Língua portuguesa e literatura brasileira



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TEXTO 2

Cedo ou tarde, uma dúvida cruel pinta na sua cabeça: “Que profissão escolher?”. Ou ainda: “Em que faculdade entrar?”. [...]

É por isso que a Editora Abril está lançando o Guia do estudante. Porque o que ele mais tem é exatamente o que você mais precisa saber: tudo sobre todas as profissões universitárias e técnicas, o mercado de trabalho, os cursos e o nível de todas as faculdades brasileiras, onde e como conseguir bolsas de estudo e muitas dicas de profissionais bem-sucedidos. Uma verdadeira luz pra você acertar na escolha da profissão que mais faz sua cabeça.

O melhor de tudo é que a decisão será sua e de mais ninguém. Com os pés no chão. Sentindo firmeza.

Pode contar com o Guia do estudante pra encarar essa parada. Ele vai dar a maior força pra você.
VEJA, São Paulo, n. 976, 1987 apud. Amaral, Emília et al. Português: novas

palavras: literatura, gramática, redação. São Paulo: FTD, 2000. p. 326.


Questão 06

Assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S) em relação ao texto 2.

01. O pronome pessoal ele (linha 3) faz referência ao estudante que busca uma faculdade para cursar.

02. Segundo o texto, o Guia do estudante oferece trabalho e meios de conseguir bolsas de estudo nas faculdades do Brasil e também do exterior.

04. Nota-se, no início do texto, um tom menos formal, com uma linguagem próxima do cotidiano. Ao longo do segundo parágrafo, percebe-se que, ao descrever o produto, o autor do texto utiliza uma linguagem mais próxima da escrita, voltando, no final, a dirigir a palavra aos jovens, num tom mais coloquial.

08. De acordo com o texto, os pais devem se afastar no momento em que o jovem escolhe a profissão que quer seguir, pois o Guia do estudante será uma verdadeira luz na vida do jovem.

16. “Que profissão escolher?” e “Em que faculdade entrar?” são exemplos de discurso direto introduzido no texto para mostrar alguns questionamentos feitos pelos jovens no momento em que estão decidindo seu futuro profissional.

32. O trecho O melhor de tudo é que a decisão será sua e de mais ninguém. Com os pés no chão. Sentindo firmeza. pode ser assim reescrito, sem que seu sentido seja alterado: O melhor de tudo é que a decisão será sua e de mais ninguém com os pés no chão: sentindo firmeza.

64. O pronome possessivo sua (linhas 1, 8 e 9) se refere à segunda pessoa do discurso você.




Questão 07

Assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S) com relação às obras Bagagem, de Adélia Prado e O Santo e a Porca, de Ariano Suassuna.




  1. Em Bagagem, a autora explora temas do cotidiano e, em muitos de seus poemas, homenageia autores como Carlos Drummond de Andrade, utilizando, principalmente, a intertextualidade.

  2. Apesar de tratar de temas que envolvem o cotidiano, Adélia Prado, em Bagagem, preferiu não abordar a religião, pois, segundo ela, “cada um tem o direito de acreditar no que quiser”.

04. Em O Santo e a Porca, o autor retrata de modo cômico e satírico as atitudes do velho Euricão, para quem a filha Margarida era o único tesouro.

08. A trama de Suassuna tem início a partir do momento em que Euricão recebe uma carta de Eudoro pedindo permissão para que Margarida se case com Dodó.

16. Adélia Prado, como maior representante da poética dos anos 40, na Segunda Fase Modernista, apresenta em sua obra, quanto à forma, preocupação com a métrica e a rima; e quanto à temática, referência à realidade de modo vago e impreciso.

32. Em O Santo e a Porca, a personagem Margarida vive, às escondidas, um romance com Dodó que, utilizando um disfarce, se passa por guardião da moça.




Questão 08

Considere os seguintes trechos do livro de Amilcar Neves, Relatos de sonhos e de lutas:




  1. Tá legal, malandro, tá legal. Os home é que entendem, não é isso? [...]

Tá legal, amizadinha, tá legal. Os home entendem. O resto é tudo burro de papel passado

e recibo assinado. (p. 81)


  1. Daí nós viemos os três. A gente sempre vinha os três. O Touro, a Cremilda e mais eu. Touro é como a gente conhece ele. (p. 80)




  1. O Touro, a mulata Cremilda e mais eu. Todo domingo. Lá de Brás de Pina pra ver o Vascão jogar. Só domingo. Na quarta não tem nunca Maraca. A grana não dá. Nem o batente deixa. (p. 80)

Assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).


01. Os três trechos ilustram a habilidade do autor em adequar a linguagem à fala das personagens no contexto.

02. O trecho II serve de exemplo para representar um fenômeno que vem ocorrendo cada vez com maior freqüência na língua portuguesa do Brasil: a substituição do pronome nós pelo pronome a gente.

04. É possível perceber, no trecho I, um certo tom irônico na fala da personagem.

08. A sentença Na quarta não tem nunca Maraca, no trecho III, significa que às quartas-feiras não há realização de jogos no Maracanã.

16. Daí nós viemos os três. A gente sempre vinha os três. O Touro, a Cremilda e mais eu., no trecho II, semanticamente corresponde a “O Touro, a Cremilda e eu sempre vínhamos juntos”.

32. No trecho III, o narrador afirma que, para assistir ao jogo do “Vascão”, ele e os amigos gastam o domingo todo indo de sua residência, em Brás de Pina, ao Maracanã.



Questão 09

Considere os trechos I e II:


I. Se eu pagar a comissão que eles exigem pra eu poder continuar trabalhando na arquibancada, onde o pessoal tem mais grana, não sobra nada pra mim.
NEVES, Amilcar. Relatos de sonhos e de lutas. São Paulo: Fundação Nestlé de Cultura, 1991. p. 87.
II. (a) A confusão era geral. No meio dela, Capitu olhou alguns instantes para o cadáver tão fixa, tão apaixonadamente fixa, que não lhe admira lhe saltassem algumas lágrimas poucas e caladas...

[...]


(b) Momento houve em que os olhos de Capitu fitaram o defunto, quais os da viúva, sem o pranto nem palavras desta, mas grandes e abertos, como a vaga do mar lá fora, como se quisesse tragar também o nadador da manhã.
ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. São Paulo: FTD, 1991. p. 183.

Assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).


01. No trecho I, todas as palavras sublinhadas são pronomes.

02. No trecho II (a), ambas as palavras sublinhadas têm por função indicar procedência.

04. No trecho I, o vocábulo onde, que inicia uma oração subordinada, se refere a mais grana.

08. No trecho II (b), as palavras sublinhadas introduzem comparações.

16. “Olhou alguns instantes para o cadáver tão fixa...”, do trecho II (a), remete ao modo como estava a mãe de Capitu no caixão: morta, inerte, fixa.


Questão 10

Considere os textos a seguir:


I - “Conversam o carcereiro e o assassino de alta periculosidade. Carcereiro:

– E agora, o que vai fazer?

– Matar o tempo!”

II - “Na guerra, o general estimula seus soldados antes da grande batalha:

– Não esqueçam, ao avistar o inimigo, pensem logo no lema de nossa tropa: Ou mato ou morro.

Dito e feito. Quando encontraram os inimigos, metade do batalhão correu para o mato, e o restante para o morro.”

III -

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ILARI, Rodolfo. Introdução à semântica: brincando com a gramática. São Paulo:

Contexto, 2001. p. 81; 104; 89.

Assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).


01. Os três textos apresentam verbo no modo imperativo.

02. No texto II, a expressão “dito e feito” indica que os soldados corresponderam plenamente à expectativa do general quanto às atitudes da tropa sob seu comando.

04. Tanto o sujeito de “conversam”, no texto I, como o sujeito de “deixe”, no texto III, é indeterminado.

08. No texto I, “vai fazer” é uma forma alternativa de “fará” para indicar o tempo futuro do presente.



16. O elemento responsável pelo resultado humorístico no texto I é a quebra de expectativa do interlocutor em relação ao sentido do verbo “matar” usado pelo assassino; no texto II, a graça está na confusão provocada pela mudança de classe gramatical e de sentido das palavras “mato” e “morro”.



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