Homens e masculinidades: práticas de intimidade e políticas públicas



Descargar 1.89 Mb.
Página4/6
Fecha de conversión10.12.2017
Tamaño1.89 Mb.
1   2   3   4   5   6




68

Homens e masculinidades: práticas de intimidade e políticas públicas
Medrado, Lyra, Azevedo e Brasilino (org.)

Gráfico 5. Taxa padronizada de homicídios¹ no sexo masculino, segundo raça/cor auto-referida, por região - Brasil, 2004




Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde – MS/SIM38.

Nota: ¹ Óbitos por 100.000 habitantes.
Como destaca Barbosa (1998), cabe ao homem negro o maior ônus de uma sociedade que se organiza a partir da ordem de classe, gênero e raça, uma vez que este se configura como antítese do modelo hegemônico. Assim, ela pergunta, em outras palavras: por que o racismo impede o homem negro de cumprir, de modo pleno, o modelo masculino desejável? A partir de questionamentos como este, Batista (2005), em uma das poucas pesquisas sobre Masculinidade, raça/cor e saúde, analisa registros de óbitos do estado de São Paulo, do ano de 1999. Segundo ele, as taxas de mortalidade entre os homens negros são maiores do que as dos brancos, especialmente na faixa etária entre 15 e 29 anos.
Em suma, as informações em saúde no Brasil, sejam de pesquisas epidemiológicas, demográficas ou oriundas da sistematização de dados com o objetivo de produzir subsídios para políticas públicas – sintetizados, por exemplo, nos Indicadores e Dados Básicos para Saúde (Rede Interagencial de Informações para a Saúde, 2007) –, ressaltam uma preocupação importante sobre as mortes por causas externas entre homens e nos apresentam um novo sujeito para as políticas públicas em saúde: o homem, jovem, negro e pobre.
As informações sobre adoecimento e morte dos homens não constituem necessariamente uma novidade, tendo em vista que têm sido apresentadas, na literatura, como tendência crônica e não como incidente agudo. Porém, chama-nos a atenção o fato dessas informações não

38 Para maiores informações consulte o site: http://portal.saude.gov.br/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=24448



69

Homens e masculinidades: práticas de intimidade e políticas públicas
Medrado, Lyra, Azevedo e Brasilino (org.)

terem sido ainda incorporadas, em sua complexidade, na construção de políticas públicas em saúde no nosso país.
Na nossa perspectiva, a formulação das políticas públicas em saúde no Brasil tem tido um olhar parcial para a visibilidade produzida pelas pesquisas epidemiológicas. Ou seja, a dimensão de gênero e raça, fortemente evidente nos dados das pesquisas, é sempre referida de maneira enfática quando se pensam as políticas públicas em saúde para a população jovem e pobre, mas as ações estruturais para a transformação desta condição social são negligenciadas (Longhi, 2008). A perspectiva das políticas públicas para a questão da violência urbana, por exemplo, adota muito mais um caráter repressivo com aumento do rigor das leis do que ações de prevenção e promoção da saúde que visam uma crítica à cultura machista e a ressignificação das relações de poder.
Além disso, como destaca Romeu Gomes, em entrevista publicada pelo Informativo Radis - Comunicação em Saúde (Nº 74, em outubro de 2008), não podemos perder de vista a perspectiva relacional de gênero. A saúde do homem, como ele bem afirma, não só pode ser pensada a partir de discussões sobre o perfil epidemiológico da morbimortalidade masculina, mas também para enfatizar aspectos culturais que podem comprometer a saúde de segmentos populacionais masculinos.
Para compreender essas questões, é importante resgatar as reflexões sobre a construção de uma política pública, apresentadas por Viana (1996) em seu artigo de revisão de literatura. A autora traz as contribuições de Kingdon (1984) sobre três tipos de agenda pública:


  1. sistêmica ou não-governamental – que se organiza a partir da apresentação de um conjunto de assuntos que são há muito tempo preocupações do país, sem contudo receber a devida atenção do governo;




  1. governamental – que se orienta pelas análises da gestão pública em relação aos problemas que merecem atenção do governo; e




  1. de decisão – baseada em análises sobre demandas e necessidades que exigem tomada de decisão.


Kingdon (1984), ressalta que um assunto pode sair da agenda sistêmica para a governamental quando existem eventos dramáticos ou crises, ou quando há influência de um quadro de indicadores ou acúmulo de informações e experiências. Para compreender essa transição, é necessário identificar os atores ou participantes ativos –governamentais e



70

Homens e masculinidades: práticas de intimidade e políticas públicas
Medrado, Lyra, Azevedo e Brasilino (org.)

não governamentais – e o processo – definido a partir das características dos orgãos, das instituições e dos aparelhos vinculados à produção de políticas públicas – pelo qual algumas alternativas e itens se tornam proeminentes.
Por ora, vale reafirmar aqui nosso pressuposto de que a forma como são definidos os instrumentos, produzidos os registros e analisados os dados demográficos e as estatísticas especiais (vitais, educacionais, de saúde, de trabalho) não é neutra. Ou seja, ela não pode ser considerada um reflexo, mas uma produtora de um fenômeno (problema, questão, demanda, necessidade, população) que justifica a necessidade de uma política sustentada em estratégias de biopoder.
A quantificação, em particular, é ainda um dos instrumentos de maior poder retórico no contexto discursivo de formulação de políticas públicas. O uso que é feito da quantificação (argumentos numéricos) em debates científicos e/ou no desenho e implementação de políticas públicas destaca, freqüentemente, a precisão e objetividade dos números em detrimento do “achismo” e imprecisão dos argumentos verbais (Potter; Wetherell, 1991). Entretanto, não se trata apenas de entender o uso que é feito dos números, mas como um discurso, baseado em números, legitima e produz realidades e sujeitos (Spink; Menegon, 1999).
Do mesmo modo, a invisibilidade ou falta de informações é também indicadora e produtora de verdades. Como afirma Rosemberg (1997), as imprecisões conceituais, a ausência de dados ou a superabundância de informações estatísticas participam do processo de construção social, por exemplo, das categorias negros, mulheres que trabalham fora, meninos de rua, prostituição infanto-juvenil, portadores de deficiência, gravidez na adolescência etc.39
Todavia, os organismos que dão visibilidade a dados demográficos e estatísticas especiais, no contexto da formulação de políticas públicas, não são surdos às pressões dos movimentos sociais e da comunidade acadêmica. Um exemplo marcante, nos últimos anos, é a convocação de representantes dessas instâncias, pelo IBGE e outros órgãos, para as reuniões de aprimoramento de suas pesquisas e dos respectivos instrumentos de coleta.
Pressões de pesquisadores e ativistas sociais, por exemplo, levou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), a partir de 1987,


39 Encontramos ricas discussões sobre essas categorias demográficas em trabalhos tais como: Bruschini e Madeira (1983); Araújo (1987); Andrade e Rosemberg (1997); Piza e Rosemberg (1999).



71

Homens e masculinidades: práticas de intimidade e políticas públicas
Medrado, Lyra, Azevedo e Brasilino (org.)

a coletar, anualmente, informações sobre a cor da população, um dado complexo e que viveu uma história de entradas e saídas nas pesquisas realizadas pelo IBGE (PIZA; ROSEMBERG, 1999). Também a PNAD, a partir de 1995, incluiu no tópico sobre educação toda a faixa etária desde o nascimento, a fim de investigar crianças que freqüentam creche, direito à educação reconhecido desde a Constituição Federal de 1988 (ROSEMBERG, 1997).
No Brasil, também o movimento de mulheres, desde o início de sua mobilização, nos anos 1970, tem-se constituído como importante ator político que avaliou, criticou e propôs mudanças na forma de coletar dados, especialmente aqueles que se referiam à participação feminina na vida pública ou que evidenciariam menor adesão ao estereótipo tradicional. Por exemplo, as instruções para coletar dados sobre chefia de domicílio e participação da mulher no mercado de trabalho foram modificadas (BARROSO, 1982; BRUSCHINI; MADEIRA, 1983).
Essas modificações acompanharam e contribuíram, certamente, para as transformações histórico-culturais que ocorreram, nas últimas décadas, nas relações de gênero, particularmente no que se refere à luta dos movimentos de mulheres pela maior participação feminina em espaços antes destinados exclusivamente aos homens: aqueles relacionados à esfera pública – política e econômica. Contudo, na sociedade contemporânea, a concepção e criação de filhos têm ainda se restringido

  • mulher, não incluindo o homem nessa esfera.



    • guisa de conclusão...


Como problematiza Figueroa-Perea (2004), a Medicina e a Demografia – disciplinas que têm investigado a saúde reprodutiva e alimentado as políticas públicas que incidem sobre ela –, por um lado, questionam a reprodução como questão das mulheres, por outro, grande parte dos dados, informações, estudos e pesquisas, ao focar apenas as mulheres, parecem considerar que a reprodução é um assunto de mulheres, e esse questionável pressuposto tem validado indicadores com os quais são construídos os conhecimentos nesta área e vice-versa. Em outras palavras, a produção desses indicadores também valida o modelo cultural que os legitima.
No nosso entender, em linhas gerais, as estratégias governamentais sobre saúde das mulheres e saúde dos homens carecem ainda de uma leitura irônica, para usar os termos de White (1978/1994). Como explorado



72

Homens e masculinidades: práticas de intimidade e políticas públicas
Medrado, Lyra, Azevedo e Brasilino (org.)

neste texto, as políticas públicas em saúde parecem se organizar ainda a partir de leituras epidemiológicas clássicas, baseadas na noção de risco como probabilidade e na perspectiva da gestão disciplinar da vida.
Essas leituras desconsideram, entre outras coisas, os processos de socialização e sociabilidade feminina que sustentam a subordinação das mulheres a partir de uma associação estratégica e cultural do feminino à fragilidade e ao autocontrole. Por outro lado, ignoram também os processos de socialização e sociabilidade masculinas que valorizam a exposição aos riscos como marca/prova de masculinidade (Vale-de-Almeida, 1995). Aqui é evidente a face positivada dos riscos, enquanto a Política de Atenção Integral à Saúde do Homem se orienta ainda para uma leitura disciplinar. Contraste em princípios e proposições... Pura ironia!
O texto da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PAISH), exposto à consulta pública pelo Ministério da Saúde, nos parece ainda carente de consistência e coerência conceitual e política. Sua construção teve por base, inicialmente, encontros com especialistas e representantes de entidades disciplinares da área da saúde, reservando aos cidadãos espaço apenas para consulta pública (feita via internet). Além disso, este processo esteve à margem das conferências de saúde.
Em termos de conteúdo, o texto da política baseia-se num panorama descritivo parcial sobre a saúde, ou melhor, sobre adoecimento e morte dos homens, apresentado a partir de estatísticas e probabilidades, apresentando leitura limitada sobre determinantes sociais em saúde, marcados por gênero, classe, raça e idade, dando pouca visibilidade às produções importantes no campo da Psicologia Social, baseadas em pesquisas qualitativas que exploram valores e normas culturais (Associação Brasileira de Saúde Coletiva, 2005).
Ainda que as seções princípios e diretrizes apresentem uma leitura mais complexa do fenômeno, o objetivo geral da política é descrito de forma limitada a promover a melhoria das condições de saúde da população masculina do Brasil, contribuindo, de modo efetivo, para a redução da morbidade e mortalidade dessa população, por meio do enfrentamento “racional” (sic.) dos “fatores de risco” (sic.) e mediante a facilitação ao acesso aos serviços e ações assistência integral à saúde.


73

Homens e masculinidades: práticas de intimidade e políticas públicas
Medrado, Lyra, Azevedo e Brasilino (org.)


Referências
ANDRADE, L. F. e ROSEMBERG, F. (1997). Ruthless rethoric: child and youth prostitution in the Brasilian media. Trabalho apresentado na Urban Childhood - An international, interdisciplinary conference. Trondheim, Norway, 9-12 de junho de 1997.
AQUINO, E. M. (2006). Gênero e saúde: perfil e tendências da produção científica no Brasil. Revista de Saúde Pública, São Paulo, (40): 121-132,
ARAÚJO, T. C. N. (1987). A classificação de cor nas pesquisas do IBGE: notas para uma discussão. Cadernos de Pesquisa. (63): 14-16, nov. 1987.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE SAÚDE COLETIVA (2005). Saúde do homem: alerta e relevância. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 10, n. 1, jan./mar. 2005.
AYRES, J. R. de C. M. (1997) - Sobre o Risco: para compreender a epidemiologia. São Paulo: Hucitec.
BARBOSA, M. I. (1998) Racismo e saúde. Tese (Doutoramento em Saúde Pública). Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo, São Paulo.
BARROSO, C. (1982). Mulher, sociedade e Estado no Brasil. São Paulo: UNICEF: Brasiliense.
BATISTA, L. E. (2005). Masculinidade, raça/cor e saúde. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 10, n. 1, p. 71-80, jan./mar. 2005.
BAYES, M.; HOWELL, E. (Eds.) (1981). Women and mental health. Nova York: Basic Books.
BECK, U. (1993). Risk Society: Towards a New Modernity. Cambridge, UK: Polity Press. (Risikogesellschaft. Frankfurt: Suhrkamp, 1986)
BECK, U. (1998) - La sociedad del riesgo: hacia una nueva modernidad. Barcelona: Piados. 304p.
BERNSTEIN, P. (1997) - O Desfio aos Deuses: A Fascinante História do Risco. Rio de Janeiro: Campus. (Against the Gods. John Wiley & Sons, 1996).



74

Homens e masculinidades: práticas de intimidade e políticas públicas
Medrado, Lyra, Azevedo e Brasilino (org.)

BRASIL (2006). Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde.
Evolução da Mortalidade por Violência no Brasil e Regiões. Brasília: Ministério da Saúde.
BRUSCHINI, C.; MADEIRA, F. (1983) - A família, a estrutura social e as formas de participação na produção social. Cadernos CERU, São Paulo, (18): 147-186.
CARRARA, S.; RUSSO, J.; FARO, L. (2009). A política de atenção à saúde do homem no Brasil: os paradoxos da medicalização do corpo masculino. Physis Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 19 [ 3 ]: 659-678, 2009.
CASTIEL, L. D. (1999) – A medida do possível... Saúde, risco e tecnobiociências. Rio de Janeiro: Fiocruz, 204p.
CORNEAU, G. (1995). Masculinidade e paternidade. In: NOLASCO, Sócrates (Org). A desconstrução do masculino. Rio de Janeiro: Rocco.
DOUGLAS, M. (1992). Risk and Blame: Essays in Cultural Theory. London:
Routledge.
FIENNES, R. (2001). El riesgo de vivir: todos los recuerdos de un gran explorador. Barcelona: Mondadori.
FIGUEROA-PEREA, J. G. (2004). La representación social de los varones en estudios sobre masculinidades y reproducción: un muestrario de reflexiones. In: MEDRADO, Benedito; FRANCH, Monica; LYRA, Jorge; BRITO, Maira (Org.). Homens: tempos, práticas e vozes. Recife: Instituto PAPAI: Fages: NEPO: UNICAMP: Pegapacapá, p. 22-34.
FOUCALT, M. (1999) - Tecnologías del yo: y otros textos afines. Barcelona: Paidós Ibérica.
FOUCAULT, M. (1994) Hermeneutica del sujeto. Madrid: La Piqueta. 142p. Colección Geneologia del Poder nº 25.
GIDDENS, A. (1998). Risk society: the context of British politics. In: The Politics of Risk Society (J. Franklin, org.), pp. 23-34, Cambridge: Polity Press.
GOMES, R. (2008). Entrevista. Informativo Radis - Comunicação em Saúde
(Nº 74), outubro de 2008.
HARRISON, J.; CHIN, J.; FICARROTTO, T. (1994). Warning: masculinity may be dangerous to your health. In: KIMMEL, Michael; MESSNER, Michael (Eds.). Men's lives. Boston: Allyn and Bacon.


75

Homens e masculinidades: práticas de intimidade e políticas públicas
Medrado, Lyra, Azevedo e Brasilino (org.)

HORROCKS, R. (1994). Masculinity in crisis. London: MacMillan.
KINGDON, J. W. (1984). Agendas, alternatives, and public policies. Boston: Little, Brown and Company.
LAURENTI, R.; BUCHALA, C. M.; MELLO JORGE, M. H. P.; LEBRÃO, M. L.; GOTLIEB, S. L. D. (1998) - Perfil epidemiológico da saúde masculina na região das Américas: uma contribuição para o enfoque de gênero. São Paulo: Centro Colaborador da OMS para a Classificação de Doenças em Português.
LAURENTI, R.; MELLO JORGE, M. H. P.; GOTLIEB, S. L. D. (2005) Perfil epidemiológico da morbi-mortalidade masculina. Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 10, n. 1, p. 35-46, jan./mar. 2005.
LONGHI, M. R. (2008). Viajando em seu cenário: reconhecimento e consideração a partir de trajetórias de rapazes de grupos populares do Recife. Tese (Doutorado em Antropologia) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2008.
LYRA, J. (2008). Homens, feminismo e direitos reprodutivos no Brasil: uma análise de gênero no campo das políticas públicas (2003-2006). 2008. 262 f. Tese (Doutorado em Saúde Pública) - Departamento de Saúde Coletiva, Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, Fundação Oswaldo Cruz, Recife.
MEDRADO, B.; LYRA, J. (2008). Por uma matriz feminista de gênero para os estudos sobre homens e masculinidades. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, 16(3): 809-840, setembro-dezembro.
MEDRADO, B.; LYRA, J.; AZEVEDO, M.; GRANJA, E. e VIEIRA S. (2009). Princípios, diretrizes e recomendações para uma atenção integral aos homens na saúde. Recife: Instituto PAPAI.
NASCENTES, A. (1932) - Dicionário etimológico da língua portuguesa. Rio de Janeiro.
NOLASCO, S. (1993). O Mito da Masculinidade. Rio de Janeiro: Rocco.
OLIVEIRA, P. P. (2000) - Crises, valores e vivências da masculinidade. Novos Estudos Cebrap, São Paulo, (56): 89-110.
PIZA, E.; ROSEMBERG, F. (1999). Color in the brazilian census. In: REICHMANN, Rebeca (Ed.). Race in contemporary Brazil: from indifference to inequality. University Park, Penn.: The Pennsylvania State University Press, p. 37-52.


76

Homens e masculinidades: práticas de intimidade e políticas públicas
Medrado, Lyra, Azevedo e Brasilino (org.)

REDE INTERAGENCIAL DE INFORMAÇÕES PARA A SAÚDE (2007). IDB 2006 BRASIL: indicadores e dados básicos. Brasília: Ministério da Saúde, 2007. Disponível em:


Compartir con tus amigos:
1   2   3   4   5   6


La base de datos está protegida por derechos de autor ©psicolog.org 2019
enviar mensaje

    Página principal
Universidad nacional
Curriculum vitae
derechos humanos
ciencias sociales
salud mental
buenos aires
datos personales
Datos personales
psicoan lisis
distrito federal
Psicoan lisis
plata facultad
Proyecto educativo
psicol gicos
Corte interamericana
violencia familiar
psicol gicas
letras departamento
caracter sticas
consejo directivo
vitae datos
recursos humanos
general universitario
Programa nacional
diagn stico
educativo institucional
Datos generales
Escuela superior
trabajo social
Diagn stico
poblaciones vulnerables
datos generales
Pontificia universidad
nacional contra
Corte suprema
Universidad autonoma
salvador facultad
culum vitae
Caracter sticas
Amparo directo
Instituto superior
curriculum vitae
Reglamento interno
polit cnica
ciencias humanas
guayaquil facultad
desarrollo humano
desarrollo integral
redes sociales
personales nombre
aires facultad