Capítulo III as etapas formativas em perspectiva franciscano-capuchinha



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ratio formationis ordinis fratrum minorum capuccinorum
Capítulo III

As etapas formativas em perspectiva franciscano-capuchinha

A formação para a vida consagrada é um itinerário de discipulado guiado pelo Espírito Santo, que conduz progressivamente a assimilar os sentimentos de Jesus, Filho do Pai, e a configurar-se com sua forma de vida obediente, pobre e casta (Const. 23,1).



  • Guia de Leitura






1. Sentido do capítulo III

A palavra iniciação ocupa o lugar central neste terceiro capítulo. O primeiro capítulo pretende fundamentar carismaticamente as dimensões que se apresentam no segundo. Neste momento, cabe-nos introduzir, de forma processual e iniciática, estas dimensões em todas e em cada uma das etapas que configuram nosso itinerário formativo.


Uma vez mais, recordamos aos irmãos que o que se apresenta aqui são apenas os princípios gerais, que devem ser aceitos em todas as áreas geográficas da Ordem. Mais adiante, segundo um protocolo de sequência que vamos elaborando, caberá a cada Circunscrição pôr em prática seus próprios projetos formativos à luz destes princípios gerais aceitos por todos.



2. Estilo, estrutura e metodologia

Acertar o estilo do texto não é uma tarefa fácil. Uma Ratio Formationis para toda a Ordem não pode abusar da linguagem normativa; por isso, intencionalmente, quisemos manter uma certa tensão entre a norma, a exortação, a proposta e o desejo, para que, desta maneira, respeite-se a tensão natural entre as propostas gerais de uma Ratio e as propostas concretas de um projeto formativo.


Em cada etapa formativa, apresentam-se os seguintes elementos: a natureza de cada etapa, os objetivos a alcançar ­– marcados por um forte acento cristológico –, as dimensões que apresenta – com um enfoque especial ao proprium franciscano–, os tempos específicos e os critérios que se devem adotar. Pareceu-nos oportuno incorporar alguns temas de particular interesse, por diversos motivos: o trabalho, em sintonia com as preocupações de nossa Ordem expressas no VIII CPO; a economia almejada pelo aprendizado de habilidades que nos permitam uma gestão transparente e fraterna do dinheiro; a justiça, paz e ecologia, seguindo as recomendações do Papa Francisco em sua Encíclica Laudato Si’, bem como as indicações do recente manual de JPIC de nossa Ordem; as novas tecnologias de informação e comunicação, relacionadas com a maior parte das mudanças antropológicas que estão se produzindo em nosso mundo.
Nossa intenção é partir da práxis concreta. O texto que agora colocamos em suas mãos é um esboço, fruto da reflexão compartilhada nos dois últimos conselhos internacionais da formação. No CIF de 2016, quatro de nossos irmãos, pertencentes a diversos contextos culturais, trataram de iluminar, a partir da própria experiência, as diversas etapas formativas (Fr. Sergio Dal Moro, A formação permanente; Fr. Carmine Ranieri, o postulado; Fr. Próspero Arciniégas, o noviciado; Fr. Gaudence Aikaruwa, o pós-noviciado). Naquela ocasião, após uma escuta atenta de todas as nossas discussões, Fr. Mariosvaldo Florentino nos ofereceu a redação de um primeiro texto, que serviu de novo objeto de estudo e discussão durante o CIF de 2017. O esboço que segue a estas chaves de leitura ainda está incompleto em alguns temas que necessitam de maior reflexão, tais como a formação especial, a formação inicial específica e os organismos e estruturas culturais da Ordem. Especialmente nestes temas, esperamos cordialmente todas as suas considerações.


3. O que pretendemos

Interessa-nos, mais que um documento que diga o que se deve fazer, um texto que oriente e ajude a descobrir a sensibilidade e as tendências atuais no âmbito formativo, e nos dê pistas para que sejam significativas e autênticas no mundo de hoje.


Neste capítulo, abordam-se algumas urgências que requerem uma maior reflexão e um verdadeiro esforço de atualização: a configuração das fraternidades e as equipes formativas, a formação específica dos formadores, os critérios de discernimento vocacional, o clericalismo, o acompanhamento pessoal, o número adequado de formandos na fraternidade, o conhecimento sistemático de nossa espiritualidade e de nossos valores carismáticos. Somos chamados a pensar, discutir e decidir juntos.


4. Chaves de leitura

O texto pode ser lido de duas maneiras distintas, porém complementares ao mesmo tempo, especialmente a segunda parte.


Uma primeira proposta consiste em fazer uma leitura continuada das etapas, tomando como ponto de partida a formação permanente até chegar à etapa do pós-noviciado. A segunda proposta é um convite à leitura transversal dos conteúdos temáticos, isto é: escolher um tema, por exemplo, o trabalho, e verificar a processualidade com que tem sido tratado ao longo das etapas.
Convidamos todos a uma leitura fraterna, atenta, crítica e propositiva.

NB.


Com a intenção de não dificultar a leitura do texto, evitamos neste esboço as citações, fundamentos e referências bibliográficas, que serão incorporadas, obviamente, na apresentação final do texto.




I. NOSSA FORMAÇÃO: A ARTE DE APRENDER A SER FRADE MENOR



I. 1. Os novos contextos socioculturais e eclesiais



  1. A construção do mundo é sempre dinâmica. As mudanças são cada vez mais complexas, velozes e profundas. Muda o que fazemos e nossa percepção do que somos: a relação com nós mesmos, com o planeta, com a vida; em ritmo vertiginoso, aparecem novos desejos e necessidades, novas formas de sensibilidade, modos de relação também novos. A Igreja e a Ordem, no âmbito da formação, sentem-se interpeladas a participar ativa, crítica e criativamente neste processo de transformação pessoal, social, cultural e religiosa.

  2. A cultura se caracteriza, hoje mais do que nunca, pelo pluralismo antropológico e pelos desafios da tecnologia e do mundo digital (ciberantropologia). Estar conectados à internet permanentemente influi em nossa maneira de pensar, de recordar e de nos comunicarmos, e isso afeta o modo de compreender a liberdade, bem como a capacidade de reflexão, a gestão do tempo e os modos de expressar nossa intimidade (relações afetivas líquidas). A tecnologia, que oferece múltiplas possibilidades positivas, requer também um exame atento: é preciso definir nossa relação com ela se não quisermos perder a liberdade.

  3. Neste contexto de mudanças, parece que a inteligência, pouco a pouco, está se desligando da consciência, assim como a vontade se afasta do desejo. Prevalece o emocional sobre o racional; o subjetivismo autorreferencial frente ao valor das relações, a competência frente à colaboração. Privilegia-se a dimensão individual e se fragmenta e se enfraquece a identidade coletiva e o sentido de pertença; contudo, ao mesmo tempo, percebem-se também valores como o respeito às leis, a solidariedade, o compromisso social e o crescente interesse pelo meio ambiente.

  4. Apesar de que as mudanças parecem se impor, ainda podemos escolher a luz com a qual iluminar quem somos realmente, com quais elementos queremos construir nossa identidade, como reler nossa história e como orientar nosso futuro. A chave nos é oferecida pelas intuições do Evangelho: apostar na cultura do encontro e das relações autênticas; recuperar o valor do humano frente ao consumismo; sair da imobilidade e do tédio existencial para descobrir, na itinerância, um caminho que fortaleça a autoestima, consolide a segurança pessoal e favoreça a abertura cultural e o diálogo com os outros; criar espaços de reflexão através da surpresa e da admiração, que estimulem a sensibilidade até a experiência religiosa e o transcendente. Crer é belo, gera esperança e dá sentido à vida.

  5. Precisamos de um novo modelo de desenvolvimento social mais justo e equitativo, que responda às necessidades básicas e aos direitos universais: saúde, educação, vida digna, água potável, ar puro, fontes de energia renováveis. Em nossos dias, ainda são possíveis a paz, o fim da pobreza e a superação da desigualdade. É nossa responsabilidade estabelecer um mundo sem fronteiras, mais respeitoso para com a diversidade, mais seguro e sustentável, no qual a prioridade seja a promoção da justiça social e global.



I. 2. Continuar construindo hoje a nossa identidade franciscano-capuchinha



  1. A identidade de Deus reside na relação de amor livre e gratuita entre as Pessoas divinas. Deus não é um ser fechado em si mesmo. Em Jesus, todos fomos chamados a fazer parte desta Família, a ser filhos no Filho; por isso, a vocação humana consiste em reconhecer a presença deste amor livre e gratuito em nossa história pessoal, e assumir a responsabilidade de construir nossa própria identidade em relação com Deus, deixando-nos introduzir em seu mistério de amor.

  2. Cristo, nosso modelo antropológico, iniciou sua vida pública depois de uma experiência de silêncio e deserto. O discernimento e a purificação de suas motivações levam-no a se identificar, processualmente, com a vontade salvífica do Pai. Jamais só, sempre com seus discípulos, e por meio de gestos e palavras, proclamou a Boa Nova: o amor gratuito e incondicional de Deus e sua consequência imediata: a fraternidade inclusiva e universal. Sua entrega e fidelidade o levaram a uma morte na cruz, com a qual expressou seu amor livre e gratuito a Deus e a nós. O Pai o ressuscitou, confirmando com ele o projeto do Reino, que, através do Espírito Santo, continua vivo dentro da Igreja.

  3. Tudo começou entre os leprosos. Aí, Francisco toma consciência de que a misericórdia de Deus se estende sobre a totalidade de sua vida. Trata-se de um longo Itinerário que passa pela experiência de sua conversão em São Damião, repleta de perguntas, e culmina com a resposta da impressão dos estigmas no cume do Monte Alverne: desde que se encontrou com os leprosos até a conformação a Cristo pobre, ponto culminante de sua experiência espiritual. Francisco muito amou a Cristo, conheceu-o bem e o seguiu de perto; e esta é a sua melhor herança.

  4. À luz de nossa tradição capuchinha, de nossas Constituições e dos últimos documentos da Ordem, existe uma consciência clara entre os frades de que os valores centrais de nossa identidade são os seguintes: a vida fraterna em minoridade; a oração, especialmente contemplativa; o cuidado e a celebração da criação; a leitura atenta da Palavra; a presença e o serviço entre os pobres e os que sofrem. As implicações que estes valores trazem são: a busca do essencial, a simplicidade de vida, o cultivo do amor, a itinerância e a disponibilidade total. Estes valores devem ser assumidos por cada irmão e cada fraternidade com fidelidade criativa, e encontrar expressões apropriadas nas diversas culturas aonde nossa Ordem for chamada a ser testemunha alegre do Evangelho através de uma sã e rica pluralidade. Viver diariamente estes valores e transmiti-los integramente e com paixão de uma geração a outra é hoje um dos maiores desafios.



I. 3. A iniciação: caminho processual de personalização de nossa vida capuchinha



  1. Desde 1968, nossas Constituições estabelecem que a formação à nossa vida deve se realizar como um processo de iniciação em analogia com a iniciação cristã dos primeiros séculos. Esta grande intuição da Ordem necessita ser bem compreendida e suficientemente aprofundada, para que possa ser posta em prática fiel e criativamente.

  2. O processo de iniciação à vida franciscana capuchinha é um caminho de crescimento dinâmico, personalizado, gradual, integral e contínuo que, embora mais intenso nos primeiros anos, dura toda a vida. O objetivo é acompanhar e ajudar o candidato para que, a partir de sua vida concreta, com os meios formativos adequados, possa viver um autêntico caminho de conversão, tornando-se um genuíno discípulo de Jesus, no estilo de Francisco, com os elementos próprios da tradição capuchinha, para que, livre e radicalmente, entregue-se totalmente ao serviço do Reino de Deus.

  3. A iniciação à nossa vida exige a separação progressiva daqueles elementos da forma de vida anterior que não se encaixam com os nossos valores, bem como a assimilação de novos valores e a inserção em nossa Ordem. Portanto, o acento principal reside na transmissão e na aprendizagem progressiva dos valores e das atitudes fundamentais da vida franciscano-capuchinha: aprender a escutar com o coração a Palavra que seduz; olhar a vida com novos olhos e descobrir, em cada pessoa, a presença de um irmão; aprofundar-se no aprendizado do seguimento de Jesus, até chegar a ter, através de um caminho de conformação a Ele, seus mesmos sentimentos; enfim, descobrir a alegria de seguir Jesus sendo um frade menor.

  4. O processo de iniciação prevê momentos dedicados à transmissão dos conteúdos de uma sólida formação em relação aos fundamentos antropológicos, cristãos e franciscanos de nossos valores carismáticos, junto com experiências devidamente preparadas e avaliadas, que auxiliem uma assimilação mais profunda de tais valores. O processo prevê a combinação de experiências cotidianas com outras experiências concretas e exigentes que durem um determinado período de tempo: diversos serviços fraternos, trabalho manual, presença em meio aos pobres, experiências missionárias, silêncio e contemplação, e outras possíveis atividades pastorais.

  5. Por outro lado, o caminho da iniciação exige um acompanhamento personalizado, dado que o modo de acolher e integrar a proposta varia de um irmão a outro. A personalização leva especialmente em conta a formação às relações interpessoais e a aquisição de habilidades que, progressivamente, o formando incorpora à sua participação na vida fraterna. O caminho formativo é pessoal, intransferível e original, favorecendo o desdobramento das capacidades que cada irmão possui, aquilo que o torna único e irrepetível e o orienta em seu seguimento de Jesus.



II. OS PRINCÍPIOS DA FORMAÇÃO



II.1. A fraternidade no centro do projeto formativo



  1. Os espaços de busca, escuta, diálogo e discernimento fazem da fraternidade um lugar privilegiado para o encontro com Deus e para a formação e o acompanhamento dos irmãos. A fraternidade é também, por natureza e missão, lugar de acolhida, de crescimento humano e espiritual, e de transmissão de nossos valores e experiências carismáticas. Formar-se é ir adquirindo a forma de frade menor a partir da fraternidade e na fraternidade, aprendendo a estabelecer relações horizontais, vivendo com o essencial, descobrindo a alegria profunda do seguimento e anunciando o Evangelho com o testemunho da própria vida.

  2. O Senhor me deu irmãos (Test 14). A fraternidade não é uma ideia de Francisco, mas uma iniciativa de Deus mesmo, para que sigamos juntos os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Formamo-nos em fraternidade, compartilhando as experiências da vida. Ninguém se forma sozinho, nem pode ser indiferente à formação: se não se forma, deforma-se.

  3. A vida religiosa, como já afirmamos, fundamenta sua identidade no Mistério da Trinidade, e se define como Confessio Trinitatis. Inserida no coração da Igreja universal, é chamada a ser signum fraternitatis e perita em comunhão. O Espírito Santo, fonte e doador por excelência dos diferentes carismas, concedeu-nos o dom da minoridade, para que, vivendo uma vida simples e sem ânsias de poder em nossas fraternidades locais, sejamos criadores e curadores de autênticas relações humanas dentro da Casa Comum, anunciando a toda a humanidade a dimensão fraterna de todas as criaturas.



II. 2. O discernimento franciscano



  1. Em verdade eu vos digo, que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes (Mt 25,40). A presença oculta de Jesus nos pobres se converte na chave central do discernimento cristão. As obras de caridade, também chamadas obras de justiça e solidariedade, junto com as Bem-aventuranças (Mt 5, 1-13), estabelecem os critérios de pertença ao Reino dos Céus: a pobreza de espírito, a alegria, a misericórdia, a construção da paz, a autenticidade do coração, a incompreensão e a perseguição.

  2. Quem sois vós e quem sou eu? Francisco entende sua vida como uma resposta ao dom do Senhor. No tempo de sua conversão, compõe uma oração que o acompanhará por toda a vida: Ó glorioso Deus altíssimo. A Deus, que é Luz, pede fé para ser guiado, esperança para ser sustentado nas dificuldades e amor para não excluir ninguém. Deus o guia pessoalmente até as ruínas da capela de São Damião, onde Cristo vive em meio aos leprosos. Francisco encontra lá a resposta a suas primeiras crises e o auxílio para continuar caminhando.

  3. O discernimento franciscano exige sensibilidade e capacidade de busca, tanto em nível pessoal como comunitário. Não decidimos nada sozinhos, sempre com os irmãos. A atitude de escuta, especialmente da Palavra de Deus, é fundamental para poder responder ao que Deus realmente espera de cada um de nós neste momento concreto de nossas vidas. As áreas fundamentais do discernimento em chave franciscana, além da Sagrada Escritura e das fontes carismáticas, são a vida fraterna, onde verificamos a capacidade para estabelecer relações humanas maduras, livres e gratuitas; a contemplação, onde purificamos nossas imagens de Deus com a experiência do Deus de Jesus; e a minoridade, onde pomos à prova nossa capacidade de comprometer a própria vida com a vida dos que sofrem e os menores de nosso mundo.

  4. É preciso purificar a autenticidade das próprias motivações vocacionais em um ambiente de sã eclesialidade, que nos ajude a proteger a própria liberdade espiritual frente à ameaça do intimismo ou do individualismo. Ser livre significa não depender da opinião dos outros, ter um bom nível de segurança interior, não se apropriar das pessoas nem das coisas, ser capazes de integrar a solidão e abrir-se para compartilhar tanto as coisas materiais como as espirituais.

  5. São Francisco, em sua Carta a um Ministro – evangelho franciscano da misericórdia –, convida-nos a viver, sempre com a ajuda do Espírito do Senhor, em constante atitude de discernimento. O amor radical, critério de excelência, manifesta-se quando consideramos como uma graça qualquer situação dificuldade, e fazemos dela fonte de conhecimento pessoal; quando renunciamos ao perfeccionismo e não queremos que os outros sejam melhores cristãos, isto é, renunciamos em fazer o outro à nossa própria imagem e semelhança; quando distinguimos entre a ermida (lugar de fuga que alimenta o individualismo e a autossuficiência) e o eremitério (lugar de encontro com Deus no silêncio, que nutre o sentido das relações fraternas). Isto só é possível se nossos olhos, contemplando os olhos do Misericordioso, se encherem de misericórdia, para que nenhum irmão se afaste de nós, e possamos, com nosso olhar, atrair todos ao Senhor.



II. 3. O acompanhamento franciscano



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