foi que os métodos de observação da física clássica não serviam para a física quântica, formulando o Princípio da Incerteza. A partir dele, Bohr, seu mestre, formulou o Princípio da Complementaridade.

Os físicos descobriram ainda a existência de nêutrons rápidos e nêutrons lentos, conhecimento fundamental para a fissão do núcleo – senha para a construção da bomba atômica.

A teoria defendida por Niels Bohr é a de que reagir é mais rápido do que agir.

A Física Quântica põe em cheque o pensamento cristão de que a reação é isenta de culpa. É tão importante refletir sobre as conseqüências de uma reação quanto de uma ação.


5 - Cérebro:
O cérebro é a parte do sistema nervoso central que está localizada dentro do crânio, e sua análise química revela conter 78% de água, 10% de gordura, 8% de proteína, 1% de carboidrato, 1% de sal e 2% de outros componentes. É a parte mais desenvolvida e a mais volumosa do encéfalo, pesando cerca de um quilo e trezentos gramas. Quando cortado, o cérebro apresenta duas substâncias diferentes: uma branca, que ocupa o centro, e outra cinzenta, que forma o córtex cerebral. O córtex cerebral está dividido em mais de quarenta áreas funcionalmente distintas. O cérebro é o centro de controle do movimento, do sono, da fome, da sede e de quase todas as atividades vitais necessárias à sobrevivência. Todas as emoções, como o amor, o ódio, o medo, a ira, a alegria e a tristeza, também são controladas pelo cérebro. Ele está encarregado ainda de receber e interpretar os inúmeros sinais enviados pelo organismo e pelo ambiente. Os cientistas já conseguiram elaborar um mapa do cérebro, localizando diversas regiões responsáveis pelo controle da visão, da audição, do olfato, do paladar, dos movimentos automáticos e das emoções, entre outras. No entanto, os mecanismos que regem o pensamento e a memória, ainda não foram totalmente desvendados pela ciência.

Em termos de complexidade e poder, o cérebro humano desafia até mesmo a mais moderna tecnologia de computador. É capaz de processar até trinta bilhões de bits de informações por segundo e possui o equivalente a dez mil quilômetros de fios e cabos. Atualmente, já se sabe que o sistema nervoso humano contém cerca de cem bilhões de neurônios (células nervosas projetadas para conduzir impulsos) interligados entre si. A palavra “neurônio” foi criada por Santiago Ramón y Cajal (1852-1934: médico e anatomista espanhol) que afirmou: “Os neurônios são as misteriosas borboletas da alma, cujo bater de asas poderá algum dia - quem sabe? - esclarecer os segredos da vida mental.”

Sem neurônios, o sistema nervoso seria incapaz de cumprir as instruções do cérebro sobre o que fazer. Cada neurônio é um minúsculo computador auto-suficiente, capaz de processar cerca de um milhão de bits de informações. Estes neurônios agem de forma independente, mas também se comunicam com outros neurônios através de uma rede de cento e sessenta mil quilômetros de fibras nervosas. O poder do cérebro em processar informações é enorme, ainda mais se considerarmos que um computador só pode efetuar uma conexão de cada vez. Porém, o cérebro funciona por inteiro como uma espécie de sistema integrado. Contudo, ao entrar em atividade, cada uma de suas partes consome mais ou menos oxigênio de acordo com sua função. Mas, apesar dos mapeamentos já feitos das diversas funções do cérebro, ainda não se sabe exatamente como elas interagem. É muito possível que, as áreas isoladas do cérebro façam parte de um sistema único.

Uma reação num neurônio pode espalhar-se a centenas de milhares de outros, num prazo inferior a vinte milissegundos – isso representa cerca de dez vezes menos do que é preciso para piscar um olho. Um neurônio leva um milhão de vezes mais tempo para enviar um sinal do que uma típica chave de computador, mas o cérebro pode reconhecer um rosto familiar em menos de um segundo (um feito além da capacidade dos computadores mais potentes). O cérebro alcança essa velocidade porque, ao contrário do processo passo a passo do computador, seus bilhões de neurônios podem todos concentrar-se num problema simultaneamente.

Os neurônios disparam pulsos elétricos gerados quando a membrana libera ou absorve átomos carregados magneticamente. E, há outras teorias: em março de 2007, cientistas da Universidade de Copenhague, Dinamarca, propuseram um modelo em que a principal forma de comunicação entre os neurônios seriam ondas sonoras, e não a eletricidade.

E, o cérebro é muito maleável: ele produz novos neurônios durante toda a vida assim como modifica constantemente as ligações entre eles. Os circuitos usados para cada tarefa mudam com o tempo e com as atividades que são desenvolvidas ao longo da existência.

Assim, com toda essa tecnologia à disposição, porque, muitas vezes não é tão fácil mudar um comportamento? (tabagismo ou alcoolismo, por exemplo?). Porque, a maioria das pessoas não tem idéia de como o cérebro funciona e, tenta “pensar” para alcançar uma mudança, quando na verdade, o comportamento está enraizado no sistema nervoso, sob a forma de conexões neurais – as neuroassociações.

Os neurocientistas estudam como as neuroassociações ocorrem e, descobriram que os neurônios estão constantemente enviando mensagens eletroquímicas através das pistas neurais. Cada vez que há dor ou prazer o cérebro procura a causa e a registra no sistema nervoso, para que o indivíduo possa tomar melhores decisões sobre o que fazer no futuro. Assim, as neuroassociações rapidamente fornecem ao cérebro os sinais que ajudam a acessar as memórias e, manobrar em segurança (não é necessário estender a mão para o fogo várias vezes: basta uma vez e o cérebro “aprende” que queima).

O cérebro pode também fazer neuroassociações positivas.

E, essas neuroassociações podem ser desenvolvidas de forma inconsciente. As neuroassociações são uma realidade biológica.

Para mudar, o cérebro precisa aprender a interromper o seu padrão de usar a antiga pista – assim, a conexão neural vai enfraquecer e atrofiar. E, pode acrescentar novas instruções aos programas onde elas são necessárias.
- Pensamento:

Durante muitos, muitos anos, acreditou-se que os pensamentos não significavam coisa alguma. Os pensamentos eram considerados inofensivos.

Porém, longe de serem “nadas”, os neurocientistas concluíram que os pensamentos são impulsos elétricos que iniciam mudanças elétricas e químicas no cérebro. Os pensamentos são “fisiológicos”! São gatilhos eletroquímicos que dirigem e afetam a atividade química no cérebro.

Quando o cérebro recebe uma ordem elétrica que é o pensamento, responde com várias reações: libera substâncias químicas de controle apropriadas no corpo, e alerta o sistema nervoso central para qualquer resposta ou ação necessária.

Ao mesmo tempo, como resposta a esse pensamento, o cérebro examina seus arquivos da memória, encontra o local adequado para registrar qualquer informação necessária colhida do pensamento, cria uma reação fisiológica interna ou mental baseada em informação anterior já armazenada ali e, estoca qualquer nova informação que possa ter valor futuro.

Enquanto uma pessoa pensa, não está consciente do que o cérebro faz com o pensamento. Onde o cérebro coloca a nova informação e o que faz dela, será determinado pelo que ele colhe da programação genética. Um adulto emite, em média, entre quarenta e sessenta mil pensamentos por dia.

O pensamento é uma explosão curta de corrente elétrica. O cérebro, simplesmente, registra o que recebe. Não importa se a informação era verdadeira, falsa, boa, má, importante ou insignificante. O cérebro, como órgão que é (assim como o coração, ou pulmões.) realiza uma atividade específica, de certa maneira. Ele funciona sempre da mesma forma: recebendo, processando, armazenando e agindo de acordo com a informação.
- Algumas Considerações:

A pesquisa do psicólogo clínico brasileiro, Julio Peres, que foi apresentada no Segundo Simpósio Internacional de Neurociência, realizado Em Natal, Rio Grande do Norte (Brasil), em fevereiro de 2007, mostrou que terapia (PNL e outras técnicas) provoca mudanças na atividade cerebral. Está comprovado que, a utilização de uma técnica subjetiva altera os circuitos neurais. A pesquisa foi conduzida na Universidade de São Paulo, com pacientes diagnosticados com um tipo específico de estresse pós-traumático, o parcial, que pode aparecer depois de um seqüestro relâmpago, por exemplo. Nessa forma de estresse pós-traumático, nem todos os sinais clássicos do transtorno, como pesadelos e embotamento afetivo, se manifestam. Os sintomas são: nervosismo, irritabilidade e memórias recorrentes do evento desencadeador.

Os resultados revelaram que áreas como o córtex pré-frontal ficaram mais ativas nos indivíduos sob terapia. Além disso, houve uma atenuação da atividade da amígdala, estrutura relacionada à expressão de emoções, como o medo. Ocorreu o que os especialistas chamam de “neuroplasticidade”, isto é, a capacidade que o cérebro tem de se reestruturar. O cérebro é muito elástico. Há menos de vinte anos imaginava-se que ele era como um computador inflexível, uma máquina com circuitos fixos. Hoje, é fato que o cérebro se reinventa, cria novos neurônios, novas conexões e novas funções para áreas pouco utilizadas. A neurogênese (criação de novos neurônios) é um processo importante: sabe-se, por exemplo, que alguns tipos de derrames (avcs) aumentam a produção de neurônios - a maioria deles morre, mas alguns conseguem chegar ao local da lesão e formar um “remendo”, que “corrige” o derrame.

O neurologista brasileiro, Cícero Galli Coimbra, da Universidade de São Paulo, diz que muitos fatores que incentivam o crescimento de novos neurônios já são conhecidos. Um deles é evitar estresse, que sabidamente bloqueia o crescimento de neurônios. Outro é viver em um ambiente rico, com estímulos mentais e físicos variados. O mesmo para banhos de sol (em horários apropriados), que fazem o corpo produzir vitamina D, essencial para o crescimento das novas células e, uma dieta rica em colina, substância presente na gema do ovo e ingrediente chave para o nascimento de neurônios (o ovo já foi absolvido, em relação ao aumento do colesterol).

O cérebro é como um músculo: se for exercitado, estará mais protegido contra surpresas - cria uma espécie de reserva. A capacidade do cérebro resulta do que a pessoa leu, experimentou, viu e viveu - e isso depende apenas do indivíduo.

Nesse mesmo simpósio, especialistas suecos e neozelandeses, encontraram a região no cérebro que cria novos neurônios no sistema nervoso de adultos, atestando que o cérebro adulto pode criar células nervosas novas, fato que, os cientistas acreditavam, só podia ser realizado na infância.



- Como o Cérebro Processa Informações:

  1. Eventos externos:

Inicialmente, o cérebro percebe os eventos externos com os cinco sentidos;


  1. Processamento Interno:

O cérebro começa a decodificar os eventos externos, através de:

- Omissões;

- Distorções;

- Generalizações;

- Crenças e Valores;

- Objetivos;

- Estado Interno.


  1. Representação interna:

Após a decodificação inicial, o cérebro apresenta a representação interna, através de:

- Sons e palavras;

- Sensações;

- Motivação, determinação, etc.




  1. Apresentação de informações:

De acordo com todos os itens acima, o cérebro vai apresentar “respostas”:

- verbais;

- não verbais.
- Como o Cérebro Funciona?

Estímulos externos:

Fatos, eventos, comportamentos de outras pessoas, enfim, tudo o que pode ser captado pelos cinco sentidos: visão, audição, tato, olfato e paladar.

Fisiologia:

A fisiologia é o próprio comportamento externo. Afeta diretamente o estado interno. Mudando a fisiologia, muda-se a maneira como a mente processa informações e vice-versa. A fisiologia dá habilidade para controlar o próprio estado interno.

Filtros:


Memórias, decisões, estado interno, objetivos.
Crenças e Valores:

Crença – é uma representação interna que governa o comportamento. Ex: as mulheres não sabem estacionar um carro.

Valores – Ex: amor, honestidade, dinheiro, desafio.
Distorção, Omissão e Generalização:

- Distorção: a distorção da comunicação é a informação adicional fornecida pela pessoa que recebe a comunicação, isto é, suas próprias opiniões e idéias sobre o mundo. Exemplo de uma pessoa que distorce todas as críticas com a reação: “Todos me odeiam”. Como resultado de tal distorção, qualquer valor que a crítica tenha, estará perdido, juntamente com as oportunidades de mudança e crescimento. Mas, sem esse processo, não se poderia fazer planos para o futuro nem realizar sonhos.

- Omissão: a omissão é o processo que exclui certas partes de uma experiência. Esse processo pode ser limitador se o indivíduo omitir certos aspectos da sua experiência, que são necessários para um modelo rico e pleno de mundo. Exemplo de omissão na linguagem: a pessoa diz: “Tenho medo” - porém, ela tem medo do quê? Mas, com a omissão, é possível o indivíduo ler um livro com pessoas falando à sua volta ou com a televisão ligada, sem ser esmagado por estímulos externos. O cérebro, para funcionar, precisa focar sua atenção, deixando de fora uma série de dados. Uma das tarefas da PNL é recuperar o material omitido. Quanto mais material omitido é recuperado, tanto mais complexo fica o modelo, o mapa da realidade.

- Generalização: a generalização é um processo associativo natural no aprendizado. A generalização pode limitar a experiência, porque pode impedir o exame de todas as alternativas.

Aprende-se a atuar no mundo através da generalização. Uma criança aprende a abrir uma porta girando uma maçaneta. Então, generaliza essa experiência reconhecendo as muitas variedades de fenômenos que se encaixam no conjunto de parâmetros que ela “classifica” como “portas” e tenta abri-las girando as maçanetas.

Quando alguém entra num quarto escuro, procura o interruptor de luz; ele não tem que descobrir uma nova maneira de obter luz a cada vez que entra num quarto. Entretanto, o mesmo processo pode funcionar como uma limitação: se uma pessoa falhar na direção de seu carro, ocasionando um acidente, pode então generalizar sua experiência e decidir que “não funciona mais para dirigir um carro”, e estará se negando muitas experiências.

Ex. de generalização na linguagem: “todos os homens são insensíveis”.

Cada pessoa faz generalizações que são úteis e apropriadas em algumas situações, mas não em outras.


Os modelos de mundo são criados através desses três processos humanos universais de modelagem. Estes processos permitem sobreviver, crescer, aprender, compreender e vivenciar a riqueza que o mundo tem a oferecer. Mas, se o indivíduo tomar a “realidade” subjetiva por realidade absoluta, esses mesmos processos podem limitar e até destruir a habilidade em ter flexibilidade nas reações.
Estado Interno:

É o estado emocional num dado momento: ele determina se a pessoa experimenta alegria, tristeza, excitação, satisfação, etc.

Representação Interna + Processo Interno:

Como as informações são representadas para si mesmo, na forma de imagens, sons e sensações + como o indivíduo “computa” essas informações para planejar e tomar decisões.


- Anatomia do Cérebro:

Centros de Comando:

Coordenam tudo o que acontece no corpo humano. São aglomerados de células nervosas cuja função é ditar as regras.

1- Meninges:

São três membranas finíssimas - dura-máter, pia-máter e aracnóide que, têm a função de proteger o cérebro;

2- Espaço Sub-Aracnóide:

Esse canal se localiza entre a pia-máter e a aracnóide. Nele circula o líquor, um líquido que circunda todo o cérebro para absorver possíveis choques e concussões;

3 - Ínsula:

É um conjunto de sulcos - são “rachaduras” cerebrais, que modulam as emoções e articulam a fala;

4- Amígdala:

Vizinha do hipocampo, ela é fundamental para o aprendizado, além de arquivar as lembranças emocionais - principalmente as traumatizantes;

5- Tálamo:

É o lugar das sensações. É ele que transforma um chute na canela em sensação de dor e, já deixa o corpo atento, pronto para agir;

6- Tronco Cerebral:

Trata-se de uma massa espessa cheia de nervos que conecta cérebro, cerebelo e medula espinhal. Além disso, comanda todos os músculos da face;

7- Corpo Caloso:

Interliga os dois hemisférios cerebrais para que haja uma constante troca de informações entre ambos os lados;

8- Hipotálamo:

Rege alguns processos como a detecção de sede, fome e desejo sexual. Controla a temperatura corporal e o sono;

9- Hipocampo:

É o responsável pela memória recente. Também é importante para o aprendizado;

10- Hipófise:

Envia os sinais para as glândulas entrarem em ação e iniciarem o bombardeio hormonal - tireóide, ovários, testículos e supra - renal são algumas glândulas que obedecem à hipófise;

11- Cerebelo:

Movimentos que requerem precisão, como mexer os dedos para digitar no computador, mexer os lábios;

12- Medula Espinhal:

Esse feixe de fibras transmite as sensações do corpo para o encéfalo e vice-versa. Controla a ereção e a vontade de urinar, etc..
Lobos:

Assim são chamadas as quatro grandes áreas em que se divide o cérebro. São oito ao todo.

1- Frontal:

Raciocínios mais elaborados e movimentos voluntários, como estender a mão para cumprimentar alguém, por exemplo;

2- Temporal:

O cheiro das rosas e o som de uma música - ou seja, olfato e audição - são percebidos nessa área;

3- Parietal:

Esse é o local que faz sentir que o fogo é quente e que uma parede de concreto é dura. Diz respeito às sensações táteis;

4- Occipital:

É a região da visão, onde se processa tudo aquilo que é captado com os olhos.


Córtices:

Bilhões de células nervosas formam um conjunto de segmentos especializados em cumprir funções determinadas.

1- Pré-frontal:

Planeja, executa e monitora qualquer atividade: como pensar enquanto a pessoa dirige o carro, qual é o melhor caminho para voltar para casa;

2- Pré-motor:

Tocar piano requer extrema precisão - da força que se põe nos movimentos à ordem em que cada dedo deve pressionar as teclas;

3- Motor:

Controla todos os movimentos que se deseja fazer. A coordenação é invertida. O lado direito do cérebro dá as ordens para o lado esquerdo do corpo e vice-versa;

4- Auditivo Primário:

Capta qualquer tipo de som em sua forma bruta;

5- Visual de Associação:

É o lugar da percepção onde as informações obtidas pelo córtex visual primário são reunidas e ganham sentido. Graças a ele enxerga-se de forma tridimensional;

6- Sensorial Primário:

Capta tudo que é tátil: dor, prazer, etc.;

7- Área de Broca:

Levando o sobrenome de seu descobridor, o anatomista francês Paul Broca, a região determina cada palavra que é falada;

8- Auditivo de Associação:

Permite que o ouvinte identifique que tipo de som o córtex auditivo primário captou;

9- Sensorial de Associação:

A partir das informações registradas pelo córtex sensorial primário essa região reconhece aquilo que se está tocando;


10- Visual Primário:

Do fundo do crânio ele recebe dos olhos as informações visuais mais elementares. Detecta a cor, a profundidade das coisas e o movimento.


Como já visto, Paul MacLean, diretor do “Laboratório de Evolução e Comportamento Cerebral do Instituto Nacional de Saúde Mental”, EUA concebeu um modelo de estrutura e evolução cerebral, que ele denominou “cérebro trino ou triúnico”. Segundo ele, “o cérebro humano, compreende três computadores biológicos interligados, cada um com sua própria inteligência especial, sua própria subjetividade, seu próprio sentido de tempo e espaço, sua própria memória, suas funções motoras e outras”.

Cada “cérebro” corresponde a uma etapa evolutiva diferenciada e fundamental. Os três cérebros são distintos em termos neuroanatômicos e funcionais, e contêm distribuições diferentes de neurotransmissores.


- Cérebro Reptiliano ou Arqueopálio (era dos répteis): a parte mais interna do sistema nervoso, o tronco cerebral e boa parte do início da medula. Primeira camada cerebral depositada durante o processo evolutivo. É o cérebro primitivo, ligado à sobrevivência e à auto-preservação. As reações instintivas, o comportamento repetitivo e as funções vitais básicas, como respiração e metabolismo de outros órgãos - assegura o funcionamento do corpo para garantir a sobrevivência. Tem como característica a preservação dos comportamentos mais antigos e a conquista e preservação do território. O Processo Reptiliano ou Operacional responde, primordialmente (não exclusivamente nem localizadamente, mas conjugadamente) pelos movimentos e pelos chamados instintos de reprodução, sobrevivência e agressividade, depois transformados em profissão, organização e rotinas.

Circundando o complexo reptiliano, encontra-se:


- Cérebro Paleopálio ou Sistema Límbico (era dos mamíferos inferiores): área mais intermediária, recobrindo o tronco cerebral. É o cérebro intermediário ou o cérebro emocional. Todos os órgãos do corpo estão conectados com centros localizados no Sistema Límbico, numa indicação que as emoções podem influir na função dos diversos órgãos do corpo. O inverso também é verdadeiro - os órgãos podem afetar as emoções. Nessa região cerebral, encontram-se o tálamo e o hipotálamo, centros ligados às respostas à dor e ao prazer. O Sistema Límbico comanda as funções emocionais. Temos o Sistema Límbico em comum com outros mamíferos, mas o mesmo não ocorre com os répteis. Em 1878, Paul Broca, neurologista francês descobriu o Sistema Límbico, que está relacionado à identidade pessoal, comportamentos emocionais, sistema imunológico, etc. A função básica do Sistema Límbico é reconhecer e informar ao organismo a respeito das emoções agradáveis e desagradáveis. Em sua evolução incorporou as funções de aprendizagem. O Processo Límbico ou Intuitivo responde pela ludicidade, afetividade, criatividade, estética, nível alfa (relaxamento), religiosidade e apego a mitos.

Finalmente, e evidentemente, a aquisição evolutiva mais recente:


- Cérebro Neopálio ou Cérebro Cognitivo ou Neocórtex: a parte mais externa e moderna do sistema nervoso. Vinculado à linguagem, pensamento lógico, analítico. Regula os processos de atenção e concentração, inibição dos impulsos e dos instintos, das relações sociais e do comportamento moral. Parte, freqüentemente, confundida como sendo o cérebro total. É revestida, bem externamente, pela camada cinzenta, zona densa em neurônios altamente especializados e capazes de múltiplas e simultâneas tarefas. O Neocórtex mais elaborado é o humano (primatas superiores), e o dos golfinhos e baleias. O Processo Neocortical ou Lógico responde pela comunicação, cálculo, raciocínio lógico, pesquisa, análise, crítica e “feedback”.
Segundo Ernst Haeckel (anatomista alemão do século XIX), em sua “Teoria da Recapitulação”, qualquer animal, em seu desenvolvimento embriológico, tende a repetir ou recapitular a seqüência que seus ancestrais seguiram durante a evolução. E, realmente, no desenvolvimento humano intra-uterino, as etapas percorridas são muito semelhantes aos peixes, répteis e mamíferos não primatas, antes de nos tornarmos seres humanóides (na fase de peixe, existem até fendas branquiais, que são inteiramente inúteis para o embrião, uma vez que ele é nutrido através do cordão umbilical). A razão da “recapitulação” pode ser compreendida da seguinte forma: a seleção natural age somente sobre os indivíduos, e não sobre a espécie - e pouco sobre óvulos ou fetos.

Os três cérebros processam informações de formas diferentes. E, assim, se complementam.

O ideal é que o indivíduo consiga desenvolver e aperfeiçoar os três processos mentais, para enriquecimento e aumento da utilidade de seu mapa mental (Aprendiz, Companheiro e Mestre: o ensinamento de cada Grau contribuirá para o equilíbrio e sabedoria do maçom, o qual forma um neurônio desse cérebro completo, que é a Maçonaria).

Os três Graus da Maçonaria Simbólica são a síntese do universo maçônico, e podem revelar a evolução (cerebral) da espécie humana:

- Aprendiz: Reptiliano;

- Companheiro: Límbico;

- Mestre: Neocortical.

- O Universo Holográfico - Cérebro Holográfico e Maçonaria:

Analogamente ao cérebro humano, a Maçonaria é um cérebro e seus integrantes são os neurônios desse cérebro. Os indivíduos que estruturam a Ordem recebem e repassam o conhecimento, as tradições, os Ritos, Rituais e símbolos os quais representam a Maçonaria como cérebro: um grande encéfalo sistêmico. Esse enorme cérebro interage com a sociedade, sintoniza, capta e interpreta o meio em linguagem simbólica (desde priscas eras) e instrui o organismo todo, através de cada maçom-neurônio para interagir através de várias linguagens. Este cérebro é holográfico, e é uma estação receptora do Universo (externo e interno), que é também holográfico.

A palavra “holografia” vem do grego “holos”, todo, inteiro e “graphos”, sinal, escrita.

Holografia é a forma de se registrar imagens em três dimensões. É uma “fotografia” tridimensional, produzida por um processo fotográfico sem lentes. Foi idealizado pelo físico inglês Dennis Gabor (1900-1979), em 1947. Mas, a construção de um holograma teve que aguardar a invenção do raio laser. “O futuro não pode ser previsto, mas pode ser inventado. É a nossa habilidade de inventar o futuro que nos dá esperança para fazer de nós o que somos.” - Gabor.

O holograma possui uma característica única: em cada parte existem informações sobre toda a imagem, registrada a partir de certo ângulo. Se o holograma for rompido, qualquer de suas partes reconstituirá toda a imagem.

Ken Wilber (1949: filósofo americano e criador da “Psicologia Integral”), em seu livro “O Paradigma Holográfico”, dá a seguinte definição de holograma:

“Holografia é um método de fotografia sem lentes, no qual o campo ondulatório da luz espalhada por um objeto é registrado numa chapa sob a forma de um padrão de interferência. Quando o registro fotográfico - o holograma - é exposto a um feixe de luz coerente, como o laser, o padrão ondulatório original é regenerado. Uma imagem tridimensional aparece. Como não há focalizador, isto é, lentes focalizadoras, a chapa tem a aparência de um padrão de espirais, destituído de qualquer significado. Qualquer pedaço do holograma pode reconstituir a imagem inteira.”
O princípio é descrito pelo biólogo Lyall Watson (1939: biólogo africano, zoólogo e antropólogo):

“Quando se atira uma pedra em um lago, ela produz uma série de ondas regulares, que se afastam do ponto em que caiu em círculos concêntricos. Lançando-se duas pedras idênticas, em pontos diferentes, produzir-se-ão duas séries de ondas semelhantes, que se deslocam no sentido uma da outra. Onde as ondas se encontrarem, interpor-se-ão. Se a crista de uma atingir a crista da outra, elas atuarão juntas e produzirão uma onda reforçada com o dobro da altura normal. Se a crista de uma coincidiu com o intervalo da outra, elas se anularão, e se produzirá um trecho isolado de águas calmas. Na realidade ocorrem todas as combinações possíveis entre as duas e o resultado final é um complexo arranjo de ondulações, conhecido como padrão de interferência.

Ondas de luz se comportam da mesma forma. O tipo mais puro de luz de que dispomos é o produzido por um laser, que emite um feixe em que todas as ondas são de uma mesma freqüência, como as que são produzidas por uma pedra ideal em um lago perfeito. Quando dois raios laser se tocam, produzem um padrão de interferência de luz e ondulações escuras que pode ser registrado em uma placa fotográfica. E se um dos raios, em lugar de vir diretamente do laser se refletir primeiro em um objeto como um rosto humano, o padrão resultante será na verdade muito complexo, mas mesmo assim ainda pode ser registrado. O registro é um holograma do rosto”.
A luz incide sobre a placa fotográfica de duas fontes: do próprio objeto e de um feixe de referência, a luz defletida por um espelho do objeto até a placa. Os traços aparentemente sem significação na placa não se parecem com o objeto original, mas a imagem pode ser reconstituída por uma fonte de luz coerente como um raio laser. O resultado é algo semelhante, tridimensional, projetado no espaço a certa distância da placa.

O primeiro holograma foi construído por Emmette Leith e Juris Upatinicks em 1965, com o uso do laser.

Hermes Trismegistos há mais de três mil anos atrás, se visse um holograma, o usaria como demonstração da sua afirmação de que as partes contêm a totalidade das coisas - “Enquanto tudo está no todo, é também verdade que o todo está em tudo. Aquele que compreende realmente esta verdade alcançou o grande conhecimento.”- “Caibalion”.

Em 1969, Karl Pribram (1877-1973: neurofisiologista inglês da Universidade de Stanford), propôs que o holograma funcionava como um modelo dos processos cerebrais. Pribram, viu no holograma uma forma de explicar o funcionamento do cérebro. Para ele o cérebro para ver, ouvir, cheirar e saborear interpreta matematicamente as freqüências de energia que capta, provindas de uma dimensão que transcende tempo e espaço, e as armazena holograficamente. Mais ainda, o próprio corpo humano é um holograma, constituído de partes que têm potencial de reproduzir o todo (clonagem). Talvez o mundo seja um holograma que o cérebro interpreta holograficamente. Pribram viu o holograma como um modelo de como o cérebro podia armazenar memórias. Existem regiões do cérebro especializadas para o desempenho de certas funções: funções de comando do corpo, de recepção de informações sensoriais, e de comunicação - verbalização, escrita, desenho, etc. Porém, a memória é distribuída, não localizada - é holográfica. Pribram percebeu espantosas similaridades entre este conceito e a teoria holográfica convencional: "Nós podemos então distinguir dois aspectos da holografia que a tornam única como um dispositivo de armazenamento de dados: a primeira é que qualquer uma das partes é igual à soma de suas partes, porque a mensagem é reduplicada onipresentemente através de cada parte do holograma... a segunda característica é que o holograma grava a essência de um objeto e, então, repetidas superposições de essências fornecem os detalhes, as particularidades do objeto quando o holograma total é iluminado".

O cérebro atua em interações, interpretando freqüências bioelétricas que o permeiam.

Em 1971, David Bohm (1917-1994: físico americano), sugeriu que a organização do Universo, provavelmente, é holográfica. Pribram e Bohm confirmaram a idéia de que o cérebro humano funciona como um holograma, coletando e interpretando informações provenientes de um Universo holográfico.

O modelo holográfico de David Bohm sugere que todos os elementos estão intimamente ligados no Universo. “Por tudo o que sabemos hoje, não é mais possível tentar conhecer a realidade a partir de apenas um modelo. Devemos reconhecer que existem muitos modelos de realidade a serem compreendidos.”

Muitos cientistas da atualidade acreditam, que de uma forma profunda, todas as coisas do Universo estão infinitamente interconectadas. O Universo em si próprio é uma projeção holográfica e, nesse Universo holográfico até mesmo o tempo e o espaço deixam de ser vistos como fundamentais. O Universo no qual cada pessoa experimenta sua realidade é uma projeção de seus pensamentos, sentimentos, emoções. O Universo de cada um é um estado de “ilusão” (o “maya” hindu?) único, gerado em seu interior, embora se interconecte em ilusão com outros “Universos”.

Partindo da noção de que o mundo objetivo pode ser definido como aquele que existe independente da consciência pessoal de cada indivíduo, não há esse mundo exterior, fixo, objetivo e independente. Uma “integração invisível” une todo o universo, numa “unicidade elementar”. Uma forma de determinismo parece derivar daí: todas as ocorrências são resultado de mudanças em alguma parte do Universo. Isso leva ao conceito de interdependência das coisas manifestadas e uma Lei de Causa e Efeito (carma?) e à noção de ausência de individualidade no mundo físico. Mas no mundo subatômico, provavelmente pela influência mental, há a inexistência de um determinismo absoluto, pois a nova física pode apenas “predizer um certo número de resultados possíveis” e “não um único resultado definido”. Então podem co-existir e se complementar as noções de determinismo e livre-arbítrio.

Esta nova forma de ver a realidade, proposta por Bohm e Pribram, passou a ser chamada de “Paradigma Holográfico.”

No Paradigma Holográfico, tudo no Cosmos é formado por “tecido” holográfico contínuo da ordem implícita, isto é, o Universo não é composto por “partes”, mas por uma “totalidade”. Bohm afirma que tudo no Universo é uma extensão contínua de tudo o mais, mas não é uma massa indiferenciada. Tudo pode ser parte de um todo indivisível e ainda assim manter suas características únicas (maçons constituem a Maçonaria em sua totalidade, mas cada maçom conserva sua individualidade). Bohm demonstra suas idéias com a seguinte experiência: quando um pingo de tinta é colocado em um recipiente cheio de glicerina e um cilindro dentro desse recipiente é girado, a tinta parece espalhar-se e desaparecer. Porém, quando o cilindro é girado na direção oposta, a tinta se junta outra vez em forma de pingo. Este fenômeno exemplifica para Bohm, que a ordem pode ser tanto manifesta (explícita) como oculta (implícita).

No Paradigma Holográfico, tanto o Universo (macrocosmo) quanto as subpartículas (microcosmo) são regidas por leis cíclicas: desse modo há uma relação entre finito e infinito. O microcosmo é uma parte holográfica do grande holograma do Universo (macrocosmo): “O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima” (Hermes Trismegistos). Segundo este paradigma, em cada partícula nossa, em cada célula, há informação de todo o Universo.

A Maçonaria funciona exatamente como um “Cérebro Holográfico” em um “Universo Holográfico” - cada maçom é detentor, individualmente, do tudo e de todo o conhecimento ancestral e coletivo. A memória, não funciona localizadamente, no cérebro humano - e assim na Maçonaria: cada membro, cada Rito, cada Grau, cada Ritual, é “responsável” pela manutenção de uma parte dessa memória.

No cérebro humano e no cérebro que é a Ordem, a memória não é como uma biblioteca localizada em determinada parte, pois o cérebro inteiro participa do seu processo, sendo que algumas zonas com função privilegiada: o hipotálamo, a formação reticular, o tálamo (memória reflexa, mecânica, instintiva) e o cerebelo (memória cinestésica). O Sistema Límbico intervém no controle das emoções. Uma informação é mais claramente lembrada, se ela estiver ligada a uma emoção agradável ou desagradável do que a uma situação neutra. A teoria de Pribram explica como o cérebro humano pode guardar tantas memórias em um espaço tão pequeno. O cérebro tem a capacidade de memorizar algo na ordem de dez bilhões de bits de informação durante a média da vida humana (ou a mesma quantidade de informação contida em cinco volumes da Enciclopédia Britânica).



Para a maioria dos autores modernos a lembrança é uma recriação e este processo dinâmico pode ser decomposto em três etapas: a informação é filtrada e gravada através dos sentidos (visão, audição, tato, olfato, paladar), depois ela é tratada e armazenada sob forma de traços mnemônicos, e por fim ela pode ser trazida à mente consciente em qualquer momento de maneira voluntária ou fortuita.

Há três etapas na formação da memória:

- memória ultra-rápida ou memória sensorial (uma fração de segundo);

- memória de curto prazo ou memória imediata (alguns segundos);

- memória de longo prazo (que vai de algumas horas até toda a vida) - permite que um número extraordinário de informações seja lembrado, e essencialmente armazenado sob a forma de imagens, como se fossem hologramas.

As relações entre essas três etapas da memória ainda não são muito conhecidas. Sabe-se que as duas primeiras são provocadas por um processo elétrico e a última por um processo químico e que não há uma fronteira bem definida para passar de uma à outra.

Gerald Edelman, cientista americano, ganhador do Prêmio Nobel de 1972, afirma que o cérebro é capaz de se organizar sozinho, em função da experiência que adquiriu e de gerar suas próprias regras. O que explica por que dois gêmeos univitelinos não possuem cérebros idênticos, apesar de terem o mesmo patrimônio genético.

E, essa experiência adquirida pode ser detonada pelas âncoras. Ancoragem é um processo reconhecido e desenvolvido pelos criadores da PNL, no qual qualquer estímulo ou representação (interna ou externa) fica conectado a uma reação e dispara-a - as âncoras podem ocorrer naturalmente ou serem criadas intencionalmente - os Rituais, na Maçonaria, são exemplos de âncoras (que podem ser visuais, auditivas e cinestésicas).

Inicialmente os neurônios transitam livremente, embora guiados em percursos gerais por instruções genéticas. As conexões serão mais fortes ou mais fracas ao longo da vida dependendo do uso, como postulou Gerald Edelman, que deu a esse processo o nome de “darwinismo neural”.

Segundo Edelman o cérebro é plástico, quer dizer, possui capacidade de mudar quando o meio ambiente e as experiências mudam (assim como a Ordem).

Da mesma forma, a Maçonaria preserva sua “memória”, através da sabedoria adquirida e incorporada individualmente por cada maçom, dos vários Ritos, dos diferentes Graus, dos Rituais, dos Símbolos, da Linguagem Simbólica através dos tempos.

- Cérebro Reptiliano: Aprendiz; Sistema Límbico: Companheiro; Cérebro Neocortical: Mestre.

Por ordem de aparição na história evolutiva, a espécie humana possui três cérebros: primeiro o Reptiliano, depois o Límbico (mamíferos primitivos), e o mais recente, Neocórtex (mamíferos superiores).

Os animais que possuem essencialmente o Cérebro Primitivo ou Reptiliano são os peixes, as tartarugas marinhas, os répteis e os vertebrados inferiores. No ser humano, este cérebro corresponde basicamente ao tronco cerebral e onde estão localizados os necessários centros de comando para a vida. Controlam o sono e a vigília, a respiração e a regulação da temperatura, os movimentos automáticos primordiais, e funcionam como subestações intermediárias para a transmissão da informação sensorial. O Cérebro Primitivo governa a agressividade e a reação de fuga ou luta diante de um perigo externo. A linguagem reptiliana confunde-se com gestos e comportamentos chamados “não-verbais”. O Cérebro Reptiliano não sabe enfrentar situações novas, não sabe inovar e rejeita algo diferente dele. As características agressivas e sexuais, territorialidade, a fé religiosa, e a hierarquia social, estão localizadas no Complexo Reptiliano. Esse cérebro foi o primeiro estágio no desenvolvimento do ser humano, e ainda hoje, desempenha as mesmas funções. Contém toda a rede de neurônios necessária para realizar atividades para a reprodução e auto-preservação, o que inclui a regulação do coração, da circulação sangüínea e da respiração. Assim como os humanos, os répteis e os mamíferos também compartilham parte semelhante. O Cérebro Reptiliano, provavelmente, desenvolveu-se muitas centenas de milhões de anos atrás. Intuitivamente, termos reptilianos são usados para designar ações desse cérebro: como, por exemplo, “assassino frio” ou “a sangue frio”. O Complexo Reptiliano pode ser comparado ao Grau de Aprendiz na Maçonaria, onde o iniciado começa a desbastar sua pedra bruta, vencer vícios, sobrepujar comportamentos agressivos (instintivos) descontrolados, etc. O 1º Grau, de Aprendiz, é moral;


Circundando o Complexo Reptiliano, há o Sistema Límbico. A espécie humana tem o Sistema Límbico em comum com outros mamíferos, mas não com répteis.   O Sistema Límbico é a parte do cérebro localizado entre o Neocórtex e o Complexo Reptiliano, e é responsável pelas emoções. Descargas elétricas no Sistema Límbico, algumas vezes, resultam em sintomas similares àqueles produzidos por psicoses ou drogas alucinógenas. A glândula principal no ser humano, a pituitária, faz parte do Sistema Límbico. Ela influencia outras glândulas, controla o sistema endócrino e está associada às mudanças de humor e outros estados da mente.
Outro componente é a amígdala, profundamente envolvida na agressão e medo. Disfunções no Sistema Límbico podem produzir ódio, medo ou sentimentalismo sem causa aparente. Uma excessiva estimulação natural pode produzir os mesmos resultados. Provavelmente, está no Sistema Límbico a origem do comportamento altruísta. Com poucas exceções, os mamíferos e os pássaros são os únicos a cuidar de sua prole. É um desenvolvimento evolucionário importante. O comportamento animal comprova a idéia de que emoções estão presentes nos mamíferos e nos pássaros. O comportamento pesaroso de muitas mães mamíferas quando têm seus filhotes retirados de perto delas é bem conhecido. Talvez, os animais tenham mais emoções do que possamos supor. A parte mais antiga do Sistema Límbico é o córtex olfativo, relacionada ao odor, ao cheiro (incensos acesos nos trabalhos das Lojas maçônicas). O componente com maior habilidade para lembrar está localizado no hipocampo, também parte do Sistema Límbico. O Sistema Límbico compara-se ao Grau de Companheiro, onde o maçom já aprendeu a controlar seus instintos mais básicos, e começa a envolver-se com suas emoções superiores, aprendendo a conhecê-las e ordená-las. O 2º Grau, Grau de Companheiro, é emocional superior e mental;
O Novo Cérebro Mamífero ou Neocórtex, o último a se desenvolver caracteriza o ápice da evolução do reino animal. É o local da análise, do raciocínio, da intuição e da linguagem complexa específica do homem. O rato tem apenas um embrião de córtex e o gato é um pouco mais bem dotado. O cão e o cavalo também possuem um desenvolvimento cortical na parte posterior do crânio, mas apenas o ser humano é dotado de um córtex tão abrangente. O Novo Cérebro Mamífero processa os dados recebidos através dos sentidos, das imagens mentais e das diversas lembranças. Ele transforma as reações cerebrais em linguagem verbal e não-verbal. O Neocórtex produz atividades complexas como ler, escrever e calcular. Analisa, antecipa, decide e conceitua.

Existente em mamíferos mais evoluídos, primatas, entre os quais o “homo sapiens”, golfinhos e baleias, o Neocórtex é a parte mais complexa e ainda não totalmente decifrada do cérebro. Ao que indicam os estudos, para desempenhar determinadas atividades, algumas áreas do cérebro são ativadas, e apesar da especialidade, há uma grande cooperação para gerar o pensamento. Segundo Carl Sagan (1934-1996: astrônomo e biólogo norte-americano - maçom), o Neocórtex representa cerca de 85% de todo o cérebro. O Neocórtex é dividido em quatro lóbulos: frontal, parietal, temporal e occipital. Acreditava-se que no Neocórtex havia conexões principalmente entre os lóbulos - hoje, sabe-se que está conectado também ao cérebro sub-cortical através de muitas conexões neuronais. Cada lóbulo tem muitas e diferentes funções, algumas divididas entre vários lóbulos. Os lóbulos frontais estão relacionados com a deliberação, a regulação das ações, a iniciativa, a consciência. Ao que tudo indica, até a antecipação de movimentos do corpo são processados no lóbulo frontal. Os lóbulos temporais estão relacionados com uma variedade de percepções, dos sentidos. Os lóbulos parietais com a percepção espacial e a troca de informações com o resto do corpo. Os lóbulos occipitais com a visão, o principal sentido humano e de outros primatas também.   Se os lóbulos frontais estão envolvidos na antecipação do futuro então também este é o local das inquietações, das preocupações, do sofrimento antecipado (consciência da própria morte). Cada novo passo na evolução do cérebro foi acompanhado de mudanças fisiológicas dos componentes pré-existentes.

O Neocórtex pode ser comparado ao Grau de Mestre, 3º Grau, pois incorpora muitas transformações fundamentais do Complexo Reptiliano (Aprendiz) e Sistema Límbico (Companheiro). O Cérebro Neocortical não é, exatamente, “superior” aos outros dois – ele incorpora mais informações. Considerando os Graus e cérebros anteriores, o trabalho do maçom pode ser assim compreendido:

-Pedra Bruta e o Cérebro Reptiliano do Aprendiz indicam a responsabilidade individual do ser – vencer vícios, controlar comportamentos instintivos, etc..

- Pedra Polida e o Cérebro Límbico do Companheiro indicam o controle de emoções mais sutis, com a conseqüente formação de um critério interno de ordenação emocional e mental.

- Painel e o Cérebro Neocortical do Mestre Maçom revelam suas preocupações e interesses transpessoais e holísticos. Ele tem “consciência” das três etapas, da Unidade. Como indicado pelos pontos cardeais no Painel do Terceiro Grau, a orientação do Mestre mudou: ele olha para trás, em direção ao Ocidente, correspondendo à terceira virtude cardeal – a Caridade – que é um conceito mais profundo que Filantropia. A Caridade ocupa o mesmo lugar na escada das virtudes maçônicas que o Sol na escala dos Planetas. Na escada dos metais é o ouro e na das cores, o amarelo. Não é apenas doação – é a própria expressão do Amor - é Nutrição: ação de nutrir com ensinamentos, conhecimentos e sabedoria outros maçons e profanos. A Maçonaria tem como escopo o desenvolvimento desses indivíduos, integrados na Trindade, que afinal é a verdadeira Unidade.


As partes do cérebro não devem ser consideradas independentes, mas sim interdependentes, pois ao mesmo tempo em que, funcionam separadamente também se integram como uma Unidade.  

Em seu livro “Dragões do Éden”, Carl Sagan (maçom) cita o que considera uma interessante metáfora do psiquismo humano, contida no diálogo platônico “Fedro”:

“Sócrates compara a alma humana a uma carroça puxada por dois cavalos – um negro e um branco – que seguem direções diferentes, fracamente comandados pelo cocheiro. A metáfora da carroça em si é notavelmente semelhante ao chassi neural de MacLean; os dois cavalos ao Complexo Reptiliano e ao Córtex Límbico; e o cocheiro, que mal controla a carroça ziguezagueante e os cavalos, ao Neocórtex.”
Alguns filósofos, psicólogos e antropólogos como Régis Dubray, Merleau-Ponty, Jacques Lacan, Lévi-Strauss e outros, entendem que houve uma expulsão do “Paraíso”, quando o homem se tornou “consciente”, significando a ruptura do hominídeo com a Natureza. Esse desligamento foi como uma perda, cuja redenção tem acontecido através de uma construção coletiva de mecanismos simbólicos, permitindo ao homem um entendimento objetivo do Universo, através de uma percepção subjetiva (símbolos).

Como bem observa Carl Sagan, a Divindade proibiu, especificamente, o conhecimento da Árvore da Vida ou os julgamentos abstratos e morais que, estão “localizados” no Neocórtex. A Divindade expulsou Adão e Eva do Éden devido ao desenvolvimento de suas habilidades cognitivas – Disse a Divindade: “Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal; assim, para que não estenda a mão, e tome também da Árvore da Vida, e coma e viva eternamente (Gênesis, 3:22), ele deve ser expulso do Paraíso”. Após a expulsão do “Éden”, a espécie humana, no contexto bíblico é condenada ao trabalho árduo; ao uso de roupas; ao parto com dor (com o desenvolvimento do Neocórtex, o crânio humano aumentou de tamanho dificultando o parto) e ao crime (Caim mata Abel) – a civilização, metaforicamente, se desenvolveu a partir de Caim, o criminoso, isto é, afastou-se da Divindade. Mas também de Set, com a possibilidade de se reaproximar da Mesma.

Segundo o historiador judeu Josephus, o homem também perdeu a capacidade que tinha de comunicar-se com os animais.
- Cérebro e Maçonaria são Ritualísticos:

Ritualismo é um conjunto de cerimônias, de Rituais – os rituais são atos que têm por finalidade orientar uma força no sentido de uma ação determinada. O ritual é uma representação simbólica, é um procedimento padrão, que pode não estar ligado à religião.

Cérebro e Maçonaria interpretam a linguagem simbólica, metafórica, que é expressa através dos Rituais (e dos símbolos).

Os Rituais acessam diretamente o Cérebro Reptiliano – os Rituais “falam” diretamente ao instinto.

O cérebro humano se desenvolveu mais nos últimos duzentos mil anos – quando o “homo sapiens” apareceu na Terra. Mas, o homem passou 97% desse tempo em bandos nômades, que viviam da caça e da coleta – por isso, a resposta genética ainda é muito forte – com o Primeiro Cérebro.

É na Porção Primitiva do Cérebro que são gerados os atos e comportamentos mais básicos para a sobrevivência e preservação da espécie – os mecanismos de defesa, as posições hierárquicas no grupo e a delimitação de território. Apesar da dominância do Neocórtex, muitos dos atos humanos são realizados e compreendidos com base no Cérebro Primitivo, como nossos antepassados, há milhares de anos: possuíamos e possuímos comportamentos ritualísticos - matar para comer, tender a discriminar pessoas fora do grupo pessoal imediato (família, cidade, raça), defender o próprio espaço (domínio territorial). Sob esse pano de fundo biológico, desenvolveram-se as múltiplas culturas humanas, diversas entre si, mas todas tendo muitas coisas em comum, como a chamada “mente tribal”. Os Rituais Maçônicos atingem, diretamente, o entendimento do Cérebro Reptiliano, dessa mente ainda tribal. Todo Ritual provoca a oportunidade para uma transformação, e essa transformação tem um profundo efeito sobre o desenvolvimento dos hemisférios direito e esquerdo. A apropriada combinação mito/ritual oferece uma oportunidade para sintetizar o consciente e o inconsciente, a lógica e a intuição, o masculino e o feminino, o físico e o espiritual.
- Mente Consciente, Mente Inconsciente e Maçons:

Ainda não há um consenso em relação à definição de “mente”. Alguns autores entendem que a mente é a inteligência consciente e inconsciente do homem – não possui forma material, mas existência real – sua influência é perceptível no meio material. Ainda há muitas dúvidas sobre os supostos “poderes” da mente – fenômenos como telepatia, premonição, telecinesia, previsão. O inegável é que o homem é sua mente e o corpo é também resultado da mente.

A mente é uma só, mas tem duas funções ou características: mente consciente e mente inconsciente. A mente é dividida em duas partes. A parte consciente da mente é aquela que usa os cinco sentidos para absorver as informações, aceitando-as ou rejeitando-as. Inconsciente é aquela parte que aceita as informações que passam ou não pela mente consciente.

Os conceitos de mente consciente e de mente inconsciente foram propostos por vários filósofos, cientistas, literatos e pensadores, muito antes de Freud: Rousseau, Descartes e Locke, Goethe, Leibniz, Nietzsche, entre outros. Por exemplo, era conhecida e usada a analogia da mente como um iceberg, consistindo da consciência como a parte acima da superfície e um componente inconsciente na parte submersa, constituída por material escondido, mas não obstante, atuante na vida mental consciente.

Para o consciente há um limite no aprendizado – para o inconsciente não. Conforme o estudo apresentado pelo psicólogo americano George Miller no seu trabalho clássico “The Magic Number Seven” (1956) - marco inicial da Ciência Cognitiva - a consciência limita-se a cerca de sete (dois a mais ou a menos) segmentos de informação; sejam do mundo interno dos pensamentos ou do mundo externo. Acima de sete, esbarra-se em dificuldades de fazer distinções absolutas entre uma informação ou outra. Abaixo disso, as tarefas são executadas e controladas com maior facilidade. Por exemplo: para memorizar um número grande, deve-se dividi-lo em blocos de dois a, no máximo, sete algarismos.


Definido por Sigmund Freud (1856 – 1939 - maçom), médico neurologista judeu-austríaco, precursor da psicanálise, o consciente é considerado a parte da mente da qual se tem ciência, conhecimento. O nível consciente refere-se às experiências que a pessoa percebe,
incluindo lembranças e ações intencionais. A consciência funciona de

de acordo com as convenções de tempo e de espaço.
Parte do conteúdo
que não está consciente num determinado momento pode ser
trazido para a consciência; esse conteúdo é chamado pré-consciente. O pré-consciente é descrito como a camada entre o consciente e o inconsciente (o termo correto é pré-consciente, e não subconsciente). 
A consciência é um atributo pelo qual o homem pode conhecer e julgar sua própria realidade através do conhecimento imediato da sua própria atividade psíquica.

 Freud afirmou que, não há nenhuma descontinuidade na vida mental. Nada ocorre ao acaso e muito menos os processos mentais. Há uma causa para cada pensamento, para cada memória revivida, sentimento ou ação. Cada evento mental é causado pela intenção consciente ou inconsciente e é determinado pelos fatos que o precederam. Uma vez que alguns eventos mentais "parecem" ocorrer espontaneamente, Freud começou a observar e a estudar os elos ocultos que ligavam um evento consciente a outro.


A premissa inicial era de que há conexões entre todos os eventos mentais e quando um pensamento ou sentimento parece não se relacionar aos pensamentos e sentimentos que o precedem, as conexões estariam no inconsciente. Uma vez que estes elos inconscientes são descobertos, a aparente descontinuidade está solucionada.

O consciente realiza as tarefas de forma linear, age de forma lógica, seqüencial. É especialista no pensamento analítico, lógico, lida com a matemática e controla a linguagem verbal. O consciente analisa.


O maçom alimenta seu consciente com leitura, conversas edificantes, estudo, etc..
Freud criou o conceito de inconsciente individual - propôs uma mente dividida em camadas ou níveis, dominada em certa medida por vontades primitivas que estão escondidas sob a consciência e que se manifestam nos lapsos e nos sonhos. Entendia que o comportamento é governado por processos inconscientes, e não somente pelos processos conscientes. Para ele, no inconsciente estavam as “pulsões” – as pulsões de vida e as pulsões de morte, que são duas forças antagônicas e complementares. As pulsões de vida (“Eros”) se referem à auto-preservação e as pulsões de morte (“Tanatos”) à auto-destruição. Na teoria freudiana, o inconsciente propriamente dito consiste em processos reprimidos, exercendo pressão no componente consciente da mente da pessoa, e modelando sua vida cotidiana de modo substancial.

Segundo Freud, o inconsciente contém as partes da personalidade que poderiam ser conscientes se a educação, o ambiente social, etc. não as tivesse reprimido. No inconsciente estão elementos instintivos não acessíveis à consciência.
De acordo com Freud, as pessoas experimentam repetidamente pensamentos e sentimentos tão dolorosos que não podem suportá-los. Tais pensamentos e sentimentos (assim como as recordações associadas a eles) não podem ser expulsos da mente, mas, podem ser expulsos do consciente para formar parte do inconsciente.

Cada evento mental tem
explicação
consciente ou inconsciente.

Para Freud 90% das memórias estão no inconsciente – e somente 10% no consciente. Para ele, o inconsciente existe apenas do nascimento em diante, o que não explica regressões intra-uterinas e a vivências passadas. Alguns investigadores estão transformando o conceito de inconsciente individual, pesquisando a chamada memória extra-cerebral: as escolas terapêuticas transpessoais, tendo pesquisadores como Stanislav Grof (psiquiatra – Maryland – EUA), Brian Weiss (psiquiatra – EUA), e Morris Netherson (psiquiatra – EUA - há quarenta anos já conduziu mais de trinta mil regressões). A designação de memória extra-cerebral foi criada por Hamendras Nat Banerjee, pesquisador indiano, da Universidade de Jaipur, província de Rajastan, Índia, em 1973, quando começou a investigar o fenômeno. É uma pesquisa que apresenta acentuado indício em favor da reencarnação, tratando-se de uma tese ainda não científica.


Para os criadores da PNL, Grinder e Bandler, o conceito de consciente é o mesmo de Freud. Porém, entendem o inconsciente individual, diferentemente. Para eles o inconsciente não é um “porão escuro”, onde as pulsões se digladiam: é mais um sótão, ensolarado, e somente tem intenções positivas, no sentido de proteger o indivíduo de dores, sofrimentos. Mas não só isso: o inconsciente também impulsiona o indivíduo em direção à evolução, ao progresso, realizando escolhas mais úteis. A PNL aceita a noção de uma mente inconsciente que é um reservatório de idéias e desejos dos quais o indivíduo não tem consciência, e que constantemente afetam o comportamento. O inconsciente tem sempre uma intenção positiva – os comportamentos é que podem ser destrutivos. Por exemplo: intenção positiva: relaxar. Comportamento: ingerir bebida alcoólica. Porém, a pessoa pode mudar o comportamento – fazer meditação – meditação conserva a intenção positiva que é relaxar e, é um comportamento saudável, de auto-preservação. O inconsciente abrange todos os processos naturais do organismo, tudo o que já foi aprendido, e tudo que se pode perceber. A maior parte das ações é produzida de maneira inconsciente. O inconsciente pode ser acessado através da hipnose, de metáforas, contos, rituais, símbolos, fábulas, sonhos, relaxamento, meditação.

O inconsciente mantém todas as funções corporais vitais, e busca preservar o corpo de qualquer dano.

Principais Funções da Mente Inconsciente:

- Armazenamento de memórias: temporal e atemporal;

- Domínio das emoções;

- Organização de lembranças;

- Ancoragem de lembranças como as emoções negativas ainda não resolvidas;

- Apresentação destas lembranças ancoradas para a “racionalização” (para se

livrar dessas emoções negativas);

- Controle do corpo, fisiologia. Possui os padrões referenciais do funcionamento do corpo;

- Preservação do corpo. Manutenção da integridade física;

- Busca dos padrões morais mais elevados do ser;

- Controle e manutenção de todas as percepções regulares;

- Geração, armazenagem, distribuição e transmissão de “energia”;

- Reação com instinto e hábitos;

- Programado para buscar continuamente mais e mais;

- Precisa de repetições para os projetos à longo prazo;

- Independe das partes para o seu funcionamento;

- Simbólico. Utiliza e reage a símbolos;

- Assume tudo como pessoal;

- Trabalha dentro de um princípio do menor esforço. Busca caminhos de menor resistência;

- Processa em positivo.


O inconsciente está direcionado a atividades de caráter holístico e emprega a intuição e a criatividade. O inconsciente utiliza a linguagem corporal total

com significados e com emoções. O inconsciente armazena informações.


O maçom acessa seu inconsciente individual através dos símbolos e Rituais, pois o inconsciente dominando significados, intuição e criatividade de uma forma holística, liga conceitos holograficamente. Nas sessões maçônicas, o adepto está na maior parte do tempo, em contato com sua mente inconsciente, pois o ambiente, a Ritualística, os odores (incensos atingem diretamente o Sistema Límbico – evocando emoções), fazem com que entre em um estado alterado de consciência, com freqüência cerebral em ondas alfa e teta (hipnose, para-normalidade). O maçom obtém um entendimento mais completo de si mesmo, pois o inconsciente, armazenando as memórias temporal e atemporal, apresenta essas memórias para racionalização, para o crivo do consciente – buscando padrões morais mais elevados do ser. O inconsciente age dessa forma, porque controla a manutenção da vida (sempre no sentido de evolução, de progresso), utilizando e reagindo a símbolos. Os símbolos não estão sujeitos a imediata e clara compreensão ou interpretação. Cada maçom interpretará individualmente os símbolos – o entendimento dessa interpretação conduzirá às respostas para suas indagações mais profundas. Jung afirmava que um símbolo, em última análise, não define nem explica.
Carl Gustav Jung, (1875-1961 - maçom), psiquiatra suíço, discípulo de Freud, criou o conceito de inconsciente coletivo. Segundo Jung, o inconsciente coletivo não deve sua existência a experiências pessoais; ele não é adquirido individualmente – ele é herdado. É um conjunto de sentimentos, pensamentos e lembranças compartilhadas por toda a humanidade. É a herança das vivências das gerações anteriores. Desse modo, o inconsciente coletivo expressa a identidade de todos os homens, seja qual for a época e o lugar onde tenham vivido.
O inconsciente coletivo é um reservatório de imagens latentes, chamadas de arquétipos, do grego “arkhetypos”, palavra que significa “modelo primitivo” ou imagens primordiais, que cada pessoa herda. O arquétipo é aquilo de onde a idéia simbólica é derivada. A pessoa não se lembra das imagens de forma consciente, porém, herda uma predisposição para reagir ao mundo da forma como ancestrais do homem faziam. Por exemplo, o medo de cobras e aranhas, pode ser transmitido através do inconsciente coletivo: nossa espécie tem uma aversão inata, a tudo que tenha forma de cobras ou aranhas. Chimpanzés, gorilas e orangotangos, também possuem esse medo inato – essa repulsa, provavelmente, teve um importante valor de sobrevivência para nossos antepassados e outros primatas. Porém, os arquétipos podem ser tanto relativos a medos, angústias, como relativos a conteúdos agradáveis.

Os arquétipos, presentes no inconsciente coletivo são universais e idênticos em todos os indivíduos. Estes se manifestam simbolicamente em religiões, mitos, rituais, contos de fadas e fantasias. Entre os principais arquétipos estão os conceitos de nascimento, morte, sol, lua, fogo, poder, mãe, e outros...

Cada maçom, nos trabalhos em sua Loja, está acessando o inconsciente coletivo, obtendo ensinamentos diretamente desse reservatório universal, patrimônio de toda a humanidade. Para Jung, a própria intuição é uma comunicação do inconsciente coletivo, que não se origina nem da experiência, nem de aquisição pessoal – ela é inata no ser humano e designa uma natureza universal. Esse material coletivo, somente pode ser reconhecido quando seu conteúdo se torna consciente. A estrutura simbólica e Ritual da Maçonaria identifica numerosas heranças inconsciente coletivas, procedentes de diversas e antigas tradições. Os arquétipos ou símbolos são uma linguagem metafórica. O Ritual realiza uma transcendência, através da referência que se estabelece do profano ao sagrado.

Se Freud demonstrou que mais poderoso do que o consciente é o inconsciente individual ou pessoal, Jung comprovou que, entre o inconsciente individual e o coletivo, quem domina mesmo é o inconsciente coletivo, uma somatória de conteúdos que fazem parte da espécie humana e estão presentes em todo indivíduo.

Além do inconsciente individual, descoberto por Freud e do inconsciente coletivo, estudado por Jung, ainda há outro campo do inconsciente, pesquisado por Szondi.
Léopold Szondi (1893-1986), médico geneticista, psicopatologista e psicanalista húngaro, idealizou o conceito de inconsciente familiar. Suas pesquisas foram influenciadas por Sigmund Freud e Ludwig Binswanger e abordaram a hereditariedade e a teoria gênica. Szondi verificou a existência de uma "camada" intermediária no inconsciente humano, entre o individual e o coletivo, derivada de material genético transmitido familiarmente - inconsciente familiar. Ele comprovou, após mais de trinta anos de estudos em laboratórios de pesquisa genética, a transmissão, de pais para filhos, de memórias emocionais derivadas de problemas fundamentais não resolvidos: segundo Szondi, todas as pessoas são impelidas por conteúdos inconscientes, resultantes de conflitos emocionais vividos por seus antepassados, (além dos conteúdos do inconsciente individual e do inconsciente coletivo) e não inteiramente resolvidos até o momento, razão pela qual foram transmitidos para as gerações futuras. Assim, submetidas a pulsões ancestrais que atuam inconscientemente, as pessoas "buscariam" determinados tipos de experiência de vida para tentar resolver certos tipos de conflitos emocionais que seus ancestrais não puderam ou não conseguiram resolver na própria vida.

Szondi considerava que as pulsões ancestrais seriam fatores determinantes do destino humano, na medida em que influenciariam as escolhas do indivíduo em todos os níveis da sua existência, até de doenças e da própria morte. Estabeleceu o termo tropismo para designar o direcionamento da conduta, fazendo analogia com o reino vegetal, porém atribuindo-lhe novo significado, no sentido de determinação inconsciente das escolhas.
Para que o indivíduo deseja fazer parte da Maçonaria? A resposta pode estar, entre outras, no inconsciente familiar. O futuro maçom, orientado por seu inconsciente familiar para essa escolha, terá um vasto campo de opções na Maçonaria, para otimizar sua conduta e seu aperfeiçoamento pessoal - canalizando as pulsões familiares ancestrais de uma forma positiva (há tropismos positivos e negativos): estudando, praticando a filantropia, mantendo-se no reto caminho, exercendo a fraternidade, etc..
- Símbolos e Rituais Maçônicos:

Como instituição iniciática, a Maçonaria adota para o ensino e estudo de sua filosofia, a apresentação de símbolos e Rituais. Este método consiste na interpretação intuitiva dos símbolos e Rituais, e é eminentemente auto-didático.

Ritual Maçônico é uma representação, uma demonstração alegórica, um teatro ritualístico. Rituais (ou cerimônias) são fundamentais para o maçom. Dentre eles, destacam-se: o Ritual de Iniciação: de profano a Aprendiz; Ritual de Elevação: de Aprendiz a Companheiro; e o Ritual de Exaltação (Rito Escocês Antigo e Aceito) de Companheiro a Mestre, que é a encenação da morte de Hiram Abiff. Os Rituais são cerimônias de transformação interior - há uma interconexão entre o consciente e o inconsciente.

“Iniciação” é uma palavra oriunda do latim “initiare”, “início ou começo em”. O termo “iniciação” tem um sentido designado pelo uso comum da palavra: é o “início” de alguma coisa. Mas a expressão “Ritual Iniciático” é usada em dois contextos diferentes: em primeiro lugar, um Ritual Iniciático é a cerimônia de aceitação de um indivíduo por determinado grupo. Nessa primeira acepção, o Ritual Iniciático tem um caráter social, que demarca a relação da pessoa com a coletividade ou com algum segmento da sociedade. Portanto, quando o indivíduo entra para um determinado grupo, esse ingresso é comemorado com um Ritual de Iniciação.

Em segundo lugar, a expressão “Ritual Iniciático”, indica não uma mudança de condição social, mas uma transformação interna: o que se modifica é o próprio ser do iniciado e, conseqüentemente, sua consciência e percepção. Trata-se de uma verdadeira transmutação, no sentido alquímico do termo. E, ao contrário do primeiro tipo, não envolve uma cerimônia pública. É um reconhecimento externo de uma mudança interior, que já se processou. Neste segundo sentido, a Iniciação ocorre quando o neófito estabelece contato com as forças arquetípicas e deixa seu campo de consciência ser transformado pela exposição a essas forças, que se expressam por meio de manifestações simbólicas, que cabem a ele decifrar. O cérebro, durante práticas de Rituais (ou de meditação), passa a operar em ondas mais lentas. Durante o Ritual, o indivíduo entra num estado alterado de consciência, com ondas cerebrais alfa e teta, que lhe permitem acessar o inconsciente. Esse estado alterado de consciência é alcançado pelo pensamento e a emoção, colocados na dramatização. Quando acontece a emoção (intensidade e perfeição na atuação de cada maçom), o cérebro não consegue perceber o que é “realidade” e o que é “teatro”, entendendo o Ritual como realidade no presente. E, cada maçom, acessando seu inconsciente individual, estará conectado com o inconsciente coletivo.

No Ritual de Iniciação, há uma transmutação, um renascimento interior, proporcionando uma nova percepção de si mesmo e do mundo. O iniciado passa por “provas”, como acontece com cada indivíduo durante sua vida.


Por esse motivo, o símbolo maçônico da Iniciação é a morte – morrer para a vida profana e renascer para a Vida Maçônica. Morte e nascimento são dois aspectos entrelaçados e inseparáveis de toda mudança.

Os Rituais de Iniciação na Maçonaria englobam esses dois sentidos. O Ritual se destina a legitimar o ingresso do indivíduo na Ordem, e concomitantemente, seu interior está se desenvolvendo por meio de uma série de evoluções graduais que vão ampliando seu consciente e inconsciente. A Iniciação tem como especial e fundamental objetivo, dissolver e eliminar aspectos negativos, que possam estar impedindo o crescimento pessoal: medos, egoísmo, etc. O ato da Iniciação não pretende extirpar definitivamente do homem seu ser profano e o mundo. A finalidade é fazê-lo conviver com o profano e o conhecimento sagrado.

Os símbolos utilizados na cerimônia têm como finalidade, agregar as forças arquetípicas para o iniciado. A promoção na hierarquia da Ordem ocorre, quando sua consciência (do iniciado) atingiu um grau de desenvolvimento satisfatório. Os Graus maçônicos são os degraus do conhecimento a serem alcançado pelo iniciado.

Como todo processo de metamorfose, não há retrocesso para o iniciado. Uma vez maçom, sempre maçom. Transposto o portal que transmuta o indivíduo, ele jamais será o mesmo. O iniciado morre para uma realidade e renasce para outra dimensão de sabedoria. As conseqüências do Ritual são irreversíveis: o milho que vira pipoca, jamais volta a ser milho. O iniciado fez o voto de caminhar sempre adiante, portanto, não pode mais retroceder.

Nos Rituais, são interpretadas, dramatizadas e vivenciadas várias situações arquetípicas - arquétipos primordiais, muito mais antigos que a própria linguagem. Os Rituais, praticados em segredo são a imagem de processos interiores, permitindo a elevação para o conhecimento, a sabedoria, de maneira progressiva. Os ensinamentos da Ordem dão-se, preferencialmente, através de três caminhos: Rituais, Devocionais e Contemplativos. Os Rituais são o caminho da ação e são o principal método de ensinamento da Ordem. No caminho da devoção, há o uso da meditação, obediência e amor fraterno – os aspectos devocionais acontecem por meio dos trabalhos filantrópicos. O caminho contemplativo acontece com o estudo de símbolos e os valores que esses símbolos representam.

Os Rituais estão carregados de alegorias e simbolismos que se impõem desvendar e assimilar. Os símbolos utilizados pela Maçonaria têm origens diversas. Alguns autores dividem esses símbolos em dois tipos principais: os que tiveram origem na Maçonaria Operativa e os que foram introduzidos a partir de conhecimentos ocultistas, que se integraram à Maçonaria Especulativa (Alquimia, Hermetismo, Astrologia, Numerologia, Cabala). Mas todos os símbolos devem ser assimilados pelo maçom e interpretados de acordo com sua inteligência, grau de evolução interior, sua maneira de ser e sentir. Os símbolos são oriundos de diversas crenças, filosofias, antigos mistérios, mas isso não implica que os maçons partilhem dessas crenças. As mensagens contidas nos símbolos serão interpretadas, compreendidas e interiorizadas, e passarão a fazer parte do ser e da experiência de cada maçom. Ser maçom implica integrar o racional a uma entrega mística. Os Rituais e o estudo da simbologia permitem que os maçons progridam no entendimento racional e emocional, nos conceitos que a Maçonaria transmite. Com o aprofundamento de seus estudos, o maçom encaminha-se para a verdadeira “espiritualidade” – sem dogmas, livre de crenças religiosas. Na realidade, é mais um princípio filosófico “espiritualista”: considerar que no homem e no Universo há “algo mais”, seja do ponto de vista “imanente” ou “transcendente”. Essa espiritualidade é um aspecto indissociável da condição humana, e está muito mais além do que qualquer religião: espiritualidade é o que coloca cada ser diante do absoluto, do infinito, do todo, da eternidade, de seu “Deus”, de si próprio. A espiritualidade maçônica é uma espiritualidade livre, pois sugere um caminho individual para a relação com a Divindade, com o Divino. A Ordem, respeitando as diferentes opções religiosas, não despoja o indivíduo de seu entendimento espiritual. E, esse respeito é a base da harmonia e da tolerância maçônica.


Como ensina Carl Sagan (maçom): “

é essa espiritualidade que nos permite sentir de uma forma mais intensa e profunda a beleza de uma trilogia muito famosa e que define bem os grandes valores da humanidade: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. E quando chegamos a esta fase em que, enquanto vamos construindo o nosso templo interior, e vamos estabelecendo fortes laços de união com os nossos Irmãos, é que estaremos realmente aptos a influenciar, positivamente, a evolução da humanidade e a defender todos os seus grandes valores”.

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- Hemisfério Esquerdo, Hemisfério Direito e Ritos:

O cérebro é a maior parte do encéfalo humano. O cérebro humano requer 25% do sangue que o coração bombeia, e é particularmente complexo e extenso. Seu aspecto assemelha-se ao miolo de uma noz.

O cérebro humano como já visto, é triúnico, segundo MacLean. E, além de triúnico, apresenta dois hemisférios. Quando visto de cima, um grande sulco (fissura inter-hemisférica) separa o cérebro em duas metades: esquerda e direita, unidas pelo corpo caloso (consistindo em feixe de nervos), os quais trocam informações e se complementam, sendo que cada lado recebe e aprimora determinados estímulos e “opera” a parte oposta do corpo.

O hemisfério esquerdo responde pelo raciocínio lógico, e capacidade verbal. Hemisfério dominante em 98% dos humanos, é responsável pelo pensamento lógico e competência comunicativa. Nos canhotos as funções estão invertidas. Entende-se o hemisfério esquerdo como dominante, pois nele estão localizadas duas áreas especializadas: a Área de Broca, o córtex responsável pela motricidade da fala, e a Área de Wernicke, o córtex responsável pela compreensão verbal. A importância do hemisfério esquerdo, para a linguagem, foi descoberta no último século. O hemisfério esquerdo controla o lado direito do corpo.

O corpo caloso, localiza-se no fundo da fissura inter-hemisférica, ou fissura sagital, é a estrutura responsável pela conexão entre os dois hemisférios cerebrais. Essa estrutura, composta por fibras nervosas de cor branca (feixes de axônios envolvidos em mielina), é responsável pela troca de informações entre as diversas áreas do córtex cerebral. O cérebro é composto por cerca de cem bilhões de células nervosas, conectadas umas às outras e responsáveis pelo controle de todas as funções mentais. Além das células nervosas (neurônios), o cérebro contém células da glia (células de sustentação), vasos sangüíneos e órgãos secretores. Ele tem três componentes estruturais principais: os grandes hemisférios cerebrais, em forma de abóbada (acima), o cerebelo, menor e com formato meio esférico (mais abaixo à direita), e o tronco cerebral (centro). Embora os hemisférios cerebrais tenham uma estrutura simétrica, ambos com os dois lóbulos que emergem do tronco cerebral e com áreas sensoriais e motoras, certas funções intelectuais são desempenhadas por um único hemisfério.

O hemisfério direito responde pelos sentimentos, e capacidade intuitiva e visual. Durante muito tempo, acreditou-se que o hemisfério direito era totalmente supérfluo. Nos anos sessenta, a epilepsia, era tratada através do corte do feixe nervoso (corpo caloso) que liga os dois hemisférios. O resultado deste procedimento foram os “doentes de cérebro dividido” que possuíam dois cérebros independentes Deste modo, era possível, por exemplo, mostrar imagens a um hemisfério que o outro hemisfério não reconhecia. No início da década de 1960, o Dr. Roger Sperry e sua equipe trabalhando em um grande hospital americano realizaram várias experiências com pacientes epiléticos, os quais tiveram as conexões entre os seus hemisférios cerebrais (direito e esquerdo) desfeitas através de uma cirurgia como uma maneira de reduzir os efeitos da epilepsia. Os estudos de Sperry confirmaram que os dois lados do cérebro cumprem funções diferentes. O lado esquerdo (que controla o lado direito do corpo) lida principalmente com a linguagem, a lógica e o tempo; e o lado direito, principalmente, com emoção, imaginação, visão, intuição e orientação espacial. Muitas outras experiências como essa vêm confirmando essas descobertas, e em 1983, Roger Sperry ganhou o Prêmio Nobel de Medicina pelo seu trabalho sobre dominância cerebral. Assim, foi descoberto que o hemisfério esquerdo manifesta-se através do raciocínio e se “expressa” através da linguagem oral; lidera tarefas que estão relacionadas com a função e com a lógica, e o hemisfério direito, com a forma e a unidade. O hemisfério direito se “expressa” através da linguagem simbólica – imagens, etc. O hemisfério direito comanda as atividades motoras e sensoriais do lado esquerdo do corpo. É responsável pelo pensamento simbólico e criatividade. É provável que os ambidestros tenham componentes semelhantes nos dois hemisférios. E, talvez, por isso, os canhotos forçados a escrever com a mão direita fiquem gagos.

Hemisfério Esquerdo: verbal, analítico (resolve problemas passo a passo), temporal, racional, lógico, linear (idéias concatenadas).

Hemisfério Direito: não verbal, sintético (unifica as partes para concluir), abstrato (linguagem simbólica), analógico (semelhança entre as coisas – compreende as relações metafóricas), atemporal, não racional, intuitivo (baseia-se em dados incompletos), holístico (entende o problema como um todo). Para que a memória funcione adequadamente no processo de informação, o ideal é a integração entre os dois hemisférios, equilibrando o uso de suas potencialidades.

A Maçonaria congrega vários Ritos, e como escola iniciática, através dos Ritos e de seus respectivos Graus, transmite conhecimentos ancestrais, aprimorando o indivíduo, permitindo que ele melhore a si mesmo, a seu próximo, e a humanidade. O encadeamento dos Graus de conhecimento de um método particular é definido como Rito – porém, a Ordem é uma Unidade, é Una, pois os maçons, de quaisquer Ritos, partilham os mesmos ideais, observam os princípios fundamentais maçônicos, e há a incorporação de metáforas, dramatizações, alegorias e símbolos como estrutura básica para o estudo individual de cada maçom. O cerimonial de cada Rito Maçônico é o seu Ritual. Os Ritos apresentam diferenças em seus Rituais, devido a interpretações variadas de textos históricos, influências sociais, religiosas, etc. Porém, todos os Ritos são concordes em relação à doutrina, filosofia e simbologia. Essa variedade de Ritos só fortalece a Ordem, pois demonstra diversidade espiritual, cultural e intelectual no exercício da liberdade do pensamento. Diversos caminhos levam, coerentemente, a um mesmo ponto de convergência, que é o ideal maçônico. “E Pluribus Unum” –“A Unidade na Diversidade”.

Cada Rito, de acordo com suas características e peculiaridades, pode ser identificado como esquerdo ou direito, como as duas partes desse cérebro que é a Maçonaria. O corpo caloso, isto é, o corpo de maçons funciona como ligação entre esses dois hemisférios, transitando pelos variados Ritos. Há diferentes Rituais, praticados pelos diferentes Ritos maçônicos. Em cada Grande Loja podem ser praticados um ou mais Ritos.

Não há um Rito “melhor” que outro, assim como não há um hemisfério cerebral “melhor” que o outro – existe a adequação para cada maçom, num determinado momento de sua vida de um determinado Rito. Há muitos Ritos Maçônicos praticados em todo o mundo. No Brasil, são praticados seis Ritos, alguns deles reconhecidos e praticados internacionalmente. São eles : o Rito de Schröder ou Alemão (pouco praticado no Brasil), o Rito Francês ou Moderno, o Rito de York (Emulation Rite - o mais praticado no mundo), o Rito Adonhiramita, o Rito Brasileiro e o Rito Escocês Antigo e Aceito (o mais praticado no Brasil).

Por suas características, o Rito Francês ou Moderno, o Rito de Schröder, e o Rito de York (“Emulation Rite”) são exemplos de Ritos mais compatíveis com o hemisfério esquerdo. O Rito Francês ou Moderno não preconiza invocações, preces,   nem um padrão “religioso” - na Iniciação, o candidato não presta juramento, mas sim, um compromisso de honra. O Rito de Schröder, com o fundamento que a Maçonaria deveria  apenas conservar    suas características  fundamentais  iniciais, expurgou a parte mística - é um Rito muito simples, e trabalha nos três Graus simbólicos: Aprendiz, Companheiro e Mestre. Schröder entendia que a Maçonaria não era uma sociedade esotérica. Por isso, enfatizou no seu Ritual o ensinamento de valores morais e a propagação do espírito humanístico, dentro do verdadeiro amor fraternal, estimulando o autoconhecimento. Preserva a importância dos símbolos.


O Rito de York (“Emulation Rite”) também não possui Altos Graus; é constituído pelos três Graus simbólicos. Sobrepondo-se ao Grau de Mestre, sem ser um novo Grau propriamente dito, existe o chamado “Real Arco”.

Mais compatíveis com o hemisfério direito são exemplos o Rito Escocês Antigo e Aceito, o Rito Adonhiramita e o Rito de Misräin ou Egípcio. Esses Ritos são formados também por Altos Graus ou Graus Filosóficos (além dos três Graus Simbólicos), ensejando o estudo esotérico e/ou místico.

O Rito Escocês Antigo e Aceito, R.E.A.A., foi o primeiro Rito maçônico a possuir Altos Graus. É um Rito derivado do Rito de Heredon e é composto por três Graus simbólicos e trinta Graus Filosóficos, que são os Graus Elevados. Os Graus Elevados ou Filosóficos, são geridos por vários Supremos Conselhos, que têm como objetivo manter a uniformidade mundial dos Rituais e dos métodos utilizados. No Rito Escocês Antigo e Aceito cada Iniciação evoca a lembrança de uma religião, de uma escola, ou de alguma instituição da Antigüidade: doutrinas judaicas, conhecimentos egípcios, ensinamentos baseados no cristianismo e representados sobretudo pelos Rosa-Cruzes, etc..

Rito Adonhiramita - Esse Rito teve origem na crença dos franceses de que o principal arquiteto do Templo de Salomão tenha sido Adonhiram e não Hiram Abiff. Depois de uma época de grande difusão, acabou desaparecendo. Porém, no Brasil (onde foi o primeiro Rito praticado), ele permaneceu, fazendo com que o país seja hoje o centro do Rito, que teve seus Graus aumentados de treze para trinta e três. Atualmente, só é praticado no Brasil. O Rito Adonhiramita é deísta. As práticas Ritualísticas do Rito Adonhiramita são das mais belas, entre as dos diversos Ritos, segundo autores maçônicos. O Rito Adonhiramita é o mais complexo e o de maior riqueza Ritualística, não só nas cerimônias de Iniciação, Elevação e Exaltação, mas até nas sessões mais simples.

Rito de Misräin ou Egípcio – Provavelmente, surgiu na Itália em 1813 e foi levado para a França por Marc, Michel e Joseph Bédarride. O Rito possui noventa Graus divididos em quatro séries: a Primeira Série chamada de Simbólica vai do Grau 1 até o 33, a Segunda Série chamada de Filosófica vai do Grau 34 até o Grau 66, a Terceira Série chamada de Mística vai do Grau 67 até o Grau 77 e a Quarta Série chamada de Cabalística vai do Grau 78 até o Grau 90. A Lenda do Rito de Misräin não está centralizada em Hiram Abiff, mas em Lamec, e a passagem não está em Reis e sim em Gênesis.
6 – Sociedade Planetária - Maçonaria e Terceiro Milênio

No ano de 2001, entramos no Terceiro Milênio: satélites, viagens interplanetárias, novas psicotecnologias (entre as quais a PNL), mapeamento do genoma humano, internet, cibernética, globalização - a espécie humana enfrenta novos desafios, pois os antigos paradigmas são insustentáveis. A Terra é um frágil Planeta de água, não é plana, não é fixa, e não é o centro do Universo em torno da qual giram todos os corpos celestes. Hoje se sabe que o Sol não é o centro do Universo, mas sim uma estrela entre milhões de outras. Os homens são mais uma espécie animal entre tantas outras. Em síntese: o homem não é o centro de tudo.

A humanidade descobriu a interdependência: todos os países, cidades, bairros, seres viventes, estão ligados quânticamente, envolvidos uns com os outros nos campos da economia, política, ecologia... A palavra “ecologia” e seu conceito foram proclamados em 1866, pelo biólogo alemão Ernst Haeckel (discípulo de Darwin).

Numa definição da AME – Fundação Mundial de Ecologia, criada em 1976:

“Ecologia é um nível superior de pensamento, onde tudo está relacionado com tudo, inclusive com as soluções. Como ciência do inter-relacionamento homem/natureza, ela não pode ser vista apenas como o estudo do meio físico, pois de suas pesquisas e análises, depende a compreensão da harmonia entre o homem e o ambiente”.

O Planeta Terra é nosso lar, lugar que compartilhamos com todos os seres vivos, e mais do que nunca, os conceitos de homem ecológico e homem planetário se impõem. O homem ecológico é aquele que, se sente parte e não gestor do seu habitat – que o compartilha com outras espécies animais, vegetais e minerais. O cidadão planetário é aquele não dividido, unido ao Universo.

O principal desafio da humanidade é preservar a vida, e as condições de vida sustentável no Planeta. Mais da metade dos animais e plantas que existiam, já foram extintos; dois terços de todas as espécies de aves estão ameaçados de extinção: todos os dias desaparecem cinqüenta espécies de plantas e dez espécies de animais; todos os dias são desmatadas vastas extensões de florestas tropicais; todos os dias são despejados esgotos, sem tratamento, nas águas de rios e mares.

Atitudes devem ser repensadas e, urge mudar. Essa mudança, necessariamente, começa pela transformação pessoal. O impulso evolutivo induz cada ser individualmente, a buscar crescer, melhorar, aperfeiçoar-se. Toda sociedade é o reflexo do cidadão. Só o indivíduo pode gerar uma ampla modificação coletiva - preceito fundamental da Maçonaria. O microcosmo projeta o macrocosmo.

Hábitos perniciosos do dia a dia devem ser alterados, porque a humanidade já experienciou a falência do atual modelo de vida coletivo.

Instituir ações como: reciclar o lixo inorgânico, compostar lixo orgânico (fazer adubo), tratar esgotos, utilizar energia solar e eólica, biogás, optar pelo vegetarianismo (a pecuária requer enormes quantidades de água), economizar água, energia, são atitudes básicas de sobrevivência.

A vida deverá ser privilegiada, e o modelo biocêntrico posto em prática – a vida no centro: organização do mundo em função da vida. A Natureza é um sistema vivo e, é a vida que orienta sua construção e permanência.

Alternativas viáveis de coexistência no Planeta devem ser buscadas, com o reaprendizado de concepções holísticas e integradas da vida. O homem planetário pertence a um amplo e novo paradigma: cidades, estados, países sem fronteiras mentais, políticas ou religiosas. Atitudes sociais com a finalidade precípua de salvar e conservar o Planeta, e a descoberta da conexão com outros seres humanos – amor e fraternidade. Uma consciência planetária desponta.

Cada vez mais são criados e articulados grupos, movimentos, redes, privilegiando objetivos coletivos. Esses indivíduos cooperativos, através desses grupos, ajudam a criar coerência no caminho de uma transformação mais ampla – há grupos voltados à ecologia, a favor da paz e dos direitos humanos, de combate à fome mundial, contra usinas nucleares, etc..

As sociedades iniciáticas fazem parte desse movimento, pois são organizações com a finalidade de auxiliar e impulsionar o homem em sua evolução. Agem no terreno social, político, sendo responsáveis por grandes transformações. E, entre as sociedades iniciáticas, a Maçonaria conquistou uma posição de destaque. Sua determinação é a de combater o “mal”, a ignorância, a inércia, a passividade, as superstições, e as ações de seres que se opõem à evolução humana.

A Maçonaria, com seus conceitos de aperfeiçoamento individual, visão libertária, desenvolvimento e progresso da humanidade, impulsiona o maçom a uma multiplicidade de papéis. O mundo novo é o antigo, transformado. Os ideais da Maçonaria nunca foram tão modernos e necessários – Liberdade, Igualdade e Fraternidade: o maçom é livre para escolher seu caminho de aperfeiçoamento pessoal; considera todos seus iguais; entende a fraternidade como pressuposto básico do amor ágape. O maçom ressurge com o papel transformador de homem ecológico e planetário: nessa sociedade tecnológica, abraçando as conquistas da ciência - e conservando as tradições morais, intelectuais, filosóficas, culturais, ritualísticas, alcançando as mentes e os corações.

A Maçonaria é uma entidade iniciática, filosófica, educativa e filantrópica. O trabalho maçônico tem como objetivo tornar o mundo “melhor”, estimulando o crescimento do maçom, com o seu desenvolvimento espiritual e sua elevação ética e moral. O maçom, para tornar o mundo “melhor”, deve aperfeiçoar-se, tornando-se livremente responsável. Crescendo e aperfeiçoando-se, transforma a comunidade que o rodeia e na qual está inserido, pois com o aprendizado maçônico sutilizam-se seus conceitos intelectuais, culturais, morais, espirituais e sua forma de interagir com outros maçons e profanos. Um processo que se apresenta individual, torna-se um processo transformador da sociedade, impulsionando os maçons como construtores do presente e gestores do futuro. O maçom pode influenciar positivamente, a vida de sua família, de seus amigos, de seus vizinhos, de sua cidade, de seu estado, de seu país, do Planeta. Ser o propagador da justiça, da caridade, da liberdade, dos direitos e deveres do exercício da cidadania. A nova sociedade planetária exige a atuação madura do indivíduo, não só na exigência de seus direitos, mas também na consciência do cumprimento de seus deveres.

O Dr. Márcio Bontempo, médico e sociólogo, propõe uma interessante “Declaração Universal dos Deveres do Homem (a “Declaração dos Direitos do Homem” foi redigida em nome da ONU – Organização das Nações Unidas, em 1948, em Paris, França), cujos itens, curiosamente, já são “conhecidos” e exercidos pelos membros da Maçonaria há muito tempo, constando da doutrina e filosofia dessa Instituição:

1- Todo homem tem o dever de zelar pela Vida. A Vida é um bem comum de toda a humanidade, e como tal, deve ser respeitada em todas as suas possibilidades;

2- O meio ambiente é a casa de todos. Todo homem tem o dever de lutar contra sua destruição e de evitar sua degradação, em todas as suas possibilidades;

3- A saúde é o bem mais precioso do homem. É dever de todos se oporem às ações, que ponham em risco a saúde individual, coletiva ou das futuras gerações;

4- É dever de todo homem comportar-se em harmonia com as leis que regem a Vida, evitando atos que possam produzir danos ao próximo ou ao meio ambiente;

5- É dever de todo homem não participar e opor-se à guerra, agindo sempre a favor da paz e da fraternidade humana, em todas as suas possibilidades;

6- É dever de todo homem proteger as crianças, os fracos e os seres menos favorecidos, segundo as condições e as possibilidades individuais;

7- É dever de todo homem cultivar os valores humanistas e universais, opondo-se a toda forma de manipulação e controle do homem ou da sociedade;

8- É dever de todo homem não impor suas idéias a outrem e respeitar outras idéias, ideais, religiões, filosofias e formas de pensar diferentes das suas, favorecendo assim a concórdia universal;

9- É dever de todo homem proteger e respeitar nossos irmãos menores, os animais, evitando-lhes qualquer tipo de sofrimento, e garantindo-lhes a liberdade e a vida, em todas as suas possibilidades;

10- Todo homem tem o dever de opor-se a qualquer tipo de discriminação, seja racial, religiosa, social, política, etc. e de posicionar-se a favor da concórdia, da paz e da unidade humana;

11- É dever de todo homem amar e respeitar este Planeta, atuando sempre no sentido construtivo e de continuidade da existência dos seres, dos povos e da evolução;

12- Todo homem tem o dever precípuo de cultivar a benevolência, o amor ao próximo, a humildade e o espírito de fraternidade.
A Ordem deve desempenhar seu papel como parte ativa e atuante dessa nova sociedade humana, de variadas formas: desenvolvendo seus membros nos aspectos esotéricos, espiritualistas, morais, orientando o crescimento pessoal, continuando a respeitar individualmente cada maçom, aceitando suas crenças, ensejando assim, cidadãos livres, livres pensadores, na busca e investigação da Verdade; reconhecendo e compreendendo com consciência sua importante atuação social e política, conforme demonstram experiências do passado; estimulando a prática da filantropia e caridade, através de ações
educativas: cursos, orientação profissional, criação de escolas e assistência a comunidades carentes, contribuindo para a formação dos arquitetos desse novo tempo. Os maçons já possuem as ferramentas básicas para a ação: uma Instituição eclética e universalista que abriga os mais variados exemplos do pensamento humano e uma diversidade de homens "livres e de bons costumes". Essas condições fazem do maçom um homem já “pronto”, para enfrentar ativa e eficazmente os futuros desafios pessoais e sociais. O papel do maçom não está restrito ao trabalho dentro das Lojas: mais do que nunca, ele é necessário também fora delas, como obreiro da paz, construtor das bases de uma nova sociedade.

O ideário maçônico pode conduzir às soluções dos novos desafios: a Liberdade envolverá conceitos não só políticos ou ideológicos, mas ecológicos, sociais, culturais, intelectuais, espirituais. As Liberdades externa e interna devem ser buscadas constantemente, para que haja o desenvolvimento e aperfeiçoamento espirituais, e dessa forma um crescimento da vida interior e externa do homem. No plano político e ideológico,


a expressão desta Liberdade interior será a democracia globalizada dessa Nova Era. Em um texto de 1940, sobre a Liberdade, Einstein definiu pontos centrais para a transição da atual sociedade humana em direção à civilização próspera e luminosa do futuro: “o novo ser humano precisa ter uma liberdade interior, uma profunda liberdade de pensamento. O ser humano não pode ser forçado a aceitar dogmas religiosos, filosóficos ou políticos. Deve aprender a ver as coisas por si mesmo, sem correr o risco de ser perseguido ou marginalizado por isso. Esta liberdade de espírito consiste na independência de pensamento em relação às restrições provocadas por preconceitos sociais e autoritários, mas também em relação às rotinas e aos hábitos em geral”.

A Igualdade conduzirá à consciência universal, através da consciência individual – e essa consciência universal é inimiga de qualquer tipo de violência e/ou constrangimento. Independentemente das barreiras nacionais e culturais, crescem as relações diretas entre as pessoas e grupos de pessoas.

A Fraternidade Maçônica será expandida para um núcleo de Fraternidade Universal, independente de credo, raça, classe social ou ideologia. O mesmo princípio que define a Fraternidade Maçônica definirá a Fraternidade Universal: servir a outros indivíduos de um modo livre, criativo e independente, pelo prazer do trabalho, pelo prazer de ver os resultados positivos deste trabalho para a comunidade. Ajudar a construir uma sociedade de seres humanos independentes, livres e felizes, será a meta de cada indivíduo, inspirado pelo ideário maçônico. Compreender que o grande objetivo da Vida é a “elevação” da consciência de cada ser humano, até fundir-se com a consciência divina universal, conforme sua crença individual.

Segundo a lenda bíblica de Adão e Eva e seus filhos Caim, Abel, Set e mais outros filhos e filhas, entende-se essa metáfora em relação a nosso cérebro: antes do “pecado”, do assassinato no “Éden” o cérebro humano era uno, não tri-partido. O ser humano, em outras épocas, utilizou amplamente o poder de seu cérebro inteiro, extremamente capacitado (Atlântida? Lemúria? Os “deuses” da Suméria? Os anunnakis, de Zecharia Sitchin?). Porém, essa utilização revelou motivos ignóbeis, egoístas, conduzindo a uma ruptura com a Natureza, tendo a espécie humana que “recomeçar” seu aprendizado – inicialmente com um Cérebro Reptiliado, depois com mais um, o Límbico, até a fase atual – completado com o Neocortical. Depois que Caim “matou” Abel, a humanidade teve que, evolutivamente, reaprender conceitos morais, éticos, como compaixão, honestidade, lealdade, fraternidade, amor, já que descende do assassino Caim. Mas descende também de Set, podendo assim “escolher” entre duas tendências atávicas opostas, em luta em seu interior.

Talvez, essa sociedade do presente/futuro resgate o Cérebro Inteiro, Uno, não fragmentado, dessa vez para a verdadeira redenção e felicidade da Humanidade. Talvez, mais adiante, outros Noés com outros Jafets, Sems e Cams possam transmitir tradições, tecnologias, ensinamentos morais e espirituais, à sua descendência – que serão todos os homens e mulheres do Planeta Terra.

As civilizações passam, mas a ideologia maçônica continuará.


SI TATLIA JUNGERE POSSIS SIT TIBI SCIRE POSSE”
Martha Follain

Setembro/2008.


Apêndice 1
HOMEM VITRUVIANO

“Quando ouvimos os sinos, ouvimos aquilo que já trazemos em nós mesmos, como modelo. Sou da opinião que não se deverá desprezar aquele que olhar atentamente para as manchas da parede, para os carvões sobre a grelha, para as nuvens, ou para a correnteza da água, descobrindo, assim, coisas maravilhosas. O gênio do pintor há de se apossar de todas essas coisas para criar composições diversas: lutas de homens e de animais, paisagens, monstros, demônios e outras coisas fantásticas. Tudo, enfim, servirá para engrandecer o artista.” Leonardo Da Vinci.

Leonardo da Vinci, artista renascentista, possuía um talento diversificado, que tornou-o capaz de pesquisar e realizar trabalhos em vários campos do conhecimento humano: foi pintor, escultor, anatomista, engenheiro, matemático, músico, naturalista, arquiteto, engenheiro, urbanista, aerologista, botânico e inventor. Segundo historiadores, era um belo homem, tinha uma voz esplêndida. Com sua mente investigativa, questionava o mundo que o circundava, raramente terminava uma pintura, e freqüentemente, experimentava novas técnicas. Era um visionário para sua época, pois idealizou o tanque de guerra, helicóptero, pára-quedas, e descobriu que o homem não poderia voar como os pássaros, “batendo asas”. Foi o reintrodutor da fábula na Itália - suas fábulas e lendas relacionavam-se com as de Esopo e as dos “bestiários” medievais - com raras exceções, eram quase todas inventadas por ele mesmo e continham um desfecho moral. Italiano, nasceu em 15 de abril de 1452 (data em que se comemora o “Dia Mundial do Desenhista”), filho ilegítimo do tabelião e advogado, Piero com a jovem Catarina. Há dúvidas sobre a cidade de seu nascimento – talvez Anchiano, uma localidade de Vinci. Para outros historiadores, foi o próprio lugar de Vinci, situado na margem direita do rio Arno, perto dos montes Albanos, entre Florença e Pisa, na região da Toscana.

Aos dezesseis anos já desenhava e pintava, e foi para Florença (naquela época, cidade de grande prestígio) para trabalhar no ateliê de Andrea del Verrocchio (importante artista da época). De cabelos louros, olhos azuis, nariz aquilino, de uma incomparável beleza física, Leonardo teria sido o modelo para o Davi, de Verrocchio. Pelo que tudo indica, Verrocchio exerceu sobre Leonardo intensa influência, embora pequena no campo artístico, bastante acentuada no universo intelectual. Aos trinta anos, segue para Milão, onde viveu uma época e trabalhou para a corte de Ludovico Sforza. Em Milão, como urbanista, fez um projeto completo para a cidade, eliminando muros, alinhando ruas, prevendo esgotos, vias de dois pavimentos em que os pedestres andariam por cima, deixando a pista embaixo livre para veículos. As casas seriam amplas e ventiladas, e haveria enormes praças e jardins públicos.





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